segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Conheça a história do presidente que doa 90% do seu salário e anda de fusca

 

Aos 77 anos, o uruguaio José Mujica, presidente do Uruguai, é um ex-guerrilheiro tupamaro que passou 14 anos preso, a maioria durante a ditadura uruguaia (1973-1985). Ele vive em uma pequena chácara nos arredores de Montevidéu junto com sua esposa, a senadora Lucía Topolansky. Ali cultiva flores e hortaliças que vende nos mercados locais.

Quando não está realizando trabalhos oficiais, o chefe de Estado faz questão de dirigir o seu próprio carro, um fusca azul, de 1987, avaliado em pouco mais de US$ 1.000. Mujica dispensa empregados. Faz suas próprias compras no bairro onde vive e frequentemente é visto em restaurantes populares com seus colaboradores no entorno da sede do Governo, no centro de da capital uruguaia.
 



Seu salário, de US$ 12,5 mil mensais, não fica todo com ele. O presidente uruguaio fica com US$ 1.250 e doa 90% para a construção de casas populares. Segundo sua última declaração de renda, de abril passado, seu patrimônio e o de sua esposa somam cerca de US$ 212 mil. Eles possuem três terrenos, três tratores e dois carros de 1987."Se tenho poucas coisas, preciso de pouco para sustentá-las", disse recentemente em uma à BBC.

Lê os jornais com um iPad apesar de viver em uma humilde chácara, quase sem segurança e onde ele mesmo cozinha carne com cebola, seu prato preferido - assim é José "Pepe" Mujica, o peculiar presidente do Uruguai, que nesta quinta-feira (16/05) recebeu a Agência Efe para uma entrevista junto com sua inseparável cadela de três patas, Manuela. Não é de hoje que Mujica chama atenção por seu estilo de vida simples.

Nem pela pequena guarita com dois policiais situada na frente do local alguém poderia imaginar que o austero sítio no qual vive com sua esposa é a atual residência presidencial uruguaia.

Localizada a dez quilômetros de Montevidéu, em uma área rural na qual só se escuta o canto das aves, a primeira coisa que chama atenção na chácara são suas paredes descascadas e tetos de zinco verde, assim como as galinhas que ciscam nos pátios vizinhos em torno da roupa estendida no varal.

 

"Minha maneira de viver é consequência da evolução da minha vida. Lutei até onde é possível pela igualdade e equidade dos homens", afirma em tom reflexivo este ex-guerrilheiro que passou 14 anos na prisão, a maioria durante a ditadura (1973-1985), e que na próxima segunda-feira completará 78 anos.

Para Mujica, do bloco esquerdista Frente Ampla, "o mundo está prisioneiro hoje da cultura da sociedade de consumo e o que está se consumindo é vida humana, em quantidades enormes", pois se perdeu a capacidade de desfrutar o tempo e a ideia que "estar vivo é um milagre".

"As pessoas não compram com dinheiro, compram com o tempo que tiveram que gastar para ter esse dinheiro. Não se pode desperdiçar esse tempo, é preciso guardar algum tempo para a vida", argumenta o homem que preside um país de 3,3 milhões de habitantes e que se vende como paraíso da natureza e da tranquilidade.

 


Vestido com roupa e tênis esportivos de tons cinzentos e negros, Mujica lembra então a célebre frase de Séneca que "pobres são aqueles que precisam de muito", mas depois esclarece que seu estilo não é uma "valorização da pobreza", mas "da sobriedade no viver".
 
A vida simples não significa desconectada. O chefe de Estado uruguaio tem um iPad para ler os jornais de manhã, antes de deslocar-se à Torre Executiva, sede governamental no centro de Montevidéu.

Usa o aparelho moderno aparentemente porque não chegam os jornais até a vizinhança onde vive junto com outras três famílias e onde a cadela Manuela circula faceira, apesar dos 18 anos de idade. A ausência de uma das patas da cadela é fruto de um acidente com ferramentas de arar que forçou a amputação, relata Mujica.

Preso na Alemanha, jogador brasileiro Breno é batizado por pastor da Igreja Batista de Munique

Preso na Alemanha, jogador brasileiro Breno é batizado por pastor da Igreja Batista de Munique
O zagueiro brasileiro Breno, que está preso na Alemanha sob acusação de ter incendiado a própria residência foi batizado na última semana por um pastor da Igreja Batista de Munique. Breno, que antes cumpria pena em regime fechado, está agora em regime semi-aberto e volta aos poucos ao convívio social.
Durante o julgamento, em 2012, o caso de Breno chamou atenção devido a relatos de que o jogador estaria “possuído por satanás” ao atear fogo em sua casa. Desde sua prisão o jogador está sendo acompanhado pelo pastor Teodoro, da Igreja Batista de Munique, e se converteu ao evangelho recentemente.
- Nós estávamos muito felizes. Foi um dia de muita alegria. O pastor Teodoro começou acompanhar o Breno desde que ele foi preso – afirmou Renata Borges, esposa do jogador.
- Deus tem nos mantido fortes e firmes. Com certeza a nossa vida espiritual com Deus é nossa maior força – completou Renata.
Ex-jogador do São Paulo, em 2011 Breno foi considerado o principal suspeito de causar o incêndio que destruiu sua casa. Julgado em julho de 2012, o jogador foi condenado e enviado direto à prisão, onde cumpre pena.
Agora, de acordo com a mulher de Breno, os planos da família são de voltar para o Brasil logo que o jogador terminar de cumprir sua pena e for libertado. De acordo com o jornal Extra, ao voltar para o Brasil o jogador irá voltar a atuar pelo São Paulo, com quem já teria um acordo de trabalho.
- Assim que ele estiver livre, vamos embora no dia seguinte. Morar em outro país não é fácil e em uma situação como essa é muito difícil – disse Renata Borges.
 
Por Dan Martins, para o Gospel+

Globo cancela cerimônia do Troféu Promessas. A entrega dos prêmios aconteceria no dia 13 de novembro no RJ.

 

Faltando poucas horas para o encerramento das votações populares, a coordenação do Troféu Promessas resolveu cancelar a cerimônia de entrega de prêmios.
Os troféus seriam entregues na próxima quarta-feira (13) no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói (RJ). Porém os organizadores resolveram anunciar os ganhadores na segunda (11) através do site oficial e os cantores ou bandas vencedores receberão os troféus por correio.
A notícia pegou a muitos de surpresas, bandas, assessores, jornalistas e profissionais ligados ao mercado evangélico já estavam se preparando para viajar para o Rio, muitos, inclusive, já haviam comprado passagens aéreas para participar da premiação.
Entre os possíveis ganhadores estão os nomes de Cassiane, Fernanda Brum, Bruna Karla, Aline Barros, André Valadão, Pregador Luo, Thalles Roberto, Oficina G3, Novo Som, Diante do Trono, Livres, Renascer Praise e outros.
Não há detalhes sobre o motivo do cancelamento da cerimônia. As edições do Troféu Promessas foram iniciativas da GEO Eventos, empresa das Organizações Globo que vai encerrar suas atividades no final do ano com dívidas de mais de R$60 milhões. 

No Facebook a noticia que corre é que devido as brigas o evento foi cancelado. Noticia não confirmada!

Pessoas ligadas a direção da Organização disseram que o cancelamento se deu porque as gravadoras queriam esquematizar os ganhadores pra facilitar vendas de DVDs dos cantores. A de Thalles afirmou que após sua ida ao programa do JÔ Soares, ele só compareceria se ficasse destacado entre os cantores. A de Fernanda brum teve dificuldade de aceitar perder para Anástacio. Resultado cancelaram tudo.
Vi no Blog da Rô / Fonte GospelPrime

sábado, 9 de novembro de 2013

Assembleia de Deus é a denominação que mais cresce nos EUA

Cerca de 10% das congregações estão em rankings de crescimento nos EUA

Assembleia de Deus é a denominação que mais cresce nos EUAAssembleia de Deus é a denominação que mais cresce
Apaixonados por estatísticas, os norte-americanos também estabeleceram diferentes tipos de rankings para medir o tamanho de suas igrejas. Embora o objetivo não seja de competição, mas de acompanhamento, os dados de 2013 surpreendem.
A LifeWay Research, em cooperação com a revista Outreach publicou este mês a lista das 100 maiores igrejas dos Estados Unidos e as 100 igrejas que mais cresceram desde o ano passado.
O resultado do estudo mostra que a Assembleia de Deus é a denominação que cresce mais rápido. Embora o ranking seja focado apenas nos EUA, teve grande repercussão no segmento evangélico. O motivo é o recente debate teológico sobre as colocações do influente pastor Jhon MacArthur Junior, que classificou o movimento pentecostal de “heresia”.
O pastor George O. Wood, que lidera uma associação das Assembleias de Deus de todo o mundo,assinou uma carta-aberta como resposta a isso no final do mês passado.
“Reconheço que desde o século passado surgiram aberrações isoladas no comportamento e na doutrina dos que se identificam como pentecostais ou renovados. Mas o movimento como um todo provou ser uma força vital na evangelização mundial, o cumprimento da promessa que Jesus fez aos seus discípulos em Atos 1:8. Em nome dos 66 milhões de adeptos e mais de 360 mil igrejas da Assembleia de Deus em todo o mundo, agradeço a Deus que a fé e a vida da igreja de Atos 2 ainda estão sendo seguidas e vividas até hoje”.
Agora, com a lista da Outreach na mão, ele pode mostrar que cerca de 10% das igrejas presentes ali são Assembleia de Deus.  A Primeira Assembleia de Deus de Phoenix, no Arizona, com 21 mil membros está entre as dez maiores do país.
“Quando eu olho para a lista das igrejas que mais crescem, é emocionante ver as AD crescendo rapidamente em todo o país”, comemora o pastor Wood. “Mas quando vejo que essas igrejas não estão apenas crescendo em tamanho, mas se multiplicando através do discipulado, sendo as mãos e os pés de Cristo em suas comunidades… é isso o que realmente importa”.
Entre as diferentes “surpresas” da lista mais recente preparada pelo Instituto Lifeway, está, por exemplo o crescimento da International Christian Center. Foram quase 30% novos membros no último ano e o que motivou isso foi o Furacão Sandy, que atingiu a região do Estado de Nova York em outubro de 2012.
Ronald Squibb, pastor responsável pela International, explica: “Em meio à tragédia e a adversidade, Deus tem usado essa situação para nos mostrar favor. Não ficamos esperando que as pessoas viessem à igreja. Investimos em nossa comunidade, procuramos servir nossa comunidade”.
De acordo com Ed Stetzer, presidente da LifeWay, as igrejas que tiveram crescimento mais rápido que a média tinham um elemento em comum: o sacrifício. “Essas igrejas estão fazendo um grande empenho para se multiplicar. Esse compromisso com a multiplicação muitas vezes cria a necessidade do sacrifício. O sacrifício é inerente à experiência de cada cristão crescendo espiritualmente enquanto sua igreja cresce em número”.
Na lista das 5 maiores igrejas dos EUA nenhuma grande mudança em relação a 2012. Igrejas lideradas por pastores conhecidos no Brasil por seus livros, como Joel Osteen, Bill Hybels e Rick Warren, continuam entre as 10 primeiras. A surpresa realmente foi a Primeira AD de Phoenix, que está prestes a completar 90 anos, sendo a segunda mais antiga do ranking.
tabela igrejas eua Assembleia de Deus é a denominação que mais cresce nos EUA

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Autoajuda: Zé Bruno volta a criticar a música gospel brasileira

ze bruno

O vocalista da banda Resgate, pastor Zé Bruno, voltou a criticar a música gospel brasileira por causa dos temas abordados nas letras da maioria das canções.

Em tom de desabafo, Zé Bruno dividiu a atribuição de responsabilidades pela baixa qualidade artística do cenário musical cristão com a linha teológica adotada por muitas igrejas.

“A música evangélica acabou se tornando um recurso de autoajuda. Só fala de vitórias e conquistas. Vende a ideia de um ‘Deus’ que é um tipo de ‘gênio da lâmpada’. Mas na verdade, nós [em geral] cantamos a nossa teologia e, como a teologia foi se diluindo, os cantores cantam aquilo que eles ouvem, também. Eu não sei onde isso tudo começou, quem veio primeiro… ‘o ovo ou a galinha’. Mas a verdade é que entra ano e sai ano, é difícil você ver alguém tentando refletir um pouco”, disse Zé Bruno, em entrevista ao portal Guia-me.

Segundo o pastor, seu ponto de vista é pessoal e limitado, porque deixou de acompanhar o mercado gospel nacional: “Essa também é uma leitura que eu faço, olhando um pouco de fora. Porém eu não sou um cara que ouve muito música gospel. Então hoje eu confesso que quando alguém me pergunta: ‘Você viu o CD novo do fulano?’, geralmente respondo que não porque eu não sei muito sobre estes lançamentos. Então eu não sou exatamente o cara para falar sobre isso”, pontuou.

Comentando a polêmica entrevista concedida a Lincoln Lyra durante a Feira Internacional Cristã (FIC), em julho deste ano, quando criticaram abertamente não apenas a música gospel, mas as igrejas evangélicas como um todo e também a liturgia de igrejas pentecostais, Zé Bruno afirmou que o tom das críticas foi motivado por diversos fatores.

“Quando o Lyncoln parou a gente ali, naquela feira, foi um dia em que o carrinho já tinha passado por cima do dedinho, já tinha dado uma topada no pé da cama… Além disso, ir à Feira Cristã é meio que visitar um sanatório. Então você perde um pouco do rumo. Quando você vai ao sanatório, um diz que é Nero, outro diz que é César e você responde: ‘Ah sim! Sr. César, Sr. Nero, Sr. Napoleão Bonaparte’. Não dá pra contrariar. Cada um tem o seu stand, o seu DVD, a sua pregação, a sua unção, o seu poder e o seu milagre e todo mundo que toca quer fazer chover, quer fazer o povo chorar [...] Então naquele dia, a gente já estava bem cheio”, revelou.

A crítica, no entanto, não era dirigida à organização do evento, e sim, aos expositores: “Não digo isso quanto à organização. Eu acho importante a promoção da Feira, a indústria, seja ela fonográfica, os livros, as Bíblias… Nós temos um mercado que consome isso tudo. E você tem acesso a fóruns, debates, exposições, produtores… Isso é importante! A cada ano, você melhora. Não deixa de ser um campo importante. Mas aquilo acaba virando a fogueira das vaidades”, lamentou.


Fonte: Gospel Mais

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Casal seguidor do movimento “Eu escolhi esperar” diz que casar virgem é uma prova de amor

casal

A capital Boa Vista (RR) recebeu neste sábado (2) a equipe do movimento “Eu Escolhi Esperar” que prega a virgindade até o casamento. Liderada pelo pastor Nelson Júnior, a palestra reuniu jovens solteiros e casais que se identificam com estes preceitos.

A equipe do site G1 acompanhou o evento e conversou com o casal Daniel Lineke, de 21 anos e Ammila Ayã, de 19 anos, que estão juntos há três anos e decidiram ter relações sexuais somente depois de se casarem.

Para eles a virgindade “é um mérito” e “uma prova de amor”. “É uma prova de amor, principalmente a Deus, quando a gente admite e faz um voto desse a Ele”, disse Lineke que é publicitário.

Ammila acredita que um relacionamento sem sexo é a forma correta de seguir a Bíblia. “Há tempo para tudo, há tempo para ser solteiro e tempo para casar. Por isso escolhi esperar, e o momento certo será depois do casamento.”

Entre os participantes estava o casal Jorge e Lucélia Rodrigues, eles só tiveram relação sexual depois do casamento e entendem que esta decisão fez diferença para o relacionamento.

“Durante nosso casamento percebemos que isso fortaleceu mais nossa união, pois não gerou dúvidas ao nosso relacionamento”, diz Jorge.

Nos últimos três anos o movimento “Eu Escolhi Esperar” já atraiu mais de 250 mil jovens em palestras realizadas em todo o país e mais de um milhão nas redes sociais.

O pastor responsável pelos trabalhos do ministério fala da importância do sexo pós casamento lembrando que nos dias atuais muitos relacionamentos são baseados apenas no sexo, o que leva ao divórcio e à traição.

“Hoje, o alto índice de divórcio está relacionado à infidelidade conjugal. Isso acontece porque as pessoas buscam o sexo, pois as pessoas tiveram uma vida sexualmente ativa antes de casar. Assim, há um desejo contínuo. Com quem tem apenas um parceiro, isso ocorre, mas é mais fácil de controlar, tendo em vista que a pessoa conseguiu se controlar antes do matrimônio”, disse Júnior.


Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 5 de novembro de 2013

30% dos brasileiros confiam no trabalho da polícia, afirma pesquisa




Sete em cada dez pessoas no Brasil dizem não confiar na polícia. É o que mostra uma pesquisa feita pela Faculdade de Direito da FGV em São Paulo apresentado nesta terça-feira (5).

O estudo faz parte da sétima edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento ouviu 1.650 pessoas por trimestre durante um ano, entre 2012 e este ano.


O levantamento diz ainda que a confiança do brasileiro com a polícia é próxima da verificada com os partidos políticos, que apresentou a reprovação de 95% dos entrevistados.

"Não dá para tapar o sol com a peneira. Esses números mostram uma falência total do modelo de política de segurança pública", disse Renato Sérgio de Lima, coordenador do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

A pesquisa aponta que as Forças Armadas são a instituição de segurança que os brasileiros julgam mais confiável. No total, 34% dos entrevistados não confiam no Exército, na Aeronáutica e na Marinha.

A pesquisa tem uma margem de erro de 2,5% para mais ou para menos.

DELEGADOS

Conforme antecipou a Folha na edição de hoje, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou também que apesar de ter o maior número de delegados de polícia do país, com mais de 3.000 na ativa, São Paulo foi o Estado que pior remunerou o profissional em início de carreira em 2012.

Enquanto um delegado em Mato Grosso recebeu, em 2012, R$ 18.837,00, o mesmo profissional em São Paulo ganhou quase um terço disso, R$ 6.709,32 --entre salário bruto e gratificações.


Os números que compõem o documento foram recolhidos de bases de dados da Secretaria de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça.


Fonte: Folha de SP / CÉSAR ROSATI

Pastoras lésbicas Lanna Holder e Rosania Rocha irão se casar no religioso em um castelo, diz jornalista

Pastoras lésbicas Lanna Holder e Rosania Rocha irão se casar no religioso em um castelo, diz jornalista
A celebração de casamentos gay em igrejas já vem acontecendo ao redor do mundo, e agora, duas pastoras lésbicas irão se unir oficialmente: Lanna Holder e Rosania Rocha.

O casamento das líderes da igreja inclusiva Comunidade Cidade de Refúgio será realizado dia 19 de dezembro, mais de 10 anos depois de elas se envolverem sentimentalmente, quando ainda estavam casadas.

A informação foi divulgada pelo jornalista Chico Felitti, colunista do jornal Folha de S. Paulo. A cerimônia será realizada num castelo em Mauá, interior de São Paulo: “Minha mulher é uma rainha, então nada mais adequado”, afirma Lanna Holder.

O relacionamento de Lanna e Rosania foi detalhado por Felitti, que ouviu das parceiras histórias omitidas por elas durante muito tempo. “Passamos quatro meses em batalha contra nosso amor”, revela Rosania.

Lanna Holder sofreu um acidente automobilístico, e esse teria sido o ponto de convencimento para Rosania desistir de tentar
Local onde Lanna e Rosania irão se casar
Local onde Lanna e Rosania irão se casar

sustentar seu casamento e ir adiante no romance com a pastora: “Foi nessa hora que me dei conta: o que seria de mim se perdesse ela?”, diz, lembrando que ouviu muitos conselhos para esquecer Lanna: “Eles diziam que o acidente tinha sido providência divina, que cada vez que eu fosse vê-la ela ia piorar um pouco, até morrer. Diziam que o acidente era a providência de Deus, para mostrar que estávamos errando. Mas Ele falou comigo, para eu ir. E eu ia. E a cada vez que ela ia, eu melhorava”.
A cerimônia, para 500 convidados, será celebrada por uma pastora, amiga de Lanna e Rosania. Fiéis da denominação foram convidados para presenciarem o casamento gay que terá Paris como cenário da lua de mel.
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Por Tiago Chagas, para o Gospel+


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Adoradores ou consumidores? O outro lado da herança de Charles Finney


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Por Augustus Nicodemus Lopes


A palavra "evangélicos" tem se tornado tão inclusiva que corre o perigo de se tornar totalmente vazia de significado — R. C. Sproul


Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter 5 mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo (e mesmo assim, um deles o traiu). Em outras palavras, uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me ao evento da multiplicação dos pães narrado em João 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase que todos da multidão (6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que ele é o Salvador, o que tem as palavras de vida eterna (6.67-69).


O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.


Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar.


Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a "escolha" das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.


Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas.


Esta mentalidade consumista por parte de evangélicos se mostra por vários ângulos. Numa pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos constatou-se que 4 em cada 10 americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidentemente muitos estarão em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, 1 em cada 5 americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia, etc.) durante o curso de um ano. E disso se aproveitam os espertos. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita ano passado por Steve Rabey em Christianity Today. Cada vez mais cresce o marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vezes seu propósito inicial de difundir o Evangelho, e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos Estados Unidos pertence às corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram cachês altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo em Strategies for Today’s Leader, Gary McIntosh defende abertamente que "o negócio das igrejas é servir ao povo". Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o "cliente", e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente faze-los sentir-se bem.


Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de "a síndrome da porta de vai-e-vem". As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão facilmente quanto entraram. As pessoas buscam igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros.


Creio que há vários fatores que provocaram a presente situação. Ao meu ver, um dos mais decisivos é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney no evangelicalismo moderno. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos de Finney têm moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Jerry Falwell, Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do movimento de sinais e prodígios, do movimento neopentecostal, e do movimento de crescimento da igreja. Michael Horton afirma que grande parte das dificuldades que a igreja evangélica moderna passa é devida à influência de Finney, particularmente de alguns dos seus desvios teológicos: "Para demonstrar o débito do evangelicalismo moderno a Finney, devemos observar em primeiro lugar os desvios teológicos de Finney. Estes desvios fizeram de Finney o pai dos fatores antecedentes aos grandes desafios dentro da própria igreja evangélica hoje: o movimento de crescimento de igrejas, o neopentecostalismo, e o reavivalismo político".


Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja Cristã, e estimado e venerado por evangélicos no Brasil como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney. Desconheço qualquer obra em português que apresente o outro lado. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje.


Em sua obra sobre teologia sistemática (Systematic Theology [Bethany, 1976]), escrita pelo fim de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin, Finney revela ter abraçado ensinos estranhos ao Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (p. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e conseqüentemente, a salvação) toda vez que peca (p. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (p. 179); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a idéia da justificação com base da obra de Cristo em lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a ideia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, "regeneração consiste no pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferência; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência", e tudo isto movido pela influência moral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (p. 224).


Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, mudou a ênfase que havia à pregação doutrinária para uma ênfase à fazer com que as pessoas "tomassem uma decisão", ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology ele declara a base da sua metodologia: "Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos."


Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no século IV, e condenado como herético pela Igreja, ou seja, que nenhum de nós nasce pecador; o homem, por nascimento, é neutro, e capaz de fazer escolhas para o bem e para o mal com inteira liberdade. Finney tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagiano (ou mesmo, pelagiano) em sua doutrina, e um dos responsáveis maiores pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas.


Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento é produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e avivamento é o resultado de campanhas bem planejadas com os métodos corretos.


Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los à Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores, por meio psicológicos, com receio de produzir falsas conversões. Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isto, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o "banco dos ansiosos" (de onde veio a prática de se fazer apelos ao final da mensagem), o uso de qualquer medidas que provocassem um estado emocional propício ao pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis do pecado e do juízo.


O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado estes métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; e a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, acreditando que reavivamentos podem ser produzidos, e que pecadores podem decidir seguir a Cristo quando o desejarem, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, e que promovem a mentalidade consumista nas igrejas evangélicas.


A relação entre os métodos de Finney e o espírito consumista moderno foi corretamente notado por Rodney Clapp, em recente artigo na Christianity Today (Outubro de 1966): "Ao enfatizar a importância de se tomar uma decisão para Cristo, Charles Finney e outros reavivalistas ajudaram na sacramentalização da ‘escolha’, elemento chave do consumismo capitalista de hoje. O reavivalismo [de Finney] encorajava sentimentos de êxtase e a abertura do indivíduo para mudanças costumeiras de conversão e reconversão" (p. 22).



O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a ter uma multidão de consumidores. Creio que a igreja evangélica brasileira precisa seguir a Cristo também aqui. É preciso que reconheçamos que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas.

 

Fonte: Monergismo
 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Líder mundial das Assembleias de Deus admite que existe “fogo estranho” entre os pentecostais

george wood

Dr. George O. Wood, pastor-presidente da convenção das Assembleias de Deus dos EUA, admitiu que existe “fogo estranho” entre os pentecostais.

Ainda ecoa nas igrejas evangélicas as recentes declarações do influente pastor John MacArthur Jr. sobre as igrejas pentecostais e neopentecostais. Ele afirmou recentemente que elas não são cristãs, classificou seus ensinamentos como heresia e rejeitou a manifestação dos dons de línguas e de cura como algo vindo de Deus.

Assim como vários líderes do segmento pentecostal, Wood, também presidente da Associação Mundial da Assembleia de Deus, respondeu a altura. Ele publicou uma carta aberta após a conferência “Fogo Estranho”, que reuniu cerca de 4.000 líderes na Califórnia, sendo transmitida em tempo real gratuitamente pela internet para cerca de 120 países.

O encontro, organizada pelo ministério do pastor MacArthur contou com oradores famosos, como RC Sproul, Conrad Mbewe e Steve Lawson. A questão mais polêmica é quando MacArthur considera que existe uma “adoração inaceitável a Deus” entre o movimento de renovação. “O movimento de renovação como um todo abriu a porta para um erro teológico maior que qualquer outra aberração doutrinária nos dias de hoje,” acrescentou.

O debate promete esquentar em novembro, quando ele lança o livro “Strange Fire The Danger of Offending the Holy Spirit with Counterfeit Worship [Fogo Estranho: O perigo de se ofender o Espírito Santo com louvor falso]”.

Em uma das palestras de MacArthur na conferência ele fez o que chama de “Apelo aos amigos renovados”, pedindo que eles possam “discernir e serem protegidos do erro… servindo como uma fonte de verdade para as pessoas fora da Igreja”. O teólogo calvinista pediu ainda que “os membros do movimento tradicional pentecostal que amam a Cristo se manifestem contra as aberrações, as heresias, o terrível tipo de manipulação e engano que muitos no movimento renovado foram capazes de impor sobre pessoas sem conhecimento da verdade”.

Wood representa mais de 66 milhões de pentecostais no mundo. Alguns dias após ter rebatido os argumentos de MacArthur, seu documento enfrenta rejeição por parte de algumas igrejas. Mesmo assim, sua opinião é vista como muito influente na teologia pentecostal. “O Dr. MacArthur acredita que os dons miraculosos do Espírito cessaram com o fim da Era Apostólica e que os movimentos pentecostais e renovados são uma aberração teológica”, escreveu ele.

Passou então a apontar para várias passagens do Novo Testamento que embasam as crenças pentecostais nos dons do Espírito Santo, incluindo o falar em línguas (glossolalia), interpretação de línguas, profecia, curas físicas e divinas. Por fim, asseverou: “Reconheço que desde o século passado surgiram aberrações isoladas no comportamento e na doutrina dos que se identificam como pentecostais ou renovados. Mas o movimento como um todo provou ser uma força vital na evangelização mundial, o cumprimento da promessa que Jesus fez aos seus discípulos em Atos 1:8. Em nome dos 66 milhões de adeptos e mais de 360 mil igrejas da Assembleia de Deus em todo o mundo, agradeço a Deus que a fé e a vida da igreja de Atos 2 ainda estão sendo seguidas e vividas até hoje”.

Com um século de existência, a denominação Assembleias de Deus é uma das mais influentes do mundo. Embora não tenha especificado qual igreja ou denominação ele reconhece estar colocando “fogo estranho” diante do altar de Deus, a maioria dos teólogos aponta para a teologia da prosperidade, presente na maioria das igrejas neopentecostais.


Com informações de Christian Post – Gospel Prime

Igrejas evangélicas sofrem interdições por causa de barulho dos cultos e alegam perseguição religiosa

Igrejas evangélicas sofrem interdições por causa de barulho dos cultos e alegam perseguição religiosa
Igrejas evangélicas vem sofrendo interdições por parte da prefeitura de Araguaína, interior do Tocantins, e reclamam de perseguição religiosa.

O argumento das autoridades locais baseia-se na questão da falta de alvará dos templos e do barulho. Mesmo sem medição dos decibéis dos cultos, duas igrejas foram interditadas pela prefeitura sob alegação de que o som estava acima dos 75 decibéis permitidos por lei.

“Igrejas estão sendo lacradas sem nenhum aviso prévio, casamento está sendo invadido sem nenhum motivo, pregador que prega na rua sendo proibido de pregar. Se isso não for perseguição não existe perseguição”, reclamou o pastor Ildésio Luis Alves, presidente do Conselho de Pastores da cidade.

Outra liderança evangélica local reclama da falta de orientação por parte das autoridades antes da aplicação das multas, mas reconhece que muitas igrejas extrapolam o bom senso no que se refere ao volume do som nos cultos: “Não somos contrários à fiscalização e a cobrança de que a lei seja cumprida, porém cada fiscal que tem o seu entendimento ao seu modo interpreta a lei e nos exige algo que causa essas discrepâncias nas ações. Sou plenamente favorável que estes excessos sejam corrigidos”, afirmou o apóstolo Bueno Júnior em entrevista ao G1.

Falta de Alvará
O pastor Tiago Moreira, líder da igreja Nova Jerusalém, queixou-se do que considerou um abuso: “Fiquei triste, pois a nossa igreja já estava toda construída, com forro, piso, só faltavam as janelas, e o fiscal veio aqui e deu a ordem pra fechar as portas. Nunca ninguém veio aqui na época da construção dizer que faltava isso ou aquilo. Depois de tudo pronto, eles vem e lacram a igreja”, disse Moreira, em entrevista ao Jornal da Missão.

A impressão de perseguição religiosa é compartilhada pelo pastor Luciano Galvão, do Ministério Reinando em Cristo: “Por que essa atitude só com as igrejas evangélicas? Por que não se faz a mesma coisa com bares e festas que tanto incomodam as famílias? Há uma perseguição às igrejas evangélicas de Araguaína. O inimigo está incomodado com a ação da igreja e tenta atrapalhar nosso trabalho sério que recupera vidas para a sociedade. Mas não podemos estranhar atitudes assim, está na Bíblia que isso já aconteceu e que poderia acontecer, mas não vamos nos enfraquecer nem nos intimidar com essas ações”, pontuou Galvão.
O responsável pelo Departamento de Postura e Edificações, Tiago Spacassassi, argumentou que seguiu o que a lei estabelece: “Na época existia uma denúncia, existia uma modificação. O problema continuou e nós fizemos uma interdição temporária para a resolução do problema, ao invés da aplicação da multa”.
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Por Tiago Chagas, para o Gospel+

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

As sandices de John MacArthur


Em uma época em que os cristãos sérios deveriam se unir para combater males reais e comuns, MacArthur dirige seus ataques para o foco errado


Como prometido, segue abaixo algumas reflexões sobe declarações do pastor John MacArthur ao site do The Christian Post, nos EUA, no domingo, 20 de outubro. Os trechos traduzidos da matéria com MacArthur vêm em itálico e minhas observações em texto normal.

Para aqueles que disseram que MacArthur está atacando seus irmãos em Cristo, MacArthur respondeu que ele “desejava que pudesse afirmar isso [chamá-los de irmãos]”. [Mas,] Em sua opinião, como ele e seus colegas oradores observaram durante a conferência, o movimento carismático é feito, em grande parte, por “não-cristãos”.

Eu, sinceramente, não me importo se John MacArthur escreve e prega o cessacionismo. E daí? Problema dele. Ele tem todo o direito de fazê-lo. E obviamente também nem me importo de ele fazer uma conferência para defender, entre outras coisas, o cessacionismo. E daí? A igreja dele é pastoreada por ele e ela apóia fielmente o seu líder. Aliás, todos os anos MacArthur faz conferências em sua igreja e o templo desta, com capacidade para 3 mil pessoas, sempre enche, não só de visitantes, mas principalmente com o seu próprio povo, como prova de apoio ao seu líder. Neste ano, não foi diferente.

Os três únicos problemas são que MacArthur fez questão de desafiar publicamente pentecostais tratando-os como hereges; distorceu o próprio ensino pentecostal para asseverar a questão entre continuísmo e cessacionismo como uma doutrina primária, essencial, de suma importância para a saúde da fé de qualquer cristão, e não como uma doutrina secundária; e ainda colocou, no mesmo saco, pentecostais clássicos e neopentecostais. Aí não dá. As críticas que MacArthur sofreu por essa conferência foram justamente relacionadas a esses radicalismos e injustiça.

Em primeiro lugar, pentecostais clássicos têm a Bíblia como a sua única regra de fé e prática, e justamente por isso pregam constantemente contra “novas revelações” que se chocam com a Bíblia ou querem acrescentar algo a ela.

E em segundo lugar, pentecostais clássicos também pregam contra a Teologia da Prosperidade, contra a Confissão Positiva, contra o “cair no Espírito”, contra a “unção do riso” etc, que são desvios neopentecostais.

Como se não bastasse isso, ainda temos que ouvir MacArthur afirmar que acredita que a maioria dos cristãos no mundo que dizem crer na contemporaneidade dos dons espirituais é, na verdade, de “não-cristãos”.

“Se a questão [da continuidade ou não dos dons espirituais] não é clara – como alguns estão dizendo –, ela só se tornou clara sob a influência dos falsos mestres? Ficou clara para os apóstolos; ficou clara para os Pais da Igreja Primitiva; ficou clara para os reformadores; ficou clara para os puritanos; ficou clara nos credos, como a Confissão de Westminster; ficou clara para os teólogos reformados como B. B. Warfield; ficou clara para Spurgeon; ficou clara, nos tempos mais modernos, a R. C. Sproul. Terá agora se tornado clara por causa de Aimee Semple McPherson, Jimmy Swaggart, Jim Bakker e Kenneth Copeland? Essa é uma idéia ridícula”.

Não, MacArthur, a não descontinuidade dos dons espirituais se tornou clara para nós pelos próprios apóstolos, pela própria Bíblia Sagrada, a única regra de fé e prática para qualquer crente genuinamente pentecostal. Não há nenhum texto bíblico que diga que os dons espirituais não são mais para os nossos dias.

E a questão ficou clara também para Pais da Igreja e grandes nomes da Igreja dos primeiros séculos como Justino Mártir (100-165), Irineu (115-202), Teófilo de Antioquia (120-186), Tertuliano (160-220), Novaciano (200-258), Gregório Taumaturgo (213-270) e Hilário de Poitiers (300-368), mas, infelizmente, foi renegada pela maioria dos Pais da Igreja do terceiro século em diante como reação aos desvios Montanistas.

Apesar disso, há registros de contemporaneidade dos dons espirituais durante a Alta Idade Média e, depois, entre os valdenses, nos séculos 12 a 15, e com os anabatistas, no século 16; entre os quacres e pietistas, no século 17; na França, entre os Camisardes, chamados de “calvinistas das cavernas”, no século 18; na Finlândia, também no século 18, durante o avivamento que impactou os luteranos naquele país e que ficou conhecido como “Heränneet”; além de entre os Morávios, na República Tcheca, na mesma época. Nos séculos 18 e 19, há ainda registros na Inglaterra, Rússia, Estados Unidos, Indonésia, Escócia, Austrália, Brasil (sim, entre batistas no Rio Grande do Sul, 30 anos antes da chegada de Gunnar Vingren e Daniel Berg), Armênia, Alemanha, África e Noruega, dentre outros países.

A contemporaneidade de todos os dons espirituais, inclusive a glossolalia, foi clara para John Wesley (1703-1791), que a defendeu em carta ao pastor Conyers Middleton (The Works of John Wesley, A Letter to the Rev. Dr. Conyers Middleton, volume 10, pp. 54 a 56). Essa carta pode ser lida clicando AQUI.

A contemporaneidade dos dons espirituais foi clara para o célebre batista inglês F. B. Meyer (1847-1929), sobre o qual o cessacionista Spurgeon disse certa vez: “Ele prega como um homem que viu Deus face a face”.

Ela foi clara para o reverendo R. B. Swan, sua esposa e alguns membros de sua igreja em Providence, Rhode Island, EUA, em 1875, que receberam todos, segundo depoimento do próprio Rev. Swan, a glossolalia. E o que dizer dos relatos e/ou experiências próprias de glossolalia registrados nos séculos 18 e 19 por Thomas Walsh, William Doughty, William Arthur, Horace Bushnell, V. P. Simmons, J. C. Aroolappen e tantos outros?

Em 1801, há 212 anos, nos Estados Unidos, na localidade de Cane Ridge, Kentucky, cerca de 3 mil pessoas, em um acampamento da Igreja Presbiteriana, entraram no que descreveram como “estado de júbilo”, com “centenas” delas “falando em línguas sobrenaturalmente” (Dicionário do Movimento Pentecostal, CPAD, 2007, p. 235).

A contemporaneidade dos dons espirituais foi clara para o célebre evangelista congregacional Dwight Lyman Moody (1837-1899), contemporâneo de Spurgeon e que foi, segundo historiadores, o homem que mais ganhou vidas para Jesus no século 19.

Ela foi clara também para o célebre pregador calvinista congregacional David Martyn Lloyd-Jones (1899-1981) (Leia AQUI excelente artigo de John Piper a respeito). E nos dias de hoje, a contemporaneidade dos dons espirituais é aceita por calvinistas como Wayne Grudem, J. I. Packer, John Piper, Craig Keener, D. A. Carson, Mark Driscoll, C. J. Mahaney, Tim Keller, Sam Storms, Matt Chandler, Vincent Cheung, James MacDonald, Matt Slick, James K. A. Smith, Johanes Lilik Susanto e Paul Walsher, só para citar os conhecidos. Porém, MacArthur ignora essa gente toda e cita ele e R. C. Sproul como referência sobre o assunto, como que querendo dizer que a teologia dele e de Sproul está acima da de todos estes outros colegas calvinistas. Com todo respeito que possamos ter por MacArthur e Sproul como ensinadores (eu mesmo gosto de muitos textos de Sproul), eles não são melhores teólogos do que muitos daqueles que acabei de mencionar.

E para piorar, MacArthur, ao final de sua fala, cita nomes do pentecostalismo que pregavam heresias ou que caíram em pecado, quando deveria lembrar de pentecostais como Stanley Horton, Anthony D. Palma, William Menzies, David Wilkerson, Roger Stronstad, Myer Pearlman, George Wood etc etc etc, todos seus compatriotas. Já imaginou se cometo o mesmo pecado de tomar todos os reformados por nomes dentre eles que os constrangem justamente por não representarem a maioria dos reformados ou o que pensa os reformados, seja pelo seu ensino ou comportamento? Não seria correto, seria? Seria profundamente desonesto, na verdade.

Outra acusação foi que MacArthur e os cessacionistas estão falando de algo que só é verdade para extremistas, lunáticos do movimento, e ele afirma que “obviamente não é verdade”, porque acredita que há erro no movimento carismático que varre todo o movimento. “Noventa por cento das pessoas em todo o mundo ligadas ao movimento carismático apropriam-se do evangelho da prosperidade”, disse ele. “24 a 25 milhões deles negam a trindade, 100 milhões deles são católicos romanos. Esta não é uma franja. Este é o movimento, e está crescendo a uma taxa rápida”, acrescentou.

Se juntarmos todos os católicos carismáticos, os unitaristas e os carismáticos e neopentecostais adeptos da Teologia da Prosperidade ou de outras heresias em todo o mundo, eles provavelmente não chegam sequer a 30% dos mais de 800 milhões de pentecostais no planeta. Colocar todos eles no mesmo saco é de uma irresponsabilidade e insensibilidade enormes. Nas igrejas pentecostais europeias, por exemplo, quase inexiste a Teologia da Prosperidade. E mesmo nos EUA, Brasil e África, onde a Teologia da Prosperidade é forte, há muitos pentecostais que pregam e ensinam contra ela, inclusive a maior denominação pentecostal do nosso país.

“Se os líderes reformados que conhecem a verdade, o Evangelho e a Palavra de Deus não policiarem o movimento, os terroristas espirituais vão dominar”, disse ele.

A moda agora é chamar todo divergente de “terrorista”. Vide Obama, que chamou os parlamentares republicanos mês passado de “homens bomba”, “terroristas” e “incendiários”.

MacArthur já chamou carismáticos de “não-cristãos” e “terroristas”. O que falta agora? “Doentes mentais”? “Demoníacos”?

“O movimento carismático tem aberto mais amplamente a porta para o erro teológico do que qualquer outra aberração doutrinária nos dias de hoje”, acrescentou MacArthur, observando que no capítulo 12 de seu livro ele escreveu uma carta aberta a seus amigos continuístas.

O neopentecostalismo é que tem aberto. E mais uma vez ele coloca os males do mundo evangélico na conta dos continuístas de forma geral. É de uma desonestidade enorme. Será que ele não leu nenhum livro da profusão de livros apologéticos pentecostais nos EUA e no mundo combatendo os erros do neopentecostalismo?

“Se os dons praticados na igreja carismática de hoje são equivalentes aos descritos no Novo Testamento, então esses dons originais não tinham nada de especial”, disse ele, acrescentando que estes “degradam os verdadeiros dons que Deus deu à igreja do primeiro século”.
Ele acrescentou que o movimento “desonra o Espírito Santo, atraindo pessoas com falsificações, e faz as pessoas pensarem que elas não têm o que precisam, e que há algo lá fora que precisam perseguir”.

Esse foi o argumento mais tíbio de todos. Os dons só seriam extraordinários se ficassem circunscritos à Era Apostólica?

Quanto a eventuais falsificações, MacArthur esquece que falsas e distorcidas manifestações de dons espirituais ocorreram até nos tempos apostólicos, vide, só para citar um exemplo, as orientações de Paulo aos crentes em Corinto sobre desvios nessa área ali.

O que devemos fazer não é negar os dons porque há gente que os perverte, mas orientar em favor das manifestações sadias. Como diz um velho e sábio provérbio latino, Abusus non tollit usum – “O abuso não tolhe o uso”.

Não se joga o bebê fora junto com a água suja da bacia. Não se toma a maioria pela minoria. Não se deve transformar exceção em regra e regra em exceção. Regra é regra, exceção é exceção.

Quanto às declarações de que a contemporaneidade dos dons espirituais “desonra o Espírito Santo” e “faz as pessoas pensarem que elas não têm o que precisam, e que há algo lá fora que precisam perseguir”, trata-se de uma tremenda distorção das coisas:

1) Quem aceitou Jesus como Senhor e Salvador tem tudo o que precisa em termos de Salvação, mas isso não significa que os dons espirituais, que acompanham a Salvação, que são acessórios dela, não são importantes. Os dons (inclusive os espirituais) não são essenciais para a salvação, mas eles são importantes, porque foram dados à Igreja para a sua edificação, para o enriquecimento da vida cristã.

2) Desprezar os dons espirituais é que é negativo, pois é apagar uma ação específica do Espírito Santo em nossas vidas a qual tem por objetivo enriquecer ainda mais o nosso serviço a Deus e à Sua Igreja (1Ts 5.19-21).

3) A Bíblia nos orienta a buscarmos, a perseguirmos, “os melhores dons”, e inclusive menciona o de profecia como um destes melhores (1Co 14.1).

MacArthur também apontou para aqueles que são continuístas, auxiliando o problema, porque eles querem dar lugar para o movimento carismático e “não estão ajudando a resolver os problemas de falsa doutrina”.

Pois é, para MacArthur, gente como Wayde Grudem, J. I. Packer, John Piper e o falecido D. Martyn Lloyd-Jones seriam calvinistas que atrapalham, dando oportunidade à expansão da falsa doutrina. E como ele já disse que a maioria dos crentes continuístas é de “não-cristãos”, logo o próximo passo deve ser o Céu só para os cessacionistas. Não sei se ele vai chegar a tanto, mas ele já beira a isso em alguns momentos ao afirmar que seu cessacionismo não é uma questão secundária, mas de suma importância para toda a fé cristã.

Que pena. Em uma época em que os cristãos sérios deveriam se unir para combater males reais e comuns no meio evangélico, alguns deles dirigem seus ataques para o foco errado.


Por Silas Daniel / CPADNews