quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PELÉ: Dois netos de Pelé conseguem, na Justiça, obrigá-lo a pagar pensão a eles


Dois netos de Pelé conseguiram, através da Justiça, obrigar o ex-jogador a pagar pensão de sete salários mínimos para cada um, cerca de R$ 4700. Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de S. Paulo”, eles são filhos de Sandra Arantes do Nascimento Felinto, que chegou a travar uma batalha judicial para ser reconhecida como filha de Pelé.
 
Ela morreu em 2006 e o pai dos meninos afirma que não tem condições de prover o sustento das crianças sozinho. Segundo os advogados, antes da ajuda, os netos de Pelé não conseguiam comprar 'uma roupa melhor', morar em casa 'confortável', ter alimentação 'adequada' nem viajar, ir a um clube e ter médicos e dentistas razoáveis.
 
Os desembargadores consideraram que os meninos 'passam privações não suportadas pelos outros netos' de Pelé. Um dos magistrados, o único que foi contra a decisão, considerou que o dinheiro pedido pelos netos de Pelé não se destinará à subsistência, mas, sim, à melhoria de suas 'condições sociais'. Ele ainda frisou a insistência dos meninos em obter ajuda para 'conhecer a Disney'. A assessoria do ex-jogador afirma que ele não pretende se manifestar sobre o caso.
 
 
 
Fonte: msn.com.br

CGADB: Justiça anula AGE de São Paulo e reintegra Ivan Bastos como tesoureiro da CGADB

jonatas camara e ivan bastos

Em decisão de mérito tomada ontem, dia 9 de dezembro, pelo juiz José Renier da Silva Guimarães, da 5ª Vara Cível de Manaus, AM, o pastor Ivan Bastos foi reintegrado ao quadro de associados da CGADB e à função de 1° Tesoureiro para a qual foi eleito na AGO realizada no mês de abril em Brasília. A decisão se estende, também, ao pastor Jônatas Câmara. Embora ele não tenha sido julgado pela Mesa Diretora da CGADB à época, em virtude de sua ausência por motivo de tratamento de saúde, o seu nome constava na lide judicial.
 
Em sua sentença, o juiz declarou a nulidade de todo o processo disciplinar n° 36, todos os seus apensos e todos os atos dele derivados. Entre outras implicações, a AGE realizada em São Paulo para desligar o pastor Ivan Bastos e eleger outro tesoureiro em seu lugar perde todos os efeitos, com a sua imediata reintegração tão logo a Mesa Diretora da CGADB seja notificada. Caberia até perguntar se a CGADB devolverá as inscrições dos participantes, mantida a sentença, após o trânsito em julgado.
 
Para prolatar a decisão, José Renier alegou que os proponentes da ação, pastores Sebastião Rodrigues de Souza (que, por sinal, não estava inscrito para participar da AGE em Maceió) e Juvanir de Oliveira, deixaram de descrever “em que teria consistido as alegadas ofensas bradadas pelos autores contra o presidente da entidade e tampouco explicitou a forma como eles teriam comandado a alegada desordem”.
 
Quanto ao parecer do Conselho de Ética e Disciplina da CGADB pelo desligamento, baseado em um CD/DVD, entre outras supostas provas, o juiz diz que a afirmativa está “vazada em termos vagos e genéricos”, acrescentando: “Seria de rigor que houvesse não somente a descrição do conteúdo do CD/DVD, mas também das condutas individualizadas dos autores, com a menção clara e objetiva dos tipos de ofensas proferidas contra o presidente da CGADB”, fatos que os autores negam por alegar que estavam apenas cumprindo o seu direito estatutário de exigir que as emendas ao Estatuto tivessem o voto de 2/3 dos presentes, o que não vinha sendo considerado pela presidência.
 
José Renier aduziu, ainda que, mesmo se houvesse a quebra de decoro, como reportada na denúncia e contestada pelos autores, “quando muito, poderia ser aplicada a pena de suspensão, na forma do art. 130, II e III, do Regimento Interno, figuras típicas nas quais as condutas dos demandantes, em tese, se enquadrariam, e não nas previsões dos artigos 8º, I, 9º, IX, do Estatuto da CGADB e artigos 127 e 130 e 131, V, do Regimento Interno da mesma entidade”.
 
Como se trata de sentença prolatada em Primeira Instância, não cabe mais nenhum agravo, senão a apelação ao Segundo Grau, após a Mesa Diretora da CGADB ser notificada. Mas como afirmei na matéria sobre a reintegração do pastor Samuel Câmara, “é hora de convocar o Conselho Consultivo e buscar uma solução negociada que pacifique as Assembleias de Deus no Brasil”. Por falar nisso, a carta precatória que comunica à Mesa Diretora a decisão judicial de reintegrar o pastor da igreja-mãe aos quadros da CGADB já está em mãos da Justiça do Rio de Janeiro.
 
 
Fonte: Blog do Pr. Geremias do Couto

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Nelson Mandela, sul-africanos cantam e oram; Mais de 90 líderes mundiais comparecem ao funeral

 
Em adeus a Nelson Mandela, sul-africanos cantam e oram; Mais de 90 líderes mundiais comparecem ao funeral
O funeral do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela foi realizado no estádio Soccer City, em Johanesburgo, maior cidade do país, e contou com a presença de mais de 90 líderes mundiais.
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A cerimônia de despedida do líder popular que lutou contra o apartheid contou com orações, músicas e um sermão pregado pelo líder da Igreja Metodista no país, denominação onde Mandela se converteu e foi ensinado.
 
A presidente Dilma Rousseff esteve no evento, acompanhada dos ex-presidentes Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva. Em seu discurso, Dilma classificou o líder sul-africano de “a personalidade maior do século XX”, e afirmou que “Mandela inspirou a luta no Brasil” contra a desigualdade social.
 
“Trago aqui o sentimento de profundo pesar do governo e do povo brasileiro e, tenho certeza, [também] de toda a América do Sul pela morte desse grande líder Nelson Mandela. O apartheid que Mandela e o povo derrotaram foi a forma mais elaborada e cruel de desigualdade social e política que se tem notícia nos tempos modernos. [Mandela] Inspirou a luta no Brasil e na América do Sul. ‘Madiba’, como carinhosamente vocês o chamam, constituiu exemplo de referência para todos nós, pela histórica paciência com que suportou o cárcere e o sofrimento”, disse a presidente.
 
Estiveram presentes ainda, entre inúmeras personalidades, o músico e ativista social Bono Vox, líder da banda irlandesa U2, além do presidente norte-americano Barack Obama.
 
Em seu discurso, Obama enalteceu as conquistas pelas quais Mandela lutou durante toda sua vida e trajetória política, e comparou o ex-presidente a personalidades como Ghandi, Martin Luther King, Abraham Lincoln e os pais fundadores dos Estados Unidos da América.
 
“Mandela foi o último grande libertador do século XX”, disse Obama. “Demorou um homem como Madiba libertar não apenas o preso, mas o carcereiro, bem como, para mostrar que você deve confiar nos outros para que eles possam confiar em você, para ensinar que a reconciliação não é uma questão de ignorar um passado cruel, mas um meios de confrontá-la com a inclusão, generosidade e a verdade. Ele mudou a lei, mas ele também mudou corações”, acrescentou Obama, de acordo com informações do portal NPR.
 
Os ex-presidentes norte-americanos George H. W. Bush (pai de George W. Bush), Bill Clinton, Jimmy Carter e a ex-secretária de Estado Hilary Clinton acompanharam Barack Obama na cerimônia fúnebre.
 
O bispo metodista Ivan Abrahams citou a história bíblica de Elias para ilustrar os feitos de Mandela, e disse que o ex-presidente deixa um legado imortal na história da humanidade: “Pessoas como Madiba não morrem, mas eles continuam a viver no coração das pessoas”.
 
O arcebispo católico Desmond Tutu exortou os sul-africanos para mostrar o mesmo tipo de disciplina que Mandela mostrou durante sua vida: “Nós prometemos a Deus que vamos seguir o exemplo de Nelson Mandela”, disse Tutu em seu discurso.
Sul-africanos repetem gesto de Mandela ao deixar a prisão após 27 anos
Sul-africanos repetem gesto de Mandela ao deixar a prisão após 27 anos
Povo canta em homenagem ao líder morto
Povo canta em homenagem ao líder morto
Igualdade: brancos e negros sentados lado a lado durante cerimônia de despedida de Nelson Mandela
Igualdade: brancos e negros sentados lado a lado durante cerimônia de despedida de Nelson Mandela
Multidão promove abraço coletivo em cerimônia de tributo a Nelson Mandela
Multidão promove abraço coletivo em cerimônia de tributo a Nelson Mandela
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Torcedor do Vasco preso por agredir rapaz com barra de ferro era saxofonista em igreja evangélica

 
Torcedor do Vasco preso por agredir rapaz com barra de ferro era saxofonista em igreja evangélica
A partida entre Atlético Paranaense e Vasco da Gama pela última rodada do Campeonato Brasileiro no último fim de semana ficou marcada pelas cenas de violência entre membros das torcidas dos dois times. Entre as imagens mais chocantes do confronto entre as torcidas está a de um membro da torcida organizada vascaína Força Jovem que foi flagrado usando uma barra de ferro para agredir um rapaz que já estava caído e desacordado.
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Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o homem flagrado agredindo outro torcedor com uma barra de ferro é Leone Mendes da Silva, de 23 anos. Familiares e conhecidos do jovem afirmaram que as cenas de violência protagonizadas por Leone não combinam com usa personalidade. Pessoas próximas a ele o descrevem com um descontraído e pacato barbeiro do bairro, e ex-saxofonista da banda da igreja evangélica local; ao comentar sobre o caso, sua mãe diz que espera que essa situação “sirva para ele voltar para os pés do Senhor”.
 
De acordo com o jornal Extra, pessoas próximas a Leone e sua família se mostraram surpresas com a violência protagonizada por ele e contam que o barbeiro, que é solteiro e filho único, é quem sustenta a casa onde mora com sua mãe, construída no mesmo terreno utilizado por outros parentes.
 
- Eu estou realmente surpresa. Ele foi aluno do meu marido, frequentou a minha casa e sempre foi uma ótima pessoa. Não sei o que aconteceu – disse uma vizinha.
 
Apesar dos relatos dos vizinhos, essa não foi a primeira vez que o jovem se envolveu em brigas entre torcidas. Em 2011 ele foi obrigado pela Justiça a permanecer oito meses longe dos estádios, acusado e “incitar a violência” contra torcedores do Fluminense.
 
A defesa de Leone tentará sua liberdade alegando legítima defesa. Segundo um primo do jovem, a defesa afirmará que Leone entrou na briga para se defender de agressões e, como os vascaínos eram minoria, “utilizaram o que tinham em mãos”.
 
Cleuza Mendes da Silva, de 48 anos, mãe de Leone, se diz surpresa com a atitude do filho, e comentou sobre o fanatismo dele pelo clube carioca.
 
- Ele sempre torceu pelo Vasco, mas esse fanatismo aumentou com o tempo. Eu sempre falando: “Meu filho, larga isso de jogo, de torcida”. Mas nunca pensei que ele faria uma coisa dessas. Eu preciso que ele me explique o que aconteceu lá. Ele é um rapaz bom – afirmou Cleuza, que disse também que ora para que o filho volte para a igreja.
 
- Eu quero que saibam que tenho ciência que o que ele fez foi errado. Não estou passando a mão na cabeça dele, mas ele tem 23 anos, emprego, carro e um salão. É trabalhador. (…) Eu oro que isso sirva para ele voltar para os pés do Senhor e para mim. Também peço que o jovem ferido fique bem, para dar paz à mãe dele, que está sofrendo tanto quanto eu. – completou.
 
 
Por Dan Martins, para o Gospel+

Junto & Misturado, da Globo, faz piadas com a crucificação de Jesus e a igreja Bola de Neve e causa polêmica

 
Junto & Misturado, da Globo, faz piadas com a crucificação de Jesus e a igreja Bola de Neve e causa polêmica
O humorístico Junto & Misturado, da TV Globo, usou um bloco da edição do último domingo, 08 de dezembro, para fazer piadas sobre a religião, e entre as tradições citadas, estava a evangélica.
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O tema era a fé em geral, e a discussão começa quando uma das personagens do quadro revela que encomendou um despacho, termo usado para descrever rituais de religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé.
 
Entre as sacadas de humor, Jesus aparece como alvo da piada dos humoristas Bruno Mazzeo, Luís Miranda, Gabriela Duarte, Heloísa Perissé – que é evangélica -, entre outros.
 
As piadas variavam conforme as esquetes, mas elementos cristãos foram citados sempre tendo um símbolo da fé como motivação para a zombaria, como uma suposta reunião de Jesus com assessores discutindo o marketing da crucificação, ou a imagem da “virgem” na infiltração de um apartamento.
 
A Bola de Neve Church foi citada indiretamente com uma menção sobre o culto do surf e imagens e frases que remetiam à denominação liderada pelo apóstolo Rina.
 
Os vídeos da esquete com a Bola de Neve e a discussão de marketing entre Jesus e seus assessores foram retirados do site do programa no portal da Globo.com, mas a íntegra da edição de domingo ainda permanece na página, disponível apenas para assinantes.
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Magic Johnson, ex-astro da NBA, diz que é cristão, mas tolera filho gay e seu estilo de vida

Magic Johnson, ex-astro da NBA, diz que é cristão, mas tolera filho gay e seu estilo de vida
Earvin Magic Johnson, ex-astro da liga NBA, relatou que ele é cristão, mas ainda assim procura abrir mão da doutrina da igreja para poder aceitar o fato de que seu filho, Earvin Johnson III, tenha escolhido ser homossexual e que tenha um outro estilo de vida.
 
Magic Johnson, aclamado pelos fãs de basquete por seus títulos no Los Angeles Lakers, teve uma conversa com o apresentador Anderson Cooper, com a intenção de abrir seu coração sobre a maneira que concilia sua vida na igreja ao mesmo tempo que possui um filho que passa por experiências não aceitas pela igreja.
 
Por meio de uma análise mais aprofundada, o ex-jogador destaca que é muito fácil estabelecer julgamentos ou discordar da maneira que pensa. No entanto, Johnson estabelece que é muito duro atacar e ter uma visão radical "quando uma situação destas atinge sua própria família".
 
Para Magic Johnson, o fato de ter lutado tantos anos contra os preconceitos, diante de sua condição de portador do vírus HIV, também o levou a ter maior compreensão com a discriminação com o filho, sobretudo por ter trabalhado com homossexuais soropositivos.
 
O ex-jogador ainda expressa que o mais importante para ele seria que o filho se procupasse em levar uma conduta correta de caráter e de um ser humano bom, mas que o caminho ele só pôde intervir até o momento em que Earvin III era mais jovem, e que de agora em diante é com ele.
 
"Dê a ele as informações corretas. Ajude ele a crescer e ser um jovem bom. Mas daí em diante, são coisas que eu não posso falar a respeito, eu não tenho conhecimento, mas creio que eles podem se virar. Então é isso que eu quero", afirmou.
 
Earvin Johnson III assumiu sua homossexualidade desde o início de 2013. Por ser filho do ex-atleta, EJ III provocou grande repercussão, e muitos defensores da causa homossexual tem visto o rapaz como uma referência.
 
 
Fonte: The Christian Post

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Pastor Augustus Nicodemus comenta sobre escândalos em igrejas e afirma que “santidade não é viver jejuando e orando”

Pastor Augustus Nicodemus comenta sobre escândalos em igrejas e afirma que “santidade não é viver jejuando e orando”
O reverendo Augustus Nicodemus publicou recentemente em sua página no Facebook um texto no qual lamenta os recentes escândalos que ocorrido em igrejas evangélicas no qual afirmou que a santidade, a ética e a moralidade cristãs atualmente foram desconectados dos ambientes evangélicos, nos quais tem imperado discursos sobre milagre e prosperidade.
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Em seu artigo, Nicodemus destaca seis pontos dentro de uma análise do conceito bíblico da santidade. Em seu primeiro ponto, o pastor afirma que santidade não está relacionada a usos e costumes. Ele destaca que “ser santo não é guardar uma série de regras e normas”, e que o cumprimento de uma série de normas “tem aparência de piedade, mas não tem poder algum contra a carne”.
 
- Não é ser contra piercing, tatuagem, filmes da Disney. Não é só ouvir música evangélica, nunca ir à praia ou ao campo de futebol. Não é viver jejuando e orando, isolado dos outros, andar de paletó e gravata – enumera Nicodemus, ressaltando que tais regras “não mortificam a inveja, a cobiça, a ganância, os pensamentos impuros, a raiva, a incredulidade, o temor dos homens, a preguiça, a mentira”.
 
Usando como exemplo a igreja de Corinto “onde os dons espirituais, especialmente línguas, profecias, curas, visões e revelações, mais se manifestaram durante o período apostólico”, Nicodemus fala sobre igrejas divididas por questões secundárias, que muitas vezes se prendem em questões carnais como se essas fossem dons espirituais.
 
Augustus Nicodemus explica que “a santidade implica principalmente na mortificação do pecado que habita em nós e em viver de acordo com a vontade de Deus revelada nas Escrituras”.
 
- A Bíblia não faz conexão direta entre santidade e manifestações carismáticas e defesa da ortodoxia. Ao contrário, a Bíblia nos adverte constantemente contra a ortodoxia dos fariseus, contra os falsos profetas, Satanás e seus emissários, cujo sinal característico é a operação de sinais e prodígios – afirma.
 
Ao explicar sua interpretação bíblica sobre a santidade, ele afirma que ela é progressiva e “não se obtém instantaneamente, por meio de alguma intervenção sobrenatural”. Nicodemus ressalta que “a santificação é um processo irresistível na vida do verdadeiro salvo” e que “Deus escolheu um povo para que fosse santo”.
 
- Ninguém que vive na prática do pecado, da corrupção, da imoralidade, da impiedade, – e gosta disso – pode dizer que é salvo, filho de Deus, por mais próspero que seja financeiramente, por mais milagres que tenha realizado e por mais experiências sobrenaturais que tenha tido – finalizou.
 
 
Por Dan Martins, para o Gospel+

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morre Nelson Mandela, conheça o testemunho cristão do líder africano

De família metodista, saiu da prisão para ser presidente

A morte de Nelson Rolihlahla Mandela nesta quinta-feira (5), mostrou sua importância como uma das figuras mais reverenciadas do mundo. Ele foi preso político na África do Sul durante 27 anos. Ao sair, consagrou-se como uma dos maiores opositores do apartheid. Tornou-se presidente e governou sua nação entre 1994 e 1999.
Em 1993, recebeu o prêmio Nobel da Paz. Depois que deixou a presidência, passou a se dedicar a campanhas contra a Aids na África do Sul, visando diminuir os casos da doença que ainda é um grande problema no continente africano. Depois de se aposentar da vida pública em 2004, raramente era visto em público. A última aparição foi em 2010, na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo.
Ao partir deste mundo aos 95 anos deixa um legado histórico. Mas poucos lembram da fé do primeiro presidente negro da África do Sul.
Em sua autobiografia, Long Walk to Freedom [Um Longo Caminho para a Liberdade], Mandela conta sua conversão ao cristianismo. Ele vem de uma família evangélica metodista: “A Igreja estava tão preocupada com este mundo quanto com o céu. Eu vi que praticamente todas as realizações dos africanos pareciam ter surgido através do trabalho missionário da Igreja”.
Em Long Walk, que deverá chegar aos cinemas em 2014, Mandela lembra como se tornou membro da Associação de Estudantes Cristãos e dava aulas aos domingos em escolas bíblicas nas aldeias vizinhas. Tendo estudado em escolas evangélicas até o ensino médio, sempre defendeu o poder transformador da educação.
Também conta como, algumas semanas antes de ser eleito presidente, pregou num culto de Páscoa de uma igreja cristã. Após ler as bem-aventuranças, começou a louvar a Deus por que “nosso Messias ressuscitado não escolheu uma raça, não escolheu um país, não escolheu uma língua, não escolheu uma tribo, mas escolheu salvar toda a humanidade! ”
Makaziwe Mandela, sua filha, contou que com a saúde cada vez pior, “O que fazemos a cada dia é pedir graça ao bom Deus… Ele está em paz consigo mesmo, já deu tanto para o mundo. Acredito que ele está pronto para partir em paz”.
Embora nem sempre destacado pela imprensa, Madela, assim como Martin Luther King Jr., pautou sua luta pelos ensinamentos de Cristo. Não advogava a violência e sempre falava sobre seu compromisso com Cristo. Uma das ideias que mais difundiu nos anos que governou foi “perdão”, evitando que se iniciasse um processo de descriminação reverso na África do Sul. No famoso sermão da Páscoa de 1993, Mandela proclamou: “Cada Páscoa marca o renascimento da nossa fé. Marca a vitória do nosso Salvador ressuscitado sobre o suplício da cruz e da sepultura”. 
 
 
Fonte: Gospel Prime
 

NELSON MANDELA: Morre Nelson Mandela, ícone da luta pela igualdade racial

 

Presidente da África do Sul entre 1994 e 1999, ele tinha 95 anos.
Líder foi hospitalizado em dezembro para fazer exames de rotina.

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, nesta quinta-feira (5), anunciou o atual presidente, Jacob Zuma. Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa. Morreu às 20h50, no horário local de Pretória.
"Ele partiu, ele se foi pacificamente na companhia de sua família”, afirmou o presidente. “Ele descansou, ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.” O funeral de Mandela deve durar dez ou 12 dias. O corpo será enterrado, de acordo com seus desejos, na aldeia de Qunu, onde ele cresceu. Os restos mortais de três de seus filhos foram sepultados no mesmo lugar em julho, após ordem judicial.
Retrato de Nelson Mandela feito em 2009 (Foto: AP)Retrato de Nelson Mandela feito em 2009 (Foto: AP)
Conhecido como “Madiba” na África do Sul, ele foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 a 1993.
Foram quatro internações desde dezembro. Em abril, as últimas imagens divulgadas do ex-presidente mostraram bastante fragilidade – ele foi visto sentado em uma cadeira, com um cobertor sobre as pernas. Seu rosto não expressava emoção. Em março de 2012, o ex-presidente sul-africano havia sido hospitalizado por 24 horas, e o governo informou, na ocasião, que Mandela tinha sido internado para uma bateria de exames rotineira.
Em dezembro, porém, ele permaneceu 18 dias hospitalizado, em decorrência de uma infecção pulmonar. No fim de março de 2013, ele passou 10 dias internado, também por uma infecção pulmonar, provavelmente vinculada às sequelas de uma tuberculose que contraiu durante sua detenção na prisão de Robben Island (ilha de Robben), onde ficou 18 anos preso, de 1964 a 1982.
Histórico
Ficou preso durante 27 anos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Foi eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais sul-africanas. Mandela é alvo de um grande culto no país, onde sua imagem e citações são onipresentes. Várias avenidas têm seu nome, suas antigas moradias viraram museu e seu rosto aparece em todos os tipos de recordações para turistas.
Em 1952, já presidente da Liga Jovem do Congresso Nacional Africano, foi escolhido líder da campanha de oposição contra seis leis consideradas injustas. Acusado sob a Lei de Supressão do Comunismo, foi preso e condenado a trabalhos forçados. Ele negou ser comunista. Livros recentes do historiador britânico Stephen Ellis mostram documentos que indicam que Mandela fez parte do partido comunista. E o CNA tem uma aliança histórica com o Partido Comunista.
Havia algum tempo sua saúde frágil o impedia de fazer aparições públicas na África do Sul - a última foi durante a Copa do Mundo de 2010, realizada no país. Mas ele continuou a receber visitantes de grande visibilidade, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.
Mandela passou por uma cirurgia de próstata em 1985, quando ainda estava preso, e foi diagnosticado com tuberculose em 1988. Em 2001, foi diagnosticado com câncer de próstata e hospitalizado por problemas respiratórios, sendo liberado dois dias depois.
Biografia
Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 no clã Madiba no vilarejo de Mvezo, no antigo território de Transkei, sudeste da África do Sul. Seu pai, Henry Gadla Mphakanyiswa, era chefe do vilarejo e teve quatro mulheres e 13 filhos - Mandela nasceu da terceira mulher, Nosekeni. Seu nome original era Rolihlahla Mandela.
Após seu pai morrer em 1927, ele foi acolhido pelo rei da tribo, Jongintaba Dalindyebo. Ele cursou a escola primária no povoado de Qunu e recebeu o nome Nelson de uma professora, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às crianças. Conforme as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental. Na adolescência, praticou boxe e corrida.
Mandela ingressou na Universidade de Fort Hare para cursar artes, mas foi expulso por participar de protestos estudantis. Ele completou os estudos na Universidade da África do Sul. Após terminar os estudos, o rei Jongintaba anunciou que Mandela devia se casar, o que motivou o jovem a fugir e se mudar para Johanesburgo, em 1941.
Em Johanesburgo, ele trabalhou como segurança de uma mina e começou a se interessar por política. Na cidade, Mandela também conheceu o corretor de imóveis Walter Sisulu, que se tornou seu grande amigo pessoal e mentor no ativismo antiapartheid. Por indicação de Sisulu, Mandela começou a trabalhar como aprendiz em uma firma de advocacia e se inscreveu na faculdade de direito de Witwatersrand.
Mandela começou a frequentar informalmente as reuniões do Congresso Nacional Africano (CNA) em 1942. Em 1944, ele fundou a Liga Jovem do Congresso e se casou com a prima de Walter Sisulu, a enfermeira Evelyn Mase. Eles tiveram quatro filhos (dois meninos e duas meninas) – uma das garotas morreu ainda na infância.

Em 1948, ele se tornou secretário nacional do Congresso Nacional Africano (CNA) – no mesmo ano, o Partido Nacional ganhou as eleições do país e começou a implementar a política de apartheid (ou segregação racial). O estudante conheceu futuros colegas da política na faculdade, mas abandonou o curso em 1948, admitindo ter tido notas baixas - ele chegou a retomar a graduação na Universidade de Londres, mas só se formou em 1989 pela Universidade da África do Sul, quando estava preso.
Em 1951, Mandela se tornou presidente do CNA. Em 1952, ele abriu com o amigo Oliver Tambo o primeiro escritório de advocacia do país voltado para negros. No mesmo ano, Mandela foi escolhido como líder da campanha de oposição encabeçada pelo CNA e viajou pelo país, em protesto contra seis leis consideradas injustas. Como reação do governo, ele e 19 colegas foram presos e sentenciados a nove meses de trabalho forçado.
Em 1955, ele ajudou a articular o Congresso do Povo e citava a política pacifista de Gandhi como influência. A reunião uniu a oposição e consolidou as ideias antiapartheid em um documento chamado Carta da Liberdade. No fim do ano, Mandela foi preso juntamente com outros 155 ativistas em uma série de detenções pelo país. Todos foram absolvidos em 1961.
Em 1958, Mandela se divorciou da enfermeira Evelyn Mase e se casou novamente, com a assistente social Nomzamo Winnie Madikizela. Os dois tiveram dois filhos.
Em março de 1960, a polícia matou 69 manifestantes desarmados em um protesto contra o governo em Sharpeville. O Partido Nacional declarou estado de emergência no país e baniu o CNA. Em 1961, Mandela tornou-se líder da guerrilha Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), após ser absolvido no processo da prisão de 1955. Logo após a absolvição, ele e colegas passaram a trabalhar de maneira escondida planejando uma greve geral no país.
Ele deixou o país ilegalmente em 1962, usando o nome de David Motsamayi, para viajar pela África para receber treinamento militar. Mandela ainda visitou a Inglaterra, Marrocos e Etiópia, e foi preso ao voltar, em agosto do mesmo ano. De acordo com o jornal “Telegraph”, a organização perdeu o ideal de protestos não letais com o tempo e matou pelo menos 63 pessoas em bombardeios nos 20 anos seguintes.
Mandela foi acusado de deixar o país ilegalmente e incentivar greves, sendo condenado a cinco anos de prisão. A pena foi servida inicialmente na prisão de Pretória. Em março de 1963, ele foi transferido à Ilha de Robben, voltando a Pretória em junho. Um mês depois, diversos companheiros de partido foram presos.         
Em 1963, Mandela e outras nove pessoas foram julgados por sabotagem, no que ficou conhecido como Julgamento Rivonia. Sob o risco de ser condenado à pena de morte, Mandela fez um discurso à corte que foi imortalizado.
“Eu lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Este é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”, afirmou.
Em 1964, Mandela e outros sete colegas foram condenados por sabotagem e sentenciados à prisão perpétua. Um deles, Denis Goldberg, foi preso em Pretória por ser branco. Os outros foram levados para a Ilha de Robben.
27 anos de prisão
Mandela passou 18 anos detido na ilha de Robben, na costa da Cidade do Cabo, e nove na prisão Pollsmoor, no continente – a transferência ocorreu em 1982. Enquanto esteve preso, Mandela perdeu sua mãe, que morreu em 1968, e seu filho mais velho, morto em 1969. Ele não foi autorizado a participar dos funerais.
Durante o período em que ficou preso, sua reputação como líder negro cresceu e sedimentou a imagem de liderança do movimento antiapartheid. A partir de 1985, ele iniciou o diálogo sobre sua libertação com o Partido Nacional, que exigia que ele não voltasse à luta armada. Neste ano, ele passou por uma cirurgia na próstata e, ao voltar para a prisão, passou a ser mantido em uma cela sozinho.
Em 1988, Mandela passou por um tratamento contra tuberculose e foi transferido para uma casa na prisão Victor Verster. Em 2 de fevereiro de 1990, o presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk reinstituiu o Congresso Nacional Africano (CNA). No dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto e, em um evento transmitido mundialmente, disse que continuaria lutando pela igualdade racial no país.
Prêmio Nobel e presidência
Em 1991, Mandela foi eleito novamente presidente do CNA. Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz em 1993, por seus esforços para trazer a paz ao país.
Mandela encabeçou uma série de articulações políticas que culminaram nas primeiras eleições democráticas e multirraciais do país em 27 de abril de 1994.
O CNA ganhou com 62% dos votos, enquanto o Partido Nacional teve 20%. Com o resultado, Mandela tornou-se o primeiro líder negro do país e também o mais velho, com 75 anos. Ele tomou posse em 10 de maio de 1994. A gestão do presidente foi marcada por políticas antiapartheid, reformas sociais e de saúde.
Em 1996, Mandela se divorciou de Nomzamo Winnie Madikizela por divergências políticas que se tornaram públicas. Em 1998, no dia de seu 80º aniversário, ele se casou com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.
Em 1999, não se candidatou à reeleição e se aposentou da carreira política. Desde então, ele passou boa parte de seu tempo em sua casa no vilarejo de Qunu, onde passou a infância, na província pobre do Cabo Leste.
Causas sociais
Após o fim da carreira política, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos.
Participou de uma campanha de arrecadação de fundos para combater a Aids que tinha como símbolo o número 46664, que carregava quando esteve na prisão.
Em 2008, a comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows em Londres, que contou com a presença de artistas e celebridades engajadas na campanha. Uma estátua de Mandela foi erguida na Praça do Parlamento, na capital inglesa.
Em novembro de 2009, a ONU anunciou que o dia de seu aniversário seria celebrado em todo o mundo como o Dia Internacional de Mandela, uma iniciativa para estimular todos os cidadãos a dedicar 67 minutos a causas sociais - um minuto por ano que ele dedicou a lutar pela igualdade racial e ao fim do apartheid.
 
Fonte: g1.globo.com

Nelson Mandela: Sua história

Símbolo da luta contra o apartheid, Nelson Mandela tornou-se o próprio rosto da superação ao não seguir o caminho da retaliação e pavimentar a conciliação entre brancos e negros na África do Sul - mesmo depois de 27 anos de cárcere

por Pedro Procópio

Experimente digitar "Nelson Mandela" no campo de busca de uma loja virtual. O resultado serão livros com títulos repletos das palavras "luta", "revolução", "liderança", "lições", "longo caminho", "liberdade" e "coragem". Enfim, se há um rosto para sintetizar a "superação", ele pertence a esse sul-africano de 93 anos, presidente de seu país de 1994 a 1999 e símbolo da luta contra o apartheid, o odioso regime de segregação racial, oficialmente em vigência na África do Sul entre 1948 e 1994.

O jovem Mandela nasceu protegido no seio da corte da tribo Tembu, 30 anos antes da institucionalização do apartheid. Ainda em 1938, Mandela começou a estudar Direito na Universidade de Fort Hare, frequentada por alunos de famílias aristocráticas negras ou com boas notas nas escolas missionárias. Mas foi expulso após desentendimentos com o reitor. O rei dos Tembu, furioso, decidiu arranjar um casamento para ele e para um primo. Os dois ficaram inconformados e fugiram para Johanesburgo. Foi somente então que começou a se delinear o Mandela que conhecemos.

Na maior cidade do país, foi vigia noturno em uma mina de carvão e morou em barracos sem luz. Enquanto isso, retomou em 1942 os estudos na Universidade de Witwatersrand, onde teve de ouvir de um professor que negros não eram bons o suficiente para se tornar advogados. Não só Mandela exerceu a profissão como montou o primeiro escritório negro de advocacia do país, com seu amigo Oliver Tambo (1917-1993), que, durante o cárcere de Mandela, comandaria o Congresso Nacional Africano (CNA), partido fundado em 1912 para defender o direito de negros. Nos tribunais, ao ver que a balança da justiça pendia para os brancos, foi solidificando uma inevitável consciência política.

Em 1944, afiliou-se ao CNA. E, passados 4 anos, viu o apartheid ser instalado. A essa altura, já ascendia nos escalões do partido. A princípio, defendia a não-violência, na linha da desobediência civil de Gandhi. Mas em 1961, diante do incremento da repressão dos brancos e do banimento do CNA, fundou a Lança da Nação, braço guerrilheiro do partido. Foi decretado terrorista pelo governo. Entrou na prisão aos 44, em 1962, e saiu aos 71, em 1990.

A experiência em lugares como a Ilha Robben, o presídio que atualmente é atração turística na costa da Cidade do Cabo onde permaneceu entre 1964 e 1982, modelou o homem como o conhecemos hoje. Sintoma desse processo é a descrição do líder na juventude feita por Oliver Tambo. Ele via no companheiro um sujeito "entusiasmado, emotivo, sensível, facilmente melindrado ao rancor e à retaliação pelo insulto e pela condescendência". Mais contrário à figura pública sorridente, equilibrada e reconciliadora, impossível.
Domando o rancor
Os impulsos da juventude podem ter permanecido de alguma maneira, mas Nelson Mandela certamente soube contê-los e construir a personalidade ponderada a que o mundo se acostumou. Ele teve de aprender, no interior de sua cela na Ilha Robben, a controlar-se diante de guardas que o consideravam membro de uma raça inferior e partiam para o terrorismo psicológico, com ameaças de espancamento ou mesmo de morte. Teve muito tempo para refletir sobre política e questões existenciais. E desenvolveu seu talento de liderança entre os demais presos. Precisava, portanto, constantemente negociar com os agentes da penitenciária. Aprendeu africâner, a língua do inimigo derivada do holandês, e o rúgbi, esporte dos brancos. Isso fez muitos presos torcerem o nariz, mas angariou a simpatia dos carcereiros.

Em 1969, com 7 anos de experiência no xadrez, Nelson Mandela ficou sabendo da morte do filho mais velho, Thembi, num acidente de automóvel. No dia seguinte, mesmo devastado, já estava trabalhando na pedreira de calcário para demonstrar a todos que sua perda pessoal não o imobilizara inteiramente (por coincidência, em 2010, sua bisneta de 13 anos também morreu nessas circunstâncias, após voltar da festa de abertura da Copa do Mundo; dessa vez, Mandela faltou à primeira partida do torneio, mas apareceu na final). No cárcere, virou um sujeito metódico: fazia uma cópia de cada carta que mandava e registrava as anotações do envio e da chegada de suas correspondências.
Estabelecendo o diálogo
Enquanto esteve preso, o planeta foi tomando consciência de que a segregação racial sul-africana não poderia mais ser tolerada. Votos de condenação na ONU se tornaram recorrentes, bem como campanhas de boicotes a produtos da África do Sul. Em 1985, quando a cruzada antiapartheid interna e internacionalmente imantava as opiniões e havia chances reais de uma guerra civil, Nelson Mandela iniciou um diálogo secreto com o governo branco. Era um passo perigoso, pois contrariava seu partido e suas próprias convicções ao longo de décadas. Mandela enfrentou solitariamente os riscos de ficar para a história como o traidor do movimento e viu que era preciso fazer concessões para resolver o impasse.

Nos últimos respiros do apartheid, o Mandela que soube superar as adversidades da prisão torna-se o Mandela que faz seu próprio país passar por cima do ódio e do ressentimento estocados em décadas de segregação racial. Dentro de seu partido, o CNA, havia adeptos da retaliação contra os brancos opressores. Entre eles, destacava-se Chris Hani, chefe do braço armado do partido e 24 anos mais novo.

A ideia de uma guerra civil sobrevoava o país, e a direita branca já tinha entrado numa corrida armamentista para reagir a uma possível retaliação. Para os negros que desejavam vingança, o próprio Mandela parecia perigosamente conservador. Hani era o futuro, Mandela era o passado.

A profecia, contudo, não se concretizou - Hani foi assassinado em 1993 por um imigrante polonês. A linha que prevaleceu foi a da superação das diferenças. Em seu discurso na TV sobre a morte de Hani, Mandela fez questão de lembrar que foi uma mulher branca que anotou a placa do carro do assassino e possibilitou sua captura.

Entre as atitudes cicatrizantes do líder figuraram elogios a carcereiros, pedidos para enterrar o passado traumático da nação e até uma visita à viúva de Hendrik Verwoerd (1901-1966), o político que arquitetou o apartheid. Em 1993, Nelson Mandela e o último presidente do regime, Frederik Willem de Klerk, dividiriam o Nobel da Paz. "Estou aqui (...) não para lutar contra a África do Sul como um país ou contra qualquer um de seus povos, mas para opor-me a um sistema inumano", discursou.
O gesto simbólico

Em 1995, a África do Sul sediava a 3a edição da Copa do Mundo de Rúgbi. Nelson Mandela ocupava a presidência do país havia um ano. Seguindo os passos do discurso conciliador da TV, chamou brancos e negros para compor seu governo. E foi um esporte apreciado pelos brancos, o rúgbi, que serviu de elo com os antigos marginalizados, que preferiam o futebol ou torcer contra qualquer adversário do Springboks, a equipe nacional banida de competições internacionais na época do apartheid.

Mandela desencadeou uma campanha pelo time como último capítulo da conciliação. Fez amizade com o capitão François Pienaar e vestiu o uniforme do Springboks no estádio. A seleção, quase inteiramente branca (a exceção era Chester Williams), venceu a favorita Nova Zelândia e levou o título. Tudo isso foi contado pelo cinema, com as romanceadas de praxe, no filme Invictus (2009), com Morgan Freeman no papel do presidente.

Símbolo do sacrifício e da superação, mas, afinal, humano como todos nós, Nelson Mandela não é perfeito. "Nunca fui santo", declarou no livro Conversas que Tive Comigo (2010), coletânea de cartas, entrevistas e trechos de diários prefaciada pelo presidente americano Barack Obama. O jornalista americano Richard Stengel, que o ajudou a escrever a autobiografia Longo Caminho para a Liberdade (1995), confirma que ele gosta de ser paparicado, conta moedas na hora de dar gorjeta e não lembra o nome dos seguranças. Se levarmos em consideração que muitos dos santos tiveram biografias nada santas, os deslizes do mito ficam pequenos como a antiga cela da Ilha Robben.


"Quando você fala com alguém em uma língua que ele entende, a mensagem vai para a cabeça dele. Se falar em sua língua-mãe, ela vai para seu coração."
Sobre aprender africâner para negociar com brancos
Antes do mito
Seria tentador contar a trajetória do grande protótipo de santo ou herói do nosso tempo de uma maneira linear, começando com uma infância miserável, passando por uma série de provações aparentemente intransponíveis até chegar a um triunfo final. Nem tudo na vida do mito foi, porém, tão retilíneo assim. Para começar, esqueça a história de extrema pobreza infantil. Mandela, que nasceu 30 anos antes da institucionalização do apartheid, tem sangue azul. Filho de um conselheiro de corte da tribo Tembu morto de tuberculose, ele foi criado pelo rei Jongintaba Dalindyebo para suceder o pai na corte. É fato que a vida para os negros da África do Sul já era difícil antes de 1948. Mas havia na hierarquia social do país gente em piores condições do que o menino Mandela. Imerso no ambiente da corte, aliás, teve pouquíssimo contato cotidiano com descendentes de europeus na infância - consta que só apertou a mão de um homem branco pela primeira vez quando foi para o internato, em 1937. Insulado, sentiu menos na pele o preconceito que devastou a autoestima da sua geração.


"Se você quer fazer as pazes com seu inimigo, você precisa trabalhar com ele. Então ele se tornará seu parceiro."
Sobre a reconciliação com seus oponentes


Fonte: Revista Superinteressante

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Papa Francisco estaria saindo escondido à noite vestido como padre para evangelizar mendigos

 
Papa Francisco estaria saindo escondido à noite vestido como padre para evangelizar mendigos
O sentido de proximidade entre a Igreja e os necessitados que o papa Francisco tem tentado transmitir aos fiéis católicos pode ter ganho uma nova dimensão com a informação de que ele mesmo estaria indo às ruas de Roma à noite evangelizar mendigos.
 
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O arcebispo Konrad Krajewski, um dos mais próximos ao pontífice, deixou escapar recentemente que o papa Francisco estaria acompanhando-o à noite, vestido como um padre comum, em suas jornada de evangelismo aos sem-teto e mendigos da capital italiana.
 
“Quando eu digo a ele ‘eu vou sair para a cidade esta noite’, há o risco constante de que ele vai vir comigo”, afirmou o arcebispo Konrad durante uma entrevista.
 
Segundo o portal Huffington Post, uma fonte no Vaticano confidenciou que “os guardas suíços confirmaram que o papa se aventurou por Roma à noite, vestido como um sacerdote regular, para se encontrar com homens e mulheres sem-teto”.
 
Antes de ser eleito papa, o cardeal Jorge Mario Bergoglio era conhecido por sair à noite e distribuir a eucarista a sem-tetos, usando o transporte público e sentando com eles nas ruas para demonstrar amor e cuidado.
Em 2008, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio toma o Metrô de Buenos Aires para levar a eucaristia a moradores de rua
Em 2008, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio toma o Metrô de Buenos Aires para levar a eucaristia a moradores de rua
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Ricardo Oliveira: Jogador brasileiro abre igreja evangélica nos Emirados Árabes

Jogador brasileiro abre igreja evangélica nos Emirados Árabes

O craque brasileiro Ricardo Oliveira, 33 anos, que atualmente atua no time árabe Al-Jazira, montou uma Igreja em Abu-Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, onde vive com a família: esposa e filhos. “Ser pastor não é uma profissão, é um chamado de Deus. Você aceita e se dedica”, explicou o jogador à reportagem do UOL Esporte.
 
Ele ainda contou: “Eu me converti em meados de 1999. E em 2008, fui consagrado pastor pela Assembleia de Deus. Vim para cá, passaram-se alguns anos e eu via a necessidade de uma Igreja brasileira aqui. Comuniquei ao meu pastor no Brasil, ele me abençoou e eu comecei. Os cultos começaram no hotel, mas o grupo cresceu e conseguimos uma área para fazer os cultos”.
 
No Brasil, Ricardo jogou na Portuguesa, no Santos e no São Paulo. Em 2010, defendeu este último time nas partidas semifinais da Copa Libertadores da América. Já na Europa, o jogador passou por diversos times espanhóis, como Valencia, Bétis e Zaragoza. Entre 2006 e 2009, teve rápidas passagens pelo Milan, da Itália, onde fez parte do grupo campeão da UEFA Champions League 2006-07. Nessa época também foi quando ele vivenciou uma tragédia pessoal, com sua irmã Maria de Lourdes Silva de Oliveira tendo sido sequestrada aqui na América.
 
No Oriente, ele foi eleito o melhor jogador dos Emirados nas duas últimas temporadas e acumula mais de 100 gols pelo Al-Jazira. Oliveira disse que pretende aposentar no atual time: “Não faz parte do meu projeto familiar retornar ao Brasil agora e nem no término do meu contrato. O mundo árabe está crescendo. Ainda falta muito, mas cresce bastante. Os clubes trazem bons profissionais para cá, bons exemplos, jogadores experientes. Eles querem disputar uma Copa do Mundo. E eu, com a minha experiência, com o respeito que tenho aqui, posso contribuir muito com o clube. Eles têm esse projeto para mim, conversamos já, mas continuo com vontade de ganhar. Quando chegar o momento vamos saber o que fazer”. O jogador pretende encerrar a carreira por volta dos 40 anos.
 
O craque refletiu sobre a boa fase: “Eu estou muito bem estabilizado aqui. Desde 2010, eu tenho recebido muitas propostas para sair, muitas do Brasil, do Qatar, da Espanha, e rejeitei todas. Fui agradecido pela lembrança. ... Criei vínculo aqui, uma identidade com o clube, é meu quinto ano aqui e estou fazendo história. É um momento especial na minha carreira. Quando vim para cá, não vim pensando em ganhar dinheiro e ir embora. Usei meu talento para ajudar o time a crescer. Quebrei o recorde na Liga dos Campeões Asiática era de oito gols e o brasileiro fez 12 em sete jogos. Conquistei o carinho com muito trabalho”.
 
O cristão quer virar dirigente e se prepara, superando dificuldades como apreender outra língua – o inglês, por exemplo. “Já estou estudando ... Quero me tornar esse profissional. É um plano”, expressou ele ao Globo Esporte.
 
Pela Seleção Brasileira, Ricardo foi convocado algumas vezes durante o período em que Carlos Alberto Parreira era o treinador, participando da Copa América em 2004 e da Copa das Confederações em 2005.
 
 
com informações Christian Post
 
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cientista diz ter encontrado evidências da existência de Deus: “O que chamávamos de casualidade não faz mais sentido”

 
Cientista diz ter encontrado evidências da existência de Deus: “O que chamávamos de casualidade não faz mais sentido”
A fé na Criação sempre foi rebatida por cientistas e ateus, que enxergam na busca pelo conhecimento a resposta para questões vistas como sobrenaturais.
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Um dos cientistas mais conceituados na atualidade, o físico teórico Michio Kaku afirmou numa entrevista à revista Scientific American que passou a acreditar que uma força “rege” o Universo.
 
Kaku desenvolveu uma teoria a partir do uso de um “semi-raio primitivo de táquions”, que são partículas teóricas, desenvolvidas para permitir o estudo mais aprofundado da física, e capazes de fazer qualquer matéria ou vácuo que entrar em contato com elas se “desgrudarem” do Universo, tornando a matéria objeto do estudo livre de influências do que houver ao redor.
 
A tecnologia do “semi-raio primitivo de táquions” foi criada em 2005 – na ciência, é considerada recente – e representa uma simulação dos verdadeiros táquions. Os cientistas afirmam que a tecnologia ainda está muito longe de alcançar os táquions, mas o “semi-raio” produz, em escala subatômica – um efeito idêntico ao verdadeiro.
 
Em seu estudo, Kaku descobriu que toda matéria estudada no ambiente do “semi-raio primitivo de táquions” – ou seja, “fora” do Universo – protagoniza o que ele chamou de “caos”.
 
“Cheguei à conclusão que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência, não muito diferente do seu jogo preferido de computador, claro, impensavelmente mais complexa. Analisando o comportamento da matéria em escala subatômica, a parte afetada pelo semi-raio primitivo de táquions, um minúsculo ponto do espaço, pela primeira vez na história, totalmente livre de qualquer influência do universo, matéria, força ou lei, percebi de maneira inédita o caos absoluto. Acredite, tudo que nós chamávamos de casualidade até hoje, não fará mais sentido. Para mim está claro que estamos em um plano regido por regras criadas, e não moldadas pelo acaso universal”, declarou Michio Kaku à conceituada revista científica.
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Paul Walker: Morreu o ator cristão, da série de filmes Velozes e Furiosos; Conheça seu testemunho

Morreu o ator cristão Paul Walker, da série de filmes Velozes e Furiosos; Conheça seu testemunho

O ator Paul Walker, 40 anos, morreu no último sábado, 30 de novembro, vítima de um acidente automobilístico em Santa Clarita, na Califórnia.
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Walker estava se dirigindo a um evento beneficente de carona com um amigo, quando o carro em que estavam, um Porsche Carrera GT, bateu num poste e rapidamente se incendiou. Nenhum dos dois sobreviveu.
 
O ator ficou conhecido por interpretar Brian O’Conner na série de filmes Velozes e Furiosos, e atualmente trabalhava nas filmagens do sétimo filme da franquia, que tinha previsão de lançamento para 2015. A Universal Studios, responsável pela produção, divulgou nota de pesar pelo falecimento do ator e não informou o que será feito em relação às filmagens que ele já havia participado.
 
Cristão, Walker cresceu frequentando a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e se formou na Vila Christian School em Sun Valley, Califórnia. Com o sucesso no cinema, criou a Reach Out WorldWide Founder, uma entidade assistencial focada em ajudar pessoas carentes ao redor do mundo.
 
O evento do qual Walker participava no sábado era voltado à arrecadação de fundos para ajudar as vítimas do tufão Haiyah, nas Filipinas.
 
Influências cristãs
Além dos trabalhos em projetos sociais de sua fundação, Walker expressava sua fé e princípios cristãos em coisas cotidianas, um pouco menos destacadas pela mídia, como por exemplo, a admiração pela natureza e a forma como exercia a paternidade.
 
“Eu sou um cristão agora. As pessoas que não entendem são ateus. Eu surfo e pratico snowboard e eu estou sempre próximo à natureza. Olho para tudo e penso: ‘Quem não podia acreditar que existe um Deus? É tudo isso um erro?’ Isso só me deixa louco”, comentou o ator numa entrevista tempos atrás.
 
A fé expressada pelo ator claramente influenciava na forma como criava sua filha, Meadow Chuva Walker, 16 anos. “É tão engraçado, minha filha agora vive comigo em tempo integral e meu plano original era trabalhar até os 40 anos, em seguida, reavaliar minha vida, e até mesmo ir em uma direção completamente diferente com as coisas”, afirmou o ator em agosto deste ano, numa entrevista à revista GQ. “Eu pensei que a esta altura da minha vida, eu teria que estar em casa com, mas ela quer que eu continue atuando para que ela possa viajar ao redor do mundo comigo”, afirmou.
 
A proposta da filha, de aproveitar a profissão do pai para passar mais tempo junto com ele, era algo visto pelo ator como diferente, mas proveitoso: “Eu fui para um colégio cristão e nasci de novo. Fui criado em uma família tradicional mórmon onde essas ideias sobre a paternidade são de estrutura e sacrifício. Pensar fora dessa ideia de família e paternidade que eu cresci com é difícil, mas também muito libertador”.
 
Veja um vídeo de Paul Walker feito 30 minutos antes de sua morte:

Abaixo, um vídeo do Porsche Carrera GT em chamas, logo após a batida:

 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+