terça-feira, 14 de maio de 2013

Jornalista católico critica parcialidade da mídia no caso Marcos Pereira e afirma: “Evangélicos não são estupradores”. Leia na íntegra

Jornalista católico critica parcialidade da mídia no caso Marcos Pereira e afirma: “Evangélicos não são estupradores”. Leia na íntegra
A cobertura da mídia no caso em que o pastor Marcos Pereira é acusado de estupro de fiéis foi duramente criticada pelo jornalista Reinaldo Azevedo, católico, em seu espaço no site da revista Veja.
 
Segundo Azevedo, a mídia estaria atuando de forma parcial na cobertura do caso, e generalizando ao estender a caricatura feita em cima de Marcos Pereira a todos os evangélicos.
 
“Se [Marcos Pereira] cometeu os crimes de que é acusado, que fique 800 anos na cadeia. O que sei — e a patrulha pode desistir que não cedo a esse tipo de pressão vagabunda — é que evangélicos não são estupradores ou tendentes ao estupro, assim como católicos não são pedófilos ou tendentes à pedofilia”, escreveu Azevedo.
 
O jornalista diz ainda em seu texto, que “dá quase para tocar no clima de preconceito” existente na imprensa brasileira contra os evangélicos.
 
“Como já apontei aqui — e apontarei outras 500 vezes se necessário —, a existência de um ativo preconceito antirreligioso na imprensa brasileira, os idiotas perdem a modéstia e perguntam: ‘O que você vai dizer agora?’. Vou dizer o óbvio: cadeia para Marcos Pereira se for culpado, como defendi cadeia para padres pedófilos. Qual o mistério? [...]O preconceito antirreligioso da nossa imprensa é, na verdade, anticristão (antievangélico e anticatólico). Em relação ao islã, por exemplo, dá-se o contrário: busca-se provar, por exemplo, que atos terroristas são dissociados da religião. Qualquer orientalismo é sempre bem-vindo”, constatou Reinaldo Azevedo.
 
Segundo o jornalista, há má vontade da mídia ao publicar, por exemplo, que o pastor Marco Feliciano já havia saído em defesa de Marcos Pereira anteriormente, numa situação distinta da atual: “‘Ah, Fulano de tal, evangélico, já defendeu Marcos Pereira; Beltrano também…’ Certamente não o defenderam porque fosse um estuprador, não é mesmo? Aliás, entendo que a notícia merece tal destaque justamente porque nos parece especialmente incompatíveis estas duas realidades: o fato de o sujeito ser um líder religioso e, ao mesmo tempo, um estuprador. ‘Ah, ele já era acusado de muita coisa…’ É verdade! Desde o tempo, por exemplo, em que o movimento AfroReggae, ausente do noticiário (eventualmente aparece como um berço de heróis), atuava em parceria com ele. Em fevereiro do ano passado, José Júnior, o coordenador do movimento, acusou Pereira de planejar a sua morte. Nunca ficou claro o motivo. O certo é que brigaram”, publicou Azevedo.
 
Confira a íntegra do artigo de Reinaldo Azevedo no site de Veja:
Já recebi aqui uns “trocentos” comentários sobre o tal pastor Marcos Pereira, da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Ele é acusado de ter cometido vários estupros e de ter se associado ao narcotráfico, e se investiga até a possibilidade de envolvimento com um homicídio. Está preso. Se cometeu os crimes de que é acusado, que fique 800 anos na cadeia. O que sei — e a patrulha pode desistir que não cedo a esse tipo de pressão vagabunda — é que evangélicos não são estupradores ou tendentes ao estupro, assim como católicos não são pedófilos ou tendentes à pedofilia. 
Nessas horas, dá quase para tocar no clima de preconceito, de tal forma ele se adensa. “Esses evangélicos são mesmo uns falsos moralistas… Vejam lá!”. Ou ainda: “Esses evangélicos são contra o casamento gay, mas abrigam estupradores”. Ou por que não: “Todo moralista, no fundo, é mesmo um pervertido”. Parafraseando Musil sobre Kakânia (ele falava de outro assunto…), em Banânia, tendemos a achar que todo moralista é um pervertido, mas ainda não chegamos ao requinte de considerar todo pervertido um moralista… 
Como já apontei aqui — e apontarei outras 500 vezes se necessário —, a existência de um ativo preconceito antirreligioso na imprensa brasileira, os idiotas perdem a modéstia e perguntam: “O que você vai dizer agora?”. Vou dizer o óbvio: cadeia para Marcos Pereira se for culpado, como defendi cadeia para padres pedófilos. Qual o mistério? NOTA À MARGEM: o preconceito antirreligioso da nossa imprensa é, na verdade, anticristão (antievangélico e anticatólico). Em relação ao Islã, por exemplo, dá-se o contrário: busca-se provar, por exemplo, que atos terroristas são dissociados da religião. Qualquer orientalismo é sempre bem-vindo. Se aparecer algum sugerindo que comer capim purifica a alma, o defensor dessa purificação será tratado como Santo Agostinho jamais seria porque Santo Agostinho, por óbvio, é incompatível com capim. 
“Ah, Fulano de tal, evangélico, já defendeu Marcos Pereira; Beltrano também…” Certamente não o defenderam porque fosse um estuprador, não é mesmo? Aliás, entendo que a notícia merece tal destaque justamente porque nos parece especialmente incompatíveis estas duas realidades: o fato de o sujeito ser um líder religioso e, ao mesmo tempo, um estuprador. “Ah, ele já era acusado de muita coisa…” É verdade! Desde o tempo, por exemplo, em que o movimento AfroReggae, ausente do noticiário (eventualmente aparece como um berço de heróis), atuava em parceria com ele. Em fevereiro do ano passado, José Júnior, o coordenador do movimento, acusou Pereira de planejar a sua morte. Nunca ficou claro o motivo. O certo é que brigaram. 
Amigos? Ah, eles foram, sim!!! E como!!! Vejam o vídeo abaixo, em que José Júnior canta as glórias de Marcos Pereira. Pergunta óbvia: digamos que Júnior tenha sido enganado… Por que os evangélicos, que o elogiaram o pastor que está preso, não podem entrar na mesma categoria? Respondo: porque José Júnior, na imprensa, é considerado um “ativista social”, acima do bem e do mal, e os evangélicos são vítimas do tal preconceito a que me referi. No vídeo abaixo, peço que vocês prestem atenção à fala de José Júnior, a partir de 4min24s (transcrevo-a em seguida):

 
José Júnior – Pastor, as igrejas, geralmente, têm uma postura muito pacifista, o que é natural, mas a gente percebe que a Assembleia de Deus dos Últimos Dias, que é a sua igreja, na verdade, é um grupo de guerreiros que vai no meio do front mesmo, e que o senhor não usa arma de fogo, mas utiliza a palavra de Deus como se fosse uma ponto 30 e sai fuzilando todo mundo 
“A palavra de Deus como uma ‘Ponto 30’”!!! Belas palavras, sem dúvida, não é mesmo?, para designar uma ação religiosa. José Júnior fosse outro, certamente renderia um tratado sobre algo mais ou menos assim: “Diz-me que metáforas usas e te direi quem és…”. 
Que fique claro: o pastor estava proibido de entrar no presídio Moniz Sodré havia quatro anos porque existiam severas desconfianças sobre a natureza e os efeitos de sua pregação. Voltou por intermédio do AfroReggae. 
“Olhem o Reinaldo tentando arrastar o sacrossanto AfroReggae, que acha que a palavra de Deus deve ser usada como uma ‘Ponto 30’, para a aluvião que colhe o pastor Marcos Pereira”!!! Não estou tentando arrastar nada nem ninguém. Até hoje, não se sabe direito por que José Júnior e Pereira brigaram. Sei que já havia uma penca de acusações contra o pastor quando faziam trabalho juntos. O rompimento, depois, foi estrepitoso. 
Estou exercendo o jornalismo como gênero didático: estou demonstrando que o pastor Marcos Pereira, a despeito das suspeitas e acusações, era aplaudido por um monte de gente, tanto por aqueles que a imprensa adora detestar, como os cristãos, como por aqueles que a imprensa adora amar, como o AfroReggae. 
E não, sob nenhuma hipótese, a palavra de Deus pode ser usada como uma “Ponto Trinta”. É ruim como fato e é ruim como metáfora. 
PS: O vídeo acima é o primeiro de uma série de quatro. Estão todos no YouTube, se é que não se dará um jeito de tirá-los de lá…

Por Reinaldo Azevedo
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

DECISÃO DO CNJ OBRIGA CARTÓRIOS A RALIZAREM CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS.


Os cartórios de todo o Brasil serão obrigados a celebrar casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios terão de converter as uniões estáveis homoafetivas em casamento civil, mesmo que ainda não haja previsão legal para isso.

A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), e aprovada por 14 a 1. A conselheira Maria Cristina Peduzzi foi a única a votar contra a aprovação da resolução, sob o argumento de que, para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o Congresso teria de aprovar um projeto de lei. Há projetos em tramitação no Congresso sobre o casamento civil de pessoas do mesmo sexo.

A resolução aprovada pelo CNJ diz que: "É vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo". E acrescenta que, se houver recusa dos cartórios, será comunicado o juiz corregedor para "providências cabíveis".

O presidente do CNJ afirmou que a resolução remove "obstáculos administrativos à efetivação" da decisão do Supremo. "Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso."

O subprocurador da República, Francisco de Assis Sanseverino, manifestou-se contra a aprovação da resolução e citou os votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que foram favoráveis ao reconhecimento da união homoafetiva, mas deixaram claro que a decisão não legalizava o casamento.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

“No Mundo dos Evangélicos”: Em programa de TV, jornalista busca consultoria para abrir igreja e “viver de dízimos”. Assista

“No Mundo dos Evangélicos”: Em programa de TV, jornalista busca consultoria para abrir igreja e “viver de dízimos”. Assista
O episódio de estreia do programa “O Infiltrado”, do History Channel, em que o jornalista Fred Paiva Melo busca consultoria para “abrir uma igreja evangélica e ganhar a vida recebendo dízimo”, causou polêmica por, supostamente, mostrar um retrato caricato da igreja evangélica.
 
- O Brasil é o maior país católico do mundo. Mas, se as igrejas pentecostais e neopentecostais continuarem crescendo no ritmo atual, metade da população será de evangélicos já em 2020. Apesar de acreditar mais em duendes do que em Deus, Fred se propõe a abrir uma igreja evangélica e ganhar a vida recebendo dízimo e para isso procura o apóstolo Gilson Henriques, do Tabernáculo dos Profetas, e conta com a sua consultoria para abrir o templo Guardiões do Fiel. Depois, pede ajuda a Wellington, personal teólogo, que o ajuda a arrumar um terno adequado, uma bíblia e um pequeno séquito para experimentar sua pregação em praça pública. No afã de escolher o seu público, Fred se depara com um pastor que promete emagrecimento instantâneo – diz a descrição do episódio, intitulado “No Mundo dos Evangélicos”.
 
“O Infiltrado” é um programa que tem como objetivo levar Melo a viver em diferentes meios, levando-o para uma situação diferente em cada programa.
 
Gilson Henriques, mostrado no programa como consultor. É apresentado pelo jornalista como um “bem sucedido empresário da fé” e também um consultor para abrir uma igreja. Em sua consultoria, Gilson, explica que com cerca de 8 mil reais o jornalista conseguiria abrir uma igreja para 100 pessoas sentadas. Eles discutiram também as estratégias para se escolher o nome da igreja. Ao finalizar sua visita à igreja, o jornalista afirma que o segredo do “negócio” era de que “o fiel vai à igreja por causa de Deus, mas leva de brinde o melhor espetáculo num raio de 20 quilômetros”.
 
O dízimo doado pelos fiéis é apresentado pelo programa como o capital de giro para manter a igreja e, quando apresentado ao conceito de que semeando o fiel receberia até 100 vezes mais, o jornalista ironiza dizendo que deveria tirar seu dinheiro investido na Bolsa de Valores e “fazer um aporte” na igreja.
 
Durante o programa, Melo retrata vários toda sua trajetória para a abertura de uma igreja, desde sua suposta oração de conversão, até a escolha dos músicos para um grupo de louvor. Para isso, o programa apresentou diversas pessoas ligadas à igreja evangélica, e também vários detalhes peculiares de algumas denominações, como o “drive thru de oração” da Igreja Universal.
 
- Então quer dizer, é simples assim. ‘Tô’ liberado do inferno? – questionou o apresentador após repetir uma suposta oração de conversão.
 
- Simples assim. Você é um novo cara, nova vida – respondeu o “personal teólogo” que o acompanhava. Em seguida esse consultor o incitou ainda a fazer uma pregação, causando um tumulto entre pessoas que estavam na praça.
 
O programa recebeu várias críticas por estar, supostamente, debochando das igrejas evangélicas.
 
- Pode-se avaliar um programa como este de pelo menos dois ângulos: como um escárnio ao movimento evangélico, fruto do preconceito religioso, ou ainda, como um feedback que nos revela a imagem que a igreja evangélica brasileira tem construído no imaginário popular. – afirmou Hermes Fernandes, do blog Genizah Virtual.
 
- Em vez nos infiltrarmos no mundo como agentes transformadores do reino de Deus, estamos sendo infiltrados pelo mundo e servindo de chacota por causa de nossas idiossincrasias. – concluiu Fernandes.

Assista ao programa na íntegra:


Por Dan Martins, para o Gospel

“Mercado gospel”: Comércio de produtos voltado ao público evangélico movimenta R$ 12 bilhões em um ano

“Mercado gospel”: Comércio de produtos voltado ao público evangélico movimenta R$ 12 bilhões em um ano
Somente no ano passado, o comércio de produtos direcionados ao público evangélico movimentou R$ 12 bilhões. Os dados são de um estudo feito pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), que lembrou também que esse público representa um contingente de 42,3 milhões de brasileiros, 22,2% da população brasileira, de acordo com o Censo IBGE divulgado em 2012.
 
A maior parte desse faturamento vem da venda de livros, que representam R$479 milhões do faturamento, de acordo com a Câmara Brasileira do Livro. Além dos leitores brasileiros, as editoras nacionais ainda exportam títulos para 105 países. O setor fonográfico também é fortalecido por esses consumidores e movimenta R$ 1,5 bilhão anualmente, de acordo com dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos. Esse faturamento tem atraído, além das gravadoras especializadas nesse público, empresas originalmente seculares, como a Som Livre e a Sony Music, que criaram selos evangélicos e investiram na contratação de artistas de grande peso, e muito conhecidos pelo público.
 
Segundo o site Mundo do Marketing, diferente do que prega o senso comum, o mercado evangélico não tem os CDs e DVDs como produtos exclusivos. Apesar de esses serem os mais representativos em faturamento, as empresas gospel disponibilizam produtos que vão desde agendas, materiais de papelaria, roupas personalizadas, brinquedos, DVDs e desenhos animados até serviços como sites de relacionamento, pacotes de viagens, eventos e cartão de crédito.
 
- O mercado está muito mais exigente do que há 10 anos. A mentalidade que imperava era: sou evangélico e vou fazer um produto para evangélicos. Então não precisa ser tão profissional, porque de irmão para irmão se aceita qualquer coisa. Nessa época, produto evangélico era sinônimo de falta de qualidade. A música, por exemplo, não era aceita por quem não era do meio – comentou sobre o mercado o fundador do site Amoremcristo.com, Carlos Vinícius Buzulin.
 
Empresas voltadas para esse público tem feito investimentos também no ramo do vestuário. Como exemplo dessa expansão temos a pastora e cantora Aline Barros que lançou no ano passado a grife Minha Maria, especializada em moda infantil exclusiva para meninas. As empresas Ce Chic e Clara Rosa também seguem a tendência e oferecem roupas e acessórios de diferentes estilos para atender a demanda das mulheres cristãs.
 
- As confecções sofreram uma mutação ao longo do tempo. Antes as roupas evangélicas eram peças que as pessoas usariam só mesmo para ir à igreja. Atualmente transmitem valores sem dever nada a outras grifes – afirma Carlos Vinícius Buzulin.
 
Nesse mercado já é possível encontrar também cartões de crédito voltados para esse público, como o Assembleia de Deus Mastrear e CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil) Gold, cartões que foram criados em comemoração ao centenário das Assembleias de Deus, em 2011. Os operadores financeiros responsáveis por esses cartões repassam 50% dos lucros para a igreja da qual o cliente é membro.
 
Comentando sobre a ampliação desse mercado, Carlos Vinícius Buzulin explicou que para ingressar nesse nicho, além de um produto competitivo, as empresas precisam compreender o que leva este público a escolher um produto.
 
- O sucesso está em conciliar a parte profissional e compreender as necessidades espirituais. Estas empresas têm que ter esses dois pilares. Se só um deles estiver bem estruturado, o projeto estará fadado ao fracasso. Hoje temos empresas de diversos segmentos criando ramificações evangélicas, dando uma cara gospel para conquistar essa fatia da população. Quando o negócio não dá certo, geralmente a falha está em não conhecer como este público pensa e se comporta. São empresários que entram simplesmente para capitalizar – comenta o empresário.


Por Dan Martins, para o Gospel+
 
 
 

sábado, 11 de maio de 2013

FELIZ DIA DAS MÃES

 

“O verdadeiro fim da pregação é endireitar a vida dos homens e não entulhar as suas cabeças com especulação inútil.”  Susanna Wesley
 
Segundo Marcelo Duarte, em sua obra O Guia dos Curiosos, (Companhia das Letras, 1995) a Mitologia Grega é a origem da mais antiga celebração do Dia das Mães. Na Antiga Grécia, a entrada da primavera era festejada em honra a Rhea, esposa de Cronus e mãe de Zeus, considerada a Mãe dos Deuses.

No início do século XVII, a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Este dia ficou conhecido como o Mothering Sunday, ou seja, o Domingo das Mães. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães e levavam o mothering cake, um bolo, de presente para elas.
 
Nos Estados Unidos da América as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada, em 1872, por Júlia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Seria, na concepção dela, um dia dedicado à paz. Mas foi outra americana, Ana Jarvis, da Filadélfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Ana perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo residente Woodrow Wilson: dia 9 de maio, o segundo domingo de maio.

Em nosso país, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços, entidade ligada á Igreja Batista, em maio de 1918. A data passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo Presidente Getúlio Vargas. Em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo, lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães e o hábito de presentear as mães ganhou impulso. Hoje o Dia das Mães em importância comercial é a segunda data, só perdendo para o Natal.
 
Porém não existe uma uniformidade na data. Observe: a Noruega comemora no 2º. Domingo de fevereiro; a África do Sul no 1º. Domingo de Maio; Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica no 2º. Domingo de Maio; México no dia 10 de Maio; Inglaterra no 4º. Domingo da Quaresma; Suécia no último domingo de Maio, Argentina no 2º. Domingo de Outubro; Portugal no 1º. Domingo de Maio e a Iugoslávia duas semanas antes do Natal.

Poderia deixar muitos exemplos de mães que aparecem nas Escrituras Sagradas, a saber, Eva, Sarah, Maria, Eunice, etc. No entanto, como muitos acham que os exemplos bíblicos estão longe de nossa realidade, deixarei como exemplo de mãe cristã Susanna Wesley. Susanna Wesley era a caçula de vinte e cinco filhos e foi mãe de dezenove. Em Epworth seu lar cristão era quase perfeito, e em sua “Igreja Doméstica”, ela dirigia cultos aos domingos à noite, no início na cozinha, depois no celeiro. Poucas mulheres na história possuíram a sensibilidade espiritual, o vigor e a sabedoria de Susanna Wesley.

O treinamento que Susanna Wesley deu a seus filhos foi mencionada na carta que ela escreveu a seu filho mais velho, Samuel, também pastor anglicano:
 
Considere bem que separação do mundo, pureza, devoção e virtude exemplar são requeridas daqueles que devem guiar outros para a glória. Eu o aconselharia a organizar seus afazeres seguindo um método estabelecido, por meio do qual você aprenderá a otimizar cada momento precioso. Comece e termine o dia com Ele que é o Alga e o Ômega, e se você realmente experimentar o que é amar a Deus, você remirá todo o tempo que puder para o Seu serviço mais imediato. Empenhe-se em agir sobre este principio e não viva como o resto da humanidade, que passa pelo mundo como palhas sobre um rio, que são levados pela correnteza ou dirigidas pelo vento. Receba uma impressão em sua mente, tão profunda quanto possível, da constante presença do Deus Grande e Santo. Ele está ao redor de nossos leitos e de nossas trajetórias e observa todos os nossos caminhos. Sempre que você for tentado a cometer qualquer pecado, ou a se omitir de algum dever, pare e diga a si mesmo o que estou eu por fazer? Deus me vê!

Ela praticava o que pregava. Embora tivesse dado à luz dezenove filhos, entre 1609 e 1690, e fosse uma mulher naturalmente frágil e ocupada com muitos cuidados da família, ela separava duas horas a cada dia para devoção à sós com Deus. Susanna tomou esta decisão quando já tinha nove filhos. Não importava o que ocorresse, ao badalar do relógio ela se retirava para comunhão espiritual.

As provações que Susanna suportou poderiam tê-la esmagado. Somente nove dos seus dezenove filhos sobreviveram até a vida adulta. Samuel, seu primogênito, não falou até aos cinco anos. Durante aqueles anos ela o chamava “filho das minhas extremas provações”, e orava por ele noite e dia. Outro filho asfixiou-se enquanto dormia, e aquele pequeno corpo foi trazido a ela sem qualquer palavra que a preparasse para o que havia acontecido. Seus gêmeos morreram como sua primeira filha Susanna.

Entre 1697 e 1701 cinco de seus bebês morreram. Uma filha ficou deformada para sempre, devido ao descuido de uma empregada. Alguns de seus filhos tiveram varíola. Dívidas cresciam e o crédito da família se esgotara. Seu esposo não conseguia viver dentro do orçamento, e se não tivesse sido pela gerência de sua mulher, como freqüência não teriam tido alimento. Materialmente falando a história de Susanna foi de uma miséria incomum, privações e fracasso. Espiritualmente foi uma vida de riquezas verdadeiras, glória e vitória, pois ela nunca perdeu seus altos ideais nem a sublime fé.
 
Em sua escola doméstica, seis horas por dia, durante vinte anos ela ensinou seus filhos de maneira tão abrangente que eles se tornaram notavelmente cultos. Certa vez, quando seu marido lhe perguntou exasperado: “Por que você se assenta aí ensinando esta mesma lição pela vigésima vez a essa criança medíocre?” ela respondeu calmamente: “Se tivesse me satisfeito em mencionar esse assunto somente dezenove vezes, todo o esforço teria sido em vão. Foi a vigésima vez que coroou todo o trabalho.”

Enquanto pregava em Bristol num domingo de Julho de 1742, John Wesley foi avisado que sua mãe estava enferma e retornou às pressas. Mais tarde, enquanto seus filhos estavam ao redor de seu leito, ela disse: “filhos, tão logo eu tenha sido transferida, cantem um salmo de louvor a Deus”.

Alguns dos métodos que ela utilizou como mãe:

- Susanna mantinha um horário rigoroso em seu lar, e era disciplinada e metódica na direção de suas atividades diárias.

- Quando eles faziam algo errado e confessavam completamente, ela não os punia, mas os louvava por sua honestidade.

- Quando era necessário disciplinar seus filhos, Susanna era moderada e gentil, mas muito consistente. Ela nunca permitia ser manipulada por seus choros.

- Todas as promessas feitas tinham que ser mantidas.

- Conferências semanais eram realizadas com cada filho, e ela os tratava de acordo com seus temperamentos individuais.
 
- Exercícios religiosos eram dados às crianças cedo e a noite. Todos eram ensinados a orar em alta voz, e a oração do Senhor era repetida cada manhã e noite.

- As crianças liam alto as Escrituras todas as noites. Os filhos mais velhos liam para os mais jovens, e grande parte da noite era gasta cantando.



Por: Pr. Aloísio Tadeu Rodrigues da Silva  | estudosgospel.com.br |

Caio Fábio comenta escândalos em igrejas evangélicas e, às lágrimas, convoca pastores sérios a se levantarem pelo Evangelho; Assista


Caio Fábio comenta escândalos em igrejas evangélicas e, às lágrimas, convoca pastores sérios a se levantarem pelo Evangelho; Assista 
O reverendo Caio Fábio, comentando o caso do pastor Marcos Pereira, que causou escândalo no meio evangélico, afirmou que a luta da igreja “não é contra a carne, nem contra o sangue, e sim contra principados e potestades”.
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Caio afirmou que “é o Espírito de Deus” quem está fazendo surgir os escândalos, pois “o Senhor vai lavar” o que existe encoberto nas denominações.
 
“Nós vamos começar a ver o tufão tirar telhados inteiros, nós vamos começar a ver o que os anciãos estão fazendo na recâmara dos enganos. Pra todos os lados”, disse o reverendo.
 
A fala de Caio Fábio foi motivada por uma telespectadora, que teria entrado em contato para conversar sobre as acusações de estupro feitas contra Marcos Pereira. “Quisera eu que tudo isso fosse mentira, mas infelizmente não é. Ontem à noite quando vi na televisão a prisão do pastor Marcos Pereira, senti uma angústia muito grande, porque infelizmente todas as acusações de estupro que pesam contra ele são a mais pura verdade. Aliás, há muitos anos que eu não conseguia mais assistir congressos pentecostais por isso. Cansei de ver pastores e cantores que pregavam nesses lugares, falando de santidade e vida no altar, mas nos hotéis, cheiravam cocaína, contratavam serviço de prostitutas, traíam suas esposas e praticavam atos de homossexualismo”, diz a telespectadora, que não teve seu nome revelado.
 
“Eu sei disso tudo”, disse Caio Fábio. “Eu corroboro tudo isso com nomes, que eu não falo porque o Senhor sabe, e eu não estou aqui pra entregar ninguém”, pontuou o reverendo.
 
Comentando as críticas que recebe no meio evangélico, de pessoas que o considerariam “amargurado”, Caio Fábio disse que essas pessoas darão ouvidos ao que ele tem dito, quando os escândalos que foram confidenciados a ele explodirem “dentro da privada da casa de todos eles”.
 
“O pessoal fica achando que a gente tá aqui inventando conversinhas”, disse Caio, que resumiu: “Se amargurado eu fui algum dia, esse dia passou há muito tempo”.
 
Caio afirmou acreditar que os pastores sérios espalhados pelas igrejas do Brasil devem se levantar para mostrar a verdadeira face da igreja.
 
“Deixa eu chamar a vocês, como antigamente eu chamava: meus colegas. Pelo amor de Deus, se levantem! Vocês que não perderam a alma, vocês que ainda creem no Evangelho, pelo amor de Deus se levantem, porque tem ovelha demais sem pastor. Será que vocês não conseguem se compadecer dessa gente, dessa multidão de ovelhas enganadas, por esses milhares de corruptores de almas? Pelo amor de Deus, deixem de covardia. Se levantem. Seja você presbiteriano, batista, metodista, congregacional, seja você de onde for: se aí dentro ainda tem gente, se tem Evangelho, se você não surtou, se você não quer ser um lúcifer evangélico, se você só quer servir, se você ama Jesus ainda, pelo amor de Deus, bote a cara pra fora! Pare de ficar com implicância, é hora de acolher essas ovelhas perdidas da casa de Israel”, disse Caio, às lágrimas.
 
Assista ao trecho do programa Papo de Graça, do reverendo Caio Fábio, na Vem & Vê TV:

 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Aos 95 anos, evangelista Billy Graham se aproxima de sua última ministração; Edição 2013 da cruzada Minha Esperança será a maior já realizada

Aos 95 anos, evangelista Billy Graham se aproxima de sua última ministração; Edição 2013 da cruzada Minha Esperança será a maior já realizada
Billy Graham, pregador norte-americano, 95 anos, vai liderar este ano a sua última cruzada evangelística, devido a sua idade avançada e sua condição de saúde.
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Entretanto, especialistas afirmam que sua última cruzada Minha Esperança pode ser a com maior alcance, batendo todos os recordes de audiência já conseguidos por Billy Graham durante seis décadas de ministério.
 
A Associação Evangelística Billy Graham vem organizando uma campanha maciça de divulgação e com isso, usando todas estratégias à disposição.
 
Franklin Graham, filho de Billy, publicou recentemente um vídeo em que destaca a atual cruzada como uma ação que “combina o impacto dos programas com o poder das relações pessoais”.
 
Segundo informações do site em inglês da revista Cristianismo Hoje, a organização desta edição da cruzada Minha Esperança tem incentivado os cristãos a montarem vídeos caseiros falando sobre sua experiência de conversão, e depois, compartilharem esses vídeos com seus amigos e vizinhos. Essa ação funcionaria como uma prévia e um convite para assistir a última ministração de Billy Graham.
 
A edição 2005 da cruzada mundial do evangelista Billy Graham envolveu um investimento de US$ 6,8 bilhões, e foi transmitida em 20 idiomas, com o apoio de 1.424 diferentes denominações. Em 2013, as plataformas digitais serão o meio usado para expandir a capacidade de alcance do projeto.
 
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pastor suspeito de estuprar seis fiéis dizia que vítimas estavam 'possuídas'

Ao ser preso, Marcos Pereira afirmou não saber quais eram as acusações.
Religioso comanda a Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias no Rio

O delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) do Rio de Janeiro, disse nesta quarta-feira (8), após ouvir as supostas vítimas do pastor Marcos Pereira, que o suspeito dizia às mulheres que elas estavam "possuídas" e que só iriam se livrar do "mal" caso tivessem relação sexual com um religioso.
 
Marcos Pereira, que comanda a Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na noite de terça-feira (7) suspeito de ter estuprado seis fiéis. Entre as vítimas está a ex-mulher e uma jovem que disse ter sido estuprada dos 14 aos 22 anos. A polícia apura a possibilidade de outras mulheres terem sido abusadas.
 
Ao ser encaminhado para a delegacia, o pastor não quis comentar a prisão e disse que não sabia quais eram as acusações. "Não tenho ideia", disse. Imagens gravadas pela Polícia Civil do Rio mostram o momento da prisão de Marcos Pereira (assista ao vídeo acima).
 
"Ele tinha um comportamento semelhante quando estuprava as mulheres dentro da própria igreja. Ele dizia que elas estavam possuídas, demoniadas e ele fazia crer que a única forma que essas pessoas pudessem ser libertadas daquele demônio era tendo relação com uma pessoa santa", afirmou o delegado Márcio Mendonça.
 
saiba mais
Marcos Pereira também é investigado por homicídio, associação ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele foi transferido nesta quarta para o Complexo de Bangu, na Zona Oeste. Trinta pessoas já prestaram depoimento contra o pastor.
 
A prisão ocorreu na Avenida Brasil, quando o pastor seguia em direção a Copacabana, na Zona Sul da cidade. Ele estava acompanhado por fiéis da igreja. Contra Marcos, havia dois mandados expedidos pela Justiça.
 
De acordo com as investigações, parte dos crimes ocorreu em um apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana. O local seria usado pelo pastor para promover orgias e violência sexual. O imóvel, avaliado em R$ 8 milhões, está registrado em nome da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.
 
O G1 entrou em contato com a matriz da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, localizada em São João de Meriti, na manhã de quarta, mas não havia ninguém disponível para falar sobre a prisão do pastor. A página da igreja na internet publicou um comunicado oficial com agradecimento pelo "apoio que chega de todas as partes do Brasil e do mundo" e na qual afirma que "a igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias declara estar confiante no agir de Deus na vida do pastor Marcos Pereira".
 
O pastor Marcos Pereira ficou conhecido por ajudar na reabilitação de dependentes químicos e no resgate de criminosos que seriam mortos por traficantes. Em 2004, ele negociou o fim de uma rebelião em um presídio do Rio de Janeiro.
 
Denúncia foi feita há 1 ano
 
O inquérito para investigar a associação do pastor Marcos Pereira com tráfico foi instaurado há um ano, depois que, em fevereiro de 2012, o líder do AfroReggae José Junior prestou depoimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre supostas ameaças que o religioso teria feito ao grupo.
 
Segundo José Júnior, o pastor teria também participado da onda de ataques cometidas por traficantes no Rio de Janeiro, entre 2006 e 2010. Na ocasião, em nota, o religioso disse que "durante muitos anos atraímos o olhar desconfiado de muitas pessoas, o que me colocou sob investigação e monitoramento intenso e permanente dos órgãos policiais, sem que nenhuma, repito, nenhuma ligação minha ou da igreja que presido tenha sido identificada. Trabalhar com criminosos visando a sua recuperação é diferente de se envolver com criminosos, e esta fronteira eu nunca ultrapassei".
 
A partir dessa investigação policial apareceram as informações sobre estupros. Segundo o delegado Márcio Mendonça, "as pessoas tinham medo de denunciar" porque começaram a ser ameaçadas. Segundo os relatos ouvidos pela polícia, o medo das vítimas devia-se ao fato do pastor abrigar criminosos e guardar armas na igreja.
 
Segundo o delegado, o pastor Marcos Pereira estuprava as vítimas também dentro da igreja, muitas vezes em seu gabinete. "Na igreja, tem pessoas que prestam serviço para ele e que não recebem nada. Elas servem o café, ajudam na limpeza, fazem o almoço. Ele se aproveitava e abusava das pessoas naquele local mesmo.", disse Márcio Mendonça, citando ainda que o religioso praticou "atos agressivos" e que fazia orgias com homens e mulheres no apartamento em Copacabana.
 
Homicídio
 
Segundo a polícia, uma jovem assassinada em 2008 queria denunciar o pastor depois de ter sido vitima de abuso. Três pessoas foram presas suspeitas do crime, entre elas, o sobrinho do religioso.
 
Há tambem uma investigação que aponta que, além do homicídio desta jovem, que já era maior de idade, há outros homicídios. "São pessoas que teriam descoberto as orgias e aí foram assassinadas", afirmou o delegado.
 
 
Fonte: g1.com.br
 
 
 
 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Justiça do Trabalho condena Igreja Deus é Amor a pagar R$ 230 mil a cantor evangélico

Justiça do Trabalho condena Igreja Deus é Amor a pagar R$ 230 mil a cantor evangélico
A Igreja Deus é Amor foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização no valor de R$ 230.000,00 ao cantor evangélico Marcelo Silva Horta, ex-membro da denominação, por ter se apropriado indevidamente dos lucros oriundos de um CD gravado pelo cantor, e também por causa do trabalho que ele prestava à igreja sem receber remuneração.
 
De acordo com o site Âmbito Jurídico, o cantor recebeu R$10 mil pela autorização da gravação de 30 mil cópias do CD de sua autoria, mas com o sucesso de vendas, quase 100 mil cópias foram vendidas e a Igreja recusou a pagá-lo pelas novas tiragens. Então, de acordo com a decisão do Juiz da 10ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, Marcelo Vidal, a Igreja Deus é Amor causou um prejuízo material de R$ 200.000,00 ao cantor, por apropriar-se indevidamente de seus direitos autorais. O juiz determinou ainda que a igreja deverá pagar também R$ 15.000,00 por ter violado os direitos autorais do artista e assinar a carteira de trabalho do cantor, que trabalhava na Igreja e fazia diversos shows, nunca tendo recebido nenhum valor pela venda de seus cd’s.
 
Além disso, foi determinado que a igreja pague R$ 15.000,00 a título de danos morais a Marcelo Silva, por tê-lo exposto a uma situação vexatória ao por publicar na internet punição pública chamada ”disciplinamento”. De acordo com o processo movido pelo cantor, após requerer seus direitos, ele passou por situação vexatória que o impediu de conseguir um novo emprego. Os pastores da igreja publicaram na internet que ele estava “disciplinado”, ou seja, sendo punido por uma conduta injusta com a Igreja e que descumpre os preceitos da Bíblia.
 
A justiça determinou que a i igreja dever retirar a censura pública imediatamente do ar, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 2.000,00 em caso de descumprimento.
 
 
Por Dan Martins, para o Gospel+
 
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

ESTUDAR TEOLOGIA PRA QUE?




1. INTRODUÇÃO.
 
Dentre várias definições sobre teologia, esta é a que entendemos ser a que mais se encaixa no contexto deste estudo. O termo Teologia vem do grego Theos → Deus e Logos → Palavra, Estudo. No contexto de nossos dias podemos definir Teologia como: “A Doutrina de Deus e suas relações com o universo.” (Alexandre Milhoranza).
 
Não seria recomendável dizer que a teologia tem como alvo estudar ou conhecer Deus de forma total e completa. Isto seria no mínimo impossível e porque não dizer uma manifestação de soberba de nossa parte. Deus é infinito, insondável, soberano, ao passo que somos limitados e imperfeitos, e por esta razão estamos impossibilitados de explicar Deus. A velha natureza ainda habita em nós, e esta faz com que tenhamos definições limitadas e por muitas vezes imperfeitas sobre Deus. Ele deseja ser conhecido, manifestando seu amor por nós, no entanto, revela-se a humanidade de conformidade com nossas limitações.
 
Neste contexto, o papel da teologia é levar o estudante ao encontro de Deus para conhecê-lo. Por meio De seu filho, Jesus Cristo, Deus manifesta seu amor pela humanidade na pessoa de Jesus no milagre da encarnação, onde a palavra se faz carne, habita entre nós, e nos chama para termos uma relação de amor com o Eterno. O estudo da teologia não pode ser encarado apenas como um instrumento de pesquisa numa tentativa de especular um ser transcendente como alguns tem feito. Esta atitude certamente irá resultar em um academicismo teológico onde não haverá uma relação de intimidade entre Deus e o futuro Teólogo. Primeiramente deve haver o exercício de uma espiritualidade, numa busca do sagrado, em seguida a teologia entra dando as diretrizes para a construção da mesma.
Como deveremos observar mais adiante neste estudo, deve haver uma relação entre espiritualidade e teologia que a meu ver, devem estar de mãos dadas, pois uma depende da outras, ambas se completam. Teologia sem espiritualidade tende a nos transformar em uma enciclopédia de informações teológica, mas sem experiências de relação com O Deus que é revelado nela. Uma espiritualidade sem teologia pode desembocar em fé alienada, impossibilitando-nos de explicar a razão da nossa fé.
 
2. PORQUE DEVO ESTUDAR TEOLOGIA:
 
Ao contrario do que muitos pensam o estudo da teologia não se restringe apenas aos intelectuais e acadêmicos. A teologia é tarefa para todos. Não é um meio de se destacar entre os sábios e entendidos em matéria de religião, também não é um estudo direcionado em conhecer a totalidade da revelação de Deus ao Homem, pois certamente isto não irá acontecer, visto que nossa limitação não pode compreender a revelação de Deus de forma completa, pois ele é eterno e infinito, ao passo que somos pecadores limitados (1 Cor.13.9-12). Digo que é um meio de termos um relacionamento mais próximo com o Eterno, de conhecermos seus atributos, sua vontade.
 
A teologia nos leva ao encontro da graça de Deus. Não somente um meio de exercício do intelecto, numa tentativa de conhecer a vontade de Deus para nós, mas uma dádiva de Deus com propósito de se fazer conhecido por meio das Escrituras, e isto é para todos que desejarem se esmerar no estudo dela.
 
O professor e teólogo Solano Portela em Seu artigo por Título “O Estudo da teologia e as Escrituras” diz: “Estudar teologia não é uma área segregada à academia teológica; não pertence à esfera de intelectuais maçantes que se preocupam em descobrir e firmar termos técnicos incompreensíveis aos demais mortais; não é monopólio daqueles que escrevem livros meramente para adquirir a respeitabilidade e admiração de seus colegas docentes; nem pertence a mosteiros anacrônicos, que procuram se aproximar de Deus distanciando-se do mundo que Ele criou. Mas é tarefa de todas as pessoas”. (Fonte:monergismo-mores.blogspot.com.br)
 
O estudo da teologia é uma tarefa para todo cristão. Erramos quando não nos esforçamos na leitura e reflexão das escrituras. Jesus nos adverte em sua palavra sobre a questão e, portanto pecamos quando não damos crédito a ela.
Corremos sério risco de cairmos no engano cometendo erros de interpretação de textos bíblicos que podem nos levar a uma fé errante. Leia a crítica de Jesus feita aos seus opositores sobre a questão (Mt.22.29; Mc.12.24; 14.49).
 
Uma teologia sadia, livre de pressupostos humanos, feita com análise cuidadosa, visto que há várias correntes teológicas em nosso meio, certamente nos ajudará a encontrar um caminho mais seguro na busca da maturidade. O estudo e reflexão das escrituras, acompanhado de oração, humildade e submissão ao Espírito Santo, resultará em uma compreensão mais profunda sobre a pessoa de Jesus Cristo, como também nos dá maior clareza quanto a nossa identidade cristã, nos levando ao exercício de uma espiritualidade mais centralizada em Cristo.
 
Nesse estudo, Teologia e oração devem ser duas amigas inseparáveis, pois ambas devem caminhar juntas. Teologia sem oração resulta em racionalismo teológico onde o aluno corre sério risco de desenvolver uma espiritualidade focada na razão sem muitas experiências relacionais ou quase nenhuma intimidade com o Eterno. O grande perigo que permeia é colocar a razão acima da fé. Teologia sem oração produz teólogos com pensamentos liberais em extremo, pois a falta de oração e humildade no estudo da teologia aniquila a fé. Oração sem teologia resulta em uma fé alienada.
 
Fé que não reflete, não pensa, não constrói convicções seguras nas escrituras, fé que está sujeira a manipulação, fé aprisionada nos grilhões da ignorância resultando em um analfabetismo teológico, fé induzida pelas massas, pelo falso discurso, fé vacilante. Como bem disse John Stott: “Crer é também pensar”. Fé que não pensa impede o avanço da maturidade.
 
A teologia também exerce papel importante no tocante à libertação da tradição, formalismo e legalismo, males que permeiam nos sistemas denominacionais ultrapassados. São dogmas e tradições criados e impostos por homens que em nome da denominação, coloca-os acima das escrituras, onde tais pensamentos não encontram sustentação bíblica e teológica. A teologia estudada à luz das escrituras alarga a visão, fazendo o cristão enxergar novos horizontes, fazendo análises, releituras e reinterpretações numa perspectiva mais escriturística, com bases mais sustentáveis da revelação de Deus ao homem. Não que através da teologia sejamos transportados para outra esfera com pensamentos liberais e críticos, ao ponto de negar fundamentos como inerrância das escrituras, sua infalibilidade e outros conceitos reformados, mas uma análise que busca um relacionamento amoroso com Deus e com o próximo, livres das interpretações, ritos e tradições baseadas em maquetes religiosas.
 
É na teologia que encontramos a liberdade de expressão onde por meio da liberdade em Cristo Jesus revelada em sua palavra, poderemos formar uma linha de pensamento teológico livre de manipulações e pressupostos humanos onde o teólogo passa a desenvolver uma teologia reflexiva equilibrada, passando assim a uma melhor compreensão de questões como Reino de Deus, Liderança, fé, Escatologia, predestinação e livre arbítrio e dentre outros temas dentro do campo da teologia.
 
A teologia é tarefa para todos porque Deus deseja em seu infinito amor amar e ser amado. É o eterno que através da teologia bíblica deseja se revelar a toda à humanidade. O ser humano em seu estado de depravação e pecado está incapacitado de se aproximar de Deus, e somente por intermédio da pessoa de Jesus Cristo é encontrada esta possibilidade. É neste cenário que entra o estudo da teologia. Não em outro lugar, se não nas escrituras o homem encontra Deus revelado na pessoa do Filho Unigênito, o Cristo encarnado, o Deus que se fez homem e habitou entre nós, O Jesus de Nazaré, O verbo vivo, O Deus de toda eternidade. A teologia cumpre seu papel dando a todos a possibilidade de conhecer e desfrutar da maravilhosa graça de Deus revelada nas escrituras.
 
Para muitos estudar teologia é um meio de se destacar entre os demais numa maneira de alimentar o ego ou uma tentativa de conhecer Deus em sua totalidade, o que certamente não acontecerá. Para outros, e nisto lamento, a teologia é uma forma de receber alguma ordenação de sua denominação ou enganosamente entender que fazendo teologia receberá título de pastor, bispo, padre, presbítero e etc. Deve-se fazer teologia simplesmente para Servir a Deus e aos irmãos. O tempo de estudo, as pesquisas, o investimento financeiro e tudo mais, são puro desperdício se a motivação não for servir no Reino de Deus.
 
Aos estudantes de teologia cabe a árdua tarefa de levar a igreja a trilhar no caminho de uma verdadeira espiritualidade, uma vida que imita a Cristo, ensinar uma teologia que revele a graça de Deus como de fato ela é, sem camuflagem, sem artifícios humanos, uma teologia que parte do coração de Deus, que coloca Cristo como centro, uma teologia que produz vida, e vida com abundancia.
 
3. A RELAÇÃO ENTRE ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA:
 
A relação entre espiritualidade e teologia, tão importante para termos um relacionamento mais íntimo e pessoal com Deus, na maioria das vezes, não tem sido exercitada de forma correta no meio evangélico. Em nossas igrejas, Existe uma forte tendência de sermos sempre levados ao extremo, ou seja, abraçando um lado em detrimento do outro. Para entendermos melhor a questão, basta apenas observar a pratica de espiritualidade das igrejas da América latina e Europa. Ambas diferem bastante uma da outra. A primeira é mística, onde se valoriza a oração, manifestação de dons como profecias, curas, línguas, deixando em segundo plano o estudo e reflexão das escrituras.
 
A segunda prega uma teologia racional, onde a razão prevalece, e submete a bíblia à razão humana. Nesta espiritualidade, descarta-se a possibilidade de uma experiência relacional com Deus. Essa forma de espiritualidade, forma teólogos puramente racionalistas. Teólogos que não oram, não creem em verdades espirituais como, céu, inferno, Ressurreição, dons espirituais, milagres, existência de demônios e outros. Não sentem mais o desejo ardente em seus corações de ter um relacionamento de amor com Deus e com o próximo.
 
Diante do desafio, certamente o melhor caminho é o equilíbrio. Para desenvolvermos uma teologia sadia, devemos buscar um equilíbrio entre espiritualidade e teologia. Questões da bíblia que o nosso intelecto não consegue compreender, só podem ser reveladas por meio da fé. A fé não pode anular a razão, mas transcende, revelando verdades espirituais não compreendidas pela limitação do nosso entendimento humano. É preciso entender que a teologia não irá dar todas as respostas que queremos, mas sua finalidade é ajudar na construção de uma espiritualidade centrada em Cristo Jesus.

 
É necessário que haja também uma fé com entendimento, uma fé que pensa, uma fé reflexiva, para não cairmos no erro do fanatismo religioso, onde muitos se tornado alienados por falta de entendimento. Portanto, uma teologia sem espiritualidade nos leva a um racionalismo sem vida, e uma espiritualidade sem teologia, nos leva a uma fé sem entendimento. (www.teologiaevida.com.br).
 
4. A RELAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO:
 
Por vários séculos, através da história muitos ramos da teologia se valeram da razão para tentar explicar teologicamente as devidas questões sobre o assunto. Mas a própria história relata que muitos caíram em um abismo sem volta. Negaram a fé em benefício da exaltação da razão, submetendo a bíblia sobre o crivo do entendimento humano. Influenciados pelo pensamento de que tudo deveria ser explicado pela mente humana, muitos cristãos defenderam a ideia de que a Bíblia deveria estar submissa ao crivo da razão. Então, tudo que não fosse explicado racionalmente de veria ser descartado. Esse pensamento formou uma teologia antropocêntrica, racionalista que desprezava a Bíblia e abraçava a razão humana. A Escritura foi submetida ao limitado pensamento humano.
 
Tudo que não fosse provado cientificamente deveria ser rejeitado. Não havia mais espaço para oração. A razão humana tragou a fé. Milagres, doutrinas como nascimento virginal de Cristo, Céu, Anjos, Inferno, ressurreição e muitas outras verdades bíblicas, foram totalmente rejeitadas simplesmente pelo fato da razão humana não aceitar o que não fosse provado à luz do saber.
 
Entre fé e razão deve haver equilíbrio. Na teologia bíblica, Existem textos que nossa razão humana não consegue compreender, é inútil explicar o inexplicável, é como lutar contra a correnteza em um barco sem leme ou enxergar o caminho no deserto em noite de eclipse. No entanto, por meio da fé nós cremos e pregamos com convicção. O inexplicável pode ser aceito por meio da fé. Neste caso, é possível crer sem ter uma explicação definitiva sobre a questão.

 
A fé não anula, mas transcende a razão. Como crer, por exemplo, na doutrina da trindade ou na eleição e predestinação? É impossível entender pela razão humana, mas pela fé cremos que é revelação de Deus para nós, ainda que em nossa percepção, seja entendida de forma limitada e incompleta.
 
A fé deve estar em sintonia com o entendimento, pois como poderemos explicar aos outros a razão da mesma? Como poderemos anunciar as boas novas do evangelho, sem conhecer de fato o que ela significa para nós?
 
É por meio da fé, e não pelo exercício da razão que começamos e mantemos uma relação com Deus. Relaciona-se para conhecer, e uma vez conhecendo, começamos a amar e ser amado, desfrutando de sua maravilhosa graça que é rica em misericórdia, compaixão, perdão, acolhimento. Então, a razão serve apenas para compreender. Compreendemos com a mente, e nos relacionamos com o coração. A razão nos faz entender, o espírito por meio da fé arde em conhecer aquele que deu sua vida por nós na cruz do calvário.
 
5. O SILÊNCIO DA TEOLOGIA:
 
Há momentos na teologia em que o teólogo deve silenciar, e, portanto não dogmatizar seu pensamento sobre algumas questões teológicas.
 
O silêncio da teologia é aplicado, quando encontramos passagens de difícil interpretação. Existem assuntos na bíblia que sempre ficarão sem definição total e completa. Podemos chamar isto de “mistérios de Deus”, pelo menos até na volta do que é perfeito (Ler.1Cor.13). Em alguns casos, isto é chamado de antimônio. Isto acontece quando encontramos doutrinas que aparentemente se contradizem, mas que no final elas se completam. Tem havido através da história, muitas divergências teológicas a cerca de diversos temas da bíblia e levado alguns teólogos ao extremismo, não havendo concordância, entre os pontos de vista de cada um. Nestes casos recomenda-se flexibilidade, abertura para novos diálogos e respeito mútuo, compreendendo que nossa teologia, não é infalível, e que outras linhas de pensamentos não devem ser desprezadas, ter a sensibilidade de ouvir por meio de um debate ou diálogo os argumentos do outro.
 
No estudo da teologia, o teólogo precisa se revestir de espírito de humildade e buscar o equilíbrio para não correr o risco de abraçar uma e rejeitar a outra. Temos uma forte tendência em escolher e estudar textos prediletos que por muitas vezes são baseados em nossas confissões denominacionais, que na maioria das vezes, parte de tradições, dogmas da denominação e pressupostos e que no geral sempre concordam com nossa linha de pensamento teológico. Entretanto, devemos estudar e refletir sobre textos que confrontam a nossa teologia, visto que os mesmos são escriturísticos. O alvo é construir uma teologia de forma equilibrada livre de pressupostos colocando a palavra de Cristo como centro dela. Deve-se aproximar-se do texto desprendido, livre, com espírito de humildade e oração.
 
Silenciar nossa teologia diante das dificuldades na interpretação dos enigmas teológicos nos faz compreender e aceitar a soberania de Deus, que em sua infinita sabedoria nos revela sua palavra como lhe apraz. O que aprouve a ele revelar é o necessário. Especular é beirar o precipício, é manifestação de soberba, é ausência de bom senso. Certamente o melhor caminho é o silêncio.
 
6. ALGUNS PERIGOS DA TEOLOGIA:
 
A exaltação à Filosofia. Há vários séculos atrás a filosofia já se misturava com a teologia para explicar questões concernentes ao eterno. Isto é observado no platonismo (Platão) que tentava explicar o sentido da vida além-túmulo. O teólogo Agostinho também se valeu da filosofia para explicar questões teológicas. Em fim, a filosofia certamente exerceu um importante papel na história da igreja e da teologia.
 
 
Mas há um perigo que ronda os pretendentes que aspiram ao serviço teológico.
 
A valorização em extremo à filosofia. Muitos descambaram na armadilha do racionalismo teológico. Estes se tornaram céticos sobre várias questões da Bíblia, chegando a negar doutrinas fundamentais do cristianismo. Corremos o risco de submeter nossa teologia ao crivo da filosofia, desprezando a fé e a reflexão das escrituras. Foi esse perigoso ensino que fez com que muitos teólogos da Europa, chamados “teólogos liberais” negassem a fé, abraçando a filosofia como base para suas vidas. A filosofia tem o seu lugar na teologia, mas nunca pode ser colocada acima da mesma.
 
A filosofia por sua vez dará sua contribuição em nossa formação teológica, alargando o pensamento, onde leva o teólogo questionar o porquê das coisas, no entanto não deverá exercer influência total em nossa teologia.
 
Outro perigo da teologia é separar teologia e oração. O teólogo que não ora corre o perigo de cair no intelectualismo, dando ênfase ao conhecimento e ao acúmulo de informações fazendo com que sua pregação se torne seca e sem vida.

 
A dicotomia entre oração e teologia.
 
 
Quando pensamos em estudo da teologia, a primeira coisa que vem à mente é ler, pesquisar e refletir sobre as questões. Mas é perigosa a prática deste exercício sem o regar da oração. Ao estar diante do texto, o teólogo deve está revestido de humildade. Em oração, deve submeter-se a iluminação do Espírito Santo para compreender e interpretar as escrituras. Pedir a ajuda do Espírito para que nossa teologia não seja a mais correta, mas que seja coerente e equilibrada, não dogmática, mas flexível, não detentora da verdade, mas aberta para novos diálogos. Sem oração, como haverá resposta para compreender a revelação que esta encoberta? Teologia e oração não podem se distanciar, devem ser amigas inseparáveis. Ambas se completam na revelação do altíssimo, por meio do filho. É na oração que podemos perceber nossa limitação diante de tamanha e maravilhosa revelação, perceber nossa condição de pecador e depender da ajuda de Deus para compreender, é com oração e teologia que o cristão encontra a razão para expressão de sua fé. Teologia sem oração desemboca em racionalismo teológico.
 
Fazer teologia para satisfazer nosso egocentrismo. Certa vez conversava com um estudante de teologia que desanimado não pretendia continuar o curso. Seu argumento foi que, se ao final do curso, não seria ordenado pastor, não valeria apena continuar. Muitos ingressam no curso de teologia movido por um espírito egocêntrico. Querem fazer teologia, não para servir os outros, mas simplesmente para satisfazer seus próprios interesses.
 
CONCLUSÃO
 
Conseguir uma ordenação, de preferência, pastor, bispo ou presbítero por muitas vezes é a motivação do pretendente. Acontece que teólogo é chamado para servir. Deve colocar a disposição seus serviços a serviço do Reino de Deus com a finalidade de edificar o corpo de Cristo que é a igreja. A recompensa dos anos de estudo, tempo de pesquisa, investimento financeiro, em fim, todo o esforço é recompensado pelo prazer de servir de irmãos. O dom = χαρισμα= Carisma, de Mestre e Doutor é concedido à igreja com a finalidade de edificação, onde o teólogo deve compartilhar com a comunidade o ensino da palavra. Seus serviços devem ser exercidos de forma voluntária, de bom grado, sem constrangimento. Como diz um amado colega pastor: Fazer com amor!. Todo o investimento é desperdício, se a motivação não for o servir.
 
BIBLIOGRAFIA:
 
BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de estudos Shedd. São Paulo: ed. Vida Nova, 1998. 1786 pp.
 
BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de estudo de genebra. São Paulo: Ed. Cultura Cristã,
1999. 1710 pp.
 
DICIONÁRIO BÍBLICO UNIVERSAL. Rev. R. Buckland, M.A. , Rev. Dr. Lukyn Willimas. EUA: Ed.Vida Nova, 1981. 453 pp.
 
BÍBLIA NVI. (Nova Versão Internacional)
 
SITES:
teologiaevida.com.br
monergismo-mores.blogspot.com

 

Por: Marcos Aurélio Dos Santos

Pastor e professor
 
 

domingo, 5 de maio de 2013

PIERCING: VALE A PENA?

 
Mais um adorno ou uma porta aberta para a corrupção da alma e do corpo?
 
Nestas últimas duas ou três semanas, fiquei impressionada com a inquietação surgida à respeito de piercings e tatuagens. O que está por detrás da moda da sociedade moderna na qual estamos mergulhando?
 
Pesquisei sobre o assunto e com a ajuda de um amigo, descobri coisas importantes a respeito do tal “adorno” para o corpo.
 
Mais do que a tatuagem, embora possa ser removido, o piercing é considerado mais agressivo do que a tatoo. Assim como a tatuagem, ele também tem origem nos povos antigos e está ligado a rituais espirituais da Índia, da Indonésia e tribos da África. Foi esquecido na Europa do séc. XX e retornou como “moda” pelo movimento Underground no nosso século.
 
O problema é que, além de ser um ato agressivo para o nosso corpo, ele tem significados espirituais. Ainda que hoje, o piercing está sendo usado como acessório fashion, parte da moda atual, contudo, sua origem não é tão simples.
 
Até mesmo os artigos seculares a respeito do piercing admitem seu “sinônimo de agressividade, assim como a tatuagem, ele também é uma tentativa da individualidade, uma tentativa de sair da identidade familiar para a grupal.” – revista Galileu.
 
“Fruto do exibicionismo, da loucura ou da simples vontade de se ornamentar, os anéis corporais foram trazidos da cultura underground da costa da Califórnia (USA) e do universo sadomasoquista, por jovens que viram nele uma nova forma de exaltar o corpo e as suas zonas erógenas. Outrora os anéis corporais tinham conotações sagradas, dramáticas e classicistas. Para alguns povos primitivos era uma prática clandestina, utilizada tanto para preservar a castidade, como para provocar a estimulação sexual.” – Carmem Martin “Nos templos Astecas e Maias, os sacerdotes faziam piercings em suas línguas como parte de um ritual de comunicação com os deuses.” – História do Piercing.
 
Um dia desses entrei num site gospel e pesquisei num fórum, a opinião de alguns jovens cristãos, fiquei surpresa ao conferir uma das respostas “não vejo mal algum, Rebeca usava piercing...” – referindo-se ao fato do servo de Abraão presenteá-la com pulseiras e colocar em seu nariz uma argola – Gên. 24.22, 30 e 47. Mas precisamos entender bem isso, para não distorcermos a Palavra do Senhor – o servo de Abraão tinha sido encarregado de encontrar uma esposa para Isaque. Ele pediu a Deus um sinal à respeito daquela que Deus tinha separado para Isaque e o Senhor respondeu conforme ele pediu. Os presentes dados à Rebeca significavam que ela tinha sido escolhida, em especial a argola no nariz, foi usada como símbolo de posse, de domínio. Era como se o servo de Abraão dissesse à todos daquela região “homens, tirem seus olhos desta moça porque à partir de agora, ela pertence a alguém”. Logo depois, Labão, irmão de Rebeca, vendo o pendente no nariz dela e as pulseiras em suas mãos, sai imediatamente para saber o que tinha acontecido para saber quem a tinha escolhido.
 
Confira parte do artigo sobre o piercing, de Breno Amaral:
Todos os Piercings são dedicados a deuses e/ou ídolos regionais e territoriais. A partir do momento que você coloca um Piercing em seu corpo está aberta a porta para atuação demoníaca, mesmo que você não queira ou não saiba que isso vai acontecer. O diabo não está nem um pouco interessado em saber qual é a sua intenção, ele não quer saber se você sabe ou não o significado do que você está fazendo; ele apenas usa suas artimanhas para se apoderar da sua vida.
 
Portanto, vou explicar um pouco dos significados dos Piercings nas partes do corpo mais comumente utilizados.
  • O Piercing colocado no nariz significa DOMÍNIO e seu sentido no mundo espiritual é uma distorção do caráter e um direcionamento que causam rebeldia e uma autoconfiança muito exacerbada.
  • O Piercing nas sobrancelhas dá vazão para um APRISIONAMENTO DA MENTE, causando um bloqueio na mente de quem os usa. Para essas pessoas nada tem grande importância principalmente na vida espiritual.
  • O Piercing nas orelhas, muito comum, significa APRISIONAMENTOS EM ÁREAS ESPECÍFICAS do corpo, podendo ser bloqueio do sistema nervoso, sistema simpático e sistema parassimpático. As pessoas que os usam podem sofrer de problemas na coluna, útero, alterações de libido e personalidade e, também, alterações genitais.
  • Um dos piercings que estão mais na “moda” é colocado no umbigo. Este está na área destinada a ALIMENTAÇÃO. Serve como um local de canalização de espíritos satânicos no corpo de quem os usa. Ele representa a exposição do corpo, visto que as pessoas que os usam gostam de deixá-los à mostra.
  • O Piercing nos lábios significa um DOMÍNIO NA FALA; assim como o que é colocado na gengiva. As pessoas que os usam estão propensas a ter insegurança nessa área, dificuldades para uma boa comunicação, etc. Seu significado na vida dessas pessoas é como de um cabresto e pode ser representado na forma de gagueira. A diferença entre o colocado nos lábios e o que é colocado na gengiva, é que o segundo representa a LUXÚRIA.
  • O Piercing nos órgãos genitais traz como significa principal a PROSTITUIÇÃO. Ele pode causar um estímulo intra-uterino para atuação de espíritos nessa área causando esterilidade e outros problemas nas mulheres e, também, nos homens. Ele traz uma atuação na vida das pessoas que o utilizam.
    Bem, significa que todas as pessoas que você vir com esses tipos de piercings estarão manifestando esses sintomas que foram ditos? Não, nem sempre. Mas digo que, com certeza, no mundo espiritual elas estão aprisionadas de alguma forma por essas marcas que elas carregam no corpo.
É simples analisarmos tudo isto, basta um pouco de ponderação e perceberemos que não precisamos adotar tudo o que a moda nos oferece.
 
Somos separados, uma geração chamada sim para ser extravagante, mas nossa extravagância deve ser expressa a respeito do que nós recebemos do Senhor e do nosso amor por Ele, da nossa busca por Sua santidade. Não necessitamos expressar nossa individualidade e ideais em nosso corpo de forma tão agressiva, afinal, nosso corpo não nos pertence, mas sim ao Senhor.
 
 
Por: Andréa Cerqueira / www.amizadegospel.com.br