sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Perdemos o apologista Natanael Rinaldi

Perdemos o apologista Natanael Rinaldi
A morte do Pastor e apologista Natanael Rinaldi (às 4h30 da manhã de hoje, 24/2), põe fim ao ciclo da “apologética combativa” no Brasil. Advogado por profissão, Rinaldi foi um dos principais responsáveis pela difusão e crescimento da Apologética no país. Era o ano de 1983 quando o Dr. Walter Martin veio ao Brasil para proferir uma série de palestras. “Suas reuniões, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, causou um impacto de tal dimensão que ele viu-se persuadido a iniciar uma extensão do seu ministério em nosso país”, lembra o também Pastor e apologista Paulo Romeiro em prefácio do volume II da Série O Império das Seitas (Editora Betânia, 1992, p.10). Um ano depois é aberto em São Paulo o escritório do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) que teve como primeiro presidente o Dr. Aristóteles Alencar e o Pr. Dr. Natanael Rinaldi como o segundo secretário da filial norte-americana no Brasil.
De segundo secretário do ICP, Natanael Rinaldi assumiu a direção do instituto alguns anos depois, fato que contribuiu com a expansão do instituto no território nacional. Apologista combativo começou sua trajetória na área após alguns embates com adeptos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, grupo religioso que abordaria com maior profundida ao longo de seu ministério. No ICP organizou palestras, simpósios, seminários e colabarou com a criação, em 1996, da revista Defesa da Fé, da qual também fez parte nosso amigo Jamierson Oliveira. Também foi o responsável pela criação do programa de rádio Defesa da Fé, que ia ao ar em diversas emissoras do Brasil. Segundo editor da DF, Oliveira descreve o Pastor Rinaldi como um “teólogo respeitadíssimo, com uma carreira de mais de 60 anos de defesa da fé cristã”. Em 2000 foi publicada a primeira edição da Bíblia Apologética Cristã, tendo Jamierson Oliveira como editor e Natanael Rinaldi como Coordenador Teológico.
Com o início da segunda fase da atuação do ICP assume a direção do instituto o Pr. Antônio Fonseca. Rinaldi é mantido como presidente de honra e, anos depois, devido à idade avançada, diminuiu o ritmo de viagens e atividades internas para se dedicar aos trabalhos da Igreja Evangélica da Paz (IEP), com sede em Santos e ao programa Consultando a Bíblia (programa este que resultaria no recente lançamento de um livro com o mesmo nome). Apesar da diminuição das atividades o Pastor Natanael Rinaldi continuou contribuindo com a Apologética brasileira, seja como articulista em alguns eventos, publicação de artigos em portais como CACP, e realização da Conferência Apologética Natanael Rinaldi, na igreja-sede da IEP. Não obstante o esforço de Rinaldi, sua honrada participação na direção do ICP, e seu desejo obstinado de defesa da fé, entre o final da década de 90 e inicio do século XXI a imagem da Apologética brasileira sofreu um revés com uma série de desentendimentos e disputas no âmbito do Instituto Cristão de Pesquisas.
Além das disputas internas dentro do instituto outros fatores contribuiram com o término da fase combativa, como uma mudança de enfoque na área. A nova fase é marcada por uma apologética com maior ênfase teológica e menos combativa, a exemplo do enfoque editorial de institutos como o Núcleo Apologético de Pesquisas e Ensino Cristão (NAPEC); e da extinta revista Apologética Cristã, esta com edição de Jamierson Oliveira. Faço parte do NAPEC como articulista e também tive o privilégio de assinar algumas matérias de capa da Apologética Cristã. Portanto, sou testemunha da mudança de enfoque teológico e apologético que passou a vigorar na virada do século. Atualmente apenas o Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) mantém um enfoque apologético combativo, porém muito aquém do que já foi a Apologética. Em busca de um norte o instituto fez parceria com Natanael Rinaldi, razão pela qual conseguiu dar sustentabilidade ao trabalho desenvolvido quase que unilateralmente por seu fundador, o Pastor João Flávio Martinez.
Na verdade, os antigos e os novos apologistas brasileiros perderam seu referencial.  O Pastor e Doutor Natanael Rinaldi faleceu uma semana após sua esposa, Paulina Rinaldi. Que Deus console sua família, amigos e membros da Igreja Evangélica da Paz. A apologética não será mais a mesma.

Por  / via gospelmais.com.br

Rainha Elizabeth II testemunha sua fé em Jesus Cristo em livro sobre seus 90 anos de vida

Rainha Elizabeth II testemunha sua fé em Jesus Cristo em livro sobre seus 90 anos de vida
Perto de comemorar 90 anos, a Rainha Elizabeth II, do Reino Unido, vai lançar um livro falando sobre sua dedicação, ao longo da vida, a servir a Deus.
Intitulado “The Servant Queen and The King She Serves” (“A Rainha Serva e o Rei que Ela Serve”, em tradução livre), o livro detalha a importância que a fé tem em sua vida e reinado, e aponta Jesus Cristo como o centro de sua devoção.
“Eu tenho sido – e continuo sendo – muito grata por suas orações e a Deus por sua benignidade. De fato, tenho visto a Sua fidelidade”, diz a monarca no prefácio do livro, segundo informações do Christian Post.
Exemplares do livro serão distribuídos aos súditos da realeza em milhares de igrejas em todo o Reino Unido, que compreende quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Além destes, Elizabeth II é rainha também da Jamaica, Barbados, Bahamas, Granada, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda e São Cristóvão e Nevis, embora estes já tenham alcançado a independência política do Reino Unido.
O livro será editado em parceria da Sociedade Bíblica com o Instituto de Londres Para O Cristianismo Contemporâneo (LICC) e a editora Hope. “Enquanto escrevia este livro e falava sobre ele aos meus amigos e familiares que não conhecem a Jesus — e ao meu barbeiro judeu —, eu fiquei impressionado em ver como eles se interessaram em descobrir mais sobre a fé da rainha”, afirmou Mark Greene, diretor da LICC e coautor do livro.
“A rainha tem nos servido em toda sua vida adulta, com incrível consistência de caráter, preocupação com os outros e uma clara dependência em Cristo. Quanto mais eu leio o que ela escreveu e falou para as pessoas que a conhecem, mais claro isso se torna”, concluiu.
Roy Crowne, diretor da Hope, afirmou que a obra será uma oportunidade para os cristãos britânicos “agradecerem a Deus e à rainha por sua vida e exemplo como seguidora de Jesus Cristo”.
Afora sua história de vida e relação de fé íntima com Deus, Elizabeth II destaca sua preocupação com a perseguição a cristãos no Oriente Médio. Paul Woolley, presidente da Sociedade Bíblica, acrescentou: “Chamando a atenção para o papel central da fé da rainha em sua vida e reinado, o [livro] ‘Rainha Serva’ será uma publicação oficial do 90º aniversário. O livro vai informar, surpreender, entreter e desafiar a todos ao mesmo tempo”.
Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ex-traficante judeu dos EUA converte-se: "Conheci um Jesus muito forte"

Com o tráfico de drogas, Mitch Glaser construiu a `reputação´ de um `negócio estável´, mas, em uma de suas vendas, seus clientes realmente não tinham intenção de comprar a droga ilícita. Eles queriam roubá-lo e matá-lo, e isto o fez rever seus conceitos

Fonte: Guia-me / com informações God Reports | 19/02/2016 - 08:15
Ex-traficante judeu dos EUA converte-se: `Conheci um Jesus muito forte ´
Criado em Nova York, em uma casa judaica tradicional, ele celebrou seu "bar mitzvah" aos 13 anos. Na casa de seus avós, viu imagens de inúmeros parentes exterminados no Holocausto judeu, promovido pelo regime nazista.
"Eles tinham morrido nas mãos de Hitler, e na mentalidade judaica, eles tinham morrido pelas mãos de cristãos", disse Mitch.
"Eu sentia como se Jesus e o cristianismo fossem meus inimigos", disse Glaser, que chegou a trabalhar posteiormente, com o Ministério Povo Escolhido durante 40 anos. "Eu sou uma pessoa que provavelmente não aceitaria Jesus."
Mitch abandonou a faculdade e começou a se envolver com o tráfico de drogas, vendendo maconha com três amigos judeus em San Francisco. Com o tráfico, ele construiu uma 'reputação' de um 'negócio estável', mas em uma de suas vendas, seus clientes realmente não tinham intenção de comprar a droga ilícita. Eles queriam roubá-lo - e matá-lo.
"Um dos rapazes estava gritando: 'simplesmente o mate agora!". O outro disse: 'Não, nós temos que pegar o resto das drogas. Apenas toquem fogo neste lugar", disse Glaser, que foi amarrado enquanto tinha espingardas e revólveres apontados para sua cabeça.
"Minha vida inteira se passou diante dos meus olhos. Eu estava lá, sentado com as mãos atadas, sentindo aquela espingarda fazendo pressão contra o meu pescoço e eu dizia a a mim mesmo: 'Eu não posso acreditar que eu estava disposto a morrer por apenas algumas centenas de dólares", disse ele.
Mitch conseguiu escapar ileso daquela situação e aquilo soou como um alerta, um aviso de que os bens que ele e seus parceiros haviam adquirido com dinheiro do tráfico não valiam a pena pelo risco envolvido no que eles estavam fazendo. Aquilo também foi o início de seu chamado para o cristianismo.
Um velho amigo reapareceu na vida de Glaser falando sobre Jesus. "Eu pensei que ela estava absolutamente louco", disse Mitch.
Mas Glaser achou que deveria acompanhar o amigo, que estava indo a uma programação cristã em Oregon - "nem que fosse para salvá-lo de sua loucura".
"Eu sentia que, como fui criado como um judeu mais tradicional, então eu poderia ajudá-los", disse ele.
Glaser estava preparado para uma luta, mas todos o receberam muito bem. Em um culto noturno, eles curvaram a cabeça, em silêncio. Mitch pensou que as pessoas tinham adormecido ou que estava prestes a "testemunhar uma sessão espírita".
Mas um ancião dirigiu sua voz para aos céus. Glaser não tinha idéia do que estava acontecendo. Na verdade, ele pensou que o líder estava se dirigindo a ele - até que ele ouviu o velho dizer 'Senhor', e ele percebeu que aquela fala não era dirigida a ele.
"Eu nunca tinha ouvido alguém orar como se estivessem realmente falando com Deus", disse Glaser. "Foi simplesmente impressionante. Eu tinha passado por muitas lutas e estava preparado para a guerra. Eu tinha ficado com raiva. E todos esses sentimentos estavam se derretendo porque eu sentia aquela presença forte naquele lugar. Eu comecei a me sentir cada vez menor e menor. A presença era palpável. Eu só sabia que esta era a presença de Deus, e aquilo me mudou".
Sua experiência da primeira infância com a religião era vazia de intimidade com Deus.
Quando ele voltou para a Califórnia, começou a trabalhar em uma floresta de sequóias. Certa noite, ele tropeçou em um exemplar do Novo Testamento em uma cabine de telefone.
"Eu pedi a Deus que se Ele fosse real, se revelasse a mim. E então, encontrei esse Novo Testamento", disse ele.
"Eu sabia que Deus havia deixado aquele Novo Testamento lá para mim", disse Glaser. "Eu o leio ao longo dos próximos dias. Eu ainda esperava os cristãos a serem anti-semitas e Jesus para ser a fonte do anti-semitismo. Mas quanto mais eu leio eu percebi que que Jesus era realmente judeu. Eu sabia que Jesus era o Messias que o nosso povo estava esperando... aquele pelo qual eu estava esperando".
Em vez de ser repelido pelo 'Jesus histórico', ele foi atraído por Cristo e se identificou com Ele.
"Eu senti como se Ele [Jesus] fosse um nova-iorquino esperto das ruas. Ele nunca respondeu a uma pergunta simples. Ele sempre chegou ao cerne da questão. Nós sempre vemos imagens de Jesus na cruz e Ele sempre parece tão 'indefeso'. Mas eu conheci um Jesus muito forte e poderoso no Novo Testamento", relatou.
Não muito tempo depois, Glaser aceitou Jesus em seu coração, em Novembro de 1970, depois de estudar as profecias do Antigo Testamento sobre o Messias e compará-las com os atos de Jesus no Novo Testamento.
À medida que os dias se passavam e ele estava amadurecia em sua fé, ele tomou avaliou as mudanças em sua vida.
"Lembro-me do dia em que eu percebi que eu tinha vendido drogas para adolescentes. Eu estava horrorizado com a minha própria alma", disse ele. "Comecei a chorar e me arrependi, pedindo a Deus que me perdoasse".
Posteriormente, Glaser estudou na Faculdade Bíblica do Nordeste (EUA) e, em seguida, se dedicou a um Mestrado em Divindade Bíblica, no Seminário Teológico Talbot. Seu Ph.D. em Estudos Interculturais veio por meio do Seminário Teológico Fuller, da Escola de Missão Mundial.
Hoje, Glaser é professor adjunto do Seminário Teológico Talbot, onde ele ajudou a estabelecer o Centro de Estudos Judaicos Messiânicos Charles Feinberg, para promover a sensibilização dos judeus sobre Jesus Cristo. Embora seus estudos e ensinos acadêmicos têm sido ferramentas poderosas para o avanço do evangelho, Mitch acha que sua melhor divulgação são aqueles que estão mais próximos dele.
"Minha vida é a melhor maneira de mostrar à minha família e amigos que eu os amo, que eu amo Deus e que eu amo o meu povo", disse Glaser.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Pastor comenta e erros e acertos (e mais erros) da teologia da prosperidade; Leia e entenda

Pastor comenta e erros e acertos (e mais erros) da teologia da prosperidade; Leia e entenda
O conceito de que Deus pode abençoar materialmente seus filhos é biblicamente coerente, mas a ênfase nessa questão, excluindo dos sermões a soberania de Deus para dizer sim ou não, quando ou onde e a quem abençoar torna a mensagem uma heresia. Essa é a síntese de um artigo do reverendo presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes sobre o tema.
Para Lopes, a teologia da prosperidade se vale de conceitos verdadeiros no âmbito teológico, mas torna-se heresia ao isolar tais verdades de seu contexto amplo, e omitir outras possibilidades.
“A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal”, resume o reverendo, em um artigo publicado no Púlpito Cristão.
De acordo com a análise de Lopes, “uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas”, como as que permeiam as doutrinas de mórmons e testemunhas de Jeová: “A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz”, pontua.
Veja a lista de erros e acertos dentro da teologia da prosperidade, e entenda o que há de errado na mensagem que reduz o Evangelho a uma busca por riqueza material:
1) Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos reivindicar ou exigir dele.
2) Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.
3) Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.
4) Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.
5) Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.
6) Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demônicos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.
7) Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo.
8) Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco.
9) Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.
10) Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem mas a vontade soberana de Deus.
11) Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus.
12) Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde.

Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br 

Pastor reconhece motivos que levam fiéis a se tornarem desigrejados, mas alerta: “Está errado”

Pastor reconhece motivos que levam fiéis a se tornarem desigrejados, mas alerta: “Está errado”
O movimento moderno de desigrejados vem ganhando certo destaque entre os evangélicos após a detecção, pelo IBGE em 2010, da existência do que o instituto chamou de “evangélicos não-praticantes”. E como não poderia deixar de ser, o tema é delicado, pois envolve inúmeras questões paralelas. Por outro lado, não pode ser minimizado, muito menos ignorado.
O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, da Igreja Presbiteriana, fez um vídeo comentando a questão, e de forma equilibrada, tratou de abordar os motivos que levam as pessoas a se tornarem desigrejadas.
Lopes apontou que em muitos casos, o afastamento do fiel da comunidade de fé acontece por um aborrecimento, e em outros, por protesto contra o superdimensionamento da instituição.
“Vamos começar definindo os desigrejados […] Esse termo é muito amplo e há diversos tipos de desigrejados. Você pode chamar de desigrejado aquela pessoa que frequentou alguma igreja e teve uma decepção ou receou-se ou se frustrou com alguma coisa, algum problema pessoal e se afastou da igreja. Está desiludida da igreja. Prefere ficar em casa, em casa lê a bíblia e ora. Tenta levar a vida cristã sozinha. Ela se alimenta do que ela ouve na internet, sermões, vídeos, pregações, mas ela não quer saber de frequentar uma igreja por causa dessa decepção que ela teve”, disse, deixando claro que esses cristãos não são apóstatas.
No caso das pessoas que protestam contra os escândalos causados por líderes inescrupulosos, o reverendo ponderou que a situação termina com dois erros de partes distintas: o primeiro, da instituição religiosa, que se torna um fim em si mesma; e um segundo, dos que se afastam, e terminam por deixar de observar alguns mandamentos bíblicos.
“O termo desigrejado também é usado hoje por um movimento que conscientemente ataca a igreja como instituição, que diz que a igreja é uma instituição humana; que ela tem origem em Constantino – o imperador que ‘legalizou’ o cristianismo como religião oficial no Império Romano -; que a igreja acabou virando quase que uma empresa, porque ela está presa a um templo, está presa a um CNPJ, ela tem regulamento, ela tem pessoal pago, ela pede o dízimo, ela vive de ofertas dos fiéis”, enumerou. “E ai há muitas críticas que são feitas à igreja como instituição. E esses desigrejados se reúnem em casas, se reúnem em grupos em qualquer lugar, em qualquer situação e evitam a institucionalização desse grupo”, acrescentou.
De acordo com o reverendo, essa ideia de igreja minimamente estruturada “não é nova”, e já marcou presença no tempo: “Na história da igreja, nós encontramos grupos dentro da Reforma Protestante que queriam uma organização informal ou com quase nenhuma organização em suas comunidades e assim por diante […] O que nós dizemos é o seguinte: sem dúvida nenhuma, na hora que as igrejas se institucionalizam e viram empresas, alguma coisa está errada. Mas, a comunidade de cristãos precisa de um mínimo de organização. Jesus mandou batizar, Jesus mandou discipular, Jesus disse que tinha de ter disciplina, que se o irmão pecasse e não se arrependesse tinha de ser excluído, Jesus falou da liderança da igreja, o apóstolo Paulo constituía presbíteros e diáconos. Então, tudo isso implica um mínimo de estrutura para que você obedeça essas ordens do Senhor Jesus”, explicou.
Por fim, Lopes resume o tema dizendo que “viver sem igreja está errado”, mas não minimiza o problema: “Criticar a igreja organizada, como se ela fosse a mãe de todos os males, tá errado, é ingratidão e desconhecer a história da igreja, também. O que devemos fazer é reconhecer a necessidade de estarmos juntos com nossos irmãos e obedecemos o que Jesus mandou em termos de membresia. Nos edificar mutuamente, termos nossos mestres que ensinam a palavra de Deus, contribuir para o funcionamento da comunidade e assim por diante, mas jamais deixar a igreja e achar que ela é desnecessária para a vida do Cristão”, concluiu.
Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Como interpretar a Perseguição Religiosa no Iraque?

Como interpretar a Perseguição Religiosa no Iraque?

Segundo Portas Abertas, o país é o 2º na Classificação de Perseguição Religiosa 2016

Fonte: Portas Abertas / CPADNews | 17/02/2016 
Como interpretar a Perseguição Religiosa no Iraque?
Por um breve momento, tente pensar na perseguição religiosa à luz da Bíblia. A perspectiva humana não tem muito a oferecer. Em nossa humanidade, estamos sujeitos a sentimentos de vingança, raiva, indignação e perplexidade. Quando lemos uma notícia sobre um cristão que está sendo perseguido, sentimos compaixão, tristeza e nos envolvemos na causa, na maioria das vezes. Mas e se fôssemos nós no lugar deles? Como reagiríamos? O que realmente sentiríamos? Ao longo de 60 anos de trabalho da Portas Abertas, acompanhando a história da perseguição cristã no mundo e seu rápido progresso, colhemos vários testemunhos de cristãos que vivem nos 50 países que compõem a Classificação da Perseguição Religiosa, e vamos compartilhá-los com você.
Dotor R é o primeiro, um cristão do Curdistão, no Iraque, que usa o nome fictício por motivos de segurança. Ele é veterinário, foi um empresário de sucesso, atuante em três setores do mercado, teve uma casa maravilhosa e muitas terras. Num período de apenas 3 horas, ele perdeu tudo, durante um ataque do Estado Islâmico (EI). Como ele se sentiu? “O EI é uma lição de Deus para nós, como igreja. Agora eu posso procurar a felicidade e a prosperidade espiritual, reconhecendo que meu tesouro não está nessa terra, mas em Deus”. Um líder religioso de Bagdá, também no Iraque, compartilhou: “A crise causada pelo EI nos mostrou qual é a nossa real identidade. Foi um alerta para acordarmos para a vida com Deus. Espero que em todos os lugares onde os muçulmanos radicais estão entrando, possa haver essa conscientização das pessoas. Nós estamos nesse mundo, mas não fazemos parte dele. Nós somos cidadãos do céu”.
Testemunhos como esses nos fazem ter a certeza de que a perseguição religiosa não vai fazer a igreja desaparecer, muito pelo contrário, ela vai continuar crescendo a cada dia, mais e mais. O que está acontecendo é a privação da liberdade de adorar a Deus em público, mas o número de cristãos de igrejas subterrâneas está aumentando rapidamente. “A igreja nunca vai desaparecer, pode parecer que isto esteja acontecendo no momento, mas não. Quando Jesus morreu, as pessoas pensaram ‘agora acabou’, e então ele ressuscitou dos mortos. Quando Estevão foi apedrejado até a morte, muitos pensaram que a igreja primitiva iria acabar, que os seguidores de Jesus teriam medo de seguir adiante, mas não foi o caso. A igreja no Iraque já sofre perseguição há mais de 2 mil anos”, disse um líder cristão iraquiano, que está deslocado.
“Jesus continua presente mesmo através dos poucos cristãos que restam no Iraque. Nós não temos medo. Muitos morreram ou fugiram, as igrejas foram bombardeadas, mas continuamos a pregar entre os escombros”, disse outro líder, mostrando a foto de sua primeira igreja em uma tenda. A conclusão que chegamos é a de que a perseguição fortalece a fé, aumenta a ousadia e gera testemunhos que ajudam a conscientizar a igreja livre. A cada dia chegam mais testemunhos, e nós somos gratos a Deus por saber que podemos, de várias formas, ajudar os cristãos perseguidos, amenizando um pouco a dor e a dificuldade deles no dia a dia. Oremos para que mais cristãos se conscientizem sobre a realidade da perseguição religiosa no mundo, e que se mobilizem, buscando saber o que nossos irmãos estão vivendo em terras distantes.
Todos os dias, vemos e ouvimos nos meios de comunicação histórias de refugiados, e sabemos que eles precisam de nossa ajuda e de nossas orações. É por esse motivo que convidamos você a participar do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) em 2016, um dia de intercessão pelos cristãos perseguidos ao redor do mundo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Malafaia diz que Bíblia não proíbe casais de praticarem sexo anal ou oral, desde que haja acordo; Confira

 Malafaia diz que Bíblia não proíbe casais de praticarem sexo anal ou oral, desde que haja acordo; Confira

Muitos casais enfrentam dificuldades em sua vida conjugal pelas incertezas a respeito do sexo e detalhes da prática que não são abordados de forma prática por muitas lideranças evangélicas.
Questões ligadas ao sexo anal ou oral estão entre as que mais geram dúvidas para casais evangélicos. Sobre esse tema, o pastor Silas Malafaia publicou um artigo, dizendo que a Bíblia não normatiza a prática, e isso é uma opção do casal.
“Na Bíblia não há nada que fale contra sexo oral. Aliás, esse tema sequer é abordado. Portanto, fica a critério do casal praticá-lo ou não […] Quanto ao sexo anal, embora não haja nenhuma referência explícita, condenando-o, há aqueles que condenam essa prática com base em 1 Coríntios 6:10-13. Eles defendem que o sexo anal é condenável à luz da Bíblia porque há nesse texto de Paulo uma condenação à sodomia não apenas praticada por homossexuais, mas também por heterossexuais […] A meu ver, essa prática deve ser discutida pelo casal à luz dessas possibilidades e de um dos princípios básicos da intimidade conjugal: o consentimento mútuo”, orientou o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).
Malafaia frisa que as decisões do casal devem ser feitas baseadas apenas em suas preferências e no respeito ao cônjuge: “Se foi Deus quem instituiu o casamento e se Ele, que poderia, não interfere na intimidade do casal, pessoa alguma tem autoridade para ditar o que é permitido ou não na relação conjugal. Logo, o que fazemos na intimidade com nosso cônjuge não deve ser determinado por pastor, padre, nossos pais nem amigos. Ninguém pode interferir na relação conjugal, a não ser o próprio casal, em comum acordo”.
O pastor frisa, porém, que isso não significa que a Bíblia não condene certas práticas na área sexual: “Eu gostaria de chamar a atenção de que, na Bíblia, há algumas indicações claras do que está fora do padrão estabelecido por Deus para a sexualidade do casal. Entre essas práticas sexuais condenáveis estão: a prostituição, o adultério, o homossexualismo, a fornicação (relação sexual entre solteiros) e o sexo bestial (sexo com animais)”, ressalta.
Confira a íntegra do artigo do pastor Silas Malafaia:
Na Bíblia não há nada que fale contra sexo oral. Aliás, esse tema sequer é abordado. Portanto, fica a critério do casal praticá-lo ou não.
Quanto ao sexo anal, embora não haja nenhuma referência explícita, condenando-o, há aqueles que condenam essa prática com base em 1 Coríntios 6.10,13. Eles defendem que o sexo anal é condenável à luz da Bíblia porque há nesse texto de Paulo uma condenação à sodomia não apenas praticada por homossexuais, mas também por heterossexuais.
Outro argumento usado pelas pessoas que condenam o sexo anal é o fato de ele trazer danos fisiológicos à mulher, provocando calosidades e hemorragias nas paredes internas do ânus e aumentando o risco de contaminação das doenças sexualmente transmissíveis.
Sendo assim, a meu ver, essa prática deve ser discutida pelo casal à luz dessas possibilidades e de um dos princípios básicos da intimidade conjugal: o consentimento mútuo.
De um modo geral, defendo que, se foi Deus quem instituiu o casamento e se Ele, que poderia, não interfere na intimidade do casal, pessoa alguma tem autoridade para ditar o que é permitido ou não na relação conjugal. Logo, o que fazemos na intimidade com nosso cônjuge não deve ser determinado por pastor, padre, nossos pais nem amigos. Ninguém pode interferir na relação conjugal, a não ser o próprio casal, em comum acordo.
Contudo, eu gostaria de chamar a atenção de que, na Bíblia, há algumas indicações claras do que está fora do padrão estabelecido por Deus para a sexualidade do casal. Entre essas práticas sexuais condenáveis estão: a prostituição, o adultério, o homossexualismo, a fornicação (relação sexual entre solteiros) e o sexo bestial (sexo com animais).
Não comungue com essas práticas pecaminosas de maneira alguma. Não assista a programas de TV e filmes que as estimulem ainda que pareçam apenas parodiá-las.
Se você quer ser abençoado por Deus, então, afaste-se de qualquer forma de promiscuidade; de coisas abomináveis que desagradam ao Senhor. Escolha viver conforme os princípios que Deus estabeleceu para a vida e os relacionamentos do ser humano, e será uma pessoa saudável, bem-sucedida e feliz.

Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br 

Na 18ª Consciência Cristã, pastores divulgam carta rejeitando distorções do Evangelho no Brasil


Pavilhão onde acontece a 18ª Consciência Cristã

A 18ª Consciência Cristã iniciou suas atividades na última segunda-feira, 08 de fevereiro, no Pavilhão Central do Parque do Povo, em Campina Grande (PB).
O evento, organizado pela Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC), reúne pastores e lideranças evangélicas, e a expectativa é que aproximadamente 12 mil pessoas por dia participem das palestras.
“A expectativa de público é atingir uma média de 70 a 80 mil pessoas. São mais de 12 mil pessoas por noite e esperamos que em 2016 tenhamos um número maior que tivemos em 2015”, afirmou o pastor Valberto Cruz. “No evento, não tratamos apenas do lado religioso, mas de vários assuntos como teologia, fé, saúde, apologética, família, sexualidade, ciência e liderança. A variedade de temas faz com que pessoas se dirijam ao evento a fim de aprender, numa perspectiva cristã, a se comportarem perante a sociedade e para contribuírem com ela”, acrescentou.
Preocupados com as distorções do Evangelho que surgem nas diversas vertentes existentes no meio evangélico, os conferencistas publicaram a “Carta de Campina Grande”, um documento que sintetiza a crença protestante e delineia o significado do Evangelho.
“Estamos convictos de que fora de Cristo absolutamente ninguém pode ser salvo, portanto, com coração contrito, afirmamos que rejeitamos todo tipo de doutrina, ensino ou conceito teológico que afirme a possibilidade de salvação do pecador fora de Cristo. Declaramos também, como discípulos do Senhor, que assumimos o compromisso de proclamar Cristo a todos os povos, tribos, línguas e nações, como o único capaz de salvar o homem de seus delitos e pecados (João 10:6; 11:25; 14:6)”, subscreveram os pastores.
Confira a íntegra da “Carta de Campina Grande“:
Nós, membros da igreja de Jesus Cristo, participantes do 18º Encontro para a Consciência Cristã, celebramos a comunhão que desfrutamos como povo de Deus, e unidos ao redor do evangelho de Cristo afirmamos:
1-) Que a mensagem pregada pelos apóstolos tinha por conteúdo exclusivo a verdade inequívoca de que Jesus Cristo era o único capaz de salvar os homens de seus delitos e pecados, e que fora dele absolutamente ninguém pode ser salvo (Atos 4:12).
2-) Afirmamos também que através da morte de Cristo na Cruz todo escrito de dívida que era contra nós foi cancelado (Colossenses 2:13-14) e que, devido a isso, não existe nenhuma maldição ou condenação que possa prevalecer, amedrontar ou escravizar aqueles que por Ele foram salvos.
3-) Afirmamos que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário foi suficiente para livrar o crente de toda condenação do pecado. Em virtude disso, tornam-se desnecessárias ações humanas cujo foco destina-se a quebra de maldições hereditárias, repreensão de espíritos familiares que escravizam os homens ou até mesmo a observância de elementos místicos cujos conceitos não estão fundamentados nas Sagradas Escrituras. Ao contrário disso, afirmamos veementemente que cremos que a morte de Cristo na cruz foi suficiente para libertar os salvos das garras de Satanás dando a estes, vida eterna (Colossenses 1:13-14).
4-) Afirmamos que Cristo é suficiente para a salvação do pecador. Em virtude disso, não existe nada, nem ninguém, nem tampouco nenhuma observância religiosa capaz de corroborar com a salvação dos homens. Acreditamos que a salvação não se deve a uma conquista humana, mas é uma dádiva de Deus. Não nos é possível alcançá-la por mérito, mas sim por graça, e que também não é um tipo de troféu que erguemos como fruto do nosso esforço pessoal, mas um presente imerecido (Efésios 2:1-10).
5-) Afirmamos que o evangelho é a boa notícia da salvação graciosa de Deus de que somente pela fé em Jesus Cristo o homem pode ser salvo e que ninguém pode ser justificado por suas obras, visto que todos pecaram e distanciaram-se da glória de Deus (Romanos 3:23; 6:23; Efésios 2:8-9), tornando-se assim incapazes de se autojustificarem diante de Deus (Romanos 3:10-11).
Diante do exposto, concluímos:
Estamos convictos de que fora de Cristo absolutamente ninguém pode ser salvo, portanto, com coração contrito, afirmamos que rejeitamos todo tipo de doutrina, ensino ou conceito teológico que afirme a possibilidade de salvação do pecador fora de Cristo.
Declaramos também, como discípulos do Senhor, que assumimos o compromisso de proclamar Cristo a todos os povos, tribos, línguas e nações, como o único capaz de salvar o homem de seus delitos e pecados (João 10:6; 11:25; 14:6).
Portanto, confiantes na graça de Deus, assumimos este compromisso diante do Todo-poderoso e de Seu povo, a fim de vermos em nossa nação um poderoso progresso do Evangelho de Cristo.
Pr. Euder Faber Guedes Ferreira (presidente da VINACC)
Pr. Augustus Nicodemus Lopes (IPB/GO)
Pr. Aurivan Marinho (IC/PE)
Prof. Brenno Douettes (IB/PR)
Pr. Calvino Rocha (IPB/PB)
Pr. Ciro Sanches Zibordi (AD/RJ)
Pr. Conrad Mbewe (KBC/ZAM)
Pr. Franklin Ferreira (IB/SP)
Pr. Gaspar de Souza (IPB/PE)
Pr. Geremias Couto (AD/RJ)
Pr. Joaquim de Andrade (CREIA/SP)
Pr. Jonas Madureira (IB/SP)
Pr. Jorge Noda (ILEST/PB)
Pr. José Bernardo (AMME/SP)
Pr. Marcos Gladstone (SBB/SP)
Prof.ª Norma Braga (IPB/RN)
Pb. Solano Portela (IPB/SP)
Pr. Renato Vargens (ICA/RJ)
Miss. Rosali Melo (IC/PB)
Miss. Thomaz Litz (Juvep/PB)
Pr. Tiago Santos (IB/SP)

Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

CARNAVAL E SUA HISTÓRIA

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Carnaval - A origem!

Introdução

O Carnaval é, exclusivamente, um período de festas profanas e de divertimentos entre os Reis e a Quaresma, com o seu auge nos três dias anteriores à quarta-feira de Cinzas. Não se conhece verdadeiramente a origem da palavra Carnaval. Para uns, compreendia a terça-feira gorda, dia em que começava a proibição de ingestão de carne pela Igreja, como preparação para a Páscoa.
Outros procuram no latim a explicação para o vocábulo: 
carnelevamen
 depois carne, vale ("adeus, carne"). Carnelevamen pode significar igualmente carnis levamen, "prazer da carne", antes das abstinências e prescrições que marcam a Quaresma.

História
A origem da festa em si é também desconhecida. Uns advogam o culto de Ísis, outros as festas em honra de Dionísio, na Grécia clássica, outros ainda as bacanais, lupercais e saturnais, festejos romanos de grande licenciosidade e uso de máscaras, como, aliás, nas anteriores. Alguns não recuam tanto no tempo e apontam as suas origens para as festas dos doidos e dos inocentes da Idade Média. Cada uma em particular ou todas assimiladas na tradição acabaram por criar a tradição do Carnaval e os seus matizes ou formas regionais.
Depois, na Idade Média ainda, outras festas anunciavam já o Carnaval, apesar da Igreja não apreciar muito, ainda que tolerasse e não criasse barreiras institucionais ou morais incontornáveis. O papa Paulo II, no século XV, por exemplo, permitiu, em Roma, a Via Lata, um desfile alegórico de carros, com batalhas de confetes e lançamento de ovos, para além de corridas de cavalos ou de corcundas, entre outros folguedos. Mas todas estas festas populares grotescas foram "polidas" pelo Renascimento e pela Reforma Católica, acabando-se com a violência e ousadias públicas. O tétrico e o macabro, por outro lado, substituem o caráter de festa de "bobos" daqueles folguedos medievais. Surgem as danças da Morte e suas representações cênicas, os bailes de máscaras, promovidos pelo papado, decadente, do século XVI, que rapidamente se difundiram por Itália e França. Aqui se manteve até ao século XIX, quando ganha um novo vigor. Em Inglaterra ganha também popularidade este tipo de baile (como o de 1884 promovido pelo Real Instituto de Pintores e Aquarelistas, em que os pintores ingleses se mascararam de mestres do Renascimento ou de figuras da realeza européia). Perdia em festa "bufa" e de rua, ganhava em elegância, alegoria, ordem e requinte artístico, para além de tocar agora as classes mais abastadas, antes arredadas dos festejos populares. Bailes e desfiles organizados tomavam, na Europa Ocidental, o lugar das turbas de gente estilizada e aos gritos. Este "novo" Carnaval europeu surgiu em fins do século XIX e meados do XX, sobrevivendo ainda hoje, como por exemplo em Nice ou Munique.
O carnaval no Brasil
Mas, Carnaval, dizem alguns, só há um: o do Brasil, e mais concretamente o do Rio de Janeiro. Até meados do século XX, o Carnaval - que assume várias facetas, conforme a cidade - era ainda o colonial e monárquico, com reminiscências das festas de entrudo levadas pelos colonos e imigrantes, majoritariamente portugueses. As pessoas, de forma violenta, atiravam umas às outras cal, farinha e água, num intuito de besuntar ou molhar quem passava. No Rio, tudo isto foi proibido em 1904, gerando polemicas e contestação entre o povo. Depois, alimentando uma tradição anterior, ganharam dimensão festiva os zé-pereiras de herança portuguesa, entre o povo, e os bailes em teatros, hotéis ou casas particulares, fazendo-se eco das festividades que começavam a ser moda na Europa na quadra. Como exemplo ficou célebre os bailes do Teatro Municipal, no Rio, entre 1930 e 1975. Os bailes, entretanto, popularizaram-se rapidamente, ganhando em animação e cor, com muita música. Música que ganhou contornos próprios na quadra, com ritmos, letras e melodias específicos. Da marcha Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, em 1899, outros gêneros foram surgindo: o samba, a marcha-rancho, a batucada e o samba-enredo. A música carnavalesca tornou-se assim um gênero específico até 1960. Recordem-se aqui canções como Cidade Maravilhosa (1935) e Mamãe eu Quero (1937). A rádio ajudou à consolidação deste gênero carnavalesco, mas a televisão, a partir da década de 70, minimizou a música carnavalesca. O aspecto visual ganhou em importância ao musical, guindando as escolas de samba e o cortejo carioca para o momento mais alto do Carnaval do Rio e de toda a quadra em qualquer lugar do Mundo. Mas o samba não morreu, prevalecendo principalmente a sua forma "enredo", animada cada vez mais pelas baterias, cujos sons foram importados já por outros gêneros musicais modernos e diferentes. 
As escolas de samba são outra marca de identidade do Carnaval carioca. A primeira foi criada em 1928, a "Deixa Falar", no bairro de Estácio. A Praça Onze tornou-se local mítico de concentração das escolas de samba nos dias de Carnaval, incentivando-se assim, de ano para ano, graças à animação, o aparecimento de novas escolas e a formação até de campeonatos com sobe e desce de divisão. Hoje são autênticas empresas de espetáculo, devidamente registradas, muitas já com intuitos de solidariedade social. Há regras próprias dentro das escolas de samba, quer de admissão, quer de permanência, quer, em comum com as outras, de atuação dentro de um desfile de Carnaval. No entanto, são as escolas que mais animam o Carnaval, atraindo uma miríade de colaboradores ao longo do ano e um frenesi inusitado na época do Carnaval.
Além das escolas, outros baluartes da preservação e manutenção do Carnaval carioca são as Sociedades Carnavalescas, com as suas "Sumidades", funcionando como altas dignidades do rei momo. O Carnaval do Rio é também o Carnaval da liberdade, fora do sambódromo, fora dos desfiles, em passeatas em grupo (blocos, cordões, ranchos), em festas particulares e num sem número de atividades e comemorações mais ou menos licenciosas por todo o lado. Antigamente, existiam também os corsos, com desfiles de automóveis enfeitados, mas o aparecimento de automóveis fechados (e fim dos "calhambeques") acabou com esta tradição.
No Brasil, existem outras formas de Carnaval, como o da Baía, de tradição africana (como o cortejo dos afoxés), com sonoridades e ambientes diferentes do Rio, e também os de Olinda e Recife, em Pernambuco, também no Nordeste, também animadíssimos e marcados pelas músicas de ritmo frenético e contagiante, em batidas sincopadas a par de instrumentos de sopro.
A Bíblia concorda com isso?
Não precisamos ir muito longe na palavra de Deus para saber que o carnaval e uma festa contraria a sua vontade. Esta festa onde tudo é liberado não diz respeito à vontade de um Deus que ama seus servos e diz que eles são templo do seu Espírito (1Cor. 3.16). E temos como principal ponto de maior impacto durante a comemoração desta festa ímpia o nosso País. Para ser mais exato O Rio e também atualmente a Bahia. Além do mais se trata de  uma festa onde muitas pessoas adulteram, se embriagam, participam de orgias, fornicações, drogas etc. Realmente podemos saber que a Bíblia é contra tais atitudes. Já que a Palavra de Deus busca preservar o matrimônio. A Bíblia também condena tais atitudes ao inferno “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1Cor. 6.9-10). Deus nos orienta através de sua Palavra a não se contaminar com as coisas deste mundo. Principalmente quando se trata de coisas que a imorais e sodomitas. O que é algo comum para certas pessoas. Deus nos diz em sua santa Palavra: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente (I João 2 15-17). Com toda certeza o servo de Deus sabe como agradá-lo. Fazendo a sua vontade e obedecendo a sua Palavra seremos muito bem sucedidos em tudo o que fizermos. No ano de 2008  tivemos o prazer de ver Deus no controle de tudo. Uma reportagem mostrou um carro alegórico com a imagem ou figura do diabo entrando e acenando para a platéia no carnaval. Mais uma vez Deus mostrou quem é que está no controle. Antes de terminar seu passeio pela avenida o carro alegórico começou a pegar fogo e teve que ir ate o final do desfile com a cabeça baixa e os braços também abaixados. Por que isso aconteceu? seria uma coincidência? A Bíblia diz que de Deus não se zomba. De certa forma, não sei talvez ousaram pensar que podiam fazer esta alegoria para representar o domínio das trevas sobre esta terra. Mais se esta foi a intenção tiveram sua esperança frustrada. Pois a Bíblia diz sobre nosso senhor Jesus Cristo: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fl 2.9-11).
Por isso meu querido irmão celebre ao Senhor com o vinho novo que foi derramado em nossos corações. E não com o velho vinho onde muitos se embriagam e afastam-se do Senhor nosso Deus.

Que o senhor te abençoe.

Fonte: enciclopédia online.
Bíblia de estudos Almeida Revista e corrigida.

Pr. Adelcio Ferreira