segunda-feira, 19 de julho de 2021

Pastor prevê mais repressão em Cuba: ‘As famílias não vão ficar de braços cruzados’.

Pastor prevê mais repressão em Cuba: ‘As famílias não vão ficar de braços cruzados’

Jatniel Pérez está realizando uma campanha para divulgar casos de pastores presos. “Vão prender mais pessoas.

Manifestantes em frente à embaixada cubana na Espanha, apoiando o protesto dos cubanos, em 12 de julho de 2021. (Foto: Oscar Gonzalez/NurPhoto/Getty Images)
Manifestantes em frente à embaixada cubana na Espanha, apoiando o protesto dos cubanos, em 12 de julho de 2021. (Foto: Oscar Gonzalez/NurPhoto/Getty Images)

“Cuba não aguenta mais”, disse Jatniel Pérez, diretor do Seminário Carey de Cuba. Quatro dias depois das marchas massivas em solo cubano, muitos continuam detidos. Pérez disse que nunca viu algo parecido com este movimento nacional. 

Entre os detidos estão os dois pastores evangélicos de Matanzas, Yéremi Blanco Ramírez e Yarián Sierra, cuja detenção arbitrária pode durar até 14 dias, segundo o líder. A esposa de um deles denuncia “abusos, maus tratos e injustiça”. 

O procedimento normal é que a polícia mantenha os detidos durante 3 dias, mas com a manifestação do povo nas ruas, a informação é que os pastores permanecerão presos por duas semanas e isso viola muitas das leis cubanas. 

Pérez, que também é pastor do Centro Bíblico Crescer de Velasco, está realizando uma campanha para divulgar o caso dos pastores para que sejam libertados o mais breve possível. 

Isso porque as ameaças de repressão feitas pelo presidente Miguel Díaz-Canel se concretizaram através das prisões, que podem se transformar em longas penas para muitos. Ele teme que essa repressão aumente nos próximos dias. 

Regime comunista

Cuba é uma nação comunista, desde 1959, e o governo sempre buscou controlar a Igreja no país. Pastores, líderes religiosos e grupos cristãos que criticam o regime enfrentam detenção, sentenças de prisão e perseguição.

Pais cristãos que se opõem à educação controlada pelo Estado na escola também enfrentam sentenças de prisão por ensinarem os filhos em casa. Além disso, a ideologia secularista, apoiada por representantes do governo, tem se tornado mais influente. 

Pérez reforça a importância de orar pela situação, divulgar o que está acontecendo e espera que a pressão internacional da mídia e do mundo possa ajudar na libertação dos detidos.

Situação dos pastores presos

Ramírez e Sierra foram presos numa ala da prisão feminina. De acordo com o veículo de comunicação Protestante Digital, eles não receberam permissão nem mesmo para fazer uma ligação para a família. 

“Há rumores pelas ruas que eles podem ser condenados a cinco ou sete anos de prisão. É por isso que estamos tentando pressionar para que isso não aconteça e eles possam ser liberados”, disse Pérez durante uma entrevista.

O pastor conta que a situação das famílias é muito complicada no momento. “Ramirez tem três filhos, dois meninos e uma menina. Sierra tem um filho com problemas mentais. As duas famílias dependem deles, principalmente nessa fase de pandemia, para sustento, alimentação e remédios”, revelou.

Cuba

Pastor Jatniel Pérez, diretor do Seminário Carey, pede orações aos pastores presos. (Foto: Reprodução/Protestante Digital)

“Cuba não aguenta mais”

Pérez pede orações e alerta sobre algumas denominações em Cuba que estão jogando o jogo do governo, quando pedem a seus membros: “Senhores, não façam nada, vamos ter calma, vamos confiar no Senhor, não saiam”, lembrou. “Entendo que não devemos pegar em armas nem nada parecido, esse não é o apelo do crente. Mas entendo que Cuba não aguenta mais”, continuou.

“Eles cortam nossa energia de 6 a 8 horas por dia, não há remédios, não há comida. Pagamos cerca de 60 a 80 dólares por apenas três comprimidos de antibióticos. Mesmo assim, não devemos fazer guerra ou confrontos, mas precisamos de uma mudança porque não podemos continuar vivendo assim”, desabafou.

Ele também explica o motivo pelo qual poucos pastores falam sobre o que está acontecendo. “Assim que eles falam, o governo faz o que fez com os dois pastores em Matanzas”, apontou.

O povo cubano também tem enfrentado grandes dificuldades com a pandemia. “Muitas pessoas estão morrendo e os hospitais estão falindo”, compartilhou. Pérez acredita que ainda haverá mais repressão por parte do governo.

“Acredito que vão monitorar os vídeos das manifestações, vão prender mais pessoas e vão criminalizar quem participou. Haverá uma lição para todos. Eles vão reprimir o povo, para que isso não volte a acontecer. Mas, também acredito que haverá mais manifestações, porque se as prisões continuarem as famílias não vão ficar de braços cruzados. Se houver repressão governamental, haverá reação nas ruas”, concluiu.

 


segunda-feira, 5 de julho de 2021

China está eliminando o dinheiro para caminhar em direção à vigilância total do governo

 

China está eliminando o dinheiro para caminhar em direção à vigilância total do governo

Pequim ambiciona suplantar o domínio global do dólar com o Yuan digital e seu grande teste será nos Jogos Olímpicos de 2022.


Sabe-se que os chineses estão entre os primeiros no mundo a inventar o papel moeda, no século VII. Mais de 1.400 anos depois, a China está novamente à beira de criar uma nova forma de moeda governamental.

Segundo alguns especialistas, isso pode representar uma séria ameaça econômica para os Estados Unidos e o Ocidente. “Não estamos falando de criptomoedas, na verdade, eles estão criando uma moeda física nacional que será representada em formato digital”, disse Erik Bethel, ex-diretor executivo dos EUA no Banco Mundial.

Bethel explica que enquanto o mundo está focado em criptomoedas privadas como Bitcoin, Pequim se ocupa em construir uma versão digital de sua própria moeda, o Yuan, também conhecido como Renminbi, para controlar seus cidadãos e, eventualmente, ameaçar o domínio do dólar americano.

“Eles criaram praticamente todos os blocos de construção que permitirão que a moeda digital do banco central floresça”, disse Bethel ao CBN News. Yaya Fanusie, ex-analista econômico e contraterrorismo da CIA, disse que o objetivo da China é substituir o dinheiro por uma moeda digital controlada pelo banco central do governo comunista.

Sociedade totalmente controlada

“A China chegou a dizer que, no futuro, pretende ser uma sociedade sem dinheiro. Essa ideia mostra que as notas e as moedas não existirão mais e as pessoas terão em suas ‘carteiras’ a moeda digital”, disse Yaya Fanusie, que também é membro sênior do Centro para Nova Segurança Americana.

Ele explica que essa moeda digital também será emitida pelo banco do governo, permitindo o que o congressista Michael McCaul, o principal republicano do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, diz ser um acesso sem precedentes às transações financeiras das pessoas.

“Isso lhes dará dados sobre o comportamento das pessoas e como elas gastam seu dinheiro”, disse o deputado McCaul. Quer dizer que Pequim terá poder para rastrear os gastos em tempo real.

“Haverá um tempo em que o Banco do Povo da China, ou seja, o banco central desse país, será capaz de espiar os detalhes de cada transação, além de saber o que todo mundo faz, 24 horas por dia, 7 dias por semana”, alertou Bethel.

 Isso significa que se você é um ativista dos direitos humanos ou cristão, as autoridades poderão usar essa nova tecnologia para puni-lo, caso você se envolva  em atividades que sejam consideradas “anti-governamentais”.

Uma ferramenta nova para o governo chinês

“Essa capacidade tecnológica é algo que o governo nunca teve antes. Sempre tinha que ir às empresas e dizer 'ok, corta essa pessoa'. Agora, o governo chinês está bem perto de cortar da pessoa o acesso ao dinheiro”, disse Fanusie.

Eventualmente, as empresas americanas e outras estrangeiras que fazem negócios na China serão obrigadas a usar o novo sistema de pagamento em moeda digital do governo.

“Portanto, estamos falando de questões competitivas, eu diria que há questões de cibersegurança e questões de privacidade. Você está entregando seus dados ao Partido Comunista Chinês ao participar deste sistema de moeda digital”, alertou.

O dólar americano é a moeda de reserva dominante no mundo. O Renminbi da China é o número 8. A ambição de Pequim é, eventualmente, suplantar o domínio global do dólar com o Yuan digital.

China entrará em fase de testes

“A grande preocupação é internacional, especialmente para os EUA. A China está pensando nisso há décadas, eles  se anteciparam. Este mês, o governo comunista anunciou que distribuirá mais de 6 milhões de dólares em sua moeda digital aos cidadãos como parte de uma série de testes em todo o país”, revelou Fanusie.

O primeiro teste começa em Pequim, permitindo que os residentes de lá usem dois aplicativos de bancos do governo para fazer pagamentos digitais. A China então planeja fazer seu grande respingo de moeda digital nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022.

Agora que o maior regime autoritário do mundo lançou essa moeda digital soberana inédita, alguns nos Estados Unidos, como o congressista Mike Waltz, temem que Pequim use essa forma de pagamento para também evitar sanções econômicas.

“O governo chinês convencerá países como Burma, Irã, Coréia do Norte e outros a fazer negócios nessa moeda digital chinesa. Também permitirá que a China e esses países trabalhem em torno de uma de nossas ferramentas mais poderosas, que são as sanções”, disse Waltz ao CBN News, recentemente.

 Com base na história, Waltz acredita que a China está muito feliz em compartilhar a tecnologia com outros regimes desonestos que buscam melhorar suas próprias capacidades de vigilância sobre seus cidadãos.

“Quando a China compartilhar isso com países na África, no Oriente Médio e em outros lugares, eles poderão dominar seu povo de acordo com a versão chinesa do governo, mas então esses dados voltarão a Pequim para que eles, literalmente, por meio de reconhecimento facial e de voz, sejam capazes de monitorar o globo”, concluiu Waltz.

 


Fonte: Guiame/ Com informações de CBN News - Foto: Shutterstock


terça-feira, 29 de junho de 2021

“Avivamento”: Igreja batiza 1.200 pessoas que passaram a seguir a Cristo na pandemia

“Avivamento”: Igreja batiza 1.200 pessoas que passaram a seguir a Cristo na pandemia

Entre os batizados, estão pessoas que se juntaram à igreja na pandemia e pessoas que tomaram a decisão no momento.
  •  
  •  
  • google plus
  •  
  • pinterest
  • Mais de 1.200 pessoas foram batizadas no sul da Califórnia. (Foto: Tom Price/Calvary CCH)
    Mais de 1.200 pessoas foram batizadas no sul da Califórnia. (Foto: Tom Price/Calvary CCH)

    Um batismo em massa foi realizado no último sábado (26) na cidade litorânea de Huntington Beach, na Califórnia (EUA). Pelo menos 1.200 pessoas desceram às águas e reconheceram publicamente sua fé em Jesus Cristo.

    O batismo foi realizado pela igreja Calvary Chapel Chino Hills na praia de Pirate's Cove, na região de Corona Del Mar. Entre os batizados, estão pessoas que se juntaram à igreja em 2020 — ano marcado pelo fechamento de igrejas na pandemia — e pessoas que tomaram a decisão no momento.

    “Esta é apenas parte dos esforços da igreja para ser espiritualmente ativa em sua comunidade à medida que o dia do Senhor se aproxima”, diz a denominação na revista Calvary Chapel.

    O evento, considerado pela Calvary CCH como o mais importante do ano, começou às 9h da manhã com uma pregação do pastor Jack Hibbs. Aqueles que haviam participado do curso de batismo tiveram sua fé fortalecida, enquanto as pessoas que não frequentam a igreja foram atraídas pela mensagem de salvação.

    A manhã passou rapidamente enquanto os atos públicos de fé eram feitos — os batismos foram realizados até depois do meio-dia. 

    Segundo a Calvary CCH, o grande número de batismos encoraja não apenas a igreja local, mas a igreja em geral, “sinalizando que o Senhor está operando um avivamento espiritual no sul da Califórnia”.

    Durante sua mensagem, o pastor Hibbs desafiou as pessoas a pensarem na praia como um cemitério. “Você está exibindo publicamente que sua vida agora está enterrada com Jesus”, disse, segundo o Charisma News. 

    Ele também fez um importante esclarecimento sobre o real significado do batismo. “Mergulhar na água só vai te deixar molhado. Mas mergulhar como um crente é um anúncio de que você foi lavado no sangue de Jesus”, disse. “Por que isso é importante? Você deve nascer de novo para entrar no Reino dos Céus... É por isso que você está aqui hoje.”

    FONTE: GUIAME

    sábado, 26 de junho de 2021

    Ateus processam estado americano por frase `Em Deus Confiamos´ em placas de carros

     

    Ateus processam estado americano por frase `Em Deus Confiamos´ em placas de carros

    A ação pede que os motoristas possam customizar suas placas sem ter que usar a etiqueta padrão `Em Deus Nós Confiamos.

    Ateus processam estado americano por frase `Em Deus Confiamos´ em placas de carros

    Grupos ateus e humanistas estão processando o estado americano do Mississippi por causa da placa “In God We Trust” (traduzida como “Em Deus Nós Confiamos”), por considerá-la inconstitucional.

    Em uma queixa federal registrada na terça-feira (22) no tribunal distrital do Mississippi, os grupos Ateus da América, a Associação Humanista do Mississippi e três moradores incrédulos afirmam que a placa viola a liberdade de expressão de pessoas sem crença, as forçando a exibir a mensagem religiosa em seus veículos .

    “A frase ‘Em Deus Nós Confiamos’ está enraizada na hostilidade contra não-cristãos e ateus, com o objetivo de transmitir a mensagem de que a não crença no deus cristão é antiamericana”, dizem os grupos no processo.

    O modelo da placa de carros do Mississippi tem sido usado por motoristas desde janeiro de 2019, de acordo com a Associated Press. O centro da placa mostra o selo do estado, que inclui a frase em inglês “In God We Trust”. 

    O Mississippi oferece vários designs especiais de placas de veículos por cerca de US$ 30 extras por ano. No processo, os grupos alegam que os motoristas devem escolher entre exibir a placa padrão ou pagar uma taxa extra para personalizá-la.

    O processo busca medida cautelar contra Chris Graham, comissário do Departamento de Receita do Mississippi, o proibindo de cobrar taxas adicionais aos motoristas “que não desejam apoiar a mensagem ideológica do estado, ‘Em Deus Nós Confiamos’, a exibindo em seus veículos.”

    A ação também pede que os motoristas possam customizar suas placas sem ter que usar a etiqueta padrão “In God We Trust”.

    Os ateus americanos, em um comunicado, criticaram o governador do Mississippi, Tate Reeves, por defender os esforços do Senado para colocar “In God We Trust” no selo do estado quando foi vice-governador em 2014.

    “Não importa o quanto o governador Reeves ou outros políticos queiram fingir que o Mississippi é algum tipo de clube somente para cristãos, isso não significa que seja verdade”, disse o presidente dos ateus americanos, Nick Fish. 

     

    Fonte: Guiame / Com informações Religion News Service / Foto: AP/Rogelio V. Solis (23.06.21)

    terça-feira, 22 de junho de 2021

    Museu da Assembleia de Deus é inaugurado em Belém do Pará em comemoração a seus 110 anos

    Museu da Assembleia de Deus é inaugurado em Belém do Pará em comemoração a seus 110 anos

    O espaço reúne peças que marcaram os mais de um século de história da igreja pentecostal no Brasil e já está aberto para visitação.

    FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE O LIBERAL

    ATUALIZADO: SEGUNDA-FEIRA, 21 JUNHO DE 2021 AS 10:43

    Comemorando seus 110 anos, a AD em Belém do Pará inaugurou o novo Museu da Assembleia de Deus. (Foto: Divulgação).
    Comemorando seus 110 anos, a AD em Belém do Pará inaugurou o novo Museu da Assembleia de Deus. (Foto: Divulgação).

    O novo museu da Assembleia de Deus foi inaugurado neste sábado (19), em Belém do Pará (PA), como parte das comemorações do aniversário dos 110 anos da Assembleia de Deus, fundada na cidade pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren.

    O evento de inauguração contou com uma restituição teatral da chegada dos pioneiros ao Brasil, no Porto de Belém. Os participantes do evento estavam vestidos com roupas da época da fundação da igreja, como uma forma de homenagear a história da denominação pentecostal.

    Localizado anteriormente no bairro da Campina, de 2011 a 2020, o museu da AD foi transferido para o bairro Nazaré num prédio histórico, que foi revitalizado. O espaço reúne peças que marcaram os mais de um século de história da igreja pentecostal no Brasil e já está aberto para visitação.

    Entre as peças históricas, estão documentos, livros, instrumentos musicais, objetos pessoais, pinturas e fotografias numa linha de tempo da denominação em Belém do Pará, no Brasil e no exterior. O Museu conta também com materiais doados pela família dos pioneiros.

    Segundo o pastor Philipe Câmara, um dos líderes da AD no Pará, além de preservar a história da denominação pentecostal, o museu propõe a reflexão sobre a importância de valorizar e se inspirar no passado para construir o futuro.

    “Um dos segredos de uma igreja grande é preservar sua história e identidade, sem deixar de apontar para frente. Um povo sem história é um povo sem identidade. A geração mais nova deve conhecer de onde viemos e nossas origens, até no sentido de se orgulhar do que Deus fez. Em um local simples como o nosso, dois estrangeiros de 27 e 24 anos sem saber o idioma e sem dinheiro no bolso, construíram uma igreja com mais de 27 milhões de membros", afirmou, em entrevista ao O Liberal. 

    Acervo

    O acervo do museu conta com peças históricas da época dos pioneiros. Como os baús dos missionários Samuel Nyström e Nels Nelson, jarra litúrgicas raras utilizadas em cerimoniais, exemplares das primeiras revistas da Escola Bíblica Dominical, e o contrabaixo acústico da primeira orquestra da Assembleia de Deus em terras brasileiras.

    No museu está também a primeira edição da partitura da Harpa Cristã, o hinário oficial das Assembleias de Deus no Brasil, lançado em 1922, inicialmente organizado pelo missionário Samuel Nyström e posteriormente traduzido e editado pelo pastor Paulo Leivas Macalão.

    Também faz parte do acervo, a bússola do barco Boas Novas, doado em 1914 por um fazendeiro no Marajó, local onde foi estabelecido o primeiro trabalho evangelístico itinerante de Daniel Berg, após chegar em Belém. O barco foi o primeiro veículo usado pela Assembleia de Deus no Brasil para evangelização.


     

    segunda-feira, 21 de junho de 2021

    Ditador da Coreia do Norte admite crise alimentar no país

    Ditador da Coreia do Norte admite crise alimentar no país

    Kim Jong-un culpou fenômenos climáticos e COVID-19 pela falta de comida


    O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, admitiu durante a reunião do partido, em 14 de junho, que há escassez de alimento no país. “A situação alimentar das pessoas está ficando tensa", reconheceu aos principais líderes. O ditador culpou os tufões, que passaram pelo território em 2020, pela insuficiente colheita de grãos.

    Mas a realidade é que o bloqueio completo nas fronteiras para impedir a entrada da COVID-19 impediu o acesso a suprimentos agrícolas como fertilizantes, pesticidas e outros produtos importados, principalmente da China. Além disso, Kim argumentou que o mundo todo está em crise e por isso a Coreia do Norte também foi atingida.

    Quantos norte-coreanos foram atingidos pela crise alimentar atual?

    A vigilância acirrada nas fronteiras também dificultou que ONGs enviassem comida para socorrer a população norte-coreana. De acordo com a ONU, estima-se que 10 milhões de pessoas, ou seja, 40% da população, precisem de ajuda alimentar urgente. Uma das consequências da escassez de alimentos é o aumento dos valores dos itens disponíveis. Um quilo de banana, por exemplo, está custando 225 reais.

    Segundo o portal de notícias DailyNK, muitas famílias venderam as próprias casas para comprar comida. Isso fez com que o número de desabrigados aumentasse. Eles agora vivem nas ruas ou estações de trem. “É muito incomum para Kim Jong-un expressar publicamente as dificuldades da situação alimentar em uma reunião oficial e relatá-la à mídia central — os integrantes da família Kim são tratados como deuses na Coreia do Norte e raramente admitem problemas ou erros. É um sinal da gravidade da situação dentro da Coreia do Norte que o líder do país admita a crise que está enfrentando”, explica Timothy Cho*, cristão norte-coreano refugiado e colaborador da Portas Abertas.

    Em abril, Kim advertiu os líderes que deveriam travar outra difícil “Marcha Árdua”. A expressão se refere ao período da Grande Fome que assolou o país na década de 1990. Estima-se que 3 milhões de pessoas morreram de desnutrição na época e muitos norte-coreanos fugiram para os países vizinhos em busca de melhores condições de vida. Porém, com as fronteiras completamente fechadas atualmente, a fuga do país número um na Lista Mundial da Perseguição 2021 fica mais difícil.

    Por que a Coreia do Norte não aceita ajuda internacional?

    O país comunista valoriza a autossuficiência e por isso não cede a acordos com outras nações que oferecem ajuda. Porém, os mais afetados pelas consequências do orgulho nacionalista é a população. “Se Kim continuar a rejeitar todo o apoio internacional disponível, e continuar se concentrando em armas nucleares, milhões de norte-coreanos comuns pagarão o preço”, reconhece Cho.

    A Portas Abertas apoia norte-coreanos refugiados na China com alimentação, vestimenta, cuidados médicos e discipulado. “Esses suprimentos vitais ajudarão a manter vivos os irmãos e irmãs que os recebem. Também sabemos que muitos cristãos norte-coreanos continuam uma prática conhecida como ‘arroz sagrado’, compartilhando o que eles têm, mesmo que não seja muito, com os necessitados. Suas orações e apoio significam a diferença entre a vida e a morte para aqueles que recebem essa ajuda”, conclui o cristão.

    *Nome alterado por segurança.

    Apoie cristãos norte-coreanos na China

    Você pode fazer a diferença agora na vida de cristãos norte-coreanos refugiados na China. Com uma doação é possível fornecer alimentos remédios e roupas para nossos irmãos e irmãs que enfrentam a fome. Ajude agora!

    Pedidos de oração

    - Interceda para que Kim Jong-un reconheça a humanidade dele e tenha um encontro real com Jesus. Que ele governe para o bem da população, com justiça, liberdade e responsabilidade.
    - Clame pelos cristãos norte-coreanos que estão passando fome nesse instante. Que o Senhor os sustente de maneira sobrenatural, para que compartilhem o que têm com os outros e testemunhem sobre Cristo.
    - Ore pelas organizações que trabalham enviando comida para o país. Que elas tenham sabedoria e recursos para encontrar novas maneiras de socorrer os norte-coreanos.

     

    Fonte: Portas Abertas (21.06.21)

    sábado, 19 de junho de 2021

    Vitória judicial: cristãos messiânicos são reconhecidos como instituição pública em Israel

    A decisão da Suprema Corte israelense foi emitida no último dia 15 de junho.

    FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO MIDDLE EAST EYE

    ATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 18 JUNHO DE 2021 AS 10:11

    Congregação Tiferet Yeshua, em Israel. (Foto: Reprodução / Tiferet Yeshua)
    Congregação Tiferet Yeshua, em Israel. (Foto: Reprodução / Tiferet Yeshua)

    Os judeus messiânicos em Israel estão comemorando a decisão da Suprema Corte israelense de 15 de junho afirmando que a organização messiânica sem fins lucrativos “Yachad” estava sendo injustamente discriminada.

    Em 2015, a Yachad, associada à congregação Tiferet Yeshua, solicitou o status de instituição pública. O Comitê de Finanças do Knesset (parlamento israelense), sob o comando do político ultraortodoxo Moshe Gafni, recusou-se repetidamente a aprovar sua submissão, considerando a entidade messiânica "polêmica".

    Mais recentemente, em outubro de 2020, o Comitê mais uma vez rejeitou o status de doação dedutível de impostos para Yachad, que apelou da decisão.

    Em 15 de junho, o Supremo Tribunal de Justiça, em uma decisão saudada pelas comunidades messiânicas e evangélicas como uma vitória dramática para a liberdade religiosa em Israel, determinou que o Comitê "havia ultrapassado sua autoridade" ao rotular a atividade da organização sem fins lucrativos messiânica como controversa.

    Como escreveu um dos três juízes, "o critério de 'controvérsia' permite decisões com base em considerações estranhas, preconceito, desigualdade e arbitrariedade."

    Gil Afriat, pastor da congregação Tiferet Yeshua, espera que esta decisão “abra as portas para que muitas outras congregações messiânicas recebam esses benefícios fiscais e que isso beneficie o público messiânico em Israel em geral”.

    segunda-feira, 14 de junho de 2021

    Maior EBD do mundo participa da comemoração de reabertura pós-Covid de Nova York

    Maior EBD do mundo participa da comemoração de reabertura pós-Covid de Nova York

    Com o seu tradicional caminhão amarelo na calçada da Times Square, a Metro World Child realizou uma programação com jogos interativos, histórias bíblicas e orações para crianças e famílias.

    FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CHARISMA NEWS.

    O Metro World Child foi fundado pelo Rev. Bill Wilson, em 1980, no Brooklin, para alcançar crianças em situação de risco. (Foto: Reprodução/Facebook).

    Neste domingo (9), a maior Escola Bíblia Infantil do mundo, a Metro World Child, participou das comemorações de reabertura da cidade de Nova York, após a vacinação da Covid-19. O Departamento de Polícia de NY convidou o Metro World Child, que promove programação cristã para crianças, para levar diversão e alegria às ruas da cidade.

    Com o seu tradicional caminhão amarelo na calçada do metrô na Times Square, a organização realizou jogos interativos, histórias bíblicas, orações e sorteio de uma TV, um notebook e uma prancha como parte da celebração. A equipe da EBD também distribuiu doces e folhetos evangelísticos para as crianças e suas famílias.

    O Reverendo Bill Wilson, fundador do Metro World Child, disse à multidão em discurso de abertura do evento: "O Metro continuou servindo a cidade de Nova York durante a pandemia, por meio de doação de alimentos e programa infantil online. Estamos ansiosos para comemorar a reabertura da cidade e prontos para voltar à rua e atender as crianças!”, declarou.

    Aos 72 anos, é Wilson que ainda dirige o ônibus escolar que busca as crianças nos bairros de NY para levá-las à escola dominical. O reverendo destacou a importância do projeto para crianças em vulnerabilidade social.

    "Com base em minhas próprias experiências dolorosas quando criança, um homem fez a diferença em minha vida, colocando-me no caminho certo, para eu fazer a mesma coisa a crianças em todo o mundo, que são exatamente como eu fui. Isso é o que passei toda a minha vida adulta fazendo. Sou grato por poder continuar a servir a cidade de Nova York e este grande país que amo".

    Alguns adultos que participaram da Metro World Child na infância, também estiveram presentes no evento e testemunharam como a EBD transformou suas vidas.

    Como Veronica Jimenez, uma palestrante de conferências femininas, que frequentou o Metro há 40 anos, aos 12 anos. "Assistir ao programa do Metro foi a única lembrança feliz que tive crescendo em um ambiente abusivo no Brooklyn. Não consigo imaginar como minha vida teria sido sem ele. Estou tão emocionado em ver que o Metro ainda está servindo a cidade hoje, após 40 anos”, afirmou.


    O Metro World Child foi fundado pelo Rev. Bill Wilson, em 1980, no Brooklin, para alcançar crianças em situação de risco. (Foto: Reprodução/Facebook).

    Sobre o Metro World Child

    O Metro World Child é uma organização humanitária cristã que serve crianças em toda a cidade de Nova York e também em vários centros urbanos e comunidades rurais ao redor do mundo.

    A organização foi fundada em 1980, no Brooklin, pelo Reverendo Bill Wilson, com o propósito de alcançar crianças em situação de risco num contexto de drogas, gangues, crime e abandono, através da Escola Bíblica Dominical Infantil. Abandonado aos 12 anos por sua mãe alcoólatra em uma esquina de São Petersburgo, na Flórida, Wilson sabia o que era viver sem esperança desde cedo.

    40 anos depois de sua criação, a Metro World Child, sediada no coração do Brooklyn, continua alcançando milhares de crianças e suas famílias nos cinco distritos de NY, desenvolvendo diversos projetos sociais e anunciando a esperança do Evangelho.

    Antes da pandemia da Covid-19, o Metro atendia uma média de 20 mil crianças por semana em Nova York. Atualmente, seu alcance global cresceu; o Metro World está atuando em 13 países, atingindo mais de 250 mil crianças, semanalmente, se tornando a maior escola dominical do mundo.


    FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CHARISMA NEWS.


     

    segunda-feira, 10 de maio de 2021

    MEC recua de “linguagem neutra” após pressão evangélica

    MEC recua de “linguagem neutra” após pressão evangélica


    O termo "bem-vindx" já vinha sendo usado no site do MEC, porém foi removido após pressão da bancada evangélica

    O Ministério da Educação (MEC) havia feito uma proposta de “linguagem neutra” que acabou sendo descartada, graças a pressão que sofreu da bancada evangélica.

    Essa foi mais uma das ações da militância progressista que luta diariamente contra o governo conservador do presidente Jair Bolsonaro.

    A saudação “bem-vindx” já vinha sendo usada no site do MEC para cumprimentar os usuários que entravam na página do Qualifica Mais.

    A letra x estava substituindo o lugar do “a” ou “o”, usado na Língua Portuguesa para identificar o gênero. Com isso, mais uma estratégia política do movimento LGBTQIA+ acabou fracassando.

    De acordo com a Revista Fórum, a militância entrou com uma ação para romper com o “binarismo de gênero”, usando a chamada “linguagem neutra”.

    No entanto, não alcançaram êxito com os seus esforços, pois a bancada evangélica – a principal apoiadora do governo Bolsonaro no Congresso Nacional – pressionou o MEC para retirar a linguagem incorreta.

    Após o aperto da bancada evangélica, a página do MEC excluiu os termos, e o próprio ministro da Educação, Milton Ribeiro, que também é pastor da Igreja Presbiteriana, se posicionou contra o uso da linguagem. Apesar de ele ignorar as críticas contra a nova presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Cláudia Mansani Queda de Toledo, que tem forte posicionamento de esquerda.


    Por Caio Rangel / O Fuxico Gospel.

     

    segunda-feira, 26 de abril de 2021

    Igreja cria auxílio para membros em dificuldade financeira durante a pandemia

    Igreja cria auxílio para membros em dificuldade financeira durante a pandemia

    A ajuda de R$ 250 vai beneficiar famílias em vulnerabilidade social da Primeira Igreja Batista de Mogi das Cruzes.

    A Primeira Igreja de Mogi das Cruzes criou auxílio para famílias em vulnerabilidade na pandemia. (Foto: Facebook/PIB Mogi).

    A Primeira Igreja Batista de Mogi das Cruzes (PIB), em São Paulo, criou um “auxílio emergencial” para os membros que estão passando por dificuldades financeiras devido à pandemia da Covid-19.

    O projeto “Carregando os fardos uns dos outros” vai doar o valor de R$ 250 por família a fiéis em vulnerabilidade financeira, durante três meses, de acordo com comunicado da igreja em suas redes sociais neste domingo (18).

    “Neste ano, vimos muitos dos nossos membros padecendo com o fechamento do comércio. Muitos perderam seus empregos, fecharam seus comércios, muitos estão com dificuldades até para obter o básico. Entendemos que precisávamos fazer alguma coisa”, afirmou a diretoria da PIB no comunicado.

    Os beneficiados passarão por uma entrevista com assistentes sociais da igreja para aprovação da entrada no projeto. Os membros em necessidade também ganharão uma cesta básica do programa “1 tonelada a mais”.

    Segundo a PIB de Mogi, a ajuda da igreja vai somar ao auxílio do governo federal e municipal, e as identidades das famílias beneficiadas serão mantidas em sigilo. Para a igreja, a crise gerada pela pandemia é uma situação singular “e momentos singulares, merecem atitudes singulares”.

    Citando a passagem de 2 Coríntios 8, sobre a ajuda financeira que a Igreja da Macedônia prestou aos seus irmãos da Judeia, a PIB de Mogi lembrou que, mesmo tendo responsabilidades financeiras da própria instituição, “nossa maior responsabilidade é para com nossos irmãos, os domésticos da fé”.

    “Saibam que se tivéssemos recursos sobrando, faríamos por todas as igrejas de Mogi, e se tivéssemos mais, faríamos por todos os carentes de nossa cidade”, concluiu a Primeira Igreja Batista.

              FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA PIB MOGI

    segunda-feira, 5 de abril de 2021

    Luiz Sayão fala sobre a origem da Páscoa: “A Páscoa judaica é a mãe da Páscoa cristã”

    “Se não entendermos esse cenário da libertação do Egito, fica difícil entender a libertação que temos em Cristo”, disse.

    Luiz Sayão e Daniel Woods falam sobre a Páscoa judaica e cristã. (Foto: Reprodução/YouTube)

    Em uma live com o professor de cultura e tradição judaica, Daniel Woods, na quarta-feira (31), o teólogo e hebraísta Luiz Sayão falou sobre a Páscoa no sentido original, conforme as Escrituras Sagradas, ponto de referência da tradição judaico-cristã. A Páscoa judaica é descrita em Êxodo 12, no segundo livro da Lei (Torá), enquanto que a Páscoa cristã é narrada nos evangelhos sinóticos (Mateus 26, Marcos 14 e Lucas 22).

    Sobre a Páscoa judaica, Woods explica que foi um plano de redenção da parte de Deus para os hebreus para libertá-los da escravidão. “A Páscoa também fala do povo de Israel sendo perseguido pelos milênios, mas sobrevivendo em diversos lugares, algo que é inexplicável”, disse o judeu.

    Depois lembrou da história de José, que se tornou o segundo no Egito. “Ele preparou o Egito de maneira que nenhuma outra nação foi preparada e com isso se tornou o ‘supermercado’ dos demais países”, mencionou. Bênção e maldição ao mesmo tempo, porque o Egito foi o palco da escravidão do povo hebreu. 

    A Páscoa do passado e do futuro

    De acordo com Sayão, a aliança entre Deus e os israelitas garante a esse povo a libertação. Ao evento específico da libertação dos israelitas das mãos dos egípcios dá-se o nome de Páscoa. 

    E, no Novo Testamento encontramos a Nova Aliança através da chegada do Messias. “Ali, descobrimos a nova Páscoa, que lembra da Páscoa antiga, mas agora realinhada. Jesus comemorou com os discípulos uma lembrança especial”, observou o hebraísta.

    “Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim. Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.” (1 Coríntios 11.25,26)

    Ao mesmo tempo em que lembravam da “grande libertação” na época do Egito, Jesus os fazia entender a grande libertação futura oferecida a todos. “Eles ganharam identidade na Nova Aliança e vimos que a Páscoa respondeu a muitas perguntas sobre opressão, liberdade, vida e morte. E a morte é o fim de todo discurso, é o desfecho de toda inquietação e discussão”, frisou.

    Sayão esclarece que, a Páscoa que tem identidade e libertação, é a Páscoa da ressurreição, aquela que fala do futuro. “Essa Páscoa nós celebramos com grande alegria e corremos para ela, com a mesma pressa que os discípulos correram para o túmulo a fim de descobrir que ele estava vazio, porque a ressurreição é a garantia do futuro, nas mãos do Deus que salva e que nos faz sentir seguros”, descreve. 

    O hebraísta fecha o tema observando que poucas pessoas comemoram a Páscoa lembrando que a celebração de Jesus com os discípulos foi feita num ambiente totalmente ligado à Páscoa judaica. “Se não entendermos esse cenário da libertação do Egito, fica difícil entender a libertação que temos em Cristo”, disse ao Guiame.

    “A Páscoa tem esse vínculo com a história dos judeus. É por isso que, historicamente, o significado da nossa Páscoa, hoje, tem sua base na Páscoa judaica — que é a ‘mãe’ da Páscoa cristã, finalizou.

    FONTE: GUIAME, CRIS BELONI



     


    C