sábado, 11 de maio de 2013

Caio Fábio comenta escândalos em igrejas evangélicas e, às lágrimas, convoca pastores sérios a se levantarem pelo Evangelho; Assista


Caio Fábio comenta escândalos em igrejas evangélicas e, às lágrimas, convoca pastores sérios a se levantarem pelo Evangelho; Assista 
O reverendo Caio Fábio, comentando o caso do pastor Marcos Pereira, que causou escândalo no meio evangélico, afirmou que a luta da igreja “não é contra a carne, nem contra o sangue, e sim contra principados e potestades”.
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Caio afirmou que “é o Espírito de Deus” quem está fazendo surgir os escândalos, pois “o Senhor vai lavar” o que existe encoberto nas denominações.
 
“Nós vamos começar a ver o tufão tirar telhados inteiros, nós vamos começar a ver o que os anciãos estão fazendo na recâmara dos enganos. Pra todos os lados”, disse o reverendo.
 
A fala de Caio Fábio foi motivada por uma telespectadora, que teria entrado em contato para conversar sobre as acusações de estupro feitas contra Marcos Pereira. “Quisera eu que tudo isso fosse mentira, mas infelizmente não é. Ontem à noite quando vi na televisão a prisão do pastor Marcos Pereira, senti uma angústia muito grande, porque infelizmente todas as acusações de estupro que pesam contra ele são a mais pura verdade. Aliás, há muitos anos que eu não conseguia mais assistir congressos pentecostais por isso. Cansei de ver pastores e cantores que pregavam nesses lugares, falando de santidade e vida no altar, mas nos hotéis, cheiravam cocaína, contratavam serviço de prostitutas, traíam suas esposas e praticavam atos de homossexualismo”, diz a telespectadora, que não teve seu nome revelado.
 
“Eu sei disso tudo”, disse Caio Fábio. “Eu corroboro tudo isso com nomes, que eu não falo porque o Senhor sabe, e eu não estou aqui pra entregar ninguém”, pontuou o reverendo.
 
Comentando as críticas que recebe no meio evangélico, de pessoas que o considerariam “amargurado”, Caio Fábio disse que essas pessoas darão ouvidos ao que ele tem dito, quando os escândalos que foram confidenciados a ele explodirem “dentro da privada da casa de todos eles”.
 
“O pessoal fica achando que a gente tá aqui inventando conversinhas”, disse Caio, que resumiu: “Se amargurado eu fui algum dia, esse dia passou há muito tempo”.
 
Caio afirmou acreditar que os pastores sérios espalhados pelas igrejas do Brasil devem se levantar para mostrar a verdadeira face da igreja.
 
“Deixa eu chamar a vocês, como antigamente eu chamava: meus colegas. Pelo amor de Deus, se levantem! Vocês que não perderam a alma, vocês que ainda creem no Evangelho, pelo amor de Deus se levantem, porque tem ovelha demais sem pastor. Será que vocês não conseguem se compadecer dessa gente, dessa multidão de ovelhas enganadas, por esses milhares de corruptores de almas? Pelo amor de Deus, deixem de covardia. Se levantem. Seja você presbiteriano, batista, metodista, congregacional, seja você de onde for: se aí dentro ainda tem gente, se tem Evangelho, se você não surtou, se você não quer ser um lúcifer evangélico, se você só quer servir, se você ama Jesus ainda, pelo amor de Deus, bote a cara pra fora! Pare de ficar com implicância, é hora de acolher essas ovelhas perdidas da casa de Israel”, disse Caio, às lágrimas.
 
Assista ao trecho do programa Papo de Graça, do reverendo Caio Fábio, na Vem & Vê TV:

 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Aos 95 anos, evangelista Billy Graham se aproxima de sua última ministração; Edição 2013 da cruzada Minha Esperança será a maior já realizada

Aos 95 anos, evangelista Billy Graham se aproxima de sua última ministração; Edição 2013 da cruzada Minha Esperança será a maior já realizada
Billy Graham, pregador norte-americano, 95 anos, vai liderar este ano a sua última cruzada evangelística, devido a sua idade avançada e sua condição de saúde.
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Entretanto, especialistas afirmam que sua última cruzada Minha Esperança pode ser a com maior alcance, batendo todos os recordes de audiência já conseguidos por Billy Graham durante seis décadas de ministério.
 
A Associação Evangelística Billy Graham vem organizando uma campanha maciça de divulgação e com isso, usando todas estratégias à disposição.
 
Franklin Graham, filho de Billy, publicou recentemente um vídeo em que destaca a atual cruzada como uma ação que “combina o impacto dos programas com o poder das relações pessoais”.
 
Segundo informações do site em inglês da revista Cristianismo Hoje, a organização desta edição da cruzada Minha Esperança tem incentivado os cristãos a montarem vídeos caseiros falando sobre sua experiência de conversão, e depois, compartilharem esses vídeos com seus amigos e vizinhos. Essa ação funcionaria como uma prévia e um convite para assistir a última ministração de Billy Graham.
 
A edição 2005 da cruzada mundial do evangelista Billy Graham envolveu um investimento de US$ 6,8 bilhões, e foi transmitida em 20 idiomas, com o apoio de 1.424 diferentes denominações. Em 2013, as plataformas digitais serão o meio usado para expandir a capacidade de alcance do projeto.
 
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pastor suspeito de estuprar seis fiéis dizia que vítimas estavam 'possuídas'

Ao ser preso, Marcos Pereira afirmou não saber quais eram as acusações.
Religioso comanda a Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias no Rio

O delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) do Rio de Janeiro, disse nesta quarta-feira (8), após ouvir as supostas vítimas do pastor Marcos Pereira, que o suspeito dizia às mulheres que elas estavam "possuídas" e que só iriam se livrar do "mal" caso tivessem relação sexual com um religioso.
 
Marcos Pereira, que comanda a Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na noite de terça-feira (7) suspeito de ter estuprado seis fiéis. Entre as vítimas está a ex-mulher e uma jovem que disse ter sido estuprada dos 14 aos 22 anos. A polícia apura a possibilidade de outras mulheres terem sido abusadas.
 
Ao ser encaminhado para a delegacia, o pastor não quis comentar a prisão e disse que não sabia quais eram as acusações. "Não tenho ideia", disse. Imagens gravadas pela Polícia Civil do Rio mostram o momento da prisão de Marcos Pereira (assista ao vídeo acima).
 
"Ele tinha um comportamento semelhante quando estuprava as mulheres dentro da própria igreja. Ele dizia que elas estavam possuídas, demoniadas e ele fazia crer que a única forma que essas pessoas pudessem ser libertadas daquele demônio era tendo relação com uma pessoa santa", afirmou o delegado Márcio Mendonça.
 
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Marcos Pereira também é investigado por homicídio, associação ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele foi transferido nesta quarta para o Complexo de Bangu, na Zona Oeste. Trinta pessoas já prestaram depoimento contra o pastor.
 
A prisão ocorreu na Avenida Brasil, quando o pastor seguia em direção a Copacabana, na Zona Sul da cidade. Ele estava acompanhado por fiéis da igreja. Contra Marcos, havia dois mandados expedidos pela Justiça.
 
De acordo com as investigações, parte dos crimes ocorreu em um apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana. O local seria usado pelo pastor para promover orgias e violência sexual. O imóvel, avaliado em R$ 8 milhões, está registrado em nome da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.
 
O G1 entrou em contato com a matriz da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, localizada em São João de Meriti, na manhã de quarta, mas não havia ninguém disponível para falar sobre a prisão do pastor. A página da igreja na internet publicou um comunicado oficial com agradecimento pelo "apoio que chega de todas as partes do Brasil e do mundo" e na qual afirma que "a igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias declara estar confiante no agir de Deus na vida do pastor Marcos Pereira".
 
O pastor Marcos Pereira ficou conhecido por ajudar na reabilitação de dependentes químicos e no resgate de criminosos que seriam mortos por traficantes. Em 2004, ele negociou o fim de uma rebelião em um presídio do Rio de Janeiro.
 
Denúncia foi feita há 1 ano
 
O inquérito para investigar a associação do pastor Marcos Pereira com tráfico foi instaurado há um ano, depois que, em fevereiro de 2012, o líder do AfroReggae José Junior prestou depoimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre supostas ameaças que o religioso teria feito ao grupo.
 
Segundo José Júnior, o pastor teria também participado da onda de ataques cometidas por traficantes no Rio de Janeiro, entre 2006 e 2010. Na ocasião, em nota, o religioso disse que "durante muitos anos atraímos o olhar desconfiado de muitas pessoas, o que me colocou sob investigação e monitoramento intenso e permanente dos órgãos policiais, sem que nenhuma, repito, nenhuma ligação minha ou da igreja que presido tenha sido identificada. Trabalhar com criminosos visando a sua recuperação é diferente de se envolver com criminosos, e esta fronteira eu nunca ultrapassei".
 
A partir dessa investigação policial apareceram as informações sobre estupros. Segundo o delegado Márcio Mendonça, "as pessoas tinham medo de denunciar" porque começaram a ser ameaçadas. Segundo os relatos ouvidos pela polícia, o medo das vítimas devia-se ao fato do pastor abrigar criminosos e guardar armas na igreja.
 
Segundo o delegado, o pastor Marcos Pereira estuprava as vítimas também dentro da igreja, muitas vezes em seu gabinete. "Na igreja, tem pessoas que prestam serviço para ele e que não recebem nada. Elas servem o café, ajudam na limpeza, fazem o almoço. Ele se aproveitava e abusava das pessoas naquele local mesmo.", disse Márcio Mendonça, citando ainda que o religioso praticou "atos agressivos" e que fazia orgias com homens e mulheres no apartamento em Copacabana.
 
Homicídio
 
Segundo a polícia, uma jovem assassinada em 2008 queria denunciar o pastor depois de ter sido vitima de abuso. Três pessoas foram presas suspeitas do crime, entre elas, o sobrinho do religioso.
 
Há tambem uma investigação que aponta que, além do homicídio desta jovem, que já era maior de idade, há outros homicídios. "São pessoas que teriam descoberto as orgias e aí foram assassinadas", afirmou o delegado.
 
 
Fonte: g1.com.br
 
 
 
 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Justiça do Trabalho condena Igreja Deus é Amor a pagar R$ 230 mil a cantor evangélico

Justiça do Trabalho condena Igreja Deus é Amor a pagar R$ 230 mil a cantor evangélico
A Igreja Deus é Amor foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização no valor de R$ 230.000,00 ao cantor evangélico Marcelo Silva Horta, ex-membro da denominação, por ter se apropriado indevidamente dos lucros oriundos de um CD gravado pelo cantor, e também por causa do trabalho que ele prestava à igreja sem receber remuneração.
 
De acordo com o site Âmbito Jurídico, o cantor recebeu R$10 mil pela autorização da gravação de 30 mil cópias do CD de sua autoria, mas com o sucesso de vendas, quase 100 mil cópias foram vendidas e a Igreja recusou a pagá-lo pelas novas tiragens. Então, de acordo com a decisão do Juiz da 10ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, Marcelo Vidal, a Igreja Deus é Amor causou um prejuízo material de R$ 200.000,00 ao cantor, por apropriar-se indevidamente de seus direitos autorais. O juiz determinou ainda que a igreja deverá pagar também R$ 15.000,00 por ter violado os direitos autorais do artista e assinar a carteira de trabalho do cantor, que trabalhava na Igreja e fazia diversos shows, nunca tendo recebido nenhum valor pela venda de seus cd’s.
 
Além disso, foi determinado que a igreja pague R$ 15.000,00 a título de danos morais a Marcelo Silva, por tê-lo exposto a uma situação vexatória ao por publicar na internet punição pública chamada ”disciplinamento”. De acordo com o processo movido pelo cantor, após requerer seus direitos, ele passou por situação vexatória que o impediu de conseguir um novo emprego. Os pastores da igreja publicaram na internet que ele estava “disciplinado”, ou seja, sendo punido por uma conduta injusta com a Igreja e que descumpre os preceitos da Bíblia.
 
A justiça determinou que a i igreja dever retirar a censura pública imediatamente do ar, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 2.000,00 em caso de descumprimento.
 
 
Por Dan Martins, para o Gospel+
 
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

ESTUDAR TEOLOGIA PRA QUE?




1. INTRODUÇÃO.
 
Dentre várias definições sobre teologia, esta é a que entendemos ser a que mais se encaixa no contexto deste estudo. O termo Teologia vem do grego Theos → Deus e Logos → Palavra, Estudo. No contexto de nossos dias podemos definir Teologia como: “A Doutrina de Deus e suas relações com o universo.” (Alexandre Milhoranza).
 
Não seria recomendável dizer que a teologia tem como alvo estudar ou conhecer Deus de forma total e completa. Isto seria no mínimo impossível e porque não dizer uma manifestação de soberba de nossa parte. Deus é infinito, insondável, soberano, ao passo que somos limitados e imperfeitos, e por esta razão estamos impossibilitados de explicar Deus. A velha natureza ainda habita em nós, e esta faz com que tenhamos definições limitadas e por muitas vezes imperfeitas sobre Deus. Ele deseja ser conhecido, manifestando seu amor por nós, no entanto, revela-se a humanidade de conformidade com nossas limitações.
 
Neste contexto, o papel da teologia é levar o estudante ao encontro de Deus para conhecê-lo. Por meio De seu filho, Jesus Cristo, Deus manifesta seu amor pela humanidade na pessoa de Jesus no milagre da encarnação, onde a palavra se faz carne, habita entre nós, e nos chama para termos uma relação de amor com o Eterno. O estudo da teologia não pode ser encarado apenas como um instrumento de pesquisa numa tentativa de especular um ser transcendente como alguns tem feito. Esta atitude certamente irá resultar em um academicismo teológico onde não haverá uma relação de intimidade entre Deus e o futuro Teólogo. Primeiramente deve haver o exercício de uma espiritualidade, numa busca do sagrado, em seguida a teologia entra dando as diretrizes para a construção da mesma.
Como deveremos observar mais adiante neste estudo, deve haver uma relação entre espiritualidade e teologia que a meu ver, devem estar de mãos dadas, pois uma depende da outras, ambas se completam. Teologia sem espiritualidade tende a nos transformar em uma enciclopédia de informações teológica, mas sem experiências de relação com O Deus que é revelado nela. Uma espiritualidade sem teologia pode desembocar em fé alienada, impossibilitando-nos de explicar a razão da nossa fé.
 
2. PORQUE DEVO ESTUDAR TEOLOGIA:
 
Ao contrario do que muitos pensam o estudo da teologia não se restringe apenas aos intelectuais e acadêmicos. A teologia é tarefa para todos. Não é um meio de se destacar entre os sábios e entendidos em matéria de religião, também não é um estudo direcionado em conhecer a totalidade da revelação de Deus ao Homem, pois certamente isto não irá acontecer, visto que nossa limitação não pode compreender a revelação de Deus de forma completa, pois ele é eterno e infinito, ao passo que somos pecadores limitados (1 Cor.13.9-12). Digo que é um meio de termos um relacionamento mais próximo com o Eterno, de conhecermos seus atributos, sua vontade.
 
A teologia nos leva ao encontro da graça de Deus. Não somente um meio de exercício do intelecto, numa tentativa de conhecer a vontade de Deus para nós, mas uma dádiva de Deus com propósito de se fazer conhecido por meio das Escrituras, e isto é para todos que desejarem se esmerar no estudo dela.
 
O professor e teólogo Solano Portela em Seu artigo por Título “O Estudo da teologia e as Escrituras” diz: “Estudar teologia não é uma área segregada à academia teológica; não pertence à esfera de intelectuais maçantes que se preocupam em descobrir e firmar termos técnicos incompreensíveis aos demais mortais; não é monopólio daqueles que escrevem livros meramente para adquirir a respeitabilidade e admiração de seus colegas docentes; nem pertence a mosteiros anacrônicos, que procuram se aproximar de Deus distanciando-se do mundo que Ele criou. Mas é tarefa de todas as pessoas”. (Fonte:monergismo-mores.blogspot.com.br)
 
O estudo da teologia é uma tarefa para todo cristão. Erramos quando não nos esforçamos na leitura e reflexão das escrituras. Jesus nos adverte em sua palavra sobre a questão e, portanto pecamos quando não damos crédito a ela.
Corremos sério risco de cairmos no engano cometendo erros de interpretação de textos bíblicos que podem nos levar a uma fé errante. Leia a crítica de Jesus feita aos seus opositores sobre a questão (Mt.22.29; Mc.12.24; 14.49).
 
Uma teologia sadia, livre de pressupostos humanos, feita com análise cuidadosa, visto que há várias correntes teológicas em nosso meio, certamente nos ajudará a encontrar um caminho mais seguro na busca da maturidade. O estudo e reflexão das escrituras, acompanhado de oração, humildade e submissão ao Espírito Santo, resultará em uma compreensão mais profunda sobre a pessoa de Jesus Cristo, como também nos dá maior clareza quanto a nossa identidade cristã, nos levando ao exercício de uma espiritualidade mais centralizada em Cristo.
 
Nesse estudo, Teologia e oração devem ser duas amigas inseparáveis, pois ambas devem caminhar juntas. Teologia sem oração resulta em racionalismo teológico onde o aluno corre sério risco de desenvolver uma espiritualidade focada na razão sem muitas experiências relacionais ou quase nenhuma intimidade com o Eterno. O grande perigo que permeia é colocar a razão acima da fé. Teologia sem oração produz teólogos com pensamentos liberais em extremo, pois a falta de oração e humildade no estudo da teologia aniquila a fé. Oração sem teologia resulta em uma fé alienada.
 
Fé que não reflete, não pensa, não constrói convicções seguras nas escrituras, fé que está sujeira a manipulação, fé aprisionada nos grilhões da ignorância resultando em um analfabetismo teológico, fé induzida pelas massas, pelo falso discurso, fé vacilante. Como bem disse John Stott: “Crer é também pensar”. Fé que não pensa impede o avanço da maturidade.
 
A teologia também exerce papel importante no tocante à libertação da tradição, formalismo e legalismo, males que permeiam nos sistemas denominacionais ultrapassados. São dogmas e tradições criados e impostos por homens que em nome da denominação, coloca-os acima das escrituras, onde tais pensamentos não encontram sustentação bíblica e teológica. A teologia estudada à luz das escrituras alarga a visão, fazendo o cristão enxergar novos horizontes, fazendo análises, releituras e reinterpretações numa perspectiva mais escriturística, com bases mais sustentáveis da revelação de Deus ao homem. Não que através da teologia sejamos transportados para outra esfera com pensamentos liberais e críticos, ao ponto de negar fundamentos como inerrância das escrituras, sua infalibilidade e outros conceitos reformados, mas uma análise que busca um relacionamento amoroso com Deus e com o próximo, livres das interpretações, ritos e tradições baseadas em maquetes religiosas.
 
É na teologia que encontramos a liberdade de expressão onde por meio da liberdade em Cristo Jesus revelada em sua palavra, poderemos formar uma linha de pensamento teológico livre de manipulações e pressupostos humanos onde o teólogo passa a desenvolver uma teologia reflexiva equilibrada, passando assim a uma melhor compreensão de questões como Reino de Deus, Liderança, fé, Escatologia, predestinação e livre arbítrio e dentre outros temas dentro do campo da teologia.
 
A teologia é tarefa para todos porque Deus deseja em seu infinito amor amar e ser amado. É o eterno que através da teologia bíblica deseja se revelar a toda à humanidade. O ser humano em seu estado de depravação e pecado está incapacitado de se aproximar de Deus, e somente por intermédio da pessoa de Jesus Cristo é encontrada esta possibilidade. É neste cenário que entra o estudo da teologia. Não em outro lugar, se não nas escrituras o homem encontra Deus revelado na pessoa do Filho Unigênito, o Cristo encarnado, o Deus que se fez homem e habitou entre nós, O Jesus de Nazaré, O verbo vivo, O Deus de toda eternidade. A teologia cumpre seu papel dando a todos a possibilidade de conhecer e desfrutar da maravilhosa graça de Deus revelada nas escrituras.
 
Para muitos estudar teologia é um meio de se destacar entre os demais numa maneira de alimentar o ego ou uma tentativa de conhecer Deus em sua totalidade, o que certamente não acontecerá. Para outros, e nisto lamento, a teologia é uma forma de receber alguma ordenação de sua denominação ou enganosamente entender que fazendo teologia receberá título de pastor, bispo, padre, presbítero e etc. Deve-se fazer teologia simplesmente para Servir a Deus e aos irmãos. O tempo de estudo, as pesquisas, o investimento financeiro e tudo mais, são puro desperdício se a motivação não for servir no Reino de Deus.
 
Aos estudantes de teologia cabe a árdua tarefa de levar a igreja a trilhar no caminho de uma verdadeira espiritualidade, uma vida que imita a Cristo, ensinar uma teologia que revele a graça de Deus como de fato ela é, sem camuflagem, sem artifícios humanos, uma teologia que parte do coração de Deus, que coloca Cristo como centro, uma teologia que produz vida, e vida com abundancia.
 
3. A RELAÇÃO ENTRE ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA:
 
A relação entre espiritualidade e teologia, tão importante para termos um relacionamento mais íntimo e pessoal com Deus, na maioria das vezes, não tem sido exercitada de forma correta no meio evangélico. Em nossas igrejas, Existe uma forte tendência de sermos sempre levados ao extremo, ou seja, abraçando um lado em detrimento do outro. Para entendermos melhor a questão, basta apenas observar a pratica de espiritualidade das igrejas da América latina e Europa. Ambas diferem bastante uma da outra. A primeira é mística, onde se valoriza a oração, manifestação de dons como profecias, curas, línguas, deixando em segundo plano o estudo e reflexão das escrituras.
 
A segunda prega uma teologia racional, onde a razão prevalece, e submete a bíblia à razão humana. Nesta espiritualidade, descarta-se a possibilidade de uma experiência relacional com Deus. Essa forma de espiritualidade, forma teólogos puramente racionalistas. Teólogos que não oram, não creem em verdades espirituais como, céu, inferno, Ressurreição, dons espirituais, milagres, existência de demônios e outros. Não sentem mais o desejo ardente em seus corações de ter um relacionamento de amor com Deus e com o próximo.
 
Diante do desafio, certamente o melhor caminho é o equilíbrio. Para desenvolvermos uma teologia sadia, devemos buscar um equilíbrio entre espiritualidade e teologia. Questões da bíblia que o nosso intelecto não consegue compreender, só podem ser reveladas por meio da fé. A fé não pode anular a razão, mas transcende, revelando verdades espirituais não compreendidas pela limitação do nosso entendimento humano. É preciso entender que a teologia não irá dar todas as respostas que queremos, mas sua finalidade é ajudar na construção de uma espiritualidade centrada em Cristo Jesus.

 
É necessário que haja também uma fé com entendimento, uma fé que pensa, uma fé reflexiva, para não cairmos no erro do fanatismo religioso, onde muitos se tornado alienados por falta de entendimento. Portanto, uma teologia sem espiritualidade nos leva a um racionalismo sem vida, e uma espiritualidade sem teologia, nos leva a uma fé sem entendimento. (www.teologiaevida.com.br).
 
4. A RELAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO:
 
Por vários séculos, através da história muitos ramos da teologia se valeram da razão para tentar explicar teologicamente as devidas questões sobre o assunto. Mas a própria história relata que muitos caíram em um abismo sem volta. Negaram a fé em benefício da exaltação da razão, submetendo a bíblia sobre o crivo do entendimento humano. Influenciados pelo pensamento de que tudo deveria ser explicado pela mente humana, muitos cristãos defenderam a ideia de que a Bíblia deveria estar submissa ao crivo da razão. Então, tudo que não fosse explicado racionalmente de veria ser descartado. Esse pensamento formou uma teologia antropocêntrica, racionalista que desprezava a Bíblia e abraçava a razão humana. A Escritura foi submetida ao limitado pensamento humano.
 
Tudo que não fosse provado cientificamente deveria ser rejeitado. Não havia mais espaço para oração. A razão humana tragou a fé. Milagres, doutrinas como nascimento virginal de Cristo, Céu, Anjos, Inferno, ressurreição e muitas outras verdades bíblicas, foram totalmente rejeitadas simplesmente pelo fato da razão humana não aceitar o que não fosse provado à luz do saber.
 
Entre fé e razão deve haver equilíbrio. Na teologia bíblica, Existem textos que nossa razão humana não consegue compreender, é inútil explicar o inexplicável, é como lutar contra a correnteza em um barco sem leme ou enxergar o caminho no deserto em noite de eclipse. No entanto, por meio da fé nós cremos e pregamos com convicção. O inexplicável pode ser aceito por meio da fé. Neste caso, é possível crer sem ter uma explicação definitiva sobre a questão.

 
A fé não anula, mas transcende a razão. Como crer, por exemplo, na doutrina da trindade ou na eleição e predestinação? É impossível entender pela razão humana, mas pela fé cremos que é revelação de Deus para nós, ainda que em nossa percepção, seja entendida de forma limitada e incompleta.
 
A fé deve estar em sintonia com o entendimento, pois como poderemos explicar aos outros a razão da mesma? Como poderemos anunciar as boas novas do evangelho, sem conhecer de fato o que ela significa para nós?
 
É por meio da fé, e não pelo exercício da razão que começamos e mantemos uma relação com Deus. Relaciona-se para conhecer, e uma vez conhecendo, começamos a amar e ser amado, desfrutando de sua maravilhosa graça que é rica em misericórdia, compaixão, perdão, acolhimento. Então, a razão serve apenas para compreender. Compreendemos com a mente, e nos relacionamos com o coração. A razão nos faz entender, o espírito por meio da fé arde em conhecer aquele que deu sua vida por nós na cruz do calvário.
 
5. O SILÊNCIO DA TEOLOGIA:
 
Há momentos na teologia em que o teólogo deve silenciar, e, portanto não dogmatizar seu pensamento sobre algumas questões teológicas.
 
O silêncio da teologia é aplicado, quando encontramos passagens de difícil interpretação. Existem assuntos na bíblia que sempre ficarão sem definição total e completa. Podemos chamar isto de “mistérios de Deus”, pelo menos até na volta do que é perfeito (Ler.1Cor.13). Em alguns casos, isto é chamado de antimônio. Isto acontece quando encontramos doutrinas que aparentemente se contradizem, mas que no final elas se completam. Tem havido através da história, muitas divergências teológicas a cerca de diversos temas da bíblia e levado alguns teólogos ao extremismo, não havendo concordância, entre os pontos de vista de cada um. Nestes casos recomenda-se flexibilidade, abertura para novos diálogos e respeito mútuo, compreendendo que nossa teologia, não é infalível, e que outras linhas de pensamentos não devem ser desprezadas, ter a sensibilidade de ouvir por meio de um debate ou diálogo os argumentos do outro.
 
No estudo da teologia, o teólogo precisa se revestir de espírito de humildade e buscar o equilíbrio para não correr o risco de abraçar uma e rejeitar a outra. Temos uma forte tendência em escolher e estudar textos prediletos que por muitas vezes são baseados em nossas confissões denominacionais, que na maioria das vezes, parte de tradições, dogmas da denominação e pressupostos e que no geral sempre concordam com nossa linha de pensamento teológico. Entretanto, devemos estudar e refletir sobre textos que confrontam a nossa teologia, visto que os mesmos são escriturísticos. O alvo é construir uma teologia de forma equilibrada livre de pressupostos colocando a palavra de Cristo como centro dela. Deve-se aproximar-se do texto desprendido, livre, com espírito de humildade e oração.
 
Silenciar nossa teologia diante das dificuldades na interpretação dos enigmas teológicos nos faz compreender e aceitar a soberania de Deus, que em sua infinita sabedoria nos revela sua palavra como lhe apraz. O que aprouve a ele revelar é o necessário. Especular é beirar o precipício, é manifestação de soberba, é ausência de bom senso. Certamente o melhor caminho é o silêncio.
 
6. ALGUNS PERIGOS DA TEOLOGIA:
 
A exaltação à Filosofia. Há vários séculos atrás a filosofia já se misturava com a teologia para explicar questões concernentes ao eterno. Isto é observado no platonismo (Platão) que tentava explicar o sentido da vida além-túmulo. O teólogo Agostinho também se valeu da filosofia para explicar questões teológicas. Em fim, a filosofia certamente exerceu um importante papel na história da igreja e da teologia.
 
 
Mas há um perigo que ronda os pretendentes que aspiram ao serviço teológico.
 
A valorização em extremo à filosofia. Muitos descambaram na armadilha do racionalismo teológico. Estes se tornaram céticos sobre várias questões da Bíblia, chegando a negar doutrinas fundamentais do cristianismo. Corremos o risco de submeter nossa teologia ao crivo da filosofia, desprezando a fé e a reflexão das escrituras. Foi esse perigoso ensino que fez com que muitos teólogos da Europa, chamados “teólogos liberais” negassem a fé, abraçando a filosofia como base para suas vidas. A filosofia tem o seu lugar na teologia, mas nunca pode ser colocada acima da mesma.
 
A filosofia por sua vez dará sua contribuição em nossa formação teológica, alargando o pensamento, onde leva o teólogo questionar o porquê das coisas, no entanto não deverá exercer influência total em nossa teologia.
 
Outro perigo da teologia é separar teologia e oração. O teólogo que não ora corre o perigo de cair no intelectualismo, dando ênfase ao conhecimento e ao acúmulo de informações fazendo com que sua pregação se torne seca e sem vida.

 
A dicotomia entre oração e teologia.
 
 
Quando pensamos em estudo da teologia, a primeira coisa que vem à mente é ler, pesquisar e refletir sobre as questões. Mas é perigosa a prática deste exercício sem o regar da oração. Ao estar diante do texto, o teólogo deve está revestido de humildade. Em oração, deve submeter-se a iluminação do Espírito Santo para compreender e interpretar as escrituras. Pedir a ajuda do Espírito para que nossa teologia não seja a mais correta, mas que seja coerente e equilibrada, não dogmática, mas flexível, não detentora da verdade, mas aberta para novos diálogos. Sem oração, como haverá resposta para compreender a revelação que esta encoberta? Teologia e oração não podem se distanciar, devem ser amigas inseparáveis. Ambas se completam na revelação do altíssimo, por meio do filho. É na oração que podemos perceber nossa limitação diante de tamanha e maravilhosa revelação, perceber nossa condição de pecador e depender da ajuda de Deus para compreender, é com oração e teologia que o cristão encontra a razão para expressão de sua fé. Teologia sem oração desemboca em racionalismo teológico.
 
Fazer teologia para satisfazer nosso egocentrismo. Certa vez conversava com um estudante de teologia que desanimado não pretendia continuar o curso. Seu argumento foi que, se ao final do curso, não seria ordenado pastor, não valeria apena continuar. Muitos ingressam no curso de teologia movido por um espírito egocêntrico. Querem fazer teologia, não para servir os outros, mas simplesmente para satisfazer seus próprios interesses.
 
CONCLUSÃO
 
Conseguir uma ordenação, de preferência, pastor, bispo ou presbítero por muitas vezes é a motivação do pretendente. Acontece que teólogo é chamado para servir. Deve colocar a disposição seus serviços a serviço do Reino de Deus com a finalidade de edificar o corpo de Cristo que é a igreja. A recompensa dos anos de estudo, tempo de pesquisa, investimento financeiro, em fim, todo o esforço é recompensado pelo prazer de servir de irmãos. O dom = χαρισμα= Carisma, de Mestre e Doutor é concedido à igreja com a finalidade de edificação, onde o teólogo deve compartilhar com a comunidade o ensino da palavra. Seus serviços devem ser exercidos de forma voluntária, de bom grado, sem constrangimento. Como diz um amado colega pastor: Fazer com amor!. Todo o investimento é desperdício, se a motivação não for o servir.
 
BIBLIOGRAFIA:
 
BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de estudos Shedd. São Paulo: ed. Vida Nova, 1998. 1786 pp.
 
BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de estudo de genebra. São Paulo: Ed. Cultura Cristã,
1999. 1710 pp.
 
DICIONÁRIO BÍBLICO UNIVERSAL. Rev. R. Buckland, M.A. , Rev. Dr. Lukyn Willimas. EUA: Ed.Vida Nova, 1981. 453 pp.
 
BÍBLIA NVI. (Nova Versão Internacional)
 
SITES:
teologiaevida.com.br
monergismo-mores.blogspot.com

 

Por: Marcos Aurélio Dos Santos

Pastor e professor
 
 

domingo, 5 de maio de 2013

PIERCING: VALE A PENA?

 
Mais um adorno ou uma porta aberta para a corrupção da alma e do corpo?
 
Nestas últimas duas ou três semanas, fiquei impressionada com a inquietação surgida à respeito de piercings e tatuagens. O que está por detrás da moda da sociedade moderna na qual estamos mergulhando?
 
Pesquisei sobre o assunto e com a ajuda de um amigo, descobri coisas importantes a respeito do tal “adorno” para o corpo.
 
Mais do que a tatuagem, embora possa ser removido, o piercing é considerado mais agressivo do que a tatoo. Assim como a tatuagem, ele também tem origem nos povos antigos e está ligado a rituais espirituais da Índia, da Indonésia e tribos da África. Foi esquecido na Europa do séc. XX e retornou como “moda” pelo movimento Underground no nosso século.
 
O problema é que, além de ser um ato agressivo para o nosso corpo, ele tem significados espirituais. Ainda que hoje, o piercing está sendo usado como acessório fashion, parte da moda atual, contudo, sua origem não é tão simples.
 
Até mesmo os artigos seculares a respeito do piercing admitem seu “sinônimo de agressividade, assim como a tatuagem, ele também é uma tentativa da individualidade, uma tentativa de sair da identidade familiar para a grupal.” – revista Galileu.
 
“Fruto do exibicionismo, da loucura ou da simples vontade de se ornamentar, os anéis corporais foram trazidos da cultura underground da costa da Califórnia (USA) e do universo sadomasoquista, por jovens que viram nele uma nova forma de exaltar o corpo e as suas zonas erógenas. Outrora os anéis corporais tinham conotações sagradas, dramáticas e classicistas. Para alguns povos primitivos era uma prática clandestina, utilizada tanto para preservar a castidade, como para provocar a estimulação sexual.” – Carmem Martin “Nos templos Astecas e Maias, os sacerdotes faziam piercings em suas línguas como parte de um ritual de comunicação com os deuses.” – História do Piercing.
 
Um dia desses entrei num site gospel e pesquisei num fórum, a opinião de alguns jovens cristãos, fiquei surpresa ao conferir uma das respostas “não vejo mal algum, Rebeca usava piercing...” – referindo-se ao fato do servo de Abraão presenteá-la com pulseiras e colocar em seu nariz uma argola – Gên. 24.22, 30 e 47. Mas precisamos entender bem isso, para não distorcermos a Palavra do Senhor – o servo de Abraão tinha sido encarregado de encontrar uma esposa para Isaque. Ele pediu a Deus um sinal à respeito daquela que Deus tinha separado para Isaque e o Senhor respondeu conforme ele pediu. Os presentes dados à Rebeca significavam que ela tinha sido escolhida, em especial a argola no nariz, foi usada como símbolo de posse, de domínio. Era como se o servo de Abraão dissesse à todos daquela região “homens, tirem seus olhos desta moça porque à partir de agora, ela pertence a alguém”. Logo depois, Labão, irmão de Rebeca, vendo o pendente no nariz dela e as pulseiras em suas mãos, sai imediatamente para saber o que tinha acontecido para saber quem a tinha escolhido.
 
Confira parte do artigo sobre o piercing, de Breno Amaral:
Todos os Piercings são dedicados a deuses e/ou ídolos regionais e territoriais. A partir do momento que você coloca um Piercing em seu corpo está aberta a porta para atuação demoníaca, mesmo que você não queira ou não saiba que isso vai acontecer. O diabo não está nem um pouco interessado em saber qual é a sua intenção, ele não quer saber se você sabe ou não o significado do que você está fazendo; ele apenas usa suas artimanhas para se apoderar da sua vida.
 
Portanto, vou explicar um pouco dos significados dos Piercings nas partes do corpo mais comumente utilizados.
  • O Piercing colocado no nariz significa DOMÍNIO e seu sentido no mundo espiritual é uma distorção do caráter e um direcionamento que causam rebeldia e uma autoconfiança muito exacerbada.
  • O Piercing nas sobrancelhas dá vazão para um APRISIONAMENTO DA MENTE, causando um bloqueio na mente de quem os usa. Para essas pessoas nada tem grande importância principalmente na vida espiritual.
  • O Piercing nas orelhas, muito comum, significa APRISIONAMENTOS EM ÁREAS ESPECÍFICAS do corpo, podendo ser bloqueio do sistema nervoso, sistema simpático e sistema parassimpático. As pessoas que os usam podem sofrer de problemas na coluna, útero, alterações de libido e personalidade e, também, alterações genitais.
  • Um dos piercings que estão mais na “moda” é colocado no umbigo. Este está na área destinada a ALIMENTAÇÃO. Serve como um local de canalização de espíritos satânicos no corpo de quem os usa. Ele representa a exposição do corpo, visto que as pessoas que os usam gostam de deixá-los à mostra.
  • O Piercing nos lábios significa um DOMÍNIO NA FALA; assim como o que é colocado na gengiva. As pessoas que os usam estão propensas a ter insegurança nessa área, dificuldades para uma boa comunicação, etc. Seu significado na vida dessas pessoas é como de um cabresto e pode ser representado na forma de gagueira. A diferença entre o colocado nos lábios e o que é colocado na gengiva, é que o segundo representa a LUXÚRIA.
  • O Piercing nos órgãos genitais traz como significa principal a PROSTITUIÇÃO. Ele pode causar um estímulo intra-uterino para atuação de espíritos nessa área causando esterilidade e outros problemas nas mulheres e, também, nos homens. Ele traz uma atuação na vida das pessoas que o utilizam.
    Bem, significa que todas as pessoas que você vir com esses tipos de piercings estarão manifestando esses sintomas que foram ditos? Não, nem sempre. Mas digo que, com certeza, no mundo espiritual elas estão aprisionadas de alguma forma por essas marcas que elas carregam no corpo.
É simples analisarmos tudo isto, basta um pouco de ponderação e perceberemos que não precisamos adotar tudo o que a moda nos oferece.
 
Somos separados, uma geração chamada sim para ser extravagante, mas nossa extravagância deve ser expressa a respeito do que nós recebemos do Senhor e do nosso amor por Ele, da nossa busca por Sua santidade. Não necessitamos expressar nossa individualidade e ideais em nosso corpo de forma tão agressiva, afinal, nosso corpo não nos pertence, mas sim ao Senhor.
 
 
Por: Andréa Cerqueira / www.amizadegospel.com.br
 
 

sábado, 4 de maio de 2013

ELEIÇÕES CGADB - PODERÁ HAVER RECONTAGEM DE VOTOS

Uma reunião será realizada nos próximos dias para analisar o pedido
 
 
Derrotados nas urnas pedem a recontagem dos votos da CGADB CGADB poderá ter recontagem de votos.
 
Uma reunião da Comissão Eleitoral da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) está marcada para os dias 6 e 7 de maio para discutir os pedidos de recontagem dos votos da eleição que colocou o pastor José Wellington Bezerra da Costa como presidente reeleito e outros pastores nos cargos da Mesa Diretora.
 
O pedido foi feito pelos candidatos derrotados e aceito pelo presidente da Comissão, o pastor Carlos Lorenzeti, que também é promotor de Justiça no Rio Grande do Norte.
 
Se os membros da Comissão Eleitoral aceitarem o pedido de recontagem de votos será marcado um nova reunião para poder recontar os votos dos pastores que estiveram no dia 11 de abril em Brasília participando da Assembleia Geral Ordinária.
 
Entre os pastores que pediram a recontagem está Isaías Coimbra, candidato à quinta secretaria. Ele recebeu 6.141 votos, e seu concorrente mais votado, o pastor Jonas Francisco, recebeu 6.932.
 
O pastor Josias Silva, candidato a 1º tesoureiro, teve 7.002 votos, mas acabou perdendo a vaga para Ivan Pereira Bastos que teve 7.236. Nos resultados parciais, Josias aparecia na frente, o que teria motivado este pedido.
 
O pastor Antônio Mesquita explicou a situação em seu blog, Fronteira Final, dizendo que muitos estão pedindo a recontagem por não aceitarem a derrota. “Alguns argumentos para a recontagem escondem o real motivo, o próprio recalque pela derrota e o revanchismo”, disse ele.
 
 
Por: noticiasgospel

ANGOLA PROÍBE OPERAÇÃO DE IGREJAS BRASILEIRAS.

 
Apenas a Igreja Universal do Reino de Deus recebeu aval para continuar funcionando.
 
As igrejas evangélicas brasileiras que possuem templos em Angola não poderão mais funcionar de acordo com a nova medida do governo que criticou os pastores que atuam no país, principalmente as igrejas dissidentes que são consideradas como um “negócio”.
 
Desde o incidente ocorrido no dia 31 de dezembro no estádio da Cidadela, onde 16 pessoas morreram por asfixia, o governo tomou medidas para fechar os estabelecimentos das denominações: Igreja Universal do Reino de Deus, Mundial do Poder de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém.
 
As 16 pessoas que morreram estavam entre as 150 mil que compareceram no local para participar do evento “O Dia do Fim” o culto da virada de ano da IURD. Na época as investigações apontaram que as igrejas estavam disputando para ver quem atraia o maior número de fiéis não respeitando os limites de público do local.
 
Em fevereiro as igrejas foram fechadas e em 31 de março apenas a IURD recebeu a autorização para voltar a funcionar.
 
Em Angola as igrejas são fiscalizadas pelos ministérios do Interior, Cultura, Direitos Humanos e pela Procuradoria Geral da Justiça. Apenas as igrejas reconhecidas podem funcionar no país e das que foram fechadas, apenas a Igreja Universal possuía tal reconhecimento.
 
Igrejas brasileiras fazem propaganda enganosa, diz secretário angolano
 
Para o secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), Rui Falcão, as igrejas brasileiras que atuam na Angola usam a fragilidade do povo para obter lucro por meio da propaganda enganosa.
 
“Elas ficam a enganar as pessoas, é um negócio, isto está mais do que óbvio, ficam a vender milagres”, disse ele para a Folha de São Paulo.
 
Rui Falcão também deixa claro que o governo não irá reconhecer as demais igrejas, principalmente as formadas por dissidências. “Essas igrejas não obterão reconhecimento do Estado, principalmente as que são dissidências, e vão continuar impedidas de funcionar no país”, disse ele que reforça a visão de que “elas são apenas um negócio”.
 
A Igreja Universal poderá funcionar normalmente, mas o governo vai fiscalizá-la no que diz respeito à segurança, dada a grande quantidade de fiéis.
 
 
Com informações Folha de SP.
 
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Uma igreja sem significado com uma cultura sem sentido

 

Você Adora (Som Livre)
Qual é a principal marca desta ‘geração de adoradores’? – Eu já sei. É a Som Livre: “Você adora, a Som Livre toca”…
 
Cá pra nós, a ‘Som Livre’ é bem sincera em dizer que “não adora”, entenderam? Ela só toca!
 
Gente, a Som Livre não tem tanto a ver com o cerne da questão, mas me entendam. Desejo iniciar falando sobre a Igreja Evangélica Brasileira. Quero sugerir que ela não é homogênea. Que ela vive um momento de confusa decadência. Que ela não tem um representante. Que ela se parece cada vez mais com uma empresa com metas a lucrar. Que ela vive tempos de banalização e apostasia. E mais, que ela perdeu o verdadeiro significado de ser IGREJA.
 
A principal marca dessa “Igreja” talvez não esteja se tornado evidente em nosso meio. Exceto os minoritários ajuntamentos de igrejas ainda sérias, cujas prioridades ainda são a preservação da são doutrina, a qualidade da pregação, o zelo pelo conteúdo nas canções, e a relevância de uma igreja local envolvida com sua cidade, essa majoritária “Igreja”, que me arrisco a chamar de “igreja sem significado” anda respingando o suor de Judas Iscariotes pelos quatro cantos desse país, ao se vender por outras trintas moedas timbradas de prosperidade, hedonismo e vários requintes de heresias.
 
Só me arrisco em dizer que a Igreja Evangélica Brasileira não tem significado por que não consigo me responder – quem é a Igreja Evangélica Brasileira? Qual é a cara dela? (Não me indiquem que a cara dela é o Silas, o Feliciano, o “apóstolo A”, o “Querubim B”, ou “Curandeiro C”…. por favor.).
 
pastor-silas-malafaia
 
Entretanto, se o significado da Igreja Evangélica Brasileira for o que mais se evidencia nos meios de comunicação, como a Teologia da Prosperidade, a mercantilização da fé, a banalização do dízimo, estrelismos, e coisa e tal, não hesito em supor que esta igreja está morta e já fede.
 
Isto porque em sua descrição seria fácil identificar como principais características: o amor ao dinheiro, desapego com a Verdade, idolatria, hedonismo, hierarquização no reino e por aí vai…
 
Que Tempos! Mas, nada de novo.
 
Já houve tempos em que muitos souberam da Verdade, abandonaram e deram as costas para ela. Ao lermos o que Paulo escreveu aos Romanos no capítulo 1, de maneira alguma dissociaremos tal Verdade a essa atual geração.
 
Amigos, perdoem-me, a sugestão (afinal quem sou eu para supor isso), mas acredito que essa geração tem dado as costas para Deus. Os discursos sobre Deus estão desbotados, ausentes de arrependimento, humilhação e temor.
 
“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Rm 1.21,22)
 
Na minha pequena cidade (Guarabira-PB), creio ver uma paisagem que reproduz o que se passa no nosso país. Novas igrejas sendo inauguradas, cultos sendo oferecidos como cardápios de prosperidade, escândalos após escândalos, politicagem no reino, irrelevância social, “igrejas-seitas” chegando nos novos prédios da cidade, e tantas coisas mais. – Não é esse o retrato na sua cidade também? (espero que não)
 
Para não ficarmos só especulando, existe apenas uma perspectiva que podemos ter para esse mundo dito pós-moderno: uma compreensão de que o nosso país está sob a ira de Deus! Dá pra crer?
 
Diante deste distanciamento da Verdade bíblica, relembro de Deus falando de forma rígida com o profeta Jeremias a respeito de sua IGREJA: “Se um homem repudiar sua mulher, e ela o deixar e tomar outro marido, porventura aquele tornará a ela? Não se poluiria com isso de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes” (Jr 3.1). Deus fala por repetidas vezes com o seu povo: “Você é minha noiva”, mas nesta passagem Deus se sentia trocado por outros “maridos”! E hoje?
 
Vejam que para Deus, o desviar-se dEle é adultério espiritual, apostasia. Neste capítulo (3 Jr.) vemos que os judeus estavam se voltando para falsos deuses. Isso nos sugere que os falsos deuses da atualidade estão sendo promovidos por uma falsa teologia, pois sempre que a Igreja de Cristo se desvia da Verdade, ela está representando a meretriz e passa a estar sob a Ira de Deus.
 
Uma característica plena do mundo atual é o hedonismo (prazer acima de tudo) e nos tempos do profeta Jeremias o povo de Deus se mostrou tão hedônico quanto o dessa atual geração. Por isso, a prosperidade que a “igreja sem significado” de hoje tanto almeja, certamente a levará para a ruína.
 
“Como, vendo isto, te perdoaria? Teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses; quando os fartei, então adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos. Como cavalos bem fartos, levantam-se pela manhã, rinchando cada um à mulher do seu próximo. Deixaria Eu de castigar por estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?” (Jeremias 5:7-9)
LONDRES (59)
Templos vazio em Londres.
 
Notem o feito de uma sociedade próspera: “depois de eu os ter fartado, adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos”. Que triste não é, eles usaram a prosperidade deles para o pecado. O que este quadro nos sugere para compreensão do mundo atual? Pensemos nos países prósperos em riquezeas do norte europeu, nos Estados Unidos, como lidaram com a Verdade de Deus quando fartos?!
 
Não pretendo ser conclusivo ou fatalista. Mas, digo com certeza, ao contrário da tal “Unção Financeira dos Últimos Dias”, oferecida pelo Silas Malafaia, riquezas não é o plano de Deus para tornar seu povo Santo. Não que devamos ser miseráveis ou “franciscanos”, mas esse não é o legado para a IGREJA aqui na terra! A Graça de Deus basta!
 
Acredito não ser exagero sugerir que a tal Igreja Evangélica Brasileira necessite de uma reforma e um reavivamento. Estas duas palavras tem uma relação com o ‘restaurar’. Restauração à doutrina pura e restauração na vida do Cristão. Os grandes momentos da História da Igreja de Cristo vieram quando estas duas restaurações entraram simultaneamente em ação. É tempo de pensarmos nisto.
 
Agora voltando a ‘Som Livre’. Esse gancho me serve apenas para pensar rapidamento sobre a cultura cristã. Mas afinal, pergunto: nossa cultura religiosa é cristã? Sinceramente, não me arrisco no SIM. Nossa cultura ao invés de cristã, eu intitularia de cultura do engano e consumo, ou sendo menos palpiteiro, quiçá, cultura pós-cristã.
arte primitiva
Arte Cristã Primitiva nas catacumbas romanas. Local de culto dos primeiros cristãos.
 
Sinceramente, envergonha-me ver a nossa cultura antes cristã estar relacionada aos desajeitados e confusos astros de um segmento chamado Gospel. Pois a verdadeira cultura cristã vista na igreja primitiva e na Reforma Protestante discursou no areópago da Grécia Antiga encantando súditos; se revelou nas catacumbas romanas através de cultos sem astros e “curandeiros”; contagiou as chamadas artes seculares da Reforma Protestante contribuindo para a Renascença; colaborou para o processo de alfabetização na Inglaterra, Alemanha, e Países Baixos; foi fonte de inspiração para grandes nomes da História das Artes, e, além disso, foi veículo eficaz para a propagação da Verdade de Deus: Jesus.
 
Essa Cultura Cristã está mui doente, pouco ou quase nada transforma o mundo. Falta relevância e sobra comnércio. Infelizmente “Eles” não tem o menor desejo de salvá-la.
 
A “igreja sem significado” e a “cultura sem sentido” lamentavelmente maquiada com “pó cristão”, hoje nos deixa um triste legado: a irrelevância!
 
Oremos a Deus por reforma e reavivamento, pois enquanto povo que se intitula ‘Evangélicos no Brasil’, começo a cogitar que já estamos a ficar sob Ira de Deus.
 
 
[Fonte: SHAEFFER, Francis. A Morte na Cidade.Editora Cultura Cristã: São Paulo, 2003.]
 
 
 
Por Antognoni Misael / Do Arte de Chocar para o Púlpito Cristão.
 
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Praia do Futuro: ator Wagner Moura interpretou papel de pastor em filme que estreia este ano

Praia do Futuro: ator Wagner Moura interpretou papel de pastor em filme que estreia este ano
O ator Wagner Moura interpretou o papel de um pastor evangélico no filme Praia do Futuro, do diretor alemão Karim Aïnouz, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.
 
Wagner é um dos atores brasileiros de maior reconhecimento por seu trabalho no cinema, e é conhecido por interpretar o Capitão Nascimento, dos filmes Tropa de Elite. Recentemente Wagner Moura entrou para o seleto grupo de atores brasileiros que possuem espaço em filmes de Hollywood, e atuou ao lado de Matt Damon no filme Elysium, que estreia no próximo mês de setembro.
 
O longa-metragem Praia do Futuro é uma co-produção Brasil-Alemanha, e fala de um pastor fervoroso que também atua como salva-vidas numa praia cearense. A sinopse do filme diz há referências a filmes como 007, Aquaman e SpeedRacer, e que a trama do filme gira em torno do desaparecimento do pastor Donato por dez anos.
 
Praia do Futuro foi rodado no Ceará e também em Berlim, capital da Alemanha, e exigiu que Wagner Moura fizesse treinamentos para salva-vidas com o Corpo de Bombeiros para interpretar o personagem Donato, segundo O Fuxico.
 
O orçamento de Praia do Futuro foi de R$ 6,3 milhões, e teve a produção compartilhada entre as empresas Coração da Selva e Hank Levine Film Gmb. É provável que o longa-metragem faça parte das comemorações do ano Brasil-Alemanha, que promove em 2013, intercâmbios culturais entre os dois países.
 
Wagner Moura foi um dos atores que se mobilizaram nos protestos contra o pastor Marco Feliciano. Antes, já havia dito que não crê em Deus como a Bíblia descreve.
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
 

OAB entra com representação contra o pastor Marco Feliciano e Jair Bolsonaro; Abertura de processo pode resultar em cassação do mandato

OAB entra com representação contra o pastor Marco Feliciano e Jair Bolsonaro; Abertura de processo pode resultar em cassação do mandato
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um grupo formado por entidades ligadas a questões dos direitos Humanos apresentarão uma representação ao deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, pedindo abertura de processo disciplinar contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ), por quebra de decoro parlamentar.
 
Se a Corregedoria da Câmara aceitar a abertura do processo, as investigações podem resultar na cassação do mandato de ambos os deputados.
 
A iniciativa da OAB e demais entidades se deveu a relatos de que Bolsonaro haveria editado um vídeo com trechos da fala de um professor do Distrito Federal durante discurso deste numa audiência pública da Câmara.
 
O vídeo, considerado difamatório, acusa o professor de pedofilia, e contém imagens de deputados federais simpáticos à militância LGBT, associando-os à ideia de que há uma luta contra a família, de acordo com informações do Jornal do Brasil. O Youtube, onde o vídeo foi publicado, retirou o material do ar.
 
Já sobre Marco Feliciano, a representação se refere ao processo aberto contra o pastor pelos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF) e Domingos Dutra (PT-MA). Na ação movida contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), os parlamentares acusam Feliciano de difamação, devido a um vídeo lançado pela produtora WAP TV no auge da crise resultante da eleição do pastor para a presidência da CDHM.
 
“Pensar que tais absurdos partem de representantes do Estado, das Estruturas do Congresso Nacional, é algo inimaginável e não podemos ficar omissos. Direitos Humanos não se loteia e não se barganha”, disse o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous.
Damous afirmou que “a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB será protagonista no enfrentamento a esse tipo de atentado à dignidade humana”.
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
 
 

Estudo revela que frequentar cultos pode acrescentar até três anos de vida; Antropólogo diz que descoberta “é uma das mais impressionantes dos últimos anos”

Estudo revela que frequentar cultos pode acrescentar até três anos de vida; Antropólogo diz que descoberta “é uma das mais impressionantes dos últimos anos”
O antropólogo e escritor T. M. Luhrmann publicou um artigo no New York Times sobre o efeito da religião sobre a saúde de quem frequenta cultos em igrejas cristãs.
 
Luhrmann realizou um estudo sobre o tema e publicou recentemente um livro intitulado When God Talks Back: Understanding the American Evangelical Relationship With God, ainda sem título em português (em tradução livre, pode ser entendido como “Quando Deus Responde: Entendendo a Relação dos Evangélicos Norte-Americanos com Deus”).
 
“Uma das descobertas científicas mais impressionantes sobre religião nos últimos anos é que ir à igreja uma vez por semana faz bem. Frequentar a igreja – e no mínimo, a religiosidade – melhora o sistema imunológico e diminui a pressão arterial. Isso pode acrescentar até dois ou três anos de vida. A razão para isso não está inteiramente clara”, diz Luhrmann.
 
No artigo, Luhrmann afirma que outros pesquisadores chegaram a conclusões semelhantes: “Um estudo realizado na Carolina do Norte descobriu que fiéis frequentes tinham redes sociais maiores, com mais contatos, mais afeição e mais tipos de apoio social do que as pessoas que não frequentavam igrejas. E nós sabemos que o apoio social está diretamente ligado a uma saúde melhor”, observa o antropólogo.
 
As doutrinas pregadas pelas igrejas também contribuem para uma vida significativamente mais saudável, segundo Luhrmann: “O comportamento saudável é, sem dúvida, outra parte. Certamente muitos fiéis lutam com comportamentos que gostariam de mudar, mas, em média, os frequentadores regulares de igrejas bebem menos, fumam menos, usar menos drogas recreativas e são menos sexualmente promíscuos do que os outros”, pontua.
 
A fé, para os cristãos, é algo que simboliza a crença no que não é visível, mas real. Para Luhrmann, a convivência com esse exercício pode proporcionar experiências positivas, com influências diretas na saúde.
 
“Qualquer religião demanda que você vivencie o mundo como algo mais do que é apenas material e observável. Isso não significa que Deus é imaginário, mas que, como Deus é imaterial, os que creem nele precisam usar sua imaginação para representar Deus. Para conhecer Deus numa igreja evangélica, você deve experimentar o que só pode ser imaginado como real, e você deve experimentar isso como algo bom”, conceitua o antropólogo.
 
Lurhmann diz que a comunidade científica tem “cada vez mais provas de que o que os antropólogos chamariam de ‘curas simbólicas’ têm efeitos físicos reais sobre o corpo. No cerne de alguns destes efeitos misteriosos pode estar a capacidade de confiar que aquilo que só pode ser imaginado seja real, e seja bom”.
 
Confira abaixo, a íntegra do artigo “Antropólogo realiza observações científicas a respeito do impacto da religião na vida das pessoas”, republicado pelo portal Uol:
Uma das descobertas científicas mais impressionantes sobre religião nos últimos anos é que ir à igreja uma vez por semana faz bem. Frequentar a igreja – e no mínimo, a religiosidade – melhora o sistema imunológico e diminui a pressão arterial. Isso pode acrescentar até dois ou três anos de vida. A razão para isso não está inteiramente clara. 
O apoio social é sem dúvida uma parte da história. Nas igrejas evangélicas que estudei como antropólogo, as pessoas realmente parecem cuidar umas das outras. Elas apareciam com o jantar quando os amigos estavam doentes e se sentavam com eles quando estavam tristes. A ajuda às vezes era surpreendentemente concreta. Talvez um terço dos membros da igreja pertencia  a pequenos grupos que se encontravam semanalmente para falar sobre a Bíblia e suas vidas. Uma noite, uma jovem de um grupo no qual eu tinha entrado começou a chorar. Seu dentista tinha dito que ela precisava de um procedimento de US$ 1.500, e ela não tinha o dinheiro. Para meu espanto, nosso pequeno grupo – cuja maioria era de estudantes – simplesmente cobriu os custos, com doações anônimas. Um estudo realizado na Carolina do Norte descobriu que fiéis frequentes tinham redes sociais maiores, com mais contatos, mais afeição e mais tipos de apoio social do que as pessoas que não frequentavam igrejas. E nós sabemos que o apoio social está diretamente ligado a uma saúde melhor. 
O comportamento saudável é, sem dúvida, outra parte. Certamente muitos fiéis lutam com comportamentos que gostariam de mudar, mas, em média, os frequentadores regulares de igrejas bebem menos, fumam menos, usar menos drogas recreativas e são menos sexualmente promíscuos do que os outros. 
Isso corresponde às minhas próprias observações. Numa igreja que eu estudei no sul da Califórnia, a história de conversão mais comum parecia ser ter encontrado Deus e nunca mais ter tomado metanfetaminas. (Uma mulher me disse que ao esquentar sua dose, ela desencadeou uma explosão no apartamento de seu pai que estourou as portas de vidro. Ela me disse: “Eu sabia que Deus estava tentando me dizer que eu estava indo pelo caminho errado.”) Na igreja seguinte, lembro-me de ter ido a um grupo que ouvia uma mulher falar sobre um vício que ela não conseguia largar. Assumi que ela estava falando sobre sua própria batalha contra a metanfetamina. No fim, ela achava que lia romances demais. 
No entanto, acho que pode haver outro fator. Qualquer religião demanda que você vivencie o mundo como algo mais do que é apenas material e observável. Isso não significa que Deus é imaginário, mas que, como Deus é imaterial, os que creem nele precisam usar sua imaginação para representar Deus. Para conhecer Deus numa igreja evangélica, você deve experimentar o que só pode ser imaginado como real, e você deve experimentar isso como algo bom. 
Quero sugerir que esta é uma habilidade e que pode ser aprendida. Podemos chamá-la de absorção: a capacidade de se envolver em sua imaginação, de uma maneira que você goste. O que eu vi na igreja como um observador antropológico foi que as pessoas eram incentivadas a ouvir a Deus em suas mentes, mas apenas para prestar atenção às experiências mentais que estavam de acordo com o que elas considerassem ser o caráter de Deus, que elas consideram bom. Vi que as pessoas eram capazes de aprender a vivenciar Deus dessa forma, e que aquelas que eram capazes de vivenciar um Deus amoroso de forma vívida, eram mais saudáveis – pelo menos, julgando por uma escala psiquiátrica padronizada. Cada vez mais, outros estudos confirmam esta observação de que a capacidade de imaginar um Deus amoroso vividamente leva a uma saúde melhor. 
Por exemplo, num estudo, quando Deus era experimentado como algo mais remoto não  amoroso, quanto mais alguém rezava, mais sofrimento psiquiátrico parecia ter; quando Deus era experimentado como próximo e íntimo, quanto mais alguém orava, menos doente ficava. Em outro estudo, numa faculdade cristã particular no sul da Califórnia, a qualidade positiva de um apego a Deus diminuiu significativamente o estresse e fez isso de forma mais eficaz do que a qualidade das relações da pessoa com outras pessoas. 
Eventualmente, isso pode nos ensinar como aproveitar o efeito “placebo” – uma palavra terrível, porque sugere uma ausência de intervenção em vez da presença de um mecanismo de cura que não depende de produtos farmacêuticos nem de cirurgia. Nós não entendemos o efeito placebo, mas sabemos que é real. Ou seja, temos cada vez mais provas de que o que os antropólogos chamariam de “curas simbólicas” têm efeitos físicos reais sobre o corpo. No cerne de alguns destes efeitos misteriosos pode estar a capacidade de confiar que aquilo que só pode ser imaginado seja real, e seja bom. 
Mas nem todos se beneficiam da cura simbólica. No início deste mês, o filho mais novo do famoso pastor Rick Warren se suicidou. Sabemos poucos detalhes, mas a perda nos lembra que sentir desespero quando você quer sentir o amor de Deus pode piorar a sensação de alienação. Necessitamos com urgência de mais pesquisas sobre a relação entre doença mental e religião, não só para que possamos compreender mais intimamente essa relação – as formas pelas quais elas estão ligadas e são diferentes –, mas para reduzir a vergonha daqueles que são religiosos e ,no entanto, precisam buscar outros cuidados.
 
*T. M. Luhrmann, professor de antropologia na Universidade de Stanford e autor do livro “When God Talks Back: Understanding the American Evangelical Relationship With God” [algo como: "Quando Deus Responde: Entendendo a Relação dos Evangélicos Norte-Americanos com Deus"] é um colunista convidado.


Tradução: Eloise De Vylder / Por Tiago Chagas, para o Gospel+