segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Sexo livre e a geração de pais ausentes

Sexo livre e a geração de pais ausentes


Só a visão correta sobre o pecado e o plano de Deus para o casamento e a família poderá quebrar esse ciclo degradante que tem afligido nossa sociedade.


Jovens em um show. (Foto: Anthony DELANOIX / Unsplash)

Kris Vallotton, um eminente líder e escritor da Bethel Church em Redding – Califórnia, EUA – abre um artigo dele [1] com uma declaração importante para a sociedade: “O Senhor está chamando os pais de volta aos lares” e complementa com um alerta para os homens que abandonam seus lares deixando filhos e esposas sem provisão, proteção e sem alguém para promover o destino desses filhos.
Essa não foi apenas uma constatação puramente intelectual de quem se debruçou sobre dados do governo ou estudou o assunto, mas de um sentimento profético que surgiu a partir de uma visão que ele teve e o levou a ensinar sobre a importância da presença e da figura do pai no desenvolvimento sadio da família por todo os EUA.
Vallotton usa o texto de Malaquias 4:6, como referência para mensagem profética que ele tem divulgado pelos EUA. O autor crê que Deus vai restaurar as famílias de um modo sobrenatural por esse tempo: “E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.”
A geração atual (2020) não teve seus pais mortos em guerras, ao contrário, tem pais vivos que arrancaram os corações dos lares e abandonaram suas famílias.
Pais presentes podem dar uma identidade e oferecer um destino aos filhos. A ausência deles, deixa a família desnorteada e a faz fracassar em seu propósito, os filhos ficam confusos quanto ao futuro, ficam expostos pela falta de uma barreira de proteção contra influências externas malignas e a noção de certo e errado vai se esmaecendo, tornando-os vulneráveis a qualquer ideia implantada pelo inimigo de nossas almas na cultura.

O impacto da revolução sexual

Na década de 1960 a Revolução Sexual surgiu propondo mudanças radicais na cultura da época. Era tabu ter filhos fora do casamento. Havia uma pressão positiva para que o jovem não fizesse fora do casamento aquilo que não estava pronto para fazer dentro dele.
Em outras palavras: manter relações sexuais, implica na probabilidade de ter filhos; se o jovem não tivesse condições de assumir a responsabilidade de manter uma família (esposa e filhos) deveria aguardar até o momento em que o pudesse fazer. Isso, de certo modo, movia os jovens para trabalhar e buscar independência econômica precocemente, já que as mulheres também desejavam essa segurança para seu futuro.
A contraparte dessa mudança em 2020 são os homens com mais de 30 anos que não saem de casa, não se casam e vivem numa eterna adolescência, dependentes de pais e mães. Eles estão livres para manter relações sexuais sem compromisso, pois a pressão social compelindo-os a casar está muitíssimo aliviada.
O lema da Revolução Sexual era: “Se você não pode estar com quem ama, ame quem está com você.” Ou seja, esqueça as convenções morais e faça sexo com quem você quiser sem nenhum compromisso. Fato é que foi estabelecida uma circunstância cultural que além de pôr abaixo uma barreira moral que protegia a família e exigia responsabilidade dos homens, acabou deixando o fardo da criação dos filhos, quase que exclusivamente com as mulheres.
Antes de 1960, por trás dessa barreira moral havia clareza sobre o comportamento certo e errado quanto à prática sexual responsável e muito melhor; havia o senso de pecado de quem cometesse tais práticas. Como disse Kris Vallotton: “as pessoas pecavam, sabendo que era pecado”.
A grande mudança que impactou a sociedade foi quando o movimento que conduzia a revolução sexual passou a difundir que “sexo não era algo ruim, mas que se tratava apenas em sentir-se bem fazendo”.
Essa mudança removendo o status da prática sexual fora do casamento como pecado e lançando-a como uma questão cultural a ser superada, foi uma das grandes causas da debandada dos pais dos lares deixando as mulheres criando seus filhos sozinhas.
Passadas décadas após a revolução sexual, convencer um jovem exposto a tais ensinamentos infundidos na cultura ocidental, tornou-se uma tarefa impossível sem ajuda divina.
O pecado foi alçado à categoria de prática cultural antiquada, ultrapassada, que apenas gera um incômodo inicial devido a pressão cultural, mas que resistindo logo passa e o jovem estará liberado para viver sua vida pecaminosa sem remorso algum.

Realidade & narrativa

“Os fatos são coisas teimosas”, como bem disse John Adams. Um documento oficial do governo norte-americano [2] mostra com estatísticas o impacto que a cultura de pais ausentes e uma moral frouxa causou na sociedade.
A despeito da liberação sexual ter chegado num nível que ninguém poderia imaginar, com o advento da internet, redes sociais, mídia impressa oferecendo pornografia em qualquer banca de jornal, doutrinação nas escolas, megaeventos movidos por orgias, o cinema, a literatura, a música etc, a realidade com suas consequências permanece ai para quem tiver coragem de encará-la.
Os dados abaixo são referentes a realidade norte-americana, mas a semelhança com a realidade brasileira não é uma eventualidade. São dados alarmantes o suficiente para concluirmos da importância do papel do pai e sua permanência na constituição e manutenção da família.
  • 70% dos jovens em instituições assistenciais do governo vêm de lares de pais ausentes
  • 63% dos jovens que cometeram suicídio eram de lares de pais ausentes
  • 90% de todos os sem teto e menores abandonados cresceram sem pai
  • 85% de todas as crianças que apresentaram distúrbios comportamentais vieram de lares de pais ausentes
  • 85% de todos os estupradores agiram motivados por raiva deslocada e vieram de lares de pais ausentes
  • 71% de todos os jovens que abandonaram o ensino médio vieram de lares de pais ausentes
O autor aponta um outro dado importante em lares com pais ausentes: filhos criados apenas pelas mães, sem a presença da figura masculina do pai, têm formado uma geração de homens cada vez mais feminizados, hipersensíveis, que apresentam uma propensão cada vez maior para vivenciar confusão de gênero.

Pai de órfãos

A questão de pais ausentes no contexto cristão extrapola o ambiente dos templos e não se resolverá apenas com sociologia, psicologia, trabalho, educação e demais ciências envolvidas.
Ela ultrapassa o mundo natural e passará por cristãos sensíveis ao mover do Espírito Santo que anseia levantar homens e mulheres aptos, orientados pela visão divina para a restauração dos lares.
A solução também passará por mestres capazes de ensinar sobre a paternidade, por pastores que ministrem para homens e mulheres corajosos o suficiente para se comprometerem com um relacionamento segundo as Escrituras e confrontar a cultura vigente.
Só a visão correta sobre o pecado e o plano de Deus para o casamento e a família poderá quebrar esse ciclo degradante que tem afligido nossa sociedade.
Quando a igreja assumir a posição que lhe cabe, pregando e vivendo a verdade do Evangelho, dando clareza do que é certo é que é errado, do que é pecado e do que é cultura, dos planos de Deus para o casamento, ela vai gerar pais presentes, corajosos e apaixonados por suas famílias.
Em todo caso, você que vem de um lar com um pai ausente sempre terá disponível, de braços abertos, o “Pai de Órfãos”, a saber, nosso Deus, para recorrer; como o socorro bem presente e o alívio para os sobrecarregados.
“Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus, no seu lugar santo.” (Salmos 68:5)

PT quer ensinar evangélicos como “ler e interpretar a Bíblia” para voltar ao poder

PT quer ensinar evangélicos como “ler e interpretar a Bíblia” para voltar ao poder

O movimento chamado “lulopetismo”, cunhado para se referir aos seguidores do ex-presidente Lula e seu partido, começa a assumir contornos do comunismo contemporâneo que governa a China atualmente. Em uma carta, a legenda fala que a montagem de núcleos evangélicos nos estados tem como objetivo ajudar esse segmento a “ler e interpretar” a Bíblia Sagrada.
A carta diz que esses núcleos têm por objetivo “contribuir na construção de modos de leitura e de interpretação da Bíblia, a Palavra de Deus, que nos capacitem para atuarmos, conforme a sabedoria do Espírito e os ensinamentos de Cristo, desenvolvendo práticas libertárias, inclusivas e plurais em nossas comunidades de fé e no mundo”. 
A iniciativa do PT em busca de reconquistar os votos dos evangélicos – nas eleições presidenciais 2018, estima-se que Jair Bolsonaro tenha recebido 69% dos votos dos fiéis – se assemelha com a imposta pelo regime chinês presidido por Xi Jinping, que tem alterado características de personagens bíblicos para distorcer o cristianismo e se afeiçoar ao comunismo.
Embora o PT – ainda – não proponha a alteração do conteúdo das Escrituras, a postura pedante de militantes que não comungam da fé em se propor a dizer como um fiel a Jesus Cristo deve ler e interpretar o que diz a Palavra de Deus, tem o mesmo efeito: tornar as mentes dóceis à visão política do partido e sua ideologia.
Segundo informações do portal Gazeta do Povo, o partido já conta com núcleos evangélicos em 18 estados brasileiros, que deverão ser alvo de um esforço de ampliação para outras unidades da federação, a fim de ensinar o público evangélico a “ler e interpretar” seu livro sagrado.
Nas eleições 2018, o programa de governo apresentado pelo partido previa um movimento agressivo contra o que, na visão de seus militantes, caracterizava o “obscurantismo” presente na ala conservadora da sociedade, formada em sua maior parte, por cristãos das duas principais tradições, católicos e evangélicos.
Por vezes, evangélicos foram referidos nos discursos petistas – e de seus aliados, como o PSOL, por exemplo – como “fundamentalistas” que impediam a descriminalização do aborto e das drogas, temas que, conforme previsto no programa de governo, seriam tratados de forma objetiva numa eventual gestã0 de Fernando Haddad, adversário de Bolsonaro derrotado no segundo turno.

Progressismo

Ao longo dos treze anos em que se manteve à frente do Palácio do Planalto, o PT incentivou discussões com vistas à legalização do aborto e drogas, além da famosa cartilha elaborada pelo Ministério da Educação enquanto Haddad era ministro, chamada oficialmente “Escola Sem Homofobia” e tratada popularmente como “kit gay” – projeto agora renegado pelo partido.
Na última campanha presidencial, Haddad assinou seu compromisso com a “Plataforma LGBTI+ Eleições 2018”, que previa implementar uma Política LGBTI+, “em consonância com as deliberações das 1ª, 2ª e 3ª Conferências Estaduais e Nacional LGBT, com as devidas atualizações”.
“No ensino fundamental, serão realizados fortes ajustes na Base Nacional Comum Curricular, em diálogo com a sociedade, para retirar as imposições obscurantistas”, dizia o plano de governo apresentado para o pleito.
Após a derrota na eleição, a presidente do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann chama de “fake news” as notícias que tentam vincular o partido a esses temas e garante que não há conflito entre a pauta do PT e os costumes mais conservadores vivenciados pela população evangélica.
Para Gleisi, nem temas como aborto, legalização de drogas e união homoafetiva e ideologia de gênero colocam o PT em posição oposta aos valores evangélicos: “A pauta de costumes nunca foi a pauta central do partido. Existimos para defender o povo brasileiro, os trabalhadores e as trabalhadoras. Dentro da defesa dos trabalhadores, defendemos os direitos das mulheres, a igualdade, lutamos contra a violência. Mas nunca tivemos, programaticamente, a defesa do aborto dentro do PT, por exemplo”, declarou.
“A questão racial é importante para nós, porque, entre os trabalhadores, são os negros que sofrem mais. E a questão homossexual é questão de respeito às pessoas. Nossas ações não são de incentivo, não há cotas, nossas ações são de respeito. Não admitimos que uma pessoa sofra violência ou preconceito por conta da orientação sexual. E isso os cristãos também têm que combater”, acrescentou, já indicando que o PT pretende dizer o que deve ser o foco do segmento evangélico.
“Os evangélicos criticam que há uma exacerbação deste lado, um incentivo. Nunca fizemos isso, apenas defendemos o direito das pessoas, a diversidade, isso é fundamental”, reiterou Gleisi Hoffmann, negando, por exemplo, a proposta feita pelo programa de governo do partido que previa uma ação chamada Transcidadania, que consistia em um incentivo estatal na forma de “bolsa de estudos a pessoas travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade”.
Ao longo de seus mandatos, Dilma Rousseff (PT) abriu espaço e incentivou a discussão em torno da legalização do aborto, mas Gleisi nega: “Nunca tivemos programaticamente a defesa do aborto no PT. Não tem no nosso programa, não tem em decisão do nosso congresso partidário. Tem pessoas dentro do partido que defendem. Assim como tem outras que não defendem. Eu não defendo. Aborto é uma questão de saúde pública e tem que ser tratada nesse limite. O que quero dizer é que não há essa linha democrática. Isso não é fundante para nós, não é linha, mas respeitamos quem defende, como na sociedade brasileira”.

Comunismo

A aproximação do discurso petista com o teor comunista não se resume à intenção do partido em dizer como os evangélicos devem “ler e interpretar” a Bíblia.
Antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) barrar a candidatura do condenado Lula – à época preso por corrupção e lavagem de dinheiro num processo julgado em segunda instância -, seu programa de governo adotava tom autoritário, com propostas claras de controle da mídia, reiterado apoio ao aborto e ideologia de gênero, legalização das drogas, nova constituição e intervenção externa na Justiça.
A imprensa livre, um dos maiores incômodos de Lula desde sua primeira passagem pelo Palácio do Planalto já que à época, fez propostas para a criação de um “controle social da mídia”, seria alvo, num eventual governo petista, de “um órgão regulador com composição plural e supervisão da sociedade”, conforme previsto no plano de governo que, posteriormente, foi adotado por Haddad.
A ideia de uma nova Constituição também trouxe o fantasma de uma relativização da liberdade de crença e culto em favor de ideais progressistas. Esse tipo de mudança na legislação realizada em governos de esquerda na Venezuela e Bolívia, por exemplo, serviu para impor a perpetuação da visão de esquerda no poder.
O texto do programa de governo de Lula e Haddad previa, ainda, o fim da divisão existente atualmente no Poder Legislativo: Câmara dos Deputados e Senado. No modelo atual, as duas casas são independentes e servem para que o texto aprovado em uma, seja revisado na outra. A ideia de um Legislativo “unicameral” foi implementada na Venezuela, que hoje vive a ditadura de esquerda iniciada por Hugo Chávez e mantida por Nicolás Maduro.
A desconfiança se justifica em uma afirmação do próprio partido no documento de 2018: “A refundação democrática liderada por Lula implicará mudanças estruturais do Estado e da sociedade para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes da República”.
A radicalização da postura, com suavização do discurso caracterizada na atual proposta de “reaproximação dos evangélicos, foi sinalizada na campanha de 2018, ainda na ressaca do impeachment que cassou o mandato de Dilma, já que o PT falava em exercer uma espécie de tutela sobre o povo, com o plano de governo indicando que o partido promoveria a “qualificação da democracia” a partir de programas e ações sociais: “Lula promoverá de maneira inequívoca a universalidade, integralidade e intersetorialidade dos direitos humanos […] a democratização do poder político e qualificação da democracia”.
Na carta de janeiro de 2020, o PT diz que os núcleos evangélicos proporão formas de “ler e interpretar a Bíblia”, e Gleisi já ensaia essa tutela: “O evangelho é tratar os pobres, ter solidariedade, não ter preconceito. Cristo andava com as prostitutas, com os pecadores. ‘Repartir o pão’ – os pobres em primeiro lugar. Se pegar o evangelho, qualquer um vê que é muito mais próximo com o programa do PT do que com o que a direita prega. Cristo nunca estimulou o preconceito ou a violência”, concluiu.
por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

QUEM NÃO SOFREU DECEPÇÕES ATIRE A PRIMEIRA PEDRA


QUEM NÃO SOFREU DECEPÇÕES ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

Certamente não existe um ser humano neste planeta que já não tenha passado em algum momento de sua vida por decepção. A decepção, na verdade, é deixar-se surpreender em algum momento na vida, pela atitude, reação ou comportamento de alguém. Quando, por exemplo, uma pessoa age dentro do seu padrão natural, não há surpresa, não há decepção. O problema se torna real quando a atitude parece fora do comportamento natural esperado.

As decepções acontecem em diversas áreas da vida, seja no âmbito familiar ou na sociedade, no meio profissional ou político, todos se decepcionam ou causam decepções. Quantos milhares de brasileiros não estão vivendo momentos extremos de decepção atualmente?

A Bíblia menciona algumas decepções entre pessoas e até mesmo entre pessoas e Deus. Entre pessoas por esperarem delas algo que deixam a desejar, seja por ação ou por se omissão. Pessoas há que se decepcionam até mesmo com Deus, pois inúmeras vezes esperam respostas às suas orações e não obtém a resposta divina como esperavam.

A Bíblia menciona Samuel que era um profeta, sacerdote e juiz que fazia tudo por seu povo. Após tantos serviços prestados, o povo lhe pediu um rei, que não fosse ele, nem seus filhos. "Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações", (1Sm 8.5).

Paulo teve muitos auxiliares. Alguns deles, como Fígelo e Hermógenes (2Timóteo 1.15), Demas (2Timóteo 4.10) e João Marcos (Atos 15.37) o abandonaram, infligindo muito sofrimento ao apóstolo.

Só se decepciona com as pessoas, quem se relaciona com as pessoas. Quem não quer se decepcionar não deve se relacionar. Todos devemos possuir a devida maturidade para enfrentarmos e administrarmos das situações que nos surgem no dia a dia, afinal lidamos com pessoas que são falhas e imperfeitas. Não nos esqueçamos que decepcionar é da condição e natureza humana. Por esta razão, Deus nos ensina a nos relacionarmos com os homens, mas não a confiar neles. Jeremias pode não ser politicamente correto, mas é correto em todos os outros níveis, ao declarar: "Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força", (Jr 17.5). Há algo em nós que precisa de cuidado. Parte de nossas frustrações relacionais advém de erros que nós cometemos, não de falhas dos outros para conosco. Devemos ter a visão correta da natureza humana. Não nos esqueçamos que, muitas vezes, somos os agentes causadores da decepção.

Um dos comportamentos produtores de decepção é a expectativa errada acerca dos outros. Esperamos demais das pessoas, esperando delas o que não podem dar. Pais que esperam demais dos seus filhos. Filhos que esperam demais dos seus pais. Jesus sentiu na pele sua decepção para com os homens, quando da cura dos dez leprosos. Daqueles que receberam a cura, somente um voltou para agradecer. Jesus, que conhecia a alma humana, mostrou aos seus discípulos o que é a natureza humana (Lucas 17.17). 

Depois de ter servido por anos ao seu povo, Samuel esperava reconhecimento pelo seu trabalho. Não esperava ser descartado como um velho. Não esperava que seu modo de governar fosse substituído por outro. Samuel se esqueceu do que é a natureza humana.

A decepção sempre causa consequências, seja para o causador, ou para o que sofre. Para o que provoca decepção, quase sempre, não lhe acontece nada. Ele decepciona hoje, amanhã, e segue a sua vida, como se nada tivesse acontecido. Mas dificilmente é o mesmo para o que sofre, afinal dizem que: “quem bate esquece...”. A experiência da decepção pode produzir ódio, ressentimento, esgotamento e outras consequências.

Decepcionado com Jacó, que o enganou, Esaú ficou decepcionado com o irmão, que fugiu de casa (Gênesis 27.41). Esaú passou o resto da vida ressentido, desejando matá-lo. Ele nunca foi feliz, embora tentasse, por lhe ter faltado arrependimento, (Hebreus 12.17).

Equivocadamente decepcionado com Deus, que aceitou o arrependimento de Nínive, Jonas deixou a cidade, fez uma cabana escondida e entrou nela, para não ver ninguém (Jonas 4.5). A decepção de Jonas provocou nele um esgotamento espiritual e relacional. O esgotamento relacional tem a ver com uma espécie de descrença generalizada no ser humano.

Se o preço da decepção é alto, é mais alto ainda o preço do isolamento, da falta de relacionarmos.  Após a ingratidão dos nove leprosos (Lucas 17.17), Jesus continuou a curar. Ele não desistiu de fazer o bem. Paulo apóstolo, teve uma experiência que muito nos ensina. A Bíblia nos diz que João Marcos, o sobrinho de Barnabé (Cl 4.10), foi um dos que o decepcionaram (Atos 15.39), mas, anos depois, pediu a Timóteo: “Traga Marcos com você, porque ele me é útil para o ministério”, (2Tm 4.11). Paulo aceitou o desafio de voltar a confiar em Marcos, tornando-se de novo seu cooperador (Fp 2.4). Aquele que o abandonara era agora um cooperador de grande valor.


Nenhum de nós está isento de sofrer decepções, porém, jamais devemos nos deixar dominar pelas suas consequências. Vivamos normalmente a vida, nos relacionando com as pessoas, afinal não vivemos sozinhos no mundo dependemos uns dos outros.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Morte de comandante do Irã e conflito com os EUA podem afetar os cristãos no Iraque

Morte de comandante do Irã e conflito com os EUA podem afetar os cristãos no Iraque

Irã prometeu vingança contra EUA e Israel após a morte do general Qassem Soleimani, principal figura de inteligência militar do país


Manifestantes protestam no Irã contra a morte do general Qassem Soleimani no Iraque. (Foto: West Asia News Agency/Nazanin Tabatabaee via Reuters)
Manifestantes protestam no Irã contra a morte do general Qassem Soleimani no Iraque. (Foto: West Asia News Agency/Nazanin Tabatabaee via Reuters)

O Irã prometeu uma vingança severa nesta sexta-feira (3), depois que um ataque aéreo dos EUA em Bagdá matou Qassem Soleimani, chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e arquiteto de sua crescente influência militar no Oriente Médio.

O general Soleimani tinha 62 anos e era considerado a segunda figura mais poderosa do Irã, depois do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

O Pentágono disse que a ordem do ataque partiu do presidente Donald Trump, a fim de deter planos de futuros ataques iranianos.

No Twitter, Trump disse que Soleimani “matou e feriu gravemente milhares de americanos por um longo tempo e planejava matar muitos mais”.

O bombardeio, que ocorreu no Aeroporto Internacional de Bagdá, também matou Abu Mahdi al-Muhandis, chefe das Forças de Mobilização Popular do Iraque, milícia apoiada pelo Irã.

Khamenei disse que a morte de Soleimani irá dobrar a resistência contra os EUA e Israel. “Todos os inimigos devem saber que a jihad de resistência continuará com uma motivação dobrada, e uma vitória definitiva aguarda os combatentes na guerra santa”, disse Khamenei em comunicado divulgado pela TV.

Israel colocou seu exército em alerta máximo e, aliados dos EUA na Europa, como Grã-Bretanha, França e Alemanha, manifestaram preocupação com a escalada das tensões.

A embaixada dos EUA em Bagdá pediu a todos os cidadãos americanos que deixassem o Iraque imediatamente. Dezenas de americanos que trabalham para empresas petrolíferas estrangeiras na cidade de Basra, no sul do Iraque, estavam deixando o país.

Os preços do petróleo saltaram mais de US$ 3 por barril devido à preocupação com a interrupção do fornecimento no Oriente Médio


Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, em foto de 2016. (Foto: Gabinete do Líder Supremo Iraniano via AP)

As mortes ocorrem em meio a uma escalada de tensão entre os dois países. Na semana passada, um funcionário americano morreu em um bombardeio com foguetes. Na terça (31), milicianos iraquianos invadiram a embaixada dos EUA em Bagdá. O Pentágono afirmou que Soleimani teria aprovado os ataques à embaixada.

Cristãos em meio aos conflitos
De acordo com a organização International Christian Concern (ICC),  as Forças de Mobilização Popular do Iraque — milícias apoiadas pelos iranianos — ajudaram a derrotar o Estado Islâmico no Iraque, mas têm desenvolvido uma reputação de corrupção e abusos dos direitos humanos.

“Dentro do Iraque, nas Planícies de Nínive, eles tomaram o lugar do Estado Islâmico na perseguição aos cristãos”, informou a ICC.

Claire Evans, gerente regional da ICC para o Oriente Médio, disse a morte dos líderes iranianos pode iniciar “uma nova década” para o Oriente Médio. “As consequências regionais são consideráveis e afetam todos os lugares. Para os cristãos iraquianos que já sentiram o peso da agressão da milícia, as implicações desses ataques provocam um mix de emoções. Muitos aguardam com uma expectativa temerosa para ver o que o futuro aguarda”.

“Eu não estou feliz pelo assassinato de al-Muhandis e Soleimani porque eu sei que toda ação tem reação”, disse uma cristã iraquiana à ICC. “Há resultados políticos para o incidente e tudo ficará no Iraque. Os iraquianos vão sofrer com uma possível guerra entre os EUA e Irã. Espero não perder mais amigos e parentes devido à guerra”.

Outro iraquiano cristão acrescentou: “Isso deveria ter sido feito anos atrás. Eu sei que os EUA esperaram muito tempo para ter uma boa razão para alvejá-los. Os EUA nunca poderiam ter feito isso a menos que eles visassem a embaixada. Mas nós devemos considerar a quantidade de armas que essas milícias têm antes de cometer um grande crime como esse. A milícia vai ficar com raiva e usar suas armas para se vingar, mas haverá mais vítimas e pessoas inocentes mortas”

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO G1, REUTERS E ICC

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

2020, ANO NOVO E NOVOS DESAFIOS




2020, ANO NOVO E NOVOS DESAFIOS

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”, (Fp 3.13 e 14).

Estamos findando o ano de 2019 e já vivendo o clima de expectativas de um ano novo. Certamente que nos esperam novos propósitos e desafios. Normalmente a época é propícia para celebrações, festas, jantares de confraternizações, viagens enfim. Mas é também momento em que as pessoas fazem o balanço de como foi o ano findo, se seus projetos foram alcançados ou não, se ganharam ou perderam dinheiro e bens, se tiveram mais menos alegria, etc. É comum também nesta época, as pessoas limparem as gavetas das escrivaninhas em seu local de trabalho, ou nos escritórios em casa, e jogarem pelas janelas toda a papelada querendo proclamar que no ano novo tudo realmente deverá ser novo.

Nesse contexto quero sugerir três atitudes que todos deveríamos ter para o ano de 2020   

Primeiro: Procure esquecer das coisas que não valem a pena serem lembradas. Quem não atravessou durante o ano findo situações desagradáveis? Seja na área profissional, sentimental, familiar, seja no seu círculo de amizades, enfim? Todos enfrentamos nosso leão de cada dia, do qual não podemos fugir. Sofremos decepções constantemente, as coisas nem sempre ocorrem como esperamos, o dinheiro é sempre aquém das nossas necessidades, a promoção tão esperada veio para colegas, mas não para nós?   funcionários mais competentes e fiéis foram os que mais deram prejuízos? As doenças e hospitais foram constantes na família, filhos causaram tristezas e danos, pessoas queridas foram sepultadas, os carros não saíram da oficina, os acidentes foram muitos, os amigos abandonaram, lares desmoronados, etc. ufa!!!  Tantas coisas aconteceram que você diz: “Espero que o ano de 2020 seja diferente, quero esquecer”. Sim e realmente fatos desagradáveis que em nada contribuem devem ser deixados para trás, como diz Paulo no texto acima: “... mas uma coisa faço, e é que, esquecendo das coisas que atrás ficam...”,

Segundo: Procure lembrar das coisas que jamais devem ser esquecidas. Porém, com certeza, o ano de 2019 não foi somente de tristezas e decepções. Existem inúmeras razões pelas quais devemos ser agradecidos, afinal é bíblico: “Sede agradecidos”. Se somos prontos em reclamarmos de ocorrências negativas devemos de igual modo sermos gratos pelos momentos e circunstancias que nos trouxeram alegrias, sucesso, promoção, destaque, lucros financeiros, aquisição de bens, devemos nos lembrar de todo o bem que Deus concede graciosamente, como a paz, a saúde, a família que é nosso bem maior, o pão nosso de cada dia. Temos muito o que lembrar, pois Deus em sua fidelidade tem suprido cada um de seus filhos. Atente para as palavras do salmista:    

“Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades, que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia, que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia”, (Salmos 103.1-5).

Terceiro: Procure avançar sempre e incansavelmente rumo aos seus alvos. E por último, tenha metas, alvos, propósitos e seja determinado em seguir cada um deles. As pessoas geralmente prosperam, quando fixam metas. Pessoas sem alvos não chegam a lugar nenhum. Enumere seus objetivos para 2020. Onde você quer chegar? Em sua vida profissional, seja cargo, ou se você possui empresa, até onde você pode ir? Estudar, fazer cursos específicos?  O que deseja realizar? O que pretende adquirir? Em sua vida pessoal, o que pretende? Casar, ter filhos, viajar?  Enfim planeje sua vida para 2020 e faça de tudo, lute para sua concretização. 

Por fim, em todos os alvos, seja material, financeiro, pessoal, sentimental, familiares todos, devem ser elaborados com sabedoria e inteligência. Porém, nunca deixe Deus de fora de seus planos e projetos, pois, você jamais alcançará resultados satisfatórios sem ajuda do Todo Poderoso.

Feliz ano novo, que Deus seja prioridade maior em sua vida a cada dia de 2020.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Pastor Ravel, irmão de Rayssa, deixa música gospel e inicia dupla sertaneja secular

Pastor Ravel, irmão de Rayssa, deixa música gospel e inicia dupla sertaneja secular

O pastor Ravel Cruz, irmão da cantora pentecostal Rayssa, abandonou a música e anunciou que agora fará parte de uma dupla sertaneja secular, que se apresentará na noite de Goiânia (GO).
No Instagram, o perfil que Ravel usava ao longo do tempo como pastor e cantor gospel foi apagado, e agora o artista usa o perfil raveloficial_. A primeira publicação no perfil da dupla com a presença do ex-cantor gospel é de 16 de dezembro.
Ravel se dedicava paralelamente ao ministério pastoral, pregando em congressos pentecostais e cantando. No tempo em que esteve ao lado da irmã, Rayssa, também marcou presença em eventos e cultos pelo Brasil inteiro.
“Chegando música nova! Kell e Ravel”, diz uma publicação do dia 21 de dezembro. Dias depois, a nova dupla de música sertaneja anunciou a produção de um DVD ao vivo, gravado em um pocket show.
Em outras postagens, Ravel aparece fazendo segunda voz para Kell em músicas sertanejas famosas, conhecidas pelo público do estilo musical como “moda de viola”: Vontade Dividida, de Milionário e José Rico, é uma delas. Fio de Cabelo, de Chitãozinho e Xororó, é outra.

Histórico

A dupla Rayssa & Ravel, formada há mais de 30 anos, esteve entre os principais vendedores de álbuns na música gospel nacional, com mais de 30 títulos lançados e passagens pelas principais gravadoras do segmento. O mais recente, “Feliz Demais”, foi lançado pela Graça Music em 2017.
Em 2018, os irmãos anunciaram uma pausa na carreira em dupla para lançarem álbuns solo, pela mesma gravadora. “Após tantos anos ministrando juntos, agora, veremos cada um em sua individualidade musical”, disse Shirley Thomaz, executiva da Graça Music na ocasião.
“Esse projeto será uma grande surpresa para todos, pois estão todos muito acostumados comigo como segunda voz. E, quando canto com Rayssa, nem sempre estou na minha região de voz mais confortável, pois preciso deixar a música boa para ela entrar como primeira voz. Agora, poderei cantar de maneira mais livre, mostrando até um pouco mais da minha voz para vocês”, explicou Ravel durante o anúncio.
Contrariando o argumento usado para iniciar a carreira solo, Ravel voltou a fazer segunda voz, agora em uma dupla secular, que se fará uma das primeiras apresentações no réveillon no Nosso Buteco, em Goiânia.
Diversos internautas se mostraram chocados com a decisão de Ravel. “Não acreditei quando me disseram, mesmo vendo eu duvidei. Aprendi a adorar a Deus de coração com eles Rayssa e Ravel, hoje meu coração chora!”, escreveu uma, sintetizando a surpresa com o anúncio.
Questionado sobre a decisão de montar uma dupla secular, o cantor usou seu novo perfil no Instagram para informar que em breve irá esclarecer as dúvidas dos seguidores: “Vou fazer algumas enquetes ou sugestões e irei responder. Tem muita gente curiosa!”, resumiu.
Por Tiago Chagas / via gospelmais.com

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

4 fatos surpreendentes sobre a Bíblia de Gutenberg, o livro que mudou a história

A prensa e a Bíblia de Gutenberg de 1450 mudaram a forma como acessamos informação
© Getty Images A prensa e a Bíblia de Gutenberg de 1450 mudaram a forma como acessamos informação

Johannes Gutenberg criou uma revolução há quase 600 anos. Com a invenção da prensa de tipos metálicos móveis, na década de 1450, esse ferreiro e editor alemão tornou os textos na Europa mais acessíveis.
Muito antes, livros como o Diamond Sutra, a mais antiga obra impressa conhecida, cuja cópia mais antiga remonta ao ano de 868, foram produzidos na China e na Coréia com impressoras feitas primeiro em madeira e depois em bronze.
Mas a invenção de Gutenberg era diferente. Com ela, foi possível imprimir muitas cópias do mesmo texto rapidamente. E o livro que Gutenberg escolheu para iniciar sua produção em série foi a Bíblia.
Conheça a seguir quatro fatos surpreendentes e curiosos sobre a chamada Bíblia de Gutenberg.

1. A escolha da Bíblia foi uma decisão comercial.

Johannes Gutenberg foi um inventor alemão que criou a prensa e fez com que os livros fossem produzidos em massa
© Getty Images Johannes Gutenberg foi um inventor alemão que criou a prensa e fez com que os livros fossem produzidos em massa.

A escolha de Gutenberg de imprimir a Bíblia não foi uma decisão óbvia, porque o livro religioso não era central na vida cotidiana da Igreja no século XV.
Partes do texto eram usadas nas igrejas todos os dias, mas não na ordem em que aparecem na Bíblia de Gutenberg, observa a Biblioteca Britânica no site especial dedicado ao famoso livro.
"Talvez Gutenberg tenha percebido que, para um projeto de impressão em larga escala ter sucesso comercial, ele precisava apontar para um mercado mais amplo com potencial de vendas em toda a Europa Ocidental", diz a Biblioteca, que mantém dois exemplares completos da Bíblia.
Acredita-se que a Bíblia de Gutenberg foi concluída no ano de 1455 e se tornou o primeiro grande livro feito na Europa com uma prensa de tipos metálicos móveis.

2. Invenção levou a um maior acesso à informação.

A prensa de Gutenberg deu início a um grande negócio comercial que se expandiu internacionalmente nos séculos seguintes
© Getty Images A prensa de Gutenberg deu início a um grande negócio comercial que se expandiu internacionalmente nos séculos seguintes

A produção da Bíblia deu início à impressão maciça de textos no Ocidente, marcando um ponto de virada na transição da Idade Média para o mundo moderno.
Todas as cópias da Bíblia de Gutenberg foram vendidas antes mesmo da conclusão da sua impressão, observa a Biblioteca Britânica.
Gutenberg não ganhou dinheiro com sua invenção, mas seu método tinha grande potencial comercial e se tornou a base para o sucesso de muitas impressoras e editoras subsequentes.
Após 50 anos, os livros impressos haviam se espalhado pelas rotas comerciais da Europa Ocidental. Embora não tenham ficado baratos imediatamente, seus preços logo começaram a cair.
No ano 1500, o acesso aos textos impressos havia mudado profundamente, resultando em mais acesso à informação, discussão e críticas generalizadas às autoridades.
De fato, a Reforma Protestante, o movimento religioso cristão iniciado na Alemanha no século 16 por Martinho Lutero e que causou a divisão da Igreja Católica, foi iniciado em parte graças à prensa, pela rápida distribuição da doutrina do protestantismo com o documento conhecido como As Noventa e Cinco Teses de Wittenberg.
A Europa e o mundo teriam sido muito diferentes sem a invenção de Gutenberg, analisa a Biblioteca Britânica.

3. Uma obra-prima que mistura impressão e artesanato.

A Bíblia de Gutenberg mistura impressão em série e artesanato
© Getty Images A Bíblia de Gutenberg mistura impressão em série e artesanato
A Bíblia de Gutenberg é considerada uma obra-prima por causa de sua tipografia gótica delicadamente impressa em cada página, descreve a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
E, na época de sua criação, era um resultado bonito o suficiente para rivalizar com a caligrafia dos monges.
A escrita, produzida a partir de uma tradução latina conhecida como "Vulgata", feita por São Jerônimo no século 4, era feita com uma tinta preta nítida em dois densos blocos de texto. Letras maiúsculas e títulos eram decoradas à mão com um toque de tinta vermelha.
Cada uma das 1.282 páginas possui 42 linhas. A maioria das Bíblias estava encadernada em pele de porco branca e dividida em vários volumes.

4. Onde estão as Bíblias de Gutenberg hoje?

Uma das poucas cópias completas da Bíblia de Gutenberg impressas em pergaminho está na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos
© Getty Images Uma das poucas cópias completas da Bíblia de Gutenberg impressas em pergaminho está na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

A prensa de Gutenberg não poderia ter sido um sucesso econômico sem o papel, que foi originalmente inventado na China e depois se espalhou rumo ao oeste, pelo mundo muçulmano.
Antes disso, os livros europeus eram escritos em um tipo de pergaminho de superfície polida que tinha como características de ser fino e durável, feito com pele de bezerros.
Estima-se que a prensa de Gutenberg tenha criado 180 cópias da Bíblia: 135 em papel e 45 em pergaminho.
Restam apenas três cópias completas em pergaminho da Bíblia de Gutenberg no mundo
© Analia Llorente Restam apenas três cópias completas em pergaminho da Bíblia de Gutenberg no mundo
Segundo a Biblioteca Britânica, atualmente existem 48 cópias da Bíblia de Gutenberg, embora nem todas estejam completas - algumas são apenas fragmentos.
A cópia em exposição na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos é um exemplar completo em pergaminho e uma das três cópias perfeitas feitas neste material no mundo.
Os outros estão na Bibliothèque Nationale, em Paris, e na Biblioteca Britânica, em Londres.

É CHEGADO O NATAL




É CHEGADO O NATAL

É chegada a semana do Natal. Época em que as lojas da cidade e os shopping centers estão superlotados, pessoas em correria buscando comprar presentes para filhos, parentes e amigos, fazendo a alegria dos comerciantes. As ruas movimentadas, as lojas e comercio agitados caracterizando as festas natalinas. Os aeroportos e rodoviárias também com intensa movimentação de passageiros que começam a viajar para comemorar com familiares e parentes a data tão importante. As estradas nessa época estão com trafego acima do normal. À noite, a iluminação nos prédios, postes, árvores, a decoração de casas e nos grandes edifícios, embeleza e anuncia a chegada do Natal. Mas, o que é o Natal? Qual o seu verdadeiro significado? Será tão somente todos esses movimentos e embelezamento nas residências e cidades? Será que é somente motivo para as confraternizações de amigos e trocas de presentes nas empresas? São as festas e jantares com bebidas, som, etc?

O que realmente significa o Natal e qual sua importância para a humanidade?

A comemoração do Natal no dia 25 de dezembro pelo cristianismo marca o nascimento de Jesus, o Filho de Deus. O nascimento de Jesus é a encarnação de Jesus como segundo Adão é a realização da vontade de Deus para desfazer o dano provocado pela queda do primeiro homem, Adão.  

Os evangelhos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia de uma mãe ainda virgem. No relato de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém por ocasião de um censo e Jesus nasceu durante a viagem numa manjedoura muito simples. Anjos o proclamaram salvador de toda a humanidade e pastores vieram adorá-lo. No relato de Mateus, astrônomos seguiram uma estrela até Belém para levar presentes a Jesus, nascido o "rei dos judeus". O rei Herodes ordena então o massacre de todos os meninos com menos de dois anos de idade, mas a família de Jesus escapa para o Egito e depois volta para Nazaré, um evento que tradicionalmente marca o fim do período conhecido como "Natividade".

A importância do Natal vai além de tudo acima mencionado e deve ser comemorado com temor, reflexão, humildade e de forma altamente espiritual. Na celebração desta data devemos entender as lições que aqueles “magos” deixaram para a humanidade quando foram a Jesus.

A pergunta dos magos que vieram do Oriente foi: “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?” (Mt 2.2). Aqueles homens empreenderam uma viagem longa não medindo sacrifício que teriam que enfrentar pois queriam encontrar com o “Rei Jesus”. Neste Natal todos devemos fazer como os “magos”: Ir a Jesus. Muitos festejam este momento e falam de todos os assuntos e esquecem o principal. Não deixe o dono da festa de fora. Procure encontrar Jesus e o tenha como a pessoa central de sua vida.  

O texto ainda faz referência ao proposito principal pelo qual os magos queriam encontrar Jesus: “viemos adorá-lO”, (Mt 2.2). Será que você tem sido um adorador do Rei Jesus? Será que as famílias ao se reunirem nesta data em suas casas têm prestado a devida adoração ao aniversariante, ao Filho de Deus? A adoração verdadeira deve constituir no principal motivo das celebrações do Natal.

   
As pessoas de modo geral só procuram o Rei Jesus quando necessitam de algo, assim O buscam para lhe pedir bens, curas e milagres para si ou para os seus. Os magos nos ensinam também que devemos buscar Jesus para lhe oferecer dádivas. “E entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofereceram dádivas: ouro, incenso e mirra”. (Mt 2.11).  Devemos ter o mesmo sentimento de reconhecimento e gratidão pelo Senhor Jesus. Ele é merecedor de honra, louvor, adoração, glória e dádivas.  

O que foi oferecido o Rei Jesus? Ouro: metal precioso de grande valor. Simboliza a realeza de Jesus, sua dignidade de Rei. Ele nasceu como rei. Ele é o Rei da glória, (Sl 24). Os magos também lhe ofereceram Incenso: uma resina aromática que se queimava na antiga dispensação. Isto pode simbolizar o lado divino de Jesus. Todos os homens devem reconhecer sua divindade e não somente um homem, ou um estadista, ou ainda um grande profeta. Não, Jesus Cristo é o Ungido de Deus, o Unigênito Filho de Deus. E por fim o outro presente que lhe foi dado: Mirra: Uma resina odorífera, medicinal. Nesse caso, mirra poderá simbolizar sacrifício. Possivelmente seja o sacrifício que eles (os magos) empreenderam na longa jornada para ver a criança recém-nascida.

O que você está oferecendo ao aniversariante nesta data? Um dos maiores presentes que podemos dar a Jesus Cristo não é bens e oferendas matérias, mas nossa própria vida como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional, (Rm 12.1). A Bíblia diz: “Dá-me filho meu o teu coração...”. Neste Natal, abramos nossos tesouros, nossos corações e o convidemos para Ele fazer morada. 

É Natal! Permita que Ele nasça em sua vida, FELIZ NATAL!!!