sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CANSEI DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

 
Cansei de ouvir pregadores da prosperidade dizerem que precisamos decretar a nossa vitória e visualizar a nossa benção material;
 
Cansei de ouvir pregadores da prosperidade gritarem para Deus reivindicando suas petições;
 
Cansei de ouvir pregadores da prosperidade dizendo que “salário mínimo” não é coisa de crente;
 
Cansei dessa teologia que defende que o crente deve morar em mansão, ter carrões, muito dinheiro e nunca ficar doente.
 
Cansei dessa teologia que valoriza mais as coisas terrenas do que aquelas que são do céu;

Cansei dessa teologia da barganha com Deus, onde você contribui e Ele devolve com juros, correção monetária e muito lucro;

Cansei dessa teologia de fé na fé;

Cansei dessa teologia que ama mais o dinheiro que o próximo;

Cansei dessa teologia consumista, utilitarista e que trata Deus como o Papai Noel;

Cansei dessa teologia da ganância, cujo principal objetivo é fazer com que as pessoas atinjam a independência financeira;

Cansei dessa teologia da auto-ajuda, auto-estima e auto-aceitação;

Cansei dessa teologia que argumenta que Jesus nunca foi pobre;
 
Cansei dessa teologia que tem criado uma geração de decepcionados nas igrejas;

Cansei dessa teologia pregada e defendida por Edir Macedo, R.R. Soares, Robson Rodovalho, Oral Roberts, T.L. Osborn, Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Benny Hinn, etc, etc.

Cansei da teologia da prosperidade pois a Bíblia diz: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam“. (Mat.6.19,20)

Cansei, não da prosperidade – que é dádiva de Deus, mas da teologia que faz dela o principal foco da vida cristã, em detrimento da salvação e das bençãos espirituais.
 

OS 10 PRINCIPAIS ERROS DE UMA PREGAÇÃO NEOPENTECOSTAL


Antes de qualquer coisa gostaria de afirmar que acredito que boa parte dos pastores neopentecostais  amam a Cristo e desejam de servi-lo com integridade, honestidade e compromisso. Entretanto, em virtude do desconhecimento das Escrituras, além é claro de não terem sido qualificados para a pregação, cometem erros que muitas das vezes contribui com a maculação da mensagem. Nessa perspectiva não são poucas as ocasiões em que os pregadores neopentecostais erram feio passando aos seus ouvintes percepções equivocadas das Escrituras Sagradas.

Isto posto, gostaria de elencar aquilo que considero os 10 principais erros de uma pregação neopentecostal:
  
1-) Alegorização das Escrituras

Uma das principais características do pregador neopentecostal é o uso de alegorias em seus sermões. É comum por exemplo observamos muitos dos pastores neopentecostais dizendo aquilo que as Escrituras não ensinam. Outro dia eu ouvi um "Apóstolo" ensinando que os Jebuseus, heteus e amorreus (Dt 7:01; 20:17; Js 3:10) simbolizam, o diabo, a carne e o mundo. Para o pregador em questão toda vez que a bíblia faz menção aos amorreus, (Marcos 2: 3-12) significa que Deus deseja a morte do "eu". Noutra ocasião soube de um pregador que ensinou que os amigos do paralítico curado por Jesus simbolizavam, amor, compaixão, misericórdia e companheirismo. 

Caro leitor,  por favor pare e pense: não é isso que a Bíblia ensina não é verdade? O pregador poderia até dizer que os amigos do paralítico agiram com amor, compaixão, misericórdia, companheirismo e muito mais. Todavia, afirmar que os quatro representavam isso é demais da conta, não é mesmo? Quanto aos amorreus é uma forçação de barra  descomunal. Dizer que estes simbolizavam a morte do "eu" é demonstrar nenhum conhecimento de hermenêutica e exegese.


Alegorizar as Escrituras é um método de interpretação muito perigoso. O reformador alemão Martinho Lutero foi um grande defensor do método literal, em contraposição ao método alegórico que predominou na idade média.  Lutero dizia:  "As escrituras devem ser mantidas em seu significado mais simples possível e entendidas em seu sentido gramatical e literal, a menos que o contexto claramente o impeça”. João Calvino como Lutero, também rejeitava a interpretação alegórica das Escrituras. O reformador francês ressaltava o método histórico e gramatical, a natureza cristológica, o ministério esclarecedor do Espírito Santo e o correto tratamento das tipologias no Antigo Testamento

2-) Ausência de uma hermenêutica Bíblica

Um dos maiores problemas dos pastores neopentecostais  é a falta do conhecimento das regras da Hermenêutica Bíblica para a pregação da Palavra. Em virtude disso  é extremamente comum ouvirmos absurdos, que, muitas vezes, acabam causando enormes contradições doutrinárias e até mesmo as famosas “heresias de púlpito”. 

A expressão Hermenêutica provém da palavra grega “hermeneutike” que, por sua vez, se deriva do verbo "hermeneuo", significando: a arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. Segundo a história Platão, foi o primeiro a utilizar essa palavra. A hermenêutica forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata especificamente da interpretação das Escrituras.
 

À luz desta afirmação gostaria de levá-lo a refletir comigo sobre os princípios hermenêuticos usados por Calvino:

1º - Calvino Renunciou a alegorias  entendendo serem elas armas de deturpação do sentido das Escrituras. 

2º   Calvino costumava enfatizar o sentido literal do texto.

3º   Ele acreditava que o ministro deveria ser inteiramente dependente da operação do Espírito Santo para a correta interpretação da Bíblia.

4º   Ele valorizava o estudo das línguas originais para melhor compreensão do ensino sagrado.

5º   Ele cria numa tipologia equilibrada, evitando impor a textos vetero-testamentários simbolismos que eles não suportam.

6.   E por fim ele acreditava que a melhor forma de se interpretar a Bíblia é a própria Bíblia.

3-) Exagero nas expressões coloquiais e chavões eclesiásticos

Uma das práticas pentecostais mais comuns é uso de chavões. Confesso que ouvir alguns dos nossos pastores pregando é um verdadeiro desafio. Se não bastasse o constante atentado ao vernáculo, suas mensagens estão repletas de expressões e chavões. É comum em meio às pregações ouvirmos: “Este varão é canela de fogo. Aquela irmãzinha que caiu no rétété. Deus desenrolou o mistério pro vaso? Eita manto, né? Não dá mole não que o chicote queima irmão! Ah! graças a Deus que eu conquistei a minha rebeca! Sim, porque jovem solteiro é treva, irmão! Tá amarrado! A abençoada é uma jovem crente! Consegui fugir dessa Jezabel que era laço! Julgo desigual não vale! É benção. Misericórdia! Oh glória! Somos cabeça, não cauda. Determine a benção! Quando eu era do mundo... Queima! Geração apostólica. Amém ou não amém? E diga  para a pessoa que está ao seu lado. Repita comigo!

 Pois é, em pregações deste tipo se gasta muito mais tempo usando os jargões evangélicos do que se proclamando a Palavra de Deus. Na verdade, boa parte dos pastores demonstram ao longo da aplicação da mensagem um completo despreparo teológico, optando assim escancaradamente pelo uso invariável de chavões.

Isto posto, é impossível não nos lembrarmos de homens como o Dr. Martin Lloyd-Jones. Nos cultos que pregava, centenas de pessoas eram atraídas pela pregação expositiva da Palavra de Deus. O doutor, como era chamado, levava muitos meses, até mesmo anos, a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinquenta minutos e uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres que encantados ficavam com a pregação do evangelho.

Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.


4-) O uso e a miscigenação de textos bíblicos com textos bíblicos fora de contexto


Essa é uma prática muito comum entre os pregadores neopentecostais. Para fundamentar sua teologia os pastores em questão misturam textos variados usando-os fora de contexto para justificar seus ensinos equivocados. Nessa perspectiva por exemplo é comum o pregador neopentecostal ao ensinar sobre sobre um determinado assunto usar versos isolados das Escrituras, misturando-os segundo seu próprio entendimento, criando assim distorções doutrinárias das mais sérias. O interessante é que dificilmente você encontrará um pregador neopentecostal pregando as Escrituras de forma expositiva, até porque, se pregasse expositivamente ele não teria como sustentar seus ensinamentos.

5-) A forte ênfase na satisfação das necessidades humanas

Uma das principais ênfases da pregação neopentecostal é a satisfação das necessidades humanas. O púlpito neopentecostal não fala do pecado, das consequências dele, da salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, bem como das doutrinas fundamentais a fé cristã. Antes pelo contrário, no púlpito neopentecostal não há espaço para as doutrinas da graça, mesmo porque o foco principal do pastor neopentecostal é satisfazer o cliente.  

Caro leitor, se fizermos uma análise dos cultos neopentecostais chegaremos a conclusão que boa parte do tempo da reunião é focado exclusivamente no homem e em suas necessidades. 
6-) Foco constante em autoajuda e no bem estar humano 

Os púlpitos neopentecostais  estão repletos de pregadores que abandonaram a exposição das Escrituras em detrimento a técnicas de autoajuda. Nessa perspectiva é comum encontrarmos nas homilias neopentecostais ênfases quase que exclusivas na satisfação humana, para tanto, tornou-se comum por parte dos pastores neopentecostais o uso de técnicas de psicologia e psicanálise em suas homilias. Pois é, a impressão que tenho é que alguns pregadores em nome da "satisfação humana" abdicaram da mensagem da Cruz tornando-se   mestres de autoajuda, afagadores do ego. 

7-) Ausência das principais doutrinas cristãs como salvação pela graça, perdão de pecados e vida eterna

O pregador neopentecostal não prega sobre as principais doutrinas do Cristianismo. No púlpito neopentecostal não encontramos qualquer tipo de menção a doutrinas como Salvação pela graça, Imputação de pecados, volta de Cristo, destino eterno dos homens, juízo final e muito mais.

8-) Foco em riquezas e prosperidade
 

O pregador neopentecostal não tem outro tipo de pregação a não ser aquela que foque em  prosperidade, riqueza material e sucesso. No púlpito neopentecostal tudo está relacionado ao aqui e agora, e  o foco da mensagem é a satisfação humana. Para o pregador neopentecostal o que mais importa é a bênção de Deus sobre todos aqueles que invocarem poderoso nome do Senhor.

9-) Ausência do Evangelho

No púlpito neopentecostal prega-se tudo menos o evangelho. Nessa perspectiva dificilmente encontramos o pregador pregando sobre pecado, arrependimento, fé e necessidade de salvação. A mensagem do Evangelho para o pregador neopentecostal relaciona-se diretamente as bênçãos de Deus e nunca a necessidade de arrepender-se de salvação e vida eterna. 

10-) A super valorização do poder do diabo

Alguns pregadores neopentecostais enxergam o diabo em tudo. Os pastores em questão construíram em suas mentes a ideia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas. 

O Movimento neopentecostal tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.

Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.

Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?

Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.

Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.

Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!

Renato Vargens 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Terror: Estado Islâmico convoca muçulmanos a perseguirem cristãos em todo o mundo

Terror: Estado Islâmico convoca muçulmanos a perseguirem cristãos em todo o mundo
Mohammad al-Adnani, porta-voz do Estado Islâmico
Os extremistas do Estado Islâmico fizeram uma convocação aos muçulmanos de todo o mundo para que persigam os cristãos de forma ininterrupta. A mensagem, destinada aos simpatizantes do terrorismo religioso, foi entregue em tom de ameaça aos seguidores de Jesus Cristo.
Mohammad al-Adnani, porta-voz do grupo terrorista, disse que as ações perpetradas pelos muçulmanos nos países do Oriente Médio e em Paris, na França, são apenas o começo da perseguição.
“Pedimos aos muçulmanos da Europa e do Ocidente infiel que ataquem em todos os lugares […] Nós prometemos aos cristãos que eles continuarão vivendo em estado de alerta, de terror, de medo e de insegurança […] Vocês ainda não viram nada”, afirmou al-Adnani, de acordo com informações do jornal Correio do Povo.
A promessa de perseguição não se resume aos cristãos: o Estado Islâmico tem como uma de suas bandeiras a aniquilação de Israel, ideia que é compartilhada por outros grupos islâmicos, e que já recebeu demonstrações de simpatia de governantes de países como o Irã, por exemplo.
Em outubro de 2014, o Estado Islâmico se referiu aos fiéis em Jesus Cristo como seus maiores inimigos, e orienta aos muçulmanos que usem todas as ferramentas à disposição para matar cristãos: “Quebre a cabeça deles com uma pedra, ou mate-os com uma faca, ou atropele-os com seu carro, ou derrube-os de um lugar alto, ou sufoque-os, ou envenene-os… Você pode destruir tanto seu sangue quanto sua riqueza”, sugere um dos vídeos publicados pelos terroristas.

Reféns

O assassinato de reféns em frente às câmeras vem se tornando uma das principais características do grupo terrorista, que demonstra uma certa preferência por jornalistas.
Em agosto do ano passado, o jornalista norte-americano James Foley foi decapitado em frente às câmeras, após ser obrigado a ler um comunicado dos terroristas. No começo de janeiro deste ano, muçulmanos simpatizantes do Estado Islâmico perpetraram um ataque à sede do jornal semanal francês Charlie Hebdo, dizendo ser uma “vingança” às charges de Maomé feitas pelo periódico.
Agora, o jornalista japonês Kenji Goto, convertido ao cristianismo, está sob ameaça de morte caso o governo japonês não obriga a Jordânia a libertar uma terrorista presa. Caso as exigências do Estado Islâmico não sejam atendidas, a execução de Goto está marcada para hoje, 28 de janeiro.

Dilma

Mesmo nesse cenário de barbárie, a presidente Dilma Rousseff (PT) defendeu o diálogo com o grupo terrorista durante seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no último mês de setembro.
A postura da presidente (que governa um país de ampla maioria cristã) foi duramente criticada por outros chefes de Estado, lideranças religiosas no Brasil e também por muitos jornalistas.
Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br

Pastor publica dicas “infalíveis” para o cristão se tornar rico e próspero; Confira

Pastor publica dicas “infalíveis” para o cristão se tornar rico e próspero; Confira
A teologia da prosperidade é usada por muitas denominações pentecostais e neopentecostais como um chamariz de fiéis. A pregação de alcance da riqueza através da fé é muito comum no Brasil e em outros países da América, como os Estados Unidos, por exemplo.
No entanto, a ênfase na riqueza terrena também é muito criticada por teólogos de diversas linhas cristãs, que acusam a pregação da teologia da prosperidade de distorcer os princípios do Evangelho e a mensagem de Jesus Cristo.
O pastor e escritor Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), publicou em seu blog uma espécie de manual para que o cristão se torne rico e próspero. No entanto, as dicas “infalíveis” são o exato oposto do que é pregado na teologia da prosperidade.
“Lamento muito se você chegou […] com a expectativa de encontrar receitas mágicas para adquirir riquezas. Lamento também lhe informar que aqui você não encontrará dicas de atos proféticos, nem tampouco um manual humanista para convencer a Deus de que você é filho do Rei e que, portanto, precisa ser rico. As dicas que eu tenho são simples, práticas e objetivas, e que se usadas poderão lhe ajudar a viver a vida de uma diferenciada”, alertou o pastor.
As dicas publicadas por Vargens vão desde o empenho em ser bom profissional, até a poupança de salários para que não se acumule despesas.
“Gaste menos do que ganha. Os que gastam mais do que recebem jamais prosperarão. Pelo contrário, viverão para pagar dívidas”, sugere o pastor.
A segunda dica está no esforço: “Trabalhe mais. Prosperidade vem pelo trabalho. Entenda que Deus não estimula, nem tampouco incentiva a pratica da vagabundagem. Infelizmente em nosso país existem inúmeras pessoas que desejam um emprego e não um trabalho. Nessa perspectiva, espiritualizam a vida, deixando de lado, aquilo que de fato pode lhe proporcionar prosperidade, isto é, dedicação ao trabalho”, escreveu Renato Vargens.
O terceiro ponto abordado pelo pastor para que o cristão se torne rico e próspero é o consumismo. Segundo Vargens, quem compra apenas por comprar gasta sem necessidade: “Será que definitivamente você precisa de várias televisões? Será que você precisa de tantos pares de sapato? Será que toda festa ou casamento que for convidada você precisa comprar um vestido novo? Ora, o consumismo é uma desgraça”.
O quarto ponto é bastante severo, para não dizer polêmico: “Compre à vista e nunca financie aquilo que não tem condições de pagar. Lamentavelmente, muitos dos que se encontram endividados, assim estão porque compraram algo que não podiam pagar. São irresponsáveis, inconsequentes que em nome da ‘fé’ gastaram além daquilo que ganham”, dispara o pastor.
Renato Vargens orienta a “nunca” usar o cheque especial, pois os juros ultrapassam a casa dos “200% ao ano”, além de relembrar que o “cartão de crédito é uma faca de dois gumes”, e se usado com equilíbrio, “pode ser uma bênção na sua vida”.
O último capítulo da receita do pastor é que o cristão deve fazer “tudo para a glória de Deus”, e dessa forma, se capacitar sempre: “Trabalhe, estude, compre, economize, compartilhe, doe,  enfim, tudo o que fizer, o faça visando a glória de Deus”.
Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br

sábado, 24 de janeiro de 2015

Morte, Carnaval e fantasia

 

É interessante, senão bizarro, como, no Brasil, as pessoas são capazes de se comover com a condenação à morte de um traficante de drogas, em um país do outro lado do mundo, enquanto mantêm-se absurdamente insensíveis em relação às milhares de mortes violentas que ocorrem diariamente em suas próprias ruas.
 
Algo está fora de lugar nisso tudo. Nada justifica qualquer comoção com a condenação do brasileiro criminoso, quando centenas de outras pessoas, envolvidas com esse mesmo comércio ilegal, em terras brasileiras, são condenadas sumariamente pelo crime organizado e pela própria vida bandida que levam.
 
Qualquer manifestação de repúdio à condenação do traficante, sem uma multiplicada demonstração de inconformismo com a tragédia que ocorre em nosso país, é mais do que hipocrisia; é a prova clara de que o brasileiro perdeu completamente o senso da realidade e fala apenas por meio de categorias ideológicas.
 
Na verdade, essas pessoas quando reclamam do julgamento do governo da Indonésia, fazem isso não como defensoras da vida, mas como quem teve o orgulho ferido. Elas não estão preocupadas com o bem-estar do criminoso, mas apenas querem demonstrar sua indignação por ver um país agindo com a rigidez que lhes falta. É como se dissessem: o criminoso é nosso e só nós temos o direito de fazer dele o que bem entendemos. E nós sabemos muito bem o que se costuma fazer com os bandidos por aqui: os transformam em heróis!
 
O que mais me incomoda nisso tudo, porém, não são as manifestações das esferas governamentais, sabidamente corrompidas pela ideologia assassina do marxismo e historicamente defensoras de criminosos. O que mais me chama à atenção são os idiotas úteis que ocupam os meios de comunicação para revelar sua indignação com a aplicação da pena capital por aquele país muçulmano. Estes jornalistas, artistas e acadêmicos vêem a público expressar sua repulsa em relação à morte do traficante, em terras estrangeiras, enquanto se calam, em um silêncio sepulcral, quanto às milhares de mortes que ocorrem em baixo de seus narizes (talvez também porque, muitos destes, estejam com seus narizes prejudicados por uso contínuo das mesmas substâncias causadoras da condenação do brasileiro na Indonésia).
 
Tal discrepância apenas pode ser explicada pelas décadas de contaminação ideológica que tomou conta do beautiful people brasileiro. Estes, simplesmente, não conseguem mais pensar com lógica, com bom senso, baseados nos dados da realidade. Quando se manifestam, apenas expõem os lugares-comuns do pensamento de esquerda, que nunca teve qualquer compromisso com a verdade, mas, apenas, com sua utopia.
 
Assim, quando essas pessoas vêm a público reclamar da condenação do traficante, ao mesmo tempo que não se encontra em suas falas qualquer menção à carnificina brasileira causada pela violência oriunda da criminalidade nacional, só podemos concluir que trata-se de uma dissociação coletiva da realidade, que só pode ocorrer em uma nação já destruída por anos de propaganda ideológica criminosa.
 
Nem digo que esses faladores são mal intencionados. Pelo contrário, eles acreditam que estão defendendo o que há de mais alto em moralidade e amor à humanidade. Eles, simplesmente, perderam o senso do real.
 
Não se pode dizer nem que se trata de hipocrisia generalizada. Mesmo o hipócrita precisa ter uma noção da realidade para poder manipulá-la. O problema aqui é mais profundo. O brasileiro não vê mais o mundo como ele é, mas apenas o que ele imagina que existe.
 
Décadas de propaganda esquerdista tornaram o brasileiro um esquizofrênico. Para este, o perigo não se encontra nos fatos verdadeiramente perigosos, mas nas ameaças criadas pela sua própria imaginação. Da mesma forma, para os palpiteiros midiáticos deste país, a morte de um bandido, após um julgamento justo, em terras distantes se tornou uma afronta muito maior do que os assassinatos contínuos ocorridos ao lado de sua casa.
 
E dessa forma, seguem achando a coisa mais normal do mundo chorar a morte justa de um homem ligado ao tráfico de drogas, enquanto tripudiam dos milhares que morrem aqui, por causa do mesmo tráfico, ao se prepararem alegremente para festejar o Carnaval, sabidamente financiado pelo comércio de drogas ilícitas.
 
Somos o país do Carnaval e acho que é por isso que o brasileiro vive no mundo da fantasia.
 
 
Por Fábio Blanco / Divulgação: www.juliosevero.com