domingo, 15 de abril de 2012

OS ESCÂNDALOS NO MEIO EVANGÉLICO



A constante exploração da mídia nos assuntos que se referem á escândalos financeiros no meio evangélico tem gerado expressivos comentários por parte da sociedade em geral principalmente das denominações eclesiásticas. De um lado, uma parte dos meios de comunicação adere ao sensacionalismo barato, numa tentativa de banalizar a esfera religiosa generalizando erroneamente o assunto em destaque, causando na liderança cristã ojeriza e nojo por tal comportamento antiético, desenfreado. Por outro lado, uma sociedade dividida entre o comum e o assustador, entre o santo e o profano. É claro que nesse meio se encontra a mídia séria, competente, propagadora da verdade, sincera em sua divulgação “investigativa”.

Mas com tudo isso desejo vos apresentar três boas razões para derrubar os alaridos que tentam ridicularizar as referidas situações, revelando assim aos mais incautos e aos que desejam esclarecimentos que, a problemática que ocorre no meio evangélico envolvendo líderes cristãos e outros, nos assuntos das finanças dos fiéis se torna possível pelo seguinte:

1º. Cristo contemplou isso no meio de seus discípulos. O próprio Jesus conviveu com um ladrão “falso convertido”. No relato de João 12.4-6 diz: “Mas um de seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, que mais tarde iria traí-lo, objetivou: Por que este bálsamo perfumado não foi vendido por trezentos denários e dado aos pobres? Ele não disse isso por se importar com os pobres, mas porque era ladrão; sendo responsável pela bolsa de dinheiro, frequentemente tirava o que nela era depositado” (Versão King James). O texto é claro em mostrar que o problema ocorreu até no meio dos discípulos de Cristo. Como não poderia também acontecer em nossos dias? Mas o que tal discípulo cometeu não fez dos demais, como se diz no popular “farinha do mesmo saco”. Significa que não é a igreja evangélica ou católica que é má por causa da conduta de seus membros, mas sim alguns que nela estão seguindo por outros caminhos. Temos outros exemplos descritos nos registros da Antiga Aliança (Antigo Testamento), como a história de Acã – Josué 7, dos Sacerdotes ladrões– Livro de Malaquias, etc.

2º. O Homem possui uma natureza pecaminosa independente de sua religiosidade. Essa é a segunda razão para que atos como esses no meio cristão são possíveis. O homem deve servir a Deus de todo o seu coração, mas jamais devemos nos esquecer que temos a natureza inclinada para o pecado. É claro que cabe aqui uma verdade da exposição teológica. Existe uma grande diferença entre o ímpio pecador e o cristão pecador. O ímpio peca por ser escravo do pecado, o cristão fiel peca por ter a natureza pecaminosa, mesmo sendo liberto do pecado pelo sangue de Jesus, o sacrifício da cruz. Foi por isso que Jesus advertiu em Mateus 26.41: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca” (KJV). Como dizia filósofo Platão (427-347 a.C) que “o homem se encontra num estado de akrasia”, ou seja, o agente acrático, que tem a fraqueza da vontade, ou a vontade quebrada por uma paixão. Alguém que é fraco em suas determinações.

3º. Colhemos apenas o que plantamos. “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” Gálatas 6.7. Escândalos financeiros e demais tipos de desvios como da moralidade podem acontecer em qualquer ambiente, em qualquer esfera, mas quando as coisas são noticiadas com certeza Deus está cobrando de alguém justamente o que aquela pessoa plantou. A Bíblia diz que “nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto” Marcos 4.22. Muitas pessoas acusadas de tais delitos serão inocentadas e outras deverão sim pagar o que fizeram. É por isso que o sábio registrou: “Cada um se fartará do fruto da sua boca, e da obra das suas mãos o homem receberá a recompensa” Provérbios 12.14.

Que Deus fortaleça a cada cristão fiel aos princípios da Palavra de Deus. E que o Eterno continue fazendo justiça aqui na terra finalizando com o decreto do além.

Por: Alex Belmonte

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Caio Fábio comenta guerra entre Valdemiro Santiago e Edir Macedo e afirma que “até o fim do ano outras coisas irão acontecer”. Assista na íntegra

Caio Fábio comenta guerra entre Valdemiro Santiago e Edir Macedo e afirma que “até o fim do ano outras coisas irão acontecer”. Assista na íntegra
O reverendo Caio Fábio comentou em um de seus programas de internet a reportagem da TV Record sobre as fazendas e o gado adquiridos pelo apóstolo Valdemiro Santiago em nome da Igreja Mundial do Poder de Deus.

Caio Fábio afirma que apesar de não ter visto a matéria, já sabia dos fatos, relatados a ele por um amigo fazendeiro

-“Eu estou falando disso há muito tempo [...] Contei a história dos meus amigos do Mato Grosso, do Tocantins… Contei a história de amigo meu que tinha vendido milhares de cabeças de gado para ele [Valdemiro Santiago] e recebido em cash – que foi o que assustou o cara… Primeiro ele achou chocante que um homem de Deus que vive pedindo dinheiro na televisão, implorando pro povo dar dinheiro para que a obra de Deus se expanda… Vai e compra só dele… Ele disse que auando chegou a ele, os amigos dele diziam: ‘vai chegar a você, porque de mim ele já comprou não sei quantas mil’. Chegou lá e fez uma oferta irrecusável. Esse cara vendeu e disse: ‘forma de pagamento?’ Ele mandou abrir as malas. Mala de dinheiro do gasofiláceo, não transita por Receita Federal, vai direto pra vaca, pro boi, pro patrimônio pessoal”.

Após o relato da conversa sobre o tema, Caio Fábio afirma que embora pessoas o considerem alguém que superdimensiona os fatos, ele já havia avisado que esse escândalo seria revelado: “Pra quem acha que eu sou exagerado, então pelo amor de Deus, esperem. Como mês passado eu disse, esse ano, nós vamos ter alguns sustos, para quem é desavisado, é alienado, vão levar alguns sustinhos. Até o fim do ano, outras coisas irão acontecer”, afirma o reverendo.

Fábio ainda ressalta a corrupção no país, em todas as esferas, e afirma que as denúncias só ocorrem quando existem outros interesses em jogo: “Esse país de fato é da corrupção. E é porque o país é tão corrompido assim que essas coisas levam tempo e só vem à tona quando tem uma superpressão motivada por outros interesses. Como nesse caso, quem fez a matéria? É o sujo fazendo jornalismo sobre o mal lavado”.

Sobre as dúvidas levantadas na reportagem, Caio Fábio reafirma não ter se surpreendido com nenhuma das acusações: “Pra mim, nenhuma surpresa até agora no que foi dito. A única surpresa é que essas mesmas perguntas não sejam feitas ao patrão desse repórter. Essas e outras. Porque o Valdemiro, é ainda peixe pequeno perto do patrão desse repórter”, afirma, em referência ao bispo Edir Macedo.

Confira a íntegra no vídeo abaixo:

Fonte: Gospel+

terça-feira, 10 de abril de 2012

FALSO MORALISMO RELIGIOSO: Jornalista critica bancada evangélica: proíbem bebidas, mas não a corrupção

As atitudes dos parlamentares evangélicos voltam a gerar críticas entre os estudiosos políticos


O colunista da revista Veja, Augusto Nunes, escreveu em seu blog uma critica à bancada evangélica, pois para ele o moralismo e conservadorismo só alcançam assuntos como kit anti-homofobia, aborto e a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a copa de 2014, sem atingir temas ligados a corrupção.

O texto foi escrito na quinta-feira (22) e se refere ao fato dos parlamentares evangélicos terem abortado a votação para a Lei da Copa, pois eles se opõem a venda de bebidas alcoólicas como pede a FIFA.

Além disso, a Frente Parlamentar Evangélica tem feito pressão para diversos assuntos como a legalização do aborto, tanto que quando Eleonora Menicucci assumiu a pasta de Secretaria de Políticas para Mulheres os deputados e senadores tentaram protestar e fazer com que a presidente Dilma demitisse a ministra recém-empossada.

“A extensa lista de pecados só não inclui os cometidos de meia em meia hora pelos congressistas associados ao poder central”, escreve. Augusto Nunes comenta também sobre a compra de votos e outras atitudes que acontecem em Brasília, coisas que “até Deus duvida”, pondera o jornalista.

Leia o texto na íntegra:

A bancada evangélica no Congresso não perde chance de mostrar que é muito mais temente a Deus que qualquer papa. No momento, com o ânimo beligerante de quem se alistou nas hostes do Senhor antes de deixar o berçário, senadores e deputados federais combatem o consumo de bebida alcoólica durante os jogos da Copa de 2014.

Simultaneamente, mantêm sob intenso bombardeio a legalização do aborto, os jogos de azar, os símbolos religiosos e outros sintomas de idolatria, os comerciais de cigarro, o kit gay, o casamento homossexual, o adultério, os decotes ousados e outras perfídias tramadas por Satanás.

A extensa lista de pecados só não inclui os cometidos de meia em meia hora pelos congressistas associados ao poder central.
 
O assalto aos cofres públicos, a corrupção institucionalizada e impune, a gula das quadrilhas federais, a compra e venda de votos, os contratos de aluguel, as coalizões cafajestes e outras delinquências de que até Deus duvida são contemplados pelos evangélicos governistas com a tolerância dos cúmplices por ação ou omissão. Não é por falta de tempo que jamais combateram a ladroagem. O que falta é vergonha.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

VERDADES E MITOS SOBRE A PÁSCOA


Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.

Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.

Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.

A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.

Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.
Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país:

(1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião;

(2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira;

(3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.

Eu opto por esta última.

Por Augustus Nicodemus Lopes

Tirem o Crucificado da cruz!

 

Enquanto o sol estava nascendo em Jerusalém na primeira Sexta-feira Santa da história, o mais destacado dos doze apóstolos esvaziou-se de sua coragem e encheu-se de medo, o que o levou a negar por três vezes consecutivas o Senhor Jesus Cristo (Lc 22.54-62). Enquanto o sol estava se pondo naquele mesmo dia e lugar, um dos mais destacados dos 71 membros da Suprema Corte judaica (mais conhecida como Sinédrio) esvaziou-se de sua timidez e encheu-se de coragem, o que o levou a tirar o corpo morto de Jesus da cruz (Lc 23.50-53). Se ficasse lá, seria jogado numa vala qualquer e comido por cães e abutres como costumava acontecer.

O gesto de José de Arimatéia precisa ser repetido hoje. A cruz tem um valor imenso, mas vazia, sem o crucificado, pois o seu corpo já não está pregado nela nem deitado sobre a lápide fria do sepulcro novo do homem rico de Arimatéia.

O professor Vittorino Grossi, do Augustinianum, de Roma, lembra que “a figura humana do crucificado não se encontra a não ser na primeira metade do quinto século ”. A mais antiga até agora conhecida, a de Cristo nu na cruz, está no Museu Britânico, em Londres. Pouco mais de cem anos depois, espalhou-se no Oriente uma figura dramática da crucificação, mostrando o Senhor morto, desta vez vestido com o colobium (uma túnica sem mangas). Até então, as cruzes que enfeitavam os monumentos fúnebres eram cruzes sem o crucificado.

Vincenzo Battaglia, professor de teologia dogmática no Pontifício Ateneu Antonianum, em Roma, usa uma expressão muito feliz, que encoraja a retirada do crucificado da cruz. Ele chama Jesus de “Crucificado Ressuscitado”. Os dois fatos -- a crucificação e a ressurreição -- são inseparáveis, e um não é mais importante que o outro, nem pode ofuscar o outro.

Chama-se de crucifixo o objeto, esculpido ou modelado, que representa Cristo na cruz. Foi João VII, o 86º papa, entronizado em março de 705, o primeiro a consagrar o uso do crucifixo. A partir daí parece que houve uma ênfase artística cada vez maior no sofrimento de Jesus. No século 13, a coroa real foi substituída pela coroa de espinhos e a fronte de Cristo começou a se inclinar para a terra. Os crucifixos gregos do século 14 eram figuras grotescamente retorcidas e esguichando sangue. Um século antes da Reforma Protestante, os artistas já haviam substituído no imaginário e no espírito dos fiéis a idéia do triunfo de Jesus sobre a cruz pelo sentimento melancólico e vazio da compaixão. Passou-se a ter pena de Jesus, perdendo-se por completo a compreensão real da cruz e desfocalizando por completo a ressurreição. Foi por essa razão que o jovem missionário inglês Henry Martin, depois de passear por Salvador, enquanto o navio que o levaria à Índia permanecia atracado ao porto, no remoto 1805, registrou em seu diário: “Há cruzes em abundância, mas quando será pregada a doutrina da cruz?”.1

Em 1570, durante o pontificado de Pio V, que revisou o Missal Romano, em decorrência do Concílio de Trento, encerrado sete anos antes, tornou-se obrigatória a colocação do crucifixo sobre ou acima do altar. Até então, só o cálice, a pátena (disco de ouro que cobre o cálice), o pão e o vinho eram colocados naquele lugar sagrado. A regra atual é colocar o crucifixo no centro do altar durante a celebração da missa.

O grande problema do crucifixo é que ele passou aos fiéis de tradição católico-romana a idéia do Cristo morto, tremendamente arraigada na cultura popular, em especial nos países ibéricos e em toda a América Latina.

Enquanto não tirarmos o crucificado da cruz, não será fácil oferecer séria e bem-sucedida resistência à nova onda de violência midiática contra o Jesus das Escrituras, que, como lembra John Stott “não é homem disfarçado de Deus nem Deus disfarçado de homem, mas homem e Deus ao mesmo tempo”.2 O Jesus, que “é a imagem [visível] do Deus invisível” (Cl 1.15), passou pela cruz, mas não permaneceu na cruz. O cristão que não vê Cristo nem na cruz nem na tumba, mas consegue ver o Senhor ressuscitado e assentado à direita de Deus, não se perturba com os muitos livros e as muitas revistas que enchem o mercado livreiro e as bancas de jornal com muitas bobagens e blasfêmias contra o “Crucificado Ressuscitado” do professor Battaglia. A “Superinteressante” de julho de 2008 (edição especial), por exemplo, traz outra vez à tona a passagem de um evangelho apócrifo (“O Evangelho de Felipe”, do segundo século), que diz que “o Senhor amava Maria [Madalena] mais do que a todos os discípulos e a beijava freqüentemente na boca”.3 E, para obrigar o leitor a acreditar nessa fantasia, a revista declara que a igreja manipulou os evangelhos, reconhecendo como canônicos apenas os livros que confirmavam a verdadeira tradição cristã.

Notas 1. “História Documental do Protestantismo no Brasil”, p. 29.
2. “Cristianismo Básico”, p. 27.
3. “Superinteressante”, jul. 2008, edição 254-A, p. 37.
 
Fonte: Ultimato
 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Santo Sudário é falso ou verdadeiro? Estudioso discute autenticidade do pano que teria envolvido o corpo de Jesus Cristo depois da crucificação

Santo Sudário é falso ou verdadeiro? Estudioso discute autenticidade do pano que teria envolvido o corpo de Jesus Cristo depois da crucificação
No último domingo, dia que marcou o início da Semana Santa, o Fantástico, programa dominical da Rede Globo, visitou locais relacionados à morte e ressurreição de Cristo e reacendeu a polêmica sobre a autenticidade do Sudário de Turim, também chamado Santo Sudário.

A reportagem do programa esteve na Basílica do Santo Sepulcro, construída no lugar onde Jesus teria sido crucificado e enterrado logo depois. No local teria existido uma colina, um jardim e um cemitério, como é descrito na Bíblia.

Ao lado da porta de entrada do templo uma escada leva até o gólgota, uma colina que ficava cerca de seis metros mais acima, e hoje está encoberta pelas edificações do templo, é tida, para a maioria dos cristãos, como lugar em que Jesus foi pregado na cruz. Todos os dias, milhares de fieis sobem os degraus para conhecer o lugar. “É muito difícil descrever a emoção que a gente sente. Só vindo aqui para sentir”, observa a corretora de seguros Iedna Maria de Albuquerque.

Outro lugar mostrado pelos repórteres como provável local da crucificação de Jesus fica a menos de um quilômetro do templo. Saindo da cidade velha pela porta de Damasco, e entrando no lado oriental de Jerusalém, está o Jardim da Tumba, lugar que também recebe milhares de turistas.

O programa levantou também a polêmica acerca do Sudário de Turim. Baseados nos estudos do historiador de arte Thomas Wesselow, que recentemente afirmou que a ressurreição de Cristo foi uma ilusão de ótica, o Fantástico levantou perguntas sobre a autenticidade da relíquia pertencente à Igreja Católica. O Santo Sudário está estendido em um altar, dentro de uma longa caixa lacrada que só pode ser aberta pelo arcebispo de Turim, com a autorização do Vaticano.

Fonte de muita discussão e polêmica, a relíquia é estudada há séculos e ainda suscita grandes discussões e diversos novos estudos sobre sua autenticidade.

Os defensores da autenticidade do Sudário destacam, entre outros argumentos, que a marca dos pregos, mostrada no sudário, está nos pulsos, e não nas mãos, como aparece nas pinturas. Se Cristo tivesse sido pregado pelas mãos, elas não aguentariam o peso do corpo e se rasgariam. Outro sinal, de acordo com eles, seria o ferimento provocado pela lança de um soldado romano, que é mencionado na Bíblia.

Já os céticos afirmam que o pano teria sido forjado. Eles a classificam como uma pintura barata, mal feita, de um suposto homem ensanguentado.

Em 1988, quando a igreja finalmente permitiu que fossem feitos testes de carbono 14, que permitem apontar a idade de qualquer material de origem orgânica, três grandes laboratórios concluíram que o Sudário é um artefato medieval, e teria sido confeccionado entre 1260 e 1390. Os defensores do Sudário dizem que o teste de carbono 14 pode ter falhado, porque a amostra examinada pelos cientistas teria sido um remendo feito no Sudário na Idade Média.

“Tento explicar que ele é a origem da crença na ressurreição de Cristo. E foi essa crença que deu início ao cristianismo. Eu explico no livro que o nascimento da religião cristã vem da percepção de um milagre. E atribuo essa crença ao extraordinário descobrimento de uma imagem na roupa mortuária de Jesus”, afirma Wesselow.

Fonte: Gospel+

PÁSCOA: MORTE OU LIBERTAÇÃO?


Referência: Êxodo 12.1-51

INTRODUÇÃO

1. A mesma noite da morte para os egípcios, foi a noite de libertação para os hebreus. Para uns o juízo, para outros a salvação. A diferença entre o juízo e o livramento, a morte e a vida, a condenação e a salvação foi o sangue do Cordeiro.

2. Israel estava deixo do chicote do carrasco. Não apenas com as costas debaixo do açoite, mas também com os pés no barro e as mãos calejadas no trabalho. Eram 430 anos de amarga escravidão.

3. Deus ouve o clamor do seu povo e envia o seu mensageiro com uma mensagem expressa a Faraó: DEIXA O MEU O POVO IR.

4. Faraó endereceu o coração e oprimiu ainda mais o povo. Deus enviou dos céus dez pragas, exerceu juízo sobre todos os deuses do Egito, quebrou o orgulho de Faraó, fez abalar as pirâmides milenares e tirou o seu povo do cativeiro com mão forte e poderosa.

5. O golpe final de Deus foi a matança dos primogênitos. Aquela era a décima praga. O único meio de salvação daquele dilúvio de juízo era o sangue do Cordeiro. Não havia outro meio de livramento. A morte visitaria o palácio e as choupanas, pobre e ricos, velhos e crianças. O anjo do juízo passaria à meia-noite. Onde encontrasse o sangue, passaria por cima, mas onde não visse o sangue, o primogênito morreria inapelavelmente.

6. A Páscoa foi o dia da independência de Israel. A noite do terror dos egípcios, foi a noite da libertação do povo de Deus. A mesma mão que feriu uns, resgatou os outros. A Pásoa não apenas trouxe unidade para Israel, salvação para os seus filhos, mas também libertação do cativeiro. Israel se tornou livre para servir a Deus.

7. Qual é a mensagem da Páscoa?

I. A PÁSCOA MARCA UM NOVO COMEÇO PARA O POVO DE DEUS – V. 1-3

1. Um novo calendário, uma nova vida

• O capítulo 12 de Êxodo é talvez o mais solene e importante de todo o Velho Testamento. Ele registra a instituição da Páscoa. O sacrifício da Páscoa inaugura um novo calendário: “Este mês vos será o principal dos meses…” (v. 2).

• A Páscoa era o começo de uma nova vida para o povo de Deus. A partir dali deixaram de ser escravos do Egito para serem peregrinos na direção da terra prometida. A Páscoa era o memorial de que ali cessava a escravidão e começava uma nova vida, livre!

• O mundo pensa que quando uma pessoa se converte, ela perde a vida. Mas a conversão não é o fim da vida, é o fim da escravidão. Ser cristão é deixar o Egito e começar a caminhar como um ser livre rumo à Canaã celestial.

• A Páscoa foi o começo de uma nova nação. Até então, Israel não era uma nação. Mas agora, livre, remido, esse povo torna-se o povo separado de Deus. A Páscoa nos mostra um novo começo, um novo calendário, um novo compromisso, uma nova jornada, um novo destino.

II. A PÁSCOA REVELA O PROJETO DE DEUS NA REDENÇÃO DA FAMÍLIA – V. 3-4

1. A família está no centro do projeto de Deus

• A família precisa celebrar a Páscoa junta (v. 3). A família precisa toda estar debaixo do sangue do Cordeiro (v. 7). A família toda precisava se alimentar do Cordeiro (v. 8). A família toda precisava celebrar este memorial nas suas gerações futuras (v. 14). A família toda precisa ter o compromisso de ensinar seus filhos sobre o significado da Páscoa (v. 26-27). A família toda obedeceu essa ordenança divina (v. 28).

2. A salvação da família exige a diligência dos pais

• Poderiam os pais deixarem seus primogênitos fora de casa naquela noite de juízo? Poderiam os pais negligenciar a ordem de Deus de sacrificar o Cordeiro e passar o seu sangue nas vergas das portas? Certamente nenhuma família dos hebreus descansou até ver todos os seus filhos debaixo do sangue.

3. A salvação da família exige confiança plena na Palavra de Deus

• Imaginem se um pai dissesse: “Nós não cremos nessa religião que exige derramento de sangue. Não vamos matar o Cordeiro. Não vamos sujar nossas casas com sangue. Não acreditamos nessas superstições.” Se assim tivessem feito, enfrentariam o inevitável juízo de Deus. Deus fez exatamente o que avisou, como avisou, quando avisou. O juízo não foi sem alerta. Quem creu foi salvo. Quem não creu foi condenado.

• Imagine se um pai dissesse, não queremos que o sangue seja passado defronte da Casa, vamos passá-lo lá atrás, ou por dentro da casa, onde ninguém possa ver. Não quero que minha casa seja diferente das casas dos egípcios. Se assim fizesse, aquela casa teria sido visitado pelo anjo do juízo. Aqueles que se envergonham do sangue do Cordeiro, não podem ser salvos pelo Cordeiro.

4. A comunhão das famílias forma a grande congregação do povo de Deus – v. 3,6

• Embora havia muitas famílias, era apenas uma congregação (v. 3,6). Quando nos reunimos Deus nos vê individualmente como parte do Corpo, a igreja. Mas somos membros uns dos outros. O que fez de Israel uma nação, uma congregação, um povo, foi o sangue do Cordeiro. Nosso vínculo é o sangue!

III. A PÁSCOA MOSTRA QUE DEUS SALVA O SEU POVO ATRAVÉS DO CORDEIRO QUE FOI MORTO – V. 5-13

1. O Cordeiro da Páscoa é o Cordeiro divinamente apontado – v. 3-4

• A pergunta de Isaque a Abraão: Onde está o Cordeiro? introduziu um dos principais temas do Velho Testamento, enquanto o povo aguardava o Messias. A pergunta foi respondida finalmente por João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).

• Filipe disse para o eunuco que vinha lendo Isaías 53, que o Cordeiro era Jesus (At 8:35). Paulo disse para a igreja de Corinto que Cristo é o nosso Cordeiro Pascal (1 Co 5:7). Pedro disse que fomos remidos pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo (1 Pe 1:18-20). João o vê no céu e Jesus lhe é apresentado como o Cordeiro que foi morto, mas está vivo pelos séculos dos séculos (Ap 5:6).

• Jesus é o Cordeiro suficiente para uma pessoa (Gn 22:13-14). Jesus é o Cordeiro suficinete para uma família (Êx 12:3). Jesus é o Cordeiro suficiente para uma nação (Is 53:8). Jesus é o Cordeiro suficiente para o mundo inteiro (Jo 1:29).

2. O Cordeiro da Páscoa é o Cordeiro sem defeito – v. 5

• Jesus é o Cordeiro perfeito. Ele é o Filho Amado do Pai, em quem o Pai tem o todo o seu prazer. Ele foi obediente até à morte e morte de cruz. Ele não escoiceou seus algozes, mas como ovelha muda foi para a cruz e intercedeu pelos transgressores.

• Ele não conheceu pecado (2 Co 5:21).

• Ele não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca (1 Pe 2:22)

• Ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado (1 Jo 3:5)

• Até seu traidor, disse que ele era inocente.

3. O Cordeiro da Páscoa é o Cordeiro Morto – v. 6-7, 12-13, 21-24

• Não é a vida do Cordeiro que salva. Não é o exemplo do Cordeiro que redime. Não é a presença do Cordeiro na família que livra da morte. O cordeiro tinha que ser morto. É a morte de Cristo que nos trouxe salvação. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (Hb 9:22).

• Algumas pessoas dizem que admiram a vida, o exemplo e os ensinos de Jesus. Outros põem sua confiança nos milagres de Jesus. Mas ninguém é salvo pelos ensinos de Jesus, mas sim, pelo seu sangue. É a morte de Cristo que nos trouxe salvação.

a) Mt 20:28 – Ele veio para dar a sua vida em resgate de muitos

b) Mt 26:28 – Este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.

c) Ap 5:9 – Foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.

• Jesus foi o nosso substituto. Ele morreu em nosso lugar. Sua morte foi vicária, substitutiva. Ele morreu a nossa morte. Deus fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. O inocente morreu pelo culpado.

4. O Cordeiro da Páscoa é o Cordeiro do sangue aplicado – v. 7,12,13,21,23,24

• Não basta saber que o Cordeiro foi morto. Não é também o sangue do Cordeiro que livra do juízo, mas o sangue do Cordeiro aplicado. Deus disse: “Quando eu vir o sangue, passsarei por sobre vós” (v. 13).

• A apropriação da expiação precisa ser pessoal: “Cristo me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2:20).

a) O sangue é sinal de distinção – O que distinguia os egípcios dos israelitas naquela noite do juízo era o sangue. Na verdade só existem duas categorias de pessoas: os que pertencem à igreja dos comprados pelo sangue da redenção e aqueles que ainda estão debaixo de seus pecados. O que vai importar naquele dia não é a sua religião, suas obras, seus méritos, seus dons, mas se você está ou não debaixo do sangue.

b) O sangue é sinal de salvação – Onde o anjo da morte via o sangue não entrava, pois o sangue lhe dizia:“Aqui já foi realizado o juízo, aqui a obra já está feita”. Só o sangue do Cordeiro retinha a espada do juízo. Os filhos de Jacó não eram melhores, nem mais hábeis, nem mais santos, nem mais justos. O que os distinguia era o sangue. Quem está debaixo do sangue do Cordeiro está justificado. Agora já não há mais nenhuma condenação.

c) O sangue é sinal de segurança – O centro do Cristianismo é a cruz e o significado da cruz é a substituição. Cristo morreu por nós. Ele carregou os nossos pecados em seu próprio corpo. O castigo que nos trás a paz estava sobre ele. No sangue de Cristo temos segurança de perdão, de purificação.

5. O Cordeiro da Páscoa é o Cordeiro Sustentador – v. 8-11

• Aqueles que são salvos pelo sangue do Cordeiro, alimentam-se do Cordeiro. O sangue nos livra do cativeiro e da morte. O cordeiro nos sustenta para a caminhada rumo à Canaã celestial. Cristo é o alimento.

a) O conteúdo da refeição (v. 8) – A refeição da Páscoa era feita do Cordeiro assado, ervas amargas e pão sem fermento.

• O CORDEIRO ASSADO NO FOGO – O nosso Cordeiro sofreu na cruz o fogo da justiça de Deus. Cristo foi ferido e moído na cruz.

• ERVAS AMARGAS – falam do sofrimento que deixaram no Egito e das provas que teriam pela frente.

• PÃO SEM FERMENTO – O fermento é símbolo de impureza, pecado oculto, falso ensino (Mt 16:6-12), hipocrisia (Lc 12:1) e vida pecaminosa (1 Co 5:6-8).

b) A maneira de participar da refeição (v. 11) – A Páscoa precisa ser comida com pressa. Era hora de sair do Egito. Prontidão para marchar. Lombos cingidos, sandálias nos pés, e cajado na mão. Como-lo-eis à pressa. Deus tem pressa que você saia do Egito. Faraó quis deter o povo: 1) Sirvam a Deus no Egito mesmo (8:25); 2) Fiquem perto (8:28); 3) Fiquem os jovens (10:10,11); 4) Fiquem os rebanhos (10:24-26). Moisés não negocia. O Egito não é o lugar para o povo de Deus permanecer.

6. O Cordeiro da Páscoa é o Cordeiro Vivo – Ap 1:18

• O Apocalipse nos aponta o Cordeiro de Deus, como aquele que está vivo. Que está no trono. Que reina. Aquele diante de quem todo joelho se dobra.

• O Apocalipse nos aponta o Cordeiro que tem sete chifres, onipotente; que tem sete olhos, onisciente. O Cordeiro que voltará para julgar as nações.

IV. A PÁSCOA É UM MEMORIAL A SER PERPETUADO A FIM QUE AS NOVAS GERAÇÕES CONHEÇAM A SALVAÇÃO DE DEUS – V. 14,17,24,26-28

1. Conte para as futuras gerações o que Deus fez por você – v. 26-28

• A nova geração que iria entrar na terra prometida, poderia esquecer-se da amarga escravidão do Egito bem como dos poderosos feitos libertários de Deus. A celebração contínua da Páscoa era um instrumento pedagógico de Deus para manter viva na memória do povo, a história da redenção.

• A morte de Cristo na cruz é o nosso ÊXODO.

• O Cordeiro que foi morto, mas está vivo é o NOSSO ALIMENTO.

• Somos responsáveis a instruir a nova geração a conhecer a Deus, a amar a Deus e a alegrar-se nos seus poderosos feitos.

2. Conte para as pessoas que só aqueles que recebem o selo do pacto podem participar da Páscoa – v. 43,44,45,48

• Nenhuma pessoa pode alimentar-se de Cristo, antes de ser liberto e salvo pelo sangue de Cristo. Ninguém pode fazer parte da solene assembléia do povo de Deus, antes de reconhecer que precisa estar debaixo do sangue do Cordeiro.

• Comer sem discernir o Corpo é comer para o próprio juízo.

• A circuncisão era o selo da antiga da aliança, como o batismo é o selo da nova aliança. Só aqueles que se arrependem, crêem e são batizados são introduzidos nessa bendita assembléia dos remidos.

3. Tenha o cuidado de celebrar a Páscoa com santidade – v. 15-20

• Ao celebrarmos a Ceia do Senhor precisamos examinar o nosso coração, a nossa vida. O fermento é um símbolo do pecado oculto. Começa pequeno, age secretamente, mas espalha-se rapidamente. Ele cresce e incha e infiltra em toda a massa. Não podemos associar iniquidade com ajuntamento solene. Paulo diz: “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem como fermento da maldade e da malícia e sim com os asmos da sinceridade e da verdade” (1 Co 5:7-8).

V. A PÁSCOA QUE CELEBRAMOS É A PÁSCOA DO SENHOR – V. 11,27

• 17 vezes o Senhor é mencionado em Êxodo 12. Ele é o centro da história da redenção.

1. Deus revelou o seu poder – v. 29-30

• À meia-noite, Deus visitou em juízo as casas dos egípcios. A Páscoa é um símbolo de rendenção para o povo de Deus e de juízo para os ímpios. A morte não respeitou posição nem poder nem idade. A morte não alcançou os israelitas porque eles estavam debaixo do sangue do Cordeiro pascal. Você está debaixo do sangue?

2. Deus guardou a sua promessa – v. 31-36

• Deus havia falado tudo o que ia acontecer. Mas faraó endureceu o seu coração e não creu (Ex 11:1-8). Aqueles que obedeceram foram salvos. Os incrédulos perecem.

• Assim será no dia do juízo. Aqueles que crêem e correm para o abrigo do sangue do Cordeiro escaparão do furor da ira do Deus Todo-poderoso, mas aqueles que zombam do sangue do Cordeiro, perecerão. Passará os céus e a terra, mas a Palavra de Deus não passará.

3. Deus libertou o seu povo – v. 37-42,51

• Os israelitas saíram corajosamente do Egito, enquanto estes estavam sepultando os seus mortos (Nm 33:3-4). 600 mil homens, 2 milhões de pessoas. O Êxodo foi a maior demonstração da libertação de Deus na vida de Israel, símbolo da nossa redenção.

CONCLUSÃO
• A Páscoa deve levar-nos a uma profunda investição, a fim de saber se de fato todos os membros da família estão debaixo do sangue – v. 22

• A Páscoa deve levar-nos a um compromisso familiar de explicar para os nossos filhos o que Deus fez por nós. Quem ele é para nós – v. 26,27.

• A Páscoa deve levar-nos à adoração – v. 27.

Rev. Hernandes Dias Lopes


O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA


INTRODUÇÃO: Não existe este vocábulo na língua portuguesa; entrou na língua por efeito da linguagem litúrgica da Igreja Católica. É de origem grega, que por, sua vez, foi tirado do verbo hebraico PASOH que quer dizer “Passar além, passar por cima”.
No hebraico, a palavra descreve a passagem do anjo da morte, quando seriam mortos todos os primogênitos do Egito e poupados os dos israelitas.

I. A PÁSCOA PARA ISRAEL

A.      INSTITUIÇÃO – Foi instituída no Egito para comemorar o acontecimento culminante da redenção de Israel. Ex. 12: 14.

B.      ELEMENTOS DA PÁSCOA

1)      CORDEIRO – Representavam o preço da redenção e libertação de Israel do Egito; o sacrifício.

2)      OS PÃES AMOS – Revelavam a pressa com que abandonariam a terra do Egito. A farinha amassada sem ter recebido o fermento, por falta de tempo.

3)      ERVAS AMARGAS – Ou alface agreste, recordavam a opressão do Egito, a amargura do cativeiro, além de dar melhor sabor á carne do cordeiro.

4)      SANGUE – Representa a expiação. 

C.      RITUAL DA CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA

ð  Deveriam tomar para si o Cordeiro. Ex.12.3

ð  A família deveria participar e comer todo o cordeiro. Caso a família fosse pequena, deveria juntar-se a outra vizinha. Ex.12.4

ð  O Cordeiro seria sem mácula de um ano de idade e primogênito.

ð  Deveria ser assado inteiro e comido com pães asmos e ervas amargas. Ex. 12.8.

D.      SÍMBOLO NEOTESTAMENTÁRIO

1)      O CordeiroSimboliza Cristo, a libertação do pecado – Jo.1.36. João afirmou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

ð  Era sem defeito – Ex.125; I Pe. 1.18-19.

ð  Foi sacrificado, no entanto seus ossos não foram quebrados. Ex. 12.46; Sl. 34.20; Jo. 19.36.

ð  O sangue foi derramado para a expiação dos pecados: era o penhor da salvação. Ex. 12.13; I Jo. 1.7

ð  Foi comido na páscoa. Mat. 26.26.

2)      Os pães asmos – Simbolizam pureza. O pão deveria ser sem fermento.

ð  A proibição baseava-se em que o fermento é um agente de decomposição e servia de símbolo da corrupção moral, e também de doutrinas falsas. Mt.16.11; Mc.8.15.

ð  Na nossa comunhão com Cristo não pode haver impureza.

ð  A ausência do fermento simboliza a santidade de vida que no serviço de Deus.

3)      Ervas amargas – simbolizavam a amargura que o cordeiro iria passar e a amargura das almas humanas por causa do pecado. Hoje, todas as vezes que celebramos a Ceia do Senhor, relembramos o grande feito da nossa redenção feita não por Cordeiro, não mais por um cativeiro físico, mas pelo próprio filho de Deus.
“Podemos dizer que o Egito foi o Calvário da nação hebraica, como o Calvário de Jerusalém foi o nosso Calvário”.
4)      Sangue – A garantia do perdão – “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”, Heb. 9.22. O Sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado. I Jo. 1.7. O pecado do homem foi coberto pelo sangue propiciatório do cordeiro de Deus.

II. A PÁSCOA NOS NOSSOS DIAS E OS SEUS SÍMBOLOS
A.    INSTITUÇÃO – A festividade da páscoa foi fixada pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C..É uma festa anual da Igreja Católico Romana, comemora a ressurreição de Cristo.

B.     OS SÍMBOLOS

1)      O coelho – Substituíram o cordeiro período pelo coelho, como símbolo de fecundidade (chegando até produzir aproximadamente cento e dez filhotes por ano). Apareceu por volta de 1915, na França. A sua cor e sua rapidez contribuíram para o seu lugar na simbologia. Dizem mais que ele representa a morte e a ressurreição de Cristo pelo fato de alguns que habitam em lugares frios e nevados hibernam e só saem da caverna quando chegam à primavera. Sabemos que não podemos aceitar tamanha aberração, pois em toda a Bíblia encontramos o Cordeiro e não o coelho como símbolo de Cristo.

2)      O ovo – O ovo significando começo, origem de tudo. Quando incubado, dele sai vida, porque nele está contido a vida. Em Cristo não está contido a vida, Ele é a própria vida. João 11.25.
Está presente na mitologia antiga, nas religiões do oriente, nas tradições populares e numa grande parte da Cristandade. Na idade média os europeus adotaram o costume chinês de enfeitar o ovo. Em 1928 surgiram os ovos de chocolate que industrializaram em larga escala.
No século XVIII a Igreja Católica Romana adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo.
3)      O peixe – É símbolo de Cristianismo. Dizem que no passado quando os cristãos se reuniam, faziam desenho de um peixe. Na semana santa, não comem carne, por causa do corpo de Cristo e substituíram a carne por peixe, mas na páscoa judaica comiam cordeiro.
Estes símbolos modernos são uma mistura de mitologia pagã com a simbologia cristã paganizada.

III. A PÁSCOA PARA OS EVANGÉLICOS
Para os evangélicos, a Páscoa tem apenas valor histórico e figurativo. O que tem sentido e valor para nós é a Ceia do Senhor, pois Jesus quando comeu a última páscoa com seus apóstolos antes do sofrimento, deu um caráter todo especial ao acontecimento. Lc. 22.15. Ele estava instituindo a Ceia que, para nós, os cristãos, substituía a páscoa – Lc. 22.15-20.
A Páscoa Bíblica, portanto, consumou-se em Cristo, que a instituiu como um novo memorial – a sua Ceia, na qual o crente comemora a morte do Senhor até que Ele venha. Não há no Novo Testamento mais lugar para a páscoa ou outras festividades mosaicas, as quais foram abolidas na cruz, juntamente com outras ordenanças, como sombras das coisas futuras, espirituais, pertencentes à dispensação da graça.

CONCLUSÃO
O apóstolo Paulo nos adverte em sua I carta a Timóteo, 4. 1-3. Não envolvemos com tais tradições mas, nós que provamos do novo nascimento, que tornou-se real com o sacrifício do filho de Deus, o verdadeiro Cordeiro pascoal, recordemos-nos do Calvário constantemente independente de uma data fixada no calendário anual. Temos em nós esse Cristo ressurreto. Aleluia!

BIBLIOGRAFIA
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  2. ALMEIDA, João Ferreira de, Bíblia Sagrada. Edição Revista e Corrigida.São Paulo: Editora Vida, 1985.
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  4. DAVIS, John. Dicionário da bíblia. 22 ed. São Paulo:Agnos,1982.
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  6. MESQUITA, Antonio Neves de.Estudo no livro de êxodo.4 ed. Rio de janeiro: JUERP, 1979.
  7. NAIR, S. E. Mc. Pequeno dicionário bíblico. 4 ed. Teresópolis.RJ: Casa Editora Evangélica, 1947.
Por Josias Menezes