sexta-feira, 23 de março de 2018

Desigrejados já são mais de 4 milhões no Brasil e suscitam debates teológicos entre lideranças

Um grupo crescente dentre os evangélicos são os denominados desigrejados, fiéis que abriram mão do vínculo com igrejas por causa da insatisfação com desvios teológicos, escândalos políticos e financeiros e outras razões. De acordo com o IBGE, em 2003 apenas 0,7% dos cristãos protestantes se diziam não frequentadores de templos. Em 2009 esse número já havia chegado a 2,9%.
A discussão em torno do assunto parte sempre do princípio de que as pessoas estão erradas ao adotar uma postura de afastamento, mesmo que não tenham se tornado “desviados”, como popularmente os evangélicos se referem aos apóstatas. Já os motivos que levam as pessoas a tomarem decisões como essas, na maioria das vezes, são colocadas de lado.
Um levantamento da revista IstoÉ, de agosto de 2017, a partir de dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, estimou que o número de desigrejados no Brasil, atualmente, supere a faixa dos 4 milhões de pessoas.
No entanto, para muitos pastores e teólogos, a prática da fé cristã fica prejudicada com o afastamento do fiel em relação à Igreja: “Viver sem igreja está errado. Tentar ser crente em casa, sozinho, tá errado também”, disse o reverendo Augustus Nicodemus Lopes, líder da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia (GO), em um vídeo sobre o assunto, publicado em seu canal do Youtube.
Respeitado como um dos principais teólogos do Brasil, Nicodemus Lopes considera os desigrejados a repetição de algo que ocorreu ao longo da história do cristianismo, com grupos diferentes que tentaram seguir a fé e se reunir de maneira informal.
Nicodemus Lopes destaca ainda que a Igreja, embora imperfeita, não é a responsável por tudo que acontece de errado em seu meio: “Criticar a igreja organizada, como se ela fosse a mãe de todos os males, tá errado, é ingratidão e desconhecer a história da Igreja também. O que devemos fazer é reconhecer a necessidade de estarmos juntos com nossos irmãos e obedecermos ao que Jesus mandou em termos de membresia”, declarou.
“Jesus mandou batizar. Jesus mandou discipular. Jesus disse que tinha de ter disciplina, que se o irmão pecasse e não se arrependesse tinha de ser excluído. Jesus falou da liderança da igreja. O apóstolo Paulo constituía presbíteros e diáconos. Então, tudo isso implica um mínimo de estrutura para que você obedeça essas ordens do Senhor Jesus”, acrescentou o reverendo.
Outro líder evangélico que se arriscou a estudar o fenômeno, pastor Daniel de A. Durand, escreveu o livro Desigrejados, num esforço de traçar o perfil do evangélico que resolve deixar a igreja para viver uma fé longe das organizações.
No livro, Durant explica que as pessoas que toma essa atitude se equivocam ao acreditarem que não precisam estar inclusos em uma igreja para viver a vida cristã, de acordo com informações do portal JM Notícia.
Já o livro Os Sem-Igreja, de Nelson Bomilcar, também traz um questionamento a respeito dos desigrejados: esses cristãos não poderiam contribuir com o aperfeiçoamento da Igreja, insistindo em novos caminhos, ao invés de se afastarem?
Fonte: gospelmais.com.br

Pastor diz levitar e falar com anjos, e amealha fortuna vendendo óleos e pílulas milagrosas

Um pastor neopentecostal vem acumulando riqueza e polêmicas no Malawi, república da África Ocidental. Afirmando ter poder para curar doenças infecciosas como o cancro, levitar e falar com anjos. Aos 35 anos, Shepherd Bushiri acumula uma fortuna avaliada em € 100 milhões, amealhada através de sessões privadas ao custo de € 300 cada.
A popularidade de Bushiri cresceu no Malawi e chamou atenção da imprensa internacional, que denunciou o estilo de vida nababesco do líder religioso, que alega ter sido visitado por Deus aos 10 anos de idade e atrai multidões por onde passa.
Em abril, Bushiri será um dos convidados de um evento religioso em Los Angeles, Califórnia (EUA), que está vendendo ingressos a US$ 620 (aproximadamente R$ 2050,00 na cotação desta sexta-feira, 23 de março). Segundo informações do portal português Correio da Manhã, o pastor se deslocará de seu país natal até os Estados Unidos em um dos três jatos particulares que possui.
O evento que receberá Shepherd Bushiri divulgou um cronograma anunciando que os fiéis “felizardos” que conseguirem ingressos “terão oportunidade de ver o africano a curar doentes de cancro, cegos, seropositivos e deficientes físicos, além de se comunicar com anjos que serão invocados pelo pastor durante a cerimónia religiosa e receber o dinheiro que ele fará aparecer milagrosamente”.
Autodenominado “mensageiro de Deus”, Shepherd Bushiri simplesmente ignora as acusações de fraude feitas a ele, dizendo que as polêmicas são suscitadas por “infiéis” impulsionados “por forças satânicas que os tornam racistas e impossibilitam de receber a mensagem de Deus nos seus corações”.
Aos domingos, uma multidão de 40 mil pessoas se reúne para ouvi-lo discursar, e os relatos de quem foi ao local são de que todos ficam extasiados com os “milagres”, e na comoção generalizada, fazem ofertas generosas e compram camisetas, calendários, pílulas curativas e óleos para unção.
O cenário de controvérsia em torno de Bushiri só aumenta quando se trata de sua vida pessoal: vive em uma cidade, ao lado dos dois filhos e da esposa, em um glamour comparável a redutos de milionários ao redor do mundo. No entanto, toda vizinhança vive em um nível próximo ao da miséria, e o pastor não demonstra se constranger.
Quando questionado, costuma responder que sua fortuna é fruto de seus negócios, que não devem ser confundidos com sua jornada religiosa.
Fonte: gospelmais.com.br

quarta-feira, 14 de março de 2018

Ibope: maioria dos brasileiros quer presidente que creia em Deus e seja honesto, com pulso firme

As eleições de 2018 ainda não começaram oficialmente, porém, as pesquisas vêm mostrando que o brasileiro está expressando de forma mais clara suas convicções conservadoras. Pesquisa realizada pelo Ibope descobriu que a maioria quer um presidente que creia em Deus, tenha origem pobre e tenha alguma experiência prévia como administrador em uma prefeitura ou estado.
O relatório da pesquisa foi divulgano na última terça-feira, 13 de março, e apontou que 79% dos brasileiros concorda que é importante o presidente acreditar em Deus. Do total de entrevistados, 67% diz concordar totalmente com a necessidade de fé do mandatário, 12% considera parcialmente importante, enquanto 3% é indiferente. 7% discorda em parte, e 11% discorda totalmente, sendo que só 1% não teve uma resposta para a pergunta.
Segundo informações do portal Uol, o brasileiro, no entanto, é mais flexível a respeito de qual religião o candidato professa: somente 29% dos entrevistados acham muito importante que o candidato seja da mesma religião que eles.
Ainda de acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados preferem candidatos de família pobre, enquanto 38% discordou parcialmente da relevância dessa posição. 8% disseram que a origem do presidenciável é indiferente.
Sobre a experiência política, 72% dos eleitores disseram que consideram importante que um candidato à presidência tenha experiência prévia como prefeito ou governador.

Honestidade

O brasileiro está cansado da corrupção. 87% dos entrevistados disseram que o presidenciável precisa ser honesto e não minta durante a campanha. Além disso, o postulante “nunca ter se envolvido em casos de corrupção” (84%), “transmitir confiança” (82%), “ter pulso firme, ser decidido” (76%) e “ser sério, ter postura de presidente” (76%).
A pesquisa, chamada “Retratos da Sociedade Brasileira – Perspectivas para as eleições de 2018”, foi realizada entre 7 e 10 de dezembro do ano passado, em 127 municípios, com duas mil pessoas.
Fonte: noticiasgospelmais.com.br

Minha fé ajudou a manter Stephen Hawking vivo, diz ex-esposa do físico falecido nesta quarta

Jane e Stephen Hawking, em setembro de 1965
Stephen Hawking, 76 anos, faleceu nesta quarta-feira, 14 de março de 2018, na Inglaterra. O físico e pesquisador se tornou um dos símbolos principais símbolos da ciência no século XX e também uma espécie de ícone do ateísmo.
A morte de Stephen William Hawking foi comunicada por sua família à imprensa inglesa na manhã desta quarta. Ele vivia em uma cadeira de rodas e era dependente de um sistema de voz computadorizado para se comunicar com as pessoas, devido às intensas e diversas complicações causadas pela doença Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
“Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje. Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos”, afirmaram seus filhos Lucy, Robert e Tim, que mantiveram a causa da morte em sigilo.

Biografia

Stephen Hawking casou-se pela primeira vez em 1965, com Jane Hawking e se separou em 1991. Jane, cristã, casou-se com o físico quando os médicos o davam apenas dois anos de vida, em consequência das complicações da ELA, que causa morte dos neurônios motores, que são as células nervosas responsáveis por todos os movimentos do corpo. Aos poucos, os portadores de ELA perdem a capacidade de se mover, de falar, de engolir e de respirar.
Ao longo do casamento com Jane – que durou 25 anos e terminou por decisão de Hawking – o físico tornou-se um dos cientistas mais conhecidos do mundo, abordando temas como a natureza da gravidade e a origem do universo.
No final dos anos 1960, se tornou famoso ao publicar sua teoria da singularidade do espaço-tempo, aplicando a lógica dos buracos negros a todo o universo. Em 1988, publicou o livro Uma Breve História do Tempo, que se tornou best-seller por explicar de forma didática, ao público em geral, as teorias que desenvolveu enquanto pesquisador.
A história de vida do físico viria a público em 1999 com o livro Viagem ao Infinito, escrito por Jane Hawking. 15 anos depois, a versão cinematográfica do livro, A Teoria de Tudo, seria vencedora de um Oscar.
O filme mostrou ao mundo o drama diário de Stephen Hawking, que a certa altura, ficou imobilizado a ponto de conseguir mover, voluntariamente, apenas um dedo e os olhos. Ele usava um sintetizador eletrônico para falar, e a voz robótica produzida pelo aparelho terminou tornando-se uma de suas marcas registradas.

A ex-mulher de Hawking concedeu uma entrevista em 2015 ao jornal espanhol El Mundo, relatando o conflito diário que vivia enquanto esteve casada com ele, já que constantemente ele “caçoava” de sua fé, classificando-as de “superstições religiosas”.
“Eu entendia as razões do ateísmo do Stephen, porque se à idade de 21 anos uma pessoa é diagnosticada com uma enfermidade tão terrível, vai acreditar em um Deus bom? Eu acredito que não”, afirmou Jane, acrescentando que, ainda assim, se mantinha firme em sua crença.
“Eu precisava da minha fé, porque me deu o apoio e o consolo necessários para poder continuar. Sem minha fé, não teria tido nada, salvo a ajuda de meus pais e de alguns amigos. Mas graças à fé, sempre acreditei que superaria todos os problemas que surgissem”, pontuou.
Em outro ponto da entrevista, Jane disse que a chave de sua resistência “foi precisamente a fé nesse Deus rechaçado pelas teorias cosmológicas do professor Hawking”.
Quando questionada sobre o que pensava a respeito da declaração de Hawking que “o milagre não é compatível com a ciência”, Jane desabafou: “Ele disse isso? Engraçado… porque eu acredito que é um milagre que ele siga vivo. É um milagre da ciência médica, da determinação humana, são muitos milagres juntos. Para mim é muito difícil explicá-lo”, afirmou, fazendo referência ao diagnóstico inicial de que o físico viveria apenas dois anos.
Ao longo do casamento com Hawking, Jane afirmou ter descoberto que “necessitava fervorosamente acreditar que na vida havia algo mais que os meros dados da leis da Física e a luta cotidiana pela sobrevivência”, porque o ateísmo de seu marido “não podia oferecer consolo, bem-estar nem esperança em relação à condição humana”.
Jane e Stephen Hawking, em setembro de 1965


Fonte: noticiasgospelmais.com.br

terça-feira, 13 de março de 2018

Demolidor de igrejas, governador do DF é aplaudido em culto da Assembleia de Deus

O socialista Rodrigo Rollemberg (PSB), governador do Distrito Federal, compareceu a um culto na Assembleia de Deus no Gama, no último final de semana, para pedir orações. O fato, corriqueiro na vida de um político, chama atenção, no entanto, por ser ele o responsável pela derrubada de mais de 30 igrejas na região ao longo de 2017.
A visita de Rollemberg à Convenção Evangélica das Assembleias de Deus no Distrito Federal (CEADDIF) pode ser considerada um ato de pré-campanha, já que ele concorrerá à reeleição no distrito. A visita foi intermediada pelo deputado federal Ronaldo Fonseca (PROS-DF), que é evangélico.
Quando recebeu a palavra, fez um breve discurso, destacando as realizações de seu governo nos últimos quatro anos, e também pediu orações para receber orientação divina, de acordo com informações do portal Poder no Quadrado.
“Para governar uma cidade em um momento tão delicado da vida política brasileira… a gente precisa de muito discernimento, de muita sabedoria. Portanto, se eu puder pedir a todos vocês que são pessoas de fé, gostaria de pedir a oração de vocês para que Deus nos dê discernimento, sabedoria, para que possamos fazer o melhor para a população de Brasília”, afirmou.
O governador não deixou de bajular as lideranças presentes, dizendo reconhecer que a atuação das igrejas evangélicas é imprescindível à sociedade e que trabalha para que as denominações possam atuar com “tranquilidade e segurança jurídica”.
Ronaldo Fonseca, que também é pastor presidente da Assembleia de Deus de Taguatinga, deverá sair candidato ao Senado na chapa de Rollemberg, levando adiante o plano da bancada evangélica de tentar eleger ao menos um representante por estado no Senado.

Trator

A truculência com que Rollemberg conduziu a derrubada de templos no Distrito Federal em 2017, alegando que as construções desrespeitavam a lei de zoneamento, ficou marcada na memória dos evangélicos.
Sem espaço para diálogo, e com uso da força policial para garantir que os tratores derrubassem as construções, Rollemberg acabou sendo taxado de “perseguidor”, já que é um socialista convicto e reza na cartilha de Karl Marx, nutrindo antipatia pela religião.
O senador Magno Malta (PR-ES) veio a público afirmar que tratava-se de uma ofensiva direta contra a última barreira de preservação dos valores morais e bíblicos e da família tradicional: “É a perseguição a quem prega valores. Eles odeiam as coisas de Deus. O governador foi senador comigo. Ele é lutador ferrenho, um dos maiores defensores da ideologia de gênero”, alertou.
Ao todo, 32 templos foram demolidos, e de acordo com advogados das igrejas, o governador Rodrigo Rollemberg não respeita nem mesmo decisões liminares emitidas pela Justiça contra as demolições.
À época, Rollemberg recebeu uma comissão de 35 pastores e se comprometeu a não derrubar mais nenhum templo, porém, evangélicos o acusam de não ter honrado o compromisso e ordenado a derrubada de mais um templo após o encontro.
“Quem nunca teve palavra não vai ter palavra em meia hora. Quando esses representantes [pastores] saíram [da reunião], ele deve ter ficado rindo, depois que fecharam a porta, porque no outro dia já mandou derrubar [outra igreja]”, concluiu Magno Malta.
André Alves, advogado da Assembleia de Deus Madureira, resumiu o sentimento dos evangélcios do Distrito Federal: “A partir do momento que ela [Justiça] pega as igrejas e começa a patrocinar a derrubada, deixa de fazer justiça e passa a ser ‘justiceira’… Sendo justiceira, ela está sendo seletiva e ao ser seletiva, marcando igrejas, aí há perseguição religiosa […] O Congresso Nacional precisa abrir o olho para isso, porque tem uma turma aí que não gosta de igreja mesmo não”, destacou o advogado.
Assista a uma reportagem da RedeTV! sobre o caso:

Fonte: noticias.gospelmais.com.br

segunda-feira, 12 de março de 2018

Casal cristão perde custódia de filhas por ensinar que “Coelhinho da Páscoa não existe”

Investigação mostra que assistente social gerou falsa denúncia por preconceito contra cristãos

Em abril de 2017, um casal cristão do Canadá perdeu a guarda de duas crianças adotivas porque se recusou a mentir para as meninas. Era época da Páscoa e eles disseram a elas que o coelhinho da Páscoa não era real. No Natal anterior, fizeram a mesma coisa com relação ao Papai Noel.
“Nós temos uma política de não mentir”, justificou Derek Baars, um dos pais adotivos. Ele diz que essa conduta não foi aceita pela Children’s Aid Society (CAS), que cuida de processos de adoção.
Notificados de forma oficial, foram informados que ele e sua esposa, Frances Baars, teriam de dizer às meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa existia.
Os Baars são evangélicos, membros da Igreja Presbiteriana Reformada. Eles se recusaram a acatar a instrução da CAS. “Nós explicamos à agência que não estamos dispostos a contar uma mentira aos nossos filhos”, assegurou o casal.
Acabaram perdendo a guarda das crianças poucos dias após a assistente social que acompanhava o processo de adoção apresentar a “denúncia”.
O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era “parte importante da cultura canadense” e por isso os pais tinham de admitir sua existência.
Inconformado, o casal cristão entrou com um processo, pedindo a volta da guarda das duas meninas. Nesse ínterim, estavam impedidos de adotar outra criança, pois acabaram sendo enquadrados nas restrições do programa, por “maus tratos”.
O juiz Andrew Goodman, da Suprema Corte de Ontario, emitiu agora o veredito, avaliando que as crianças foram “extremamente prejudicadas” por terem sido retiradas da guarda do casal. Também mostrou na sentença que não existe nenhum tipo de comprovação de “maus tratos”.
Durante as investigações veio à tona a real motivação da assistente social Tracey Lindsay para sua denúncia. Ela foi ouvida no tribunal. Homossexual, justificou o pedido de retirada de guarda das meninas por acreditar que os Baars, por serem cristãos praticantes, fossem ensinar às meninas o “preconceito contra casais gays”. Eles teriam se referido a isso como “pecado” em uma das entrevistas.
“Parece provável que a discussão de Lindsay sobre casais gays com os Baars foi alimentada por uma crença estereotipada dela sobre a postura dos cristãos sobre o casamento de pessoas mesmo sexo”, assegura Goodman.
Mesmo assim, as crianças não serão devolvidas à guarda do casal. Não foi divulgado se elas encontraram outra família nesse período.
Após o encerramento do caso, Dominic Verticchio, diretor executivo da CAS pediu desculpas aos Baars pelo que aconteceu. “Reconhecemos que o erro foi nosso”, disse. “Vamos nos esforçar para garantir que isso não aconteça novamente. Peço desculpas pelo que os pais adotivos passaram. Não posso mudar o passado, mas posso mudar o futuro”, justificou.
Com a decisão do juiz favorável a eles, a família Baars pode voltar a adotar. Eles voltaram para a fila de adoção e esperam que a decisão judicial ajude a impedir futuros casos de perseguição de militantes LGBT a pessoas religiosas por conta de suas convicções. Com informações de National Post
Por Jarbas Aragão / via gospelprime.com.br

Igreja presbiteriana da Escócia se rende à “teologia de gênero”

"Alguns homens têm vaginas e algumas mulheres têm pênis", ensina a cartilha distribuída nas igrejas"



Na Igreja Nacional da Suécia (luterana), Deus já é tratado por pronomes neutros. A Igreja da Inglaterra (Anglicana) debate o mesmo, podendo adotar essa linguagem. Agora, a Igreja Nacional da Escócia (presbiteriana) também se rendeu definitivamente ao que já é chamado de “teologia de gênero”.
A nova cartilha, distribuída em todas as congregações esta semana, pede maior sensibilidade em relação às pessoas transgêneros. O livreto de 30 páginas recomenda que os pastores “considerem o uso de linguagem neutra” para se referir a Deus, dentro de uma série de medidas que visam tornar a igreja “mais inclusiva”.
O conteúdo, com foco no “cuidado pastoral”, traz testemunho de vários “trans” que se sentiram acolhidos pela Igreja da Escócia e lamenta o “preconceito” das demais denominações. Também faz a defesa de uma atualização ao “século 21” das Escrituras, chamada de “patriarcais” e que estão distantes dos “anseios” da comunidade LGBT.
“Eu tenho dificuldades com a Oração do Pai Nosso porque Deus não tem gênero para mim: não é só pai”, relata na cartilha uma mulher que agora se identifica como Andrew. “As Escrituras são muito patriarcais; precisamos atualizá-las para nosso século”.
Um dos textos mais explícitos do material distribuído oficialmente pela Igreja é assinado por Jo Clifford, que reclama ter sido chamado de “abominação” e “afronta à decência” por “cristãos conservadores”. Ele afirma em um dos relatos do livreto que “alguns homens têm vaginas e algumas mulheres têm pênis”, numa subscrição ao conhecido discurso dos movimentos LGBT.
“Eu acredito que Deus criou a todos nós, isso significa que ele me criou para ser assim”, escreve Kaden, que nasceu mulher, mas identifica-se como homem.
O pastor Norman Smith, Coordenador da Missão e Conselho de Discipulado da Igreja da Escócia, acredita que o guia “visa facilitar a pastoral em nível local, dando às pessoas um espaço para falar sobre sua fé e compartilhar o impacto da Igreja em suas vidas “.
“Não se destina a fazer qualquer tipo de declaração sobre o relacionamento da Igreja com a comunidade transgênero, nem fornece uma explicação teológica ou compreensão de problemas transgêneros”, acrescentou.
Na cartilha há o relato de uma estudante de teologia chamada Iona, que diz não ser “nem homem nem mulher”. Ela reclama que “a cultura cristã nos ensina que ser trans é errado”. Por isso, resolveu se aprofundar na chamada “Teologia Queer”, e passou a ter “um novo entendimento da Bíblia”.
A versão eletrônica da cartilha Diverse Gender Identities and Pastoral Care [O cuidado Pastoral da Diversidade de Gêneros e Identidades] pode ser baixada aquiCom informações de Breitbart
Por Jarbas Aragão / via gospelprime.com.br

Magno Malta pode ser vice na chapa de Bolsonaro

Cresce o número de líderes evangélicos que declaram apoio ao pré-candidato carioca
Quem acompanhou o lançamento da pré-candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República, na quarta (7), percebeu que quando o senador Magno Malta (PR/ES) começou a falar, a maior parte do auditório lotado gritava: “Vice!, Vice!, Vice!”
Ele garantiu que não havia sido convidado, mas que isso não mudava seu apoio incondicional ao parlamentar carioca. Mesmo assim, cresce a expectativa de que ele seja anunciado como parte da chapa nas próximas semanas.
Além de Malta, estavam no auditório garantindo seu apoio os deputados federais Delegado Francischini (PSL/PR), João Campos (PRB/GO), Victório Galli (PSC/MT),Onyx Lorenzoni (DEM/RS), todos membros da bancada evangélica, como Malta. Também havia alguns deputados estaduais evangélicos. Uma das palavras mais ouvidas durante os discursos foi “Deus”.
Independentemente das polêmicas que se envolveu no passado, e do fato de não ser declaradamente evangélico, Bolsonaro parece estar repetindo o “fenômeno Trump” por aqui. Nos EUA, o bilionário que está no terceiro casamento, teve apoio maciço dos evangélicos por sua postura conservadora. Cercado de pastores, ele contrariou as expectativas e se elegeu apesar das tentativas constantes da mídia em “desconstruir” sua imagem.
Tanto Malta quanto Bolsonaro têm história na defesa da família e dos valores conservadores no Congresso. Até Silas Malafaia, que não é político, mas possui influência sobre vários, que no passado teve diferenças com Jair, agora ensaia uma aproximação. Foi o pastor da Vitória em Cristo que fez o casamento de Bolsonaro com Michelle, que é membro da sua igreja.
Uma foto tirada na terça (6), publicada nas redes sociais, mostra Malta, Jair, seu filho Flavio e Malafaia reunindo-se na casa do pastor, no Rio.
Silas Malafaia, Jair Bolsonaro, Magno Malta e Flávio Bolsonaro
Silas Malafaia, Jair Bolsonaro, Magno Malta e Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução/Instagram
Dois dias depois, Malta deu entrevista à Folha de São Paulo, onde comentou a possibilidade de ser vice-presidente. “Quem fala isso são as redes sociais. Sou candidato à reeleição. Agora, minha vida está na mão de Deus. Do meu futuro não sei. A única coisa que sei é que o presidente será Bolsonaro, eu de vice ou não.”
O otimismo do senador tem razão de ser, afinal Bolsonaro em algumas pesquisas já aparece em primeiro lugar.
Aos que criticam sua postura de não se dobrar às pautas progressistas, o senador garante: “O povo se enojou do politicamente correto. A gente acredita num Brasil que volte a cantar o Hino Nacional, que não glamuriza vagabundo.”
Em sua fala, Malta deixa claro que vê a ação divina em todo o processo desencadeado pela Lava Jato: “Deus levantou a tampa do esgoto e nós passamos a ver os ratos, conhecemos os ratos e sabemos seus apelidos. Passaram 15 anos atacando família. Por menos que isso, Deus destruiu Sodoma e Gomorra”.
Rotulados de “extrema direita” pela maioria dos jornais do país, que fazem o mesmo contra qualquer um que se oponha à agenda globalista de destruição dos valores cristãos, tanto Malta quando Bolsonaro defendem causas como o direito do cidadão portar armas para se defender, a redução da maioridade penal e a luta contra a ideologia de gênero e a legalização das drogas.
“Não é direita, é endireita, de endireitar o Brasil. Agora, se me chamam assim porque eu quero emparedar vagabundo, muito obrigado por isso”, minimiza o senador do PR.

Congresso mais conservador

A aproximação de Bolsonaro com os evangélicos pode render-lhe um grande apoio no Congresso caso seja eleito. Malta faz parte de um grupo que procura aumentar a presença de senadores cristãos (incluindo aqui os católicos conservadores). Sua articulação junto ao segmento pode ser fundamental para a “governabilidade” de Bolsonaro, um dos motivos mais comuns para quem desdenha de sua chance de sucesso, caso vença as eleições.
Com quase cerca de terço da população declarando-se evangélica, atualmente são apenas 3 entre os 81 membros do Senado. Entre os nomes que surgem com mais força na corrente “pró-Bolsonaro” para 2018 estão os evangélicos Delegado Francischini (PR), João Campos (GO), Flavio Bolsonaro (RJ), e os cantores gospel André Valadão (MG) e Irmão Lázaro (BA).
Já na Câmara, a expectativa é elevar o número de 79 para 150 deputados evangélicos. Embora nem todos declarem seu voto em Bolsonaro, fica evidenciado que o congresso a partir de 2019 pode ser o “mais conservador” de todos os tempos.
Ouça as palavras de Malta no anúncio de Bolsonaro no PSL:
Por Jarbas Aragão / via gospelprime.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2018

Bolsonaro lança campanha com oração e cita Israel como exemplo para o Brasil

Seu novo partido, o PSL, agora se define como "o único de direita"

A filiação do deputado Jair Bolsonaro ao PSL no anexo 2 da Câmara dos Deputado na noite deste quarta (7) foi muito concorrida. Na prática, acabou sendo o lançamento de sua plataforma na corrida pela presidência da República.
Mais de 200 pessoas lotaram o espaço, com uma longa fila aguardando do lado de fora. Ao seu lado, diversos parlamentares que estão migrando para a nova sigla com ele. Todos fizeram discursos no mesmo tom, falando em resgatar o Brasil, combater a corrupção e lutar pelos valores da família. O PSL foi apresentado como “o único partido de direita” do país.
O senador Magno Malta (PR/ES) foi um do mais contundentes em sua fala, apontando para Bolsonaro como a única esperança política para o país no momento.
Assim que fez uso do microfone, Bolsonaro pediu a todos que fizessem silêncio pois seria feita uma oração. Convidado a realizar o momento devocional, o senador Malta citou texto registrado no livro de Juízes 9.7-15, conhecida como “a parábola de Jotão”. Destacou que o Brasil viveu seu momento de ser governado pelo espinheiro de onde saía fogo (13 anos de PT), mas que era a hora de uma nova história.
Em seguida fez uma oração intercessória pelo país, puxando na sequência um “Pai nosso”, sendo acompanhado por todos os presentes.
Magno Malta fazendo seu discurso.
Ato contínuo, foi cantado o hino nacional antes que o pré-candidato fizesse seu discurso. Ele abriu usando Israel como um modelo a ser seguido. A única democracia no Oriente Médio, cercado de ditaduras por todos os lados, conseguiu se desenvolver mesmo sendo majoritariamente desértico. Com uso de tecnologia e estímulo à educação, para Bolsonaro, Israel é uma das nações com quem o Brasil deveria se aproximar.
Citou sua visita ao Estado judeu, em 2016, contando um pouco do que viu por lá e sobre como um intercâmbio beneficiaria os dois países. Em seguida, apontou os Estados Unidos, sob a administração Trump, e o Japão, país que visitou recentemente, como outros bons modelos.
Ao mesmo tempo, contrastou com as opções de política externa feitas pelo Partido dos Trabalhadores, lembrando que Lula e Dilma apoiaram abertamente e até financiaram os regimes de Maduro na Venezuela e dos irmãos Castro em Cuba.
Muito aplaudido por todos os presentes, o pré-candidato pelo PSL falou sobre seu desejo que o país resgate os valores da família, combata a ideologia de gênero e todas as pautas que foram impostas pela esquerda. Em um momento de expressão patriótica, apanhou uma bandeira do Brasil que estava sobre a mesa e disse que a única maneira de ela ficar vermelha seria com o seu sangue.
O deputado citou várias de suas propostas, garantiu que já possui um plano de governo constituído e pediu que os brasileiros votassem em candidatos com bandeiras conservadoras para que o Brasil possa reverter muitas das leis que prejudicam quem possui “valores”.
Enfatizou que honestidade era a obrigação dos políticos e deixou claro que o brasileiro precisa escolher muito bem em quem irá voltar por que o Brasil precisa de um Congresso e um Senado com forte representação dos conservadores.
Finalizou com seu conhecido slogan: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.
Por Jarbas Aragão / via gospelprime.com.br

quarta-feira, 7 de março de 2018

Oscar premia filme que relativiza valores e exalta relação homossexual entre um adolescente e um adulto

A oposição aos valores cristãos e ao conservadorismo já não se dá mais de forma indireta por parte da grande mídia, militâncias progressistas e artistas diversos. Na cerimônia do Oscar, no último domingo, o apresentador Jimmy Kimmel usou o fato do filme Me Chame Pelo Seu Nome– que mostra uma relação homossexual entre um adolescente e um adulto – ser um dos indicados, para provocar o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que é cristão.
O filme, mais tarde na cerimônia, seria premiado como “Melhor Roteiro Adaptado”, demonstrando mais uma vez a ênfase da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em promover projetos que exaltem a visão de mundo progressista.
Antes do prêmio ser anunciado para o filme, no entanto, Kimmel satirizou a postura conservadora do vice-presidente, que por vezes falou sobre sua fé cristã em entrevistas e pronunciamentos, e organiza reuniões de oração e leitura da Bíblia na Casa Branca.
“Timothee [Chalamet, ator] é a estrela de uma pequena, mas poderosa história chamada Me Chame Pelo Seu Nome, que não ganhou muito dinheiro. Na verdade, dos nove indicados em ‘Melhor Fotografia’, apenas dois deles ganharam mais de US$ 100 milhões. Mas esse não é o ponto. Nós não fazemos filmes assim por dinheiro, nós os fazemos para chatear Mike Pence”, zombou o apresentador, arrancando gargalhadas do público.
No filme, Timothee vive um adolescente de 17 anos que se envolve em um relacionamento homossexual com um professor universitário amigo de seu pai. O sucesso de crítica do filme – com indicação a três categorias no Oscar – encorajou o diretor e os produtores a levarem adiante a ideia de uma continuação, segundo informações do USA Today, mesmo que o longa tenha tido uma baixa aceitação do público, como destacado pelo próprio Jimmy Kimmel.
O contexto do comentário de Kimmel sobre a provocação aos cristãos é mais profundo, pois o filme glamoriza a relação entre um adulto e um menor de idade justamente em um momento em que os mais ousados militantes da liberdade sexual começam a pôr em prática um discurso de aceitação da pedofilia.
Fonte: gospelmais.com.br