sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O caminho sombrio para o suicídio de pastores

O caminho sombrio para o suicídio de pastores


Por que pastores se deprimem? Como pode um homem de Deus ficar tão abatido assim?

Andrew Keller/Freeimages.com
Andrew Keller/Freeimages.com
De acordo com o Instituto Schaeffer, “70% dos pastores lutam constantemente contra a depressão, 71% se dizem esgotados, 80% acreditam que o ministério pastoral afeta negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo”.
A causa mais comum noticiada para o suicídio de pastores e líderes é a depressão, associada a esgotamento físico e emocional, traições ministeriais, baixos salários e isolamento por falta de amigos.

DEPRESSÃO:
Por que pastores se deprimem? Como pode um homem de Deus ficar tão abatido assim?
– A Bíblia menciona homens e mulheres fiéis que ficaram neste estado e que desejaram morrer — entre esses estão Rebeca, Jacó, Moisés e Jó. — Gn 2522; 37.35; Nm 11.13-15; Jó 14.13. Especialmente Elias (1 Reis 19.4)
– Elias teve um ministério de sucesso: previsão da seca; ressuscitou uma criança; enfrentou os profetas de Baal; etc.
– Tinha vigor físico – correu à frente do carro de Acabe (1 Reis 18.46) – ou seja, não tinha problemas físicos;
– Uma ameaça real – jurado de morte – fez perder o sentido da vida em um escalonamento (1 Reis 19.3 e 4):
  • Preocupação com a vida
  • Isolamento social
  • Desistência da vida
– O medo de perder a vida paradoxalmente o fez perder o sentido da vida
– Escalonamento de vitimização:
  • Ocorre em relacionamentos simétricos quando não há concordância sobre as posições de superioridade e sujeição na relação
  • Podem brigar pelo controle em suas posições (de superioridade ou sujeição) – existe pouco consenso em relação às posições e ambos acabam se sentindo vítimas
  • A escalação sacrificial se dá quando quem ganha perde
– Ameaças reais que se interpõe na vida cotidiana – podem ser o ‘gatilho’ para desencadear a falta de desejo pela vida:
  • falência financeira
  • término de um relacionamento amoroso – divórcio
  • perda do emprego
  • perda de uma pessoa amada, de um filho
  • fracasso profissional – injustiças
  • abandono social – falta de amigos

ESGOTAMENTO FÍSICO E EMOCIONAL:
Descanso e saúde:
– Trabalho e descanso marcam um ritmo vital
  • São atitudes complementárias
  • Uma iniciativa humana que se articula complementarmente através do “descanso” com a natureza própria da vida
– Quando o homem descansa, ele não interrompe sua tarefa vital, apenas a significa
  • Outorga um sentido – trabalha confiante que sua tarefa é um prolongamento de uma bondade que se afirma no próprio Deus
  • O trabalho do homem não se assegura em um rendimento transacional, mas em uma mutualidade originada na doação do tempo que cada um de nós recebe com um presente.
– Descansar é um comportamento que surge de estar existencialmente “confiado”:
  • Crer que cada um faz o que faz a partir de uma “boa vontade”, ou seja, da própria espontaneidade da vida
  • É deixar que a beleza da rosa o atravesse, enquanto se trabalha e criar com o martelo que labora os ritmos de descanso que o florescer da rosa convida
  • Descansar é imprescindível para uma vida saudável:
    • Descansar significa “ser capaz de distanciar-se daquilo que nos torna obsessivos”
    • Esta disposição está ligada à nossa corporalidade e é independente de nossa vontade – não pode ser fabricado, apenas chega a nós
    • O descanso é aquilo que nos faz dormir em paz
  • As manobras da sociedade de consumo:
    • A tentativa de descanso através da “prótese”: excesso de álcool, tranquilizantes, compulsões (do turismo merecido até a religião tóxica, passando por uma sexualidade de performance)
  • O descanso é como uma visita que realça a hospitalidade própria do amor, criando uma nova fecundidade onde o cansaço havia obscurecido a esperança
  • Em síntese: descansar é RE-VIVER!

FALTA DE AMIGOS:
  • Pastores têm poucos amigos, às vezes nenhum.
  • Em reuniões exclusivas para pastores, a maioria conta proezas, sucessos, vitórias e conquistas na presença dos demais, num clima de competição para mostrar que possui êxito no exercício ministerial.
  • Na conversa íntima dos consultórios, o sofrimento se revela.
  • Pastores contemporâneos são cobrados como – e muitos se sujeitam a ser – executivos que precisam oferecer resultados numéricos às suas instituições.
  • Há uma relação circular perversa de falso significado de sucesso: pastor e instituição se conluiam em uma rota autodestrutiva
  • A figura do pastor-pai-cuidador está escassa; aquele que expõe a Palavra à comunidade-família, aconselha os que sofrem e cuida dos enfermos e das viúvas.
  • Há uma crise de identidade funcional entre o chamado pastoral e as exigências do mercado religioso institucional.

Estratégias de poder
Poder SOBRE:
Estratégias de compaixão
Poder COM:
curarcuidar
expertajudador
técnicointeração
distância emocionalenvolvimento
unidirecionalcircular
razãoimaginação
quando me sinto responsável
pelo outro “eu”
quando me sinto responsável
pelo outro “eu”
faloescuto
dirijoconvido
coloco/retirosintonizo
protejoanimo
resgatocompartilho
controlorelevo
interpretosou sensível
eu me sintoeu me sinto
ansiosolivre
cansadosolto
temerosoalerta
obrigadocorresponsável
eu estou comprometido comeu estou comprometido com
a soluçãorelacionar alma com alma
respostassentimentos
circunstânciaspessoas
estar bemter compaixão
espero que a persona viva minhas expectativasconfio que o  processo me permita dançar com…

ALGUMAS ALTERNATIVAS:
Pastores:
  • Encontrar um amigo que o aceite como é, com suas bobagens e defeitos, com quem se possa “jogar conversa fora” e não se saiba explicar o porquê da amizade.
  • Encontrar um conselheiro ou terapeuta de confiança para abrir a alma.
  • Ter tempo para o SHABATT – fora do padrão compulsivo
  • Descobrir a importância do “descanso relacional”
  • Estar atento às relações de escalonamento sacrificial – especialmente com a instituição (representada por dirigentes/membros obsessivos)
Instituições:
  • Promover encontros de pastores que possuam caráter terapêutico/curador. Com facilitadores habilitados na condução de compartilhamento de emoções que afetam a vida pastoral;
  • Diminuir as pressões de resultados numéricos sobre a função pastoral.
  • Estar atenta a um padrão mínimo de orçamento-salário pastoral, para que ele e sua família não sofram privações.
  • Desmitificar pseudo-hierarquizações: papéis x poder, realçando a humanidade de todos e o pertencimento mútuo.

Fonte: ultimato.com.br

Suicídio de pastor assembleiano choca fiéis e reacende debate sobre o tema entre evangélicos

Suicídio de pastor assembleiano choca fiéis e reacende debate sobre o tema entre evangélicos


O suicídio é uma questão complexa, que envolve inúmeros fatores e, teologicamente, não há consenso entre os grandes estudiosos da Bíblia Sagrada. Tudo isso à parte, a notícia do suicídio de um pastor assembleiano na última terça-feira, 12 de dezembro, reacendeu o debate sobre os casos de depressão entre os sacerdotes evangélicos.
O pastor Júlio César Silva, ex-presidente da Assembleia de Deus Ministério de Madureira na cidade de Araruama, região dos lagos no estado do Rio de Janeiro, cometeu suicídio em sua casa, em um condomínio de alto padrão onde vivia. Ele era casado e tinha duas filhas.
De acordocom informações da Polícia Civil, Silva usou uma corda para se enforcar, mas não deixou nenhum bilhete ou recado detalhando sua motivação. Durante a madrugada de terça para quarta-feira, 13 de dezembro, o velório foi realizado na filial da denominação na Tijuca, com a presença de 50 pastores e do bispo Abner Ferreira.
De acordo com informações do Pleno News, o sepultamento foi realizado na cidade de Goiânia (GO), no estado de origem de sua família. Júlio César Silva era um pastor renomado no Ministério de Madureira, com relação de proximidade com outros grandes nomes, como o bispo Samuel Ferreira, da AD Brás, e o pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
Nas redes sociais, milhares de evangélicos expressaram perplexidade com a notícia, e muitos aproveitaram a oportunidade para manifestar pesar com a notícia e pedir orações pelos familiares do pastor.
Marco Feliciano usou suas mídias para fazer uma ponderação, dizendo que as circunstâncias da morte de Silva serão julgadas na eternidade, e que muitas vezes a pressão sobre um pastor é tão intensa que ele termina sofrendo com depressão.

+ Série de suicídios de pastores acende alerta entre cristãos

“O seu pastor é tão humano quanto você. A diferença é que você se preocupa apenas com os seus problemas e ele com os problemas dele e de todo mundo. Ele sente vontade de parar, desistir, sofre, chora, mas esconde as lágrimas quando sobe no altar. Afinal, ele está ali para abençoar e encorajar você”, ponderou Feliciano.
Já existem estudos que apontam que casos de depressão entre pastores têm índices altíssimos, acima da média entre diversas ocupações.
Assista a uma pregação do pastor Júlio César Silva:



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Dois pastores assembleianos cometem suicídio esta semana


Dois pastores assembleianos cometem suicídio esta semana

Um caso foi registrado em Cornélio Procópio (PR) e outro em Araruama (RJ)
Nos últimos dias foram noticiados dois suicídios de pastores no Brasil, reascendendo o debate sobre o apoio das igrejas aos seus líderes a fim de combater a depressão que tem levado líderes religiosos de todo o mundo a tirarem suas vidas. 
Um dos casos aconteceu em Cornélio Procópio (PR) no último domingo. O pastor Ricardo Moisés, da Igreja Assembleia de Deus, se enforcou em sua casa que fica nos fundos da igreja.  Com 28 anos de idade, Ricardo foi encontrado já sem vida por sua esposa, que chegou a acionar o SAMU e a Polícia Militar, mas era tarde demais. 
Nesta terça-feira (12) o pastor Júlio César Silva, ex-presidente da Assembleia de Deus Ministério Madureira em Araruama (RJ) tirou a própria vida por enforcamento. O corpo do pastor foi encontrado na varanda de sua casa, localizada em um condomínio na região nobre da cidade.   
Depressão de pastores é preocupante
Ainda que o motivo dessas mortes não tenha sido revelado por suas famílias, os números cada vez maiores de pastores que cometem suicídio têm preocupado instituições em todo o mundo. 
O Instituto Schaeffer, dos Estados Unidos, chegou a pesquisar sobre a saúde mental de líderes religiosos e revelou que 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão, e 71% estão “esgotados” física e mentalmente.  
Ainda de acordo com esta pesquisa, 80% dos pastores acreditam que o ministério pastoral afeta negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo. 

Assim como o número geral de suicídios, os casos com vítimas que lideram igrejas também têm a depressão como principal causa. Além da doença, fatores como traições ministeriais, baixos salários, isolamento, falta de amigos e problemas conjugais também foram registrados. 
Fonte: jmnoticias.com.br

ARARUAMA DE LUTO - Pastor comete suicídio no bairro Ponte dos Leites

ARARUAMA DE LUTO - Pastor comete suicídio no bairro Ponte dos Leites

Corpo de Júlio César Silva foi encontrado em sua residência

A imagem pode conter: 2 pessoas, listras
O pastor Júlio César Silva, ex-presidente do ministério de Madureira em Araruama, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (12) em sua casa, localizada no Condomínio Lagoa Azul, que fica no Residencial Sonho De Vida, no bairro Ponte dos Leites.

De acordo com o registro policial, Júlio César tirou a própria vida se enforcando com uma corda na varanda da residência. 

O corpo foi levado para o IML de Araruama, e ainda não há informações sobre o velório e sepultamento do pastor. O caso foi registrado na 118ª DP.

Nas redes sociais, fiéis e moradores do município lamentaram o ocorrido, e observaram que outros casos semelhantes de suicídio foram registrados em Araruama nos últimos meses.


O pastor Julio é filho da  da dona Vera que é irmã da bispa Neuza casada com o pastor Oídes, um dos principais líderes evangélicos do estado de Goiás e do Brasil. O ex-deputado federal Antônio de Jesus também é tio do pastor Júlio.

Fonte: goiasurgente.com.br

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Trump anuncia Jerusalém como capital de Israel para agradar à sua base de eleitores evangélicos

O presidente americano Donald Trump afirmou na quarta-feira que Jerusalém é a capital de Israel, e prometeu começar um processo rápido de mudança da Embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
O anúncio de Trump foi recebido muito bem por Israel, um aliado americano íntimo, e por eleitores evangélicos pró-Israel que compõem uma parte fundamental da base de Trump.
Em maio passado, aproximadamente 60 líderes evangélicos, representando 60 milhões de cristãos nos EUA, assinaram uma carta que foi entregue ao presidente Trump pedindo que ele mudasse a Embaixada dos EUA para Jerusalém e assim reconhecesse Jerusalém como a capital de Israel.
“O Rei Davi estabeleceu Jerusalém como a capital de Israel 3.000 anos atrás. Jerusalém era, é e permanecerá a capital de Israel. É hora de os EUA reconhecerem o óbvio. Estou contente com o anúncio do presidente Trump. Ele é o único presidente que manteve sua palavra,” disse Mat Staver, fundador e presidente do escritório de advocacia Liberty Counsel, presidente de Cristãos em Defesa de Israel e fundador e presidente de Covenant Journey.
“Hoje finalmente reconhecemos o óbvio,” Trump disse, frisando que ele não seguiria os presidentes americanos anteriores que não cumpriram suas promessas de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
O anúncio de Trump não especificou se a cidade inteira de Jerusalém ou só uma parte é a capital de Israel. Na semana passada, o jornal israelense Jerusalem Post disse que se “Trump reconhecer formalmente Jerusalém como capital de Israel, ele provavelmente deixará claro que o reconhecimento é só de Jerusalém ocidental a fim de manter a condição final da cidade inteira algo para ser decidido em negociações. A Rússia anunciou em abril que reconhece Jerusalém ocidental como a capital de Israel, se tornando o primeiro país do mundo a fazer isso.”
“Depois de mais de duas décadas de adiamento… determinei que é hora de reconhecer oficialmente Jerusalém como a capital de Israel,” Trump disse na Casa Branca na quarta-feira.
Sob a lei americana, o presidente tem de assinar um adiamento a cada seis meses que deixa a embaixada americana em Tel Aviv. Em junho, Trump renovou o adiamento, como uma série de outros presidentes americanos fizeram para adiar indefinidamente o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.
Em seu discurso na quarta-feira, Trump não fez nenhuma referência de que ele já tinha assinado um adiamento que oficialmente atrasará a mudança da Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, mas a Casa Branca confirmou que ele assinou um adiamento antes do discurso. Isso significa que não haverá nenhuma mudança da embaixada pelo menos nos próximos seis meses. Estabelecer rapidamente uma embaixada em Jerusalém foi uma grande promessa de campanha de Trump para sua poderosa base evangélica.
Se Trump usar os próximos adiamentos do jeito que os presidentes americanos passados os usaram para adiar o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, o processo de mudança da embaixada dos EUA poderá levar muitos anos.
O discurso de Trump não só reconheceu Jerusalém, mas, de acordo com a Associated Press, “Trump pareceu apoiar o conceito de uma Palestina independente existindo ao lado de Israel… já que ele disse que promoveria a ‘solução de dois Estados.’”
Uma solução de dois Estados é impossível, pois Deus deu a Terra Prometida só aos judeus, não aos palestinos islâmicos, que são maioria na “Palestina.” Até mesmo Ronald Reagan não acreditava nem apoiava tal “solução.” Não haverá paz para os EUA se Trump seguir a “solução de dois Estados.”
O anúncio de Trump produziu resultados imediatos em outros países. De acordo com o jornal Jerusalem Post, a República Checa na quarta-feira seguiu o exemplo de Trump anunciando que reconhece Jerusalém Ocidental como a capital de Israel.
A República Checa acha que é certo Israel ter Jerusalém Ocidental como sua capital enquanto a Autoridade Palestina tiver Jerusalém Oriental como sua capital. Isso é uma “solução de dois Estados.”
Evangélicos pró-Israel estão no escuro se o anúncio de Trump cobre a cidade inteira de Jerusalém ou só Jerusalém Ocidental, e eles não sabem se Trump continuará usando adiamentos para adiar a mudança da Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém.
Fonte: juliosevero.blogspot.com.br 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pastor Ricardo Gondim admite que não acredita no poder de Deus: “Acredito nas iniciativas humanas”

Ricardo Gondim é um pastor que, ao longo das duas últimas décadas, apresentou à comunidade evangélica sua metamorfose interpretativa da Bíblia e da teologia: foi do pentecostalismo (quando ainda mantinha a igreja que lidera ligada às Assembleias de Deus) ao “progressismo” que defende a união civil homossexual e uma visão heterodoxa do cristianismo.


Em um artigo publicado em seu blog, Gondim revelou que não acredita mais que Deus intervenha nos destinos da humanidade, e frisou que agora considera-se, provisoriamente, um “humanista apofático”.

“Não creio mais na promessa religiosa de que livramentos sobrenaturais nos alcançarão, vindos de um Deus que se senta em um trono. Acredito nas iniciativas humanas, nos movimentos solidários, na busca incessante da justiça, na ação profética de instituições que defendem a dignidade humana. Sou irmão de quem arregaça as mangas e luta pelos desvalidos”, escreveu, transparecendo grande parte da influência de filosofias de esquerda que abraçou e, com frequência, compartilha nas redes sociais.

O humanismo, movimento filosófico surgido na Europa durante a Renascença e inspirado na civilização greco-romana, valoriza a busca pelo saber com o propósito de que a humanidade desenvolva uma cultura capaz de explorar o potencial da sociedade para o bem. Entre estudiosos cristãos, essa é uma filosofia controversa, pois para alguns seria uma espécie de mensagem do Evangelho “intelectualizada”, enquanto para outros, é uma distorção dos ensinamentos de Cristo que termina por negar a Deus.

“Sou humanista. Com isso, quero dizer que não espero milagres sobrenaturais para minha vida, família, cidade, país ou mundo. Descartei há muito tempo o Deus maquinista, o soberano que conduz a história nos trilhos da providência. O grave e tenebroso sofrimento que condena homens e mulheres esbofeteou a minha cara. Sofri na carne o impensável”, acrescentou Gondim.

Em seu artigo, o pastor da Igreja Betesda resume a visão apofática, à qual atualmente está alinhado: “A teologia apofática é, em termos bem simples, aquela que se recusa a fazer afirmações propositivas sobre Deus. Os apofáticos se contentam com o que se pode negar a respeito de Deus. Explico melhor. Não há como afirmar nada sobre Deus que seja conclusivo, taxativo, descritivo. Podemos dizer apenas o que ele não pode ser. Deus não pode ser mau, discriminatório, injusto, estúpido, dissimulado”, descreveu.

Gondim afirma que, em sua visão, “não há como ajustar a vida para resgatar a teologia”, e que a opção restante seria “ajustar a teologia para encontrar algum sentido em nossa vida banal”.

“Se minha espiritualidade desceu do altar do teísmo, ela pousou no chão das fábricas, nos cortiços malcheirosos das periferias urbanas, nos acampamentos de refugiados. Creio na religião como espaço de resistência. Sou defensor da religião que promove a compaixão, a sensibilidade e a gentileza. Afasto-me da que se alimenta do delírio metafísico de esperar por Deus, como uma ‘Mulher-maravilha’ ou um ‘Super-homem'”, asseverou, resumindo de forma simplista a fé no sobrenatural.

Na sequência de seu parágrafo conclusivo nas delineações de seu raciocínio, Gondim reitera que não crê no Deus que opera milagres: “Essa divindade que tira ônibus do barranco, cura, esporadicamente crianças condenadas pela leucemia ou faz com que o estuprador fique impotente na hora em que violenta a menina não existe. A bola está com a humanidade. Se não tomarmos vergonha na cara, destruiremos o planeta. Se não procurarmos criar uma cultura de acolhimento e cuidado, cultivaremos a intolerância. Se não fizermos valer o bem, o mal se alastrará e seremos os demônios de nosso próprio inferno”.

“Sou um humanista apofático. Amo tanto a Deus como o mundo em que vivo”, concluiu.

Fonte: noticiasgospelmais.com.br

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Donald Trump deve anunciar reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

Donald Trump deve anunciar reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

Jerusalém será reconhecida, formalmente, pelo governo norte-americano como a capital de Israel. A decisão é mais um passo em direção a cumprir uma promessa feita em campanha pelo presidente Donald Trump.
Na última terça-feira, 05 de dezembro, Trump ligou pessoalmente para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a fim de informá-lo que o anúncio oficial será feito em breve. Fontes do governo disseram à mídia internacional que é possível que o presidente dos EUA comunique a comunidade internacional nesta quarta-feira.
Além de Netanyahu, Trump ligou para o presidente da França, Emmanuel Macron, assim como para o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e com o rei da Jordânia, Abdullah II. A notícia não foi bem recebida pelos líderes árabes, que repudiaram publicamente a decisão dos Estados Unidos e disseram que a notícia poria fim ao processo de pacificação da região.
Na prática, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel já foi feito pelos Estados Unidos em 1995, quando o Congresso aprovou a mudança da embaixada norte-americana para a cidade. Desde então, nenhum presidente pôs em prática a medida, mas Donald Trump assumiu esse compromisso durante a campanha.
A polêmica se situa no fato de que, apesar de Israel considerar Jerusalém sua capital, a cidade de Tel-Aviv é que concentra as embaixadas dos demais países e as sedes dos principais órgãos públicos israelenses.
O lado oeste de Jerusalém é um território exclusivo de Israel desde que o país foi criado em 1948, mas a parte leste, onde a população é predominantemente árabe, é alvo de disputa, pois em 1967, na chamada “guerra dos seis dias”, Israel conquistou esse território. Agora, os palestinos querem estabelecer nessa parte da cidade a capital do país que planejam fundar, com apoio da ONU.
Segundo o jornalista Helio Gurovitz, do G1, “no final do governo de Bill Clinton, o então premiê Ehud Barak aceitou conceder aos palestinos soberania sobre Jerusalém Oriental, mas a negociação foi abortada pela recusa do então líder palestino, Iasser Arafat”. Esse capítulo das negociações evidencia que não há disposição para um diálogo por parte dos árabes em relação à cidade.

+ Irã ameaça ir à guerra contra Israel e aliados dos EUA por Jerusalém

A iniciativa de Trump em reconhecer Jerusalém como capital de Israel foi condenada em termos duros pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan: “Jerusalém é uma linha vermelha para os muçulmanos”, disse ele, que ameaçou cortar relações diplomáticas com os Estados Unidos.
Fonte: noticias.gospelmais.com.br

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Escola promove strip-tease de drag queen para difundir ideologia de gênero junto a alunos


O uso de drag queens em apresentações nas escolas é uma ferramenta da militância LGBT que vem sendo cada vez mais usada como forma de impor a ideologia de gênero aos alunos de diferentes faixas etárias. Mais um caso foi registrado, desta vez em Salvador (BA), com grande repercussão nas redes sociais.
A diretora Luciana Senna, responsável pelo Colégio Estadual Odorico Tavares, convidou o drag queen conhecido como Natha Sympson para uma apresentação erotizante no pátio, com todos os alunos da escola formando a plateia.
Segundo informações do jornal A Gazeta do Povo, o drag queen admitiu que a apresentação ao som dos cantores Pabllo Vittar e Anitta – com letras de estímulo à prática sexual – é parte de um projeto de “identidade de gênero e sexualidade”, idealizado pelos responsáveis pelo colégio estadual.
Em outubro, uma escola pública mantida pela Universidade Federal de Juiz de Fora também havia promovido uma apresentação com um drag queen para fazer apologia à ideologia de gênero e atacar os princípios de “família tradicional” mantidos por grande parte da sociedade brasileira.
Na apresentação, a dança se transforma em strip-tease, e o drag queen que usava um vestido no começo, termina seminu, apenas com tapa-sexo e peruca. Nas redes sociais, uma página dedicada ao filósofo e escritor Olavo de Carvalho comentou o episódio, expressando indignação: “Acreditem, isso é uma escola”, lamentou.
Os usuários do Facebook que seguem as publicações desta página comentaram o episódio: “E o Português 0, a Matemática 0, Física e Química 0… e por aí vai… países que são potências mundiais, são países que tem Educação forte e que prezam por um ensino de qualidade e sério e não esse LIXO moral que estamos vivendo aqui. Lamentável”, escreveu um internauta.
“Essas pessoas estão testando a paciência dos pais e das famílias. Se a ideia é acabar com a homofobia, sinto informar que o resultado está sendo contrario. Não tenho filho, mas se eu tivesse e colocassem isso na escola dele, eu tirava ele de lá e abriria um processo contra os responsáveis da escola. As crianças vão para a escola se formar para a vida profissional e acadêmica e não para aprender essas p…”, protestou outro.
A certeza de que essas ações trarão consequências sérias foi a abordagem usada por um dos que comentaram a cena: “Pode dançar, vestir como [mulher], [mas] nunca serão. No dia do juízo, Deus irá chamar pelo nome que ele deu. Aí, meu amigo, onde há risos hoje, haverá ranger de dentes. Que Deus tenha misericórdia desta geração”, pontuou.
Fonte: noticiasgospelmais.com.br

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Manobra da esquerda para legalizar aborto no Brasil é rejeitada por ministra do STF

Manobra da esquerda para legalizar aborto no Brasil é rejeitada por ministra do STF

Uma manobra articulada pelos movimentos de esquerda para forçar uma brecha jurídica que terminasse, na prática, legalizando a prática do aborto no Brasil foi derrubada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). O PSOL, principal patrocinador da ideia, sofreu mais uma derrota na questão.
A iniciativa de tentar a legalização, via STF, teve o caso de Rebeca Mendes Silva Leite, 30 anos, que está grávida do terceiro filho, como pano de fundo. Alegando que ficará desempregada ao fim de seu contrato de trabalho temporário, disse que não terá condições de cuidar da criança quando nascer, pois paga aluguel e recebe pensão alimentícia do ex-marido.
O PSOL apresentou uma ação junto à Corte e, numa tentativa de sensibilizar a ministra, solicitou que Rebeca gravasse um vídeo com um depoimento explicando detalhes de sua situação pessoal, em termos financeiros e familiares. Além disso, pediu uma liminar para que a medida fosse estendida a todas as grávidas do país que desejassem abortar.
Na prática, o PSOL tentava a liberação do aborto de forma indireta, pois a prática estaria garantida por força de decisão judicial, mesmo que a Constituição Federal determine o contrário, em proteção à vida. Um atalho que desrespeitaria a lei e o Poder Legislativo, e uma amostra do que a militância de esquerda está disposta a fazer para impor sua visão de mundo.
Rebeca Mendes afirmou, em seu depoimento, que “jamais cogitaria violar a lei ou arriscar sua própria vida para interromper a gestação” se não estivesse desesperada. Ainda assim, a lei falou mais alto, e Rosa Weber negou todos os pedidos da ação impetrada pelo PSOL. Segundo o jornal O Globo, a íntegra da decisão com os argumentos usados pela ministra não está disponível.

Genocídio

A doutora em Filosofia do Direito e professora visitante da Universidade de Harvard, Angela Martins, afirmou que “os autores da ação utilizam uma situação de fragilidade humana para poder continuar questionando o assunto e colocar o STF na parede para uma sentença pontual”.
Em uma entrevista à Gazeta do Povo, Martins lembrou que “hoje existe a curadoria de nascituros, por meio do Estado e de outras ONGs, nacionais e internacionais, entidades religiosas e outras que recebem essas crianças para adoção”, e acrescentou: “Matar nunca é meio de combater qualquer mal e, por outro lado, não seria condizente com a nossa Constituição que protege a vida de modo incondicional”.
Já Flávio Henrique Santos, presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões (ADFAS) de Pernambuco, levantou outra questão de cunho filosófico que poderia ser assimilada ao Direito e ao consciente coletivo se o STF acatasse a demanda do PSOL.
“O estado de pobreza e miserabilidade pode autorizar o Estado a matar pessoas? Essas deficiências econômicas poderiam, por exemplo, justificar higienizar a sociedade, aprovar genocídios porque as pessoas não conseguem sobreviver? Pelo contrário, não seria mais adequado impulsionar o Estado a colocar ações profundas de mudança econômica para que a sociedade tenha uma vida digna? Está havendo uma grande inversão de valores; uma vida inocente não pode ser ceifada por argumentos tão desprovidos de fundamento”, opinou.
Fonte: noticiasgospelmais.com.br

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

As Assembleias de Deus - títulos e honrarias

As Assembleias de Deus - títulos e honrarias

"O brasileiro é vaidoso e guloso de títulos ocos e honrarias chocas. O seu ideal é ter distinções de anéis, de veneras, de condecorações, andar cheio de dourados." (Lima Barreto)

Para muitos assembleianos, causa surpresa a proliferação de títulos considerados "exóticos" para os principais líderes da denominação. Ainda soa estranho, por exemplo, certas igrejas terem como seu líder máximo um "Apóstolo" ou "Bispo".

Vale lembrar, que no Mensageiro da Paz na década de 1930, quando se anunciava estudos bíblicos, obreiros como Samuel Nyströn, Gunnar Vingren entre outros, eram chamados simplesmente de "irmãos". E ser pastor naquela época, era muitas vezes viver sem salário e com muita perseguição.

Mas em 1938, segundo Silas Daniel no livro História da CGADB, "entrou em pauta o ministério de apóstolo". Concordaram os obreiros com a existência do ministério apostólico, mas rejeitaram a "consagração de apóstolos". O reconhecimento da honraria deveria ser feita pela igreja e "não dependia de um título".

Daniel esclarece: "as Assembleias de Deus nunca consagraram apóstolos, por entenderem que tal consagração não tem apoio bíblico, porém sempre tiveram o costume de denominar alguns dos grandes nomes da história da Igreja, inclusive no Brasil, como apóstolos." Entretanto, o reconhecimento só viria depois da morte do pioneiro.

Bispos de Madureira: etiqueta de mando?

Porém, Paulo Leivas Macalão ainda em vida, foi chamado de "Apóstolo do século XX"; Túlio Barros da AD em São Cristóvão (RJ), em 2004, consagrado "Apóstolo" e o seu filho Jessé Maurício "Bispo". Nesse tempo, São Cristóvão já estava rompida com a CGADB.

Em 1959, Antônio de Souza Campos, em um artigo publicado na revista A Seara, questionou o uso que alguns pastores faziam da titulação de reverendo. Para ele, tal título, além de ser impróprio, seria a aberração "de um cristianismo órfão, pobre de espiritualidade o qual para impressionar precisa lançar mão de títulos pomposos". 

Nem mesmo a nomenclatura, "pastor geral", "pastor-presidente" ou "pastor regional" foram aceitas sem contestações na década de 1950. O pastor José Menezes, no Mensageiro da Paz chamou essa prática de "anti-bíblica" e "maligna", sendo uma "etiqueta de mando" para legitimar abusos autoritários. 

Para Menezes, o objetivo dos "pastores regionais" era "empunhar o cetro da distinção" e "exercer o império do mando." Isso seria ainda um "beco de inovações, criação de leis e estatutos imprecisos, proteção a favoritos, trazer a outros com aves de arribação."

Com a evolução dos Ministérios, as ambições de reconhecimento social também cresceram. Gedeon Alencar observa em seu livro Matriz Pentecostal Brasileira, o uso das titulações acadêmicas nos periódicos da CPAD como forma de legitimação dentro da igreja. A titulação de pastor já não seria suficiente para dar peso as publicações? 

Muitas são as justificativas para o uso das nomenclaturas. Mas para muitos, o que parece mesmo é que as lideranças foram picadas pela famosa "mosca azul". Parece que Lima Barreto escreveu pensando em alguns dos nossos líderes.

Fontes:

ALENCAR, Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus 1911-2011, Rio de Janeiro: Ed. Novos Diálogos, 2013.

ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

Mensageiro da Paz, 1ª quinzena de abril de 1969. Rio de Janeiro: CPAD.

A Seara, ano VI - nº 1, ano de 1959.

http://mariosergiohistoria.blogspot.com.br