quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Em pleno século 21: 80 pessoas fuziladas por possuir bíblias e assistir TV




O jornal sul-coreano JoongAng Ilbo denunciou que o governo comunista norte-coreano executou 80 pessoas no dia 03 de novembro.

Conforme a publicação do jornal, os sentenciados à pena de morte desobedeceram às restrições de assistir TV e possuir bíblias em suas casas. A fonte do jornal é uma pessoa que alega ter saído ilegalmente da Coréia do Norte e ser testemunha ocular de um evento onde 10.000 pessoas foram até um estádio esportivo na cidade de Wonsan para assistir os condenados enfrentar um pelotão de fuzilamento.

Segundo o jornal inglês Daily Mail, os mortos "foram amarrados a estacas com sacos cobrindo suas cabeças. Seus corpos foram crivados por tiros de metralhadora enquanto eram acusados" de práticas que são consideradas traição ao regime, como assistir TV sul-coreana e terem Bíblias em casa.

De acordo com o relatório sobre direitos humanos da ONU, o governo submete cidadãos a controles rígidos em muitos aspectos de suas vidas, incluindo a negação das liberdades de expressão, de imprensa, de reunião, de associação, religião e movimento e os direitos dos trabalhadores.
Praticar a fé cristã é considerado crime grave. Pessoas apanhadas em reuniões de igrejas ou penas com uma Bíblia em casa é podem ser condenadas à prisão ou mesmo à morte. Apesar da campanha de medo constante, há relatos de que a Igreja subterrânea continue crescendo.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

SHOW BUSINESS GOSPEL: Glórias a mim?


Dani Marques

"O show business gospel cresce de forma avassaladora. Ingressos para shows (inclusive dentro das igrejas), cachês para pregar ou cantar, morangos no camarim, tapete vermelho, hospedagem em hotéis selecionados, Grammy gospel, grife de roupa... Antes que me crucifiquem, não vejo problema algum em um pregador ou cantor que foi convidado para um evento receber o custo de sua hospedagem, condução e quem sabe uma oferta voluntária por parte da igreja. Também acho justo que um presbítero que dirija bem sua comunidade receba um salário decente, pois a Palavra nos ensina dessa forma: "Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal", e "o trabalhador merece o seu salário" 1 Timóteo 5:18. E quando falamos de retiros e congressos, é sabido de todos que existem gastos com materiais, refeições, apostilas e etc. Por isso acho aceitável que se estipule um valor (justo).

Mas olhando para Cristo, Pedro, Paulo ou João Batista, figuras públicas da época, percebo que pregavam a Palavra por amor, pelo dom e vocação que receberam do Pai, e não como meio de alcançar fama e sucesso financeiro. Sim, Paulo muitas vezes foi sustentado por ofertas, mas jamais estipulou um cachê ou cobrou ingressos para pregar o Evangelho. As igrejas supriam suas necessidades, mas ele nunca utilizou o nome de Cristo como ferramenta para se sustentar, alcançar a fama ou ter uma vida farta, muito pelo contrário! O dom veio primeiro e Paulo, assim como tantos outros, se utilizou desta vocação para alcançar vidas, apenas. A falta de dinheiro nunca foi empecilho para a proclamação do Reino: "Qual é, pois, a minha recompensa? Apenas esta: que, pregando o evangelho, eu o apresente gratuitamente, não usando, assim, dos meus direitos ao pregá-lo... mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre". 1 Coríntios 9:18 e 25

E o que dizer de Cristo? Apesar de ser merecedor de toda honra e glória, correu da fama como o diabo corre da cruz.

E quantos artistas seculares que caíram no anonimato não usam o nome de Deus para voltar a brilhar? Você sabia que o lugar onde mais se fazem shows atualmente são os templos? "Adoradores" e pastores enchendo seus bolsos de grana e declarando ao mundo que seu sucesso se deve a fidelidade do Senhor... Quanta baboseira!

Falando em "adoradores", é bom deixar claro que a adoração relacionada ao ministério de música não possui embasamento Bíblico algum. Muitos justificam essa relação com textos do Antigo Testamento. Hoje, nas igrejas evangélicas, "levita" virou sinônimo de "integrante do ministério de louvor", mas gostaria de esclarecer que levita no Velho Testamento se referia àqueles que desempenhavam uma série de funções no antigo templo judaico, como limpar, carregar, montar, desmontar... e não apenas cantar ou tocar. Já no Novo Testamento, não existe referência alguma de levita ou ministério de louvor, pois o "templo físico" não existe mais, aliás, até existe, mas não tem mais nada a ver com a "habitação de Deus". A adoração citada no Novo Testamento não está diretamente relacionada a música, mas sim a um estilo de vida.

Não é segredo para ninguém que o que determina o cachê de uma banda é o nível da sua fama. Quando mais famoso, mais alto é o preço. E o povo paga... O cara cobra R$ 60.000,00, mas se a igreja paga só R$ 59.000,00 ele não canta, porque tá no contrato. Além disso, existe um público mínimo: "Eu não canto para menos de 1.000 pessoas". MERCENÁRIO! Mas quer saber? Se ainda existem músicos mercenários, cobrando cachês de R$ 60.000,00, escolhendo hotel, público, passagem em primeira classe e morangos no camarim, é porque os crentes burros pagam (4). Um virou produto do outro. Se merecem. Como diria Neil Barreto: "Magnata, vem Senhor Jesus!"

E aí, quando você acha que não tem como piorar, descobre que existe uma tal de "oferta mínima combinada", ou seja, um cachê disfarçado de oferta. Muitos músicos dizem por aí que não cobram nada, mas na hora do "vamu vê", coloca lá no e-mail a tal da oferta mínima combinada. Mas como funciona isso? O pastor/músico diz: "Só posso cantar/pregar na sua igreja pela oferta mínima combinada de R$ 5.000,00, pois como recebo da minha igreja um salário de R$ 20.000,00/mês, se eu faltar um domingo para ir na sua igreja terei um desfalque..." (4) Por isso acho imprescindível que a igreja tenha uma prestação de contas mensal transparente, assim, seus membros podem ficar cientes do que anda rolando nas transações financeiras quando se trata de pastores/músicos convidados. A comunidade deve estar ciente e de acordo com todo valor envolvido. E se não está, tem o direito de se posicionar contra.

"Mas Dani, os artistas precisam de dinheiro para manter a banda e a estrutura dos shows. As gravadoras precisam receber. Eles tem contas pra pagar e família para sustentar" Bom, vamos colocar os pingos nos "is". Só podemos chamar de ministério aquilo que você reparte sem esperar nada em troca. Se você está cobrando, estipulando um preço, é porque deixou de ser ministério e virou profissão. E não há nada de errado nisso, pois assim como muitos médicos, professores e psicólogos levam a mensagem do Reino através da sua profissão, um músico também tem um direito de fazê-lo. Um designer cobra pelos seus serviços, mas ele pode decidir levar o Evangelho aos seus clientes de alguma forma. Que mal há nisso? Nenhum! Mas perceba a grande diferença entre cobrar para exercer a profissão e cobrar para levar a mensagem do Reino. Como eu posso cobrar de uma igreja um valor para repartir com ela aquilo que tenho recebido de Deus gratuitamente? "Vocês receberam de graça; deem também de graça". Mateus 10:8. A existência ou não de ofertas, não pode nunca ser a motivação de um trabalho para o Reino. Se o seu ministério está atuando de acordo com a vontade de Deus, Ele mesmo vai sustentá-lo, através de ofertas voluntárias e outros meios, pois é o maior interessado nisso. Estipular um valor para cumprir o "Ide" é 'mercadejar' a fé. Se está estipulando valor, seja honesto e diga: "Esta é a minha profissão. Sou músico e escolhi levar a mensagem do Reino através das minhas canções".

Outra coisa, quando um ministro de louvor estipula um cachê alto para cantar em shows ou igrejas, está fazendo acepção de pessoas, ou seja, selecionando seu público. Nas entrelinhas está dizendo: "Eu não canto em igrejas de periferia ou que tenham poucos membros". Só não enxerga quem não quer... Vejo que muitos irmãos até iniciam bem, com o coração puro, mas não vigiam e acabam caindo na maior e mais perigosa das armadilhas: "Tudo isso te darei: fama, dinheiro, sucesso, prosperidade... se você se prostrar e me adorar". Não creio que estes artistas adorem ao diabo conscientemente (quero acreditar que não), mas a partir do momento que se esquecem do mandamento ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’ e se colocam na posição de um deus, passam a sofrer a síndrome de Lúcifer, tendo seu ego acariciado, sedento de aplausos e adoração. Então um vício se instala. E o engraçado (ou triste), é que os evangélicos vivem 'metendo o pau' nos católicos por conta da adoração aos Santos, mas são tão idolatras quanto. Quantos fãs enlouquecidos ficam horas e horas em filas para shows, vestindo camisetas de seus artistas favoritos, correndo atrás de autógrafos, enfrentando multidões para conseguir uma foto com seu ídolo gospel, pregando posters no quarto, gritando e arrancando os cabelos... Alguns até sentem as dores do caminho tortuoso que estão escolhendo, mas preferem caminhar anestesiados pelo gozo dos aplausos e flashes. "Um artista gospel não pode evitar que as pessoas o adorem, mas podem evitar receber a adoração que é devida a Cristo"³.

"Nos dias de hoje, a celebridade vale mais que o dom que recebeu de Deus e o artista mais à sua exposição do que à sua arte"¹. Brilham como holofote, impedindo que a própria Luz de Cristo seja vista através de suas vidas. Pessoas totalmente dependentes de palco, microfones e flashes. E quando isso lhes for tirado (o que será inevitável), perderão sua própria identidade. Vivem de ilusão. "A fama passa, a música gospel passa e com ela sua concupiciência. Ou você coloca a Palavra de Deus no coração ou vai virar um(a) velho(a) surtado, depressivo e enfiado nas drogas. E isso vale para todo aquele que não resistiu e se entregou aos pés da fama. Que Deus tenha misericórdia de você que se transformou em camelô da fé ou cantante mercenário, e que apesar de usar o nome de Deus, de Deus não tem nada. Não podemos jamais esquecer que o nosso Deus não é aquele que dizemos: "Oh Senhor, como eu te amo! Como o Senhor é lindo! Eu te adoro...", mas é aquele a quem servimos. E não podemos servir a dois senhores. Ou servimos a Deus ou a glória dos homens. O que você deseja? A purpurina dos homens ou a glória de Deus?"² Se optar pela glória de Deus, é momento de parar TUDO e começar do zero. Mas infelizmente, pouquíssimos terão força suficiente para lutar contra esse gigante acariciador de egos.

Este é o calcanhar de Aquiles de todo ser humano: o poder e a fama. Não foi exatamente neste ponto que a serpente tocou em Eva? O diabo sabia o que estava fazendo. "Disse a serpente à mulher: "Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal" Gênesis 3:4-5. E desejar ser tão famoso como Deus (mesmo que de forma inconsciente) gera um surto de poder, e poder é idolatria, seja qual for a sua forma. Poder é oposto de graça, pois na graça todos somos iguais, estamos no mesmo nível e não há acepção de pessoas. A fama gera soberba, e "a soberba gera um problema oftalmológico existencial: o sujeito olha pra si mesmo e se enxerga maior que os outros e quando olha para os outros, os enxerga menor do que ele"³

Eu não tenho a fama que muitos artistas e líderes religiosos tem por aí (nem de perto!), mas venho experimentando o perigo de se tornar uma figura pública. Com o trabalho do blog 'Salve Meu Casamento', recebo muitos elogios, e-mails e críticas. Aos poucos, acabei me tornando uma pessoa mais conhecida. Não posso mentir, a sensação é ótima. E que atire a primeira pedra quem nunca sentiu o seu ego bater lá em cima ao escutar: "Nossa, que dom maravilhoso você tem! Você é uma pessoas realmente usada por Deus! Você estava linda naquele programa! Deus tem te usado de uma forma tremenda! Como eu te admiro! Sou sua fã!". Mas é nessa hora que grito em silêncio: "Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’". E esta é uma batalha que travo diariamente contra a minha carne: "Senhor, não permita que eu me coloque numa posição que não é minha. Toda a glória e honra seja dada a Ti". E por que todos os dias? Porque todo aquele que julga estar firme, precisa cuidar para que não caia, conforme 1 Coríntios 10:12. Se existe uma luz brilhando através da minha vida, é porque ela vem de uma fonte, e essa fonte tem nome: Jesus! É uma luta diária, pois é necessário que Ele cresça e que eu diminua.

"Quem canta sobre as coisas lá do céu não deve desviar
Quem faz da sua voz, a voz de Deus tem que sempre vigiar
Quem traz dentro de si o caminho a verdade e a vida não se vende
Abre mão de todo brilho e toda gloria deste mundo"






¹ João Alexandre
²Caio Fábio
³ Neil Barreto
(4) Extraído de um vídeo de Ariovaldo Jr.




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Conheça a história do presidente que doa 90% do seu salário e anda de fusca

 

Aos 77 anos, o uruguaio José Mujica, presidente do Uruguai, é um ex-guerrilheiro tupamaro que passou 14 anos preso, a maioria durante a ditadura uruguaia (1973-1985). Ele vive em uma pequena chácara nos arredores de Montevidéu junto com sua esposa, a senadora Lucía Topolansky. Ali cultiva flores e hortaliças que vende nos mercados locais.

Quando não está realizando trabalhos oficiais, o chefe de Estado faz questão de dirigir o seu próprio carro, um fusca azul, de 1987, avaliado em pouco mais de US$ 1.000. Mujica dispensa empregados. Faz suas próprias compras no bairro onde vive e frequentemente é visto em restaurantes populares com seus colaboradores no entorno da sede do Governo, no centro de da capital uruguaia.
 



Seu salário, de US$ 12,5 mil mensais, não fica todo com ele. O presidente uruguaio fica com US$ 1.250 e doa 90% para a construção de casas populares. Segundo sua última declaração de renda, de abril passado, seu patrimônio e o de sua esposa somam cerca de US$ 212 mil. Eles possuem três terrenos, três tratores e dois carros de 1987."Se tenho poucas coisas, preciso de pouco para sustentá-las", disse recentemente em uma à BBC.

Lê os jornais com um iPad apesar de viver em uma humilde chácara, quase sem segurança e onde ele mesmo cozinha carne com cebola, seu prato preferido - assim é José "Pepe" Mujica, o peculiar presidente do Uruguai, que nesta quinta-feira (16/05) recebeu a Agência Efe para uma entrevista junto com sua inseparável cadela de três patas, Manuela. Não é de hoje que Mujica chama atenção por seu estilo de vida simples.

Nem pela pequena guarita com dois policiais situada na frente do local alguém poderia imaginar que o austero sítio no qual vive com sua esposa é a atual residência presidencial uruguaia.

Localizada a dez quilômetros de Montevidéu, em uma área rural na qual só se escuta o canto das aves, a primeira coisa que chama atenção na chácara são suas paredes descascadas e tetos de zinco verde, assim como as galinhas que ciscam nos pátios vizinhos em torno da roupa estendida no varal.

 

"Minha maneira de viver é consequência da evolução da minha vida. Lutei até onde é possível pela igualdade e equidade dos homens", afirma em tom reflexivo este ex-guerrilheiro que passou 14 anos na prisão, a maioria durante a ditadura (1973-1985), e que na próxima segunda-feira completará 78 anos.

Para Mujica, do bloco esquerdista Frente Ampla, "o mundo está prisioneiro hoje da cultura da sociedade de consumo e o que está se consumindo é vida humana, em quantidades enormes", pois se perdeu a capacidade de desfrutar o tempo e a ideia que "estar vivo é um milagre".

"As pessoas não compram com dinheiro, compram com o tempo que tiveram que gastar para ter esse dinheiro. Não se pode desperdiçar esse tempo, é preciso guardar algum tempo para a vida", argumenta o homem que preside um país de 3,3 milhões de habitantes e que se vende como paraíso da natureza e da tranquilidade.

 


Vestido com roupa e tênis esportivos de tons cinzentos e negros, Mujica lembra então a célebre frase de Séneca que "pobres são aqueles que precisam de muito", mas depois esclarece que seu estilo não é uma "valorização da pobreza", mas "da sobriedade no viver".
 
A vida simples não significa desconectada. O chefe de Estado uruguaio tem um iPad para ler os jornais de manhã, antes de deslocar-se à Torre Executiva, sede governamental no centro de Montevidéu.

Usa o aparelho moderno aparentemente porque não chegam os jornais até a vizinhança onde vive junto com outras três famílias e onde a cadela Manuela circula faceira, apesar dos 18 anos de idade. A ausência de uma das patas da cadela é fruto de um acidente com ferramentas de arar que forçou a amputação, relata Mujica.

Preso na Alemanha, jogador brasileiro Breno é batizado por pastor da Igreja Batista de Munique

Preso na Alemanha, jogador brasileiro Breno é batizado por pastor da Igreja Batista de Munique
O zagueiro brasileiro Breno, que está preso na Alemanha sob acusação de ter incendiado a própria residência foi batizado na última semana por um pastor da Igreja Batista de Munique. Breno, que antes cumpria pena em regime fechado, está agora em regime semi-aberto e volta aos poucos ao convívio social.
Durante o julgamento, em 2012, o caso de Breno chamou atenção devido a relatos de que o jogador estaria “possuído por satanás” ao atear fogo em sua casa. Desde sua prisão o jogador está sendo acompanhado pelo pastor Teodoro, da Igreja Batista de Munique, e se converteu ao evangelho recentemente.
- Nós estávamos muito felizes. Foi um dia de muita alegria. O pastor Teodoro começou acompanhar o Breno desde que ele foi preso – afirmou Renata Borges, esposa do jogador.
- Deus tem nos mantido fortes e firmes. Com certeza a nossa vida espiritual com Deus é nossa maior força – completou Renata.
Ex-jogador do São Paulo, em 2011 Breno foi considerado o principal suspeito de causar o incêndio que destruiu sua casa. Julgado em julho de 2012, o jogador foi condenado e enviado direto à prisão, onde cumpre pena.
Agora, de acordo com a mulher de Breno, os planos da família são de voltar para o Brasil logo que o jogador terminar de cumprir sua pena e for libertado. De acordo com o jornal Extra, ao voltar para o Brasil o jogador irá voltar a atuar pelo São Paulo, com quem já teria um acordo de trabalho.
- Assim que ele estiver livre, vamos embora no dia seguinte. Morar em outro país não é fácil e em uma situação como essa é muito difícil – disse Renata Borges.
 
Por Dan Martins, para o Gospel+

Globo cancela cerimônia do Troféu Promessas. A entrega dos prêmios aconteceria no dia 13 de novembro no RJ.

 

Faltando poucas horas para o encerramento das votações populares, a coordenação do Troféu Promessas resolveu cancelar a cerimônia de entrega de prêmios.
Os troféus seriam entregues na próxima quarta-feira (13) no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói (RJ). Porém os organizadores resolveram anunciar os ganhadores na segunda (11) através do site oficial e os cantores ou bandas vencedores receberão os troféus por correio.
A notícia pegou a muitos de surpresas, bandas, assessores, jornalistas e profissionais ligados ao mercado evangélico já estavam se preparando para viajar para o Rio, muitos, inclusive, já haviam comprado passagens aéreas para participar da premiação.
Entre os possíveis ganhadores estão os nomes de Cassiane, Fernanda Brum, Bruna Karla, Aline Barros, André Valadão, Pregador Luo, Thalles Roberto, Oficina G3, Novo Som, Diante do Trono, Livres, Renascer Praise e outros.
Não há detalhes sobre o motivo do cancelamento da cerimônia. As edições do Troféu Promessas foram iniciativas da GEO Eventos, empresa das Organizações Globo que vai encerrar suas atividades no final do ano com dívidas de mais de R$60 milhões. 

No Facebook a noticia que corre é que devido as brigas o evento foi cancelado. Noticia não confirmada!

Pessoas ligadas a direção da Organização disseram que o cancelamento se deu porque as gravadoras queriam esquematizar os ganhadores pra facilitar vendas de DVDs dos cantores. A de Thalles afirmou que após sua ida ao programa do JÔ Soares, ele só compareceria se ficasse destacado entre os cantores. A de Fernanda brum teve dificuldade de aceitar perder para Anástacio. Resultado cancelaram tudo.
Vi no Blog da Rô / Fonte GospelPrime

sábado, 9 de novembro de 2013

Assembleia de Deus é a denominação que mais cresce nos EUA

Cerca de 10% das congregações estão em rankings de crescimento nos EUA

Assembleia de Deus é a denominação que mais cresce nos EUAAssembleia de Deus é a denominação que mais cresce
Apaixonados por estatísticas, os norte-americanos também estabeleceram diferentes tipos de rankings para medir o tamanho de suas igrejas. Embora o objetivo não seja de competição, mas de acompanhamento, os dados de 2013 surpreendem.
A LifeWay Research, em cooperação com a revista Outreach publicou este mês a lista das 100 maiores igrejas dos Estados Unidos e as 100 igrejas que mais cresceram desde o ano passado.
O resultado do estudo mostra que a Assembleia de Deus é a denominação que cresce mais rápido. Embora o ranking seja focado apenas nos EUA, teve grande repercussão no segmento evangélico. O motivo é o recente debate teológico sobre as colocações do influente pastor Jhon MacArthur Junior, que classificou o movimento pentecostal de “heresia”.
O pastor George O. Wood, que lidera uma associação das Assembleias de Deus de todo o mundo,assinou uma carta-aberta como resposta a isso no final do mês passado.
“Reconheço que desde o século passado surgiram aberrações isoladas no comportamento e na doutrina dos que se identificam como pentecostais ou renovados. Mas o movimento como um todo provou ser uma força vital na evangelização mundial, o cumprimento da promessa que Jesus fez aos seus discípulos em Atos 1:8. Em nome dos 66 milhões de adeptos e mais de 360 mil igrejas da Assembleia de Deus em todo o mundo, agradeço a Deus que a fé e a vida da igreja de Atos 2 ainda estão sendo seguidas e vividas até hoje”.
Agora, com a lista da Outreach na mão, ele pode mostrar que cerca de 10% das igrejas presentes ali são Assembleia de Deus.  A Primeira Assembleia de Deus de Phoenix, no Arizona, com 21 mil membros está entre as dez maiores do país.
“Quando eu olho para a lista das igrejas que mais crescem, é emocionante ver as AD crescendo rapidamente em todo o país”, comemora o pastor Wood. “Mas quando vejo que essas igrejas não estão apenas crescendo em tamanho, mas se multiplicando através do discipulado, sendo as mãos e os pés de Cristo em suas comunidades… é isso o que realmente importa”.
Entre as diferentes “surpresas” da lista mais recente preparada pelo Instituto Lifeway, está, por exemplo o crescimento da International Christian Center. Foram quase 30% novos membros no último ano e o que motivou isso foi o Furacão Sandy, que atingiu a região do Estado de Nova York em outubro de 2012.
Ronald Squibb, pastor responsável pela International, explica: “Em meio à tragédia e a adversidade, Deus tem usado essa situação para nos mostrar favor. Não ficamos esperando que as pessoas viessem à igreja. Investimos em nossa comunidade, procuramos servir nossa comunidade”.
De acordo com Ed Stetzer, presidente da LifeWay, as igrejas que tiveram crescimento mais rápido que a média tinham um elemento em comum: o sacrifício. “Essas igrejas estão fazendo um grande empenho para se multiplicar. Esse compromisso com a multiplicação muitas vezes cria a necessidade do sacrifício. O sacrifício é inerente à experiência de cada cristão crescendo espiritualmente enquanto sua igreja cresce em número”.
Na lista das 5 maiores igrejas dos EUA nenhuma grande mudança em relação a 2012. Igrejas lideradas por pastores conhecidos no Brasil por seus livros, como Joel Osteen, Bill Hybels e Rick Warren, continuam entre as 10 primeiras. A surpresa realmente foi a Primeira AD de Phoenix, que está prestes a completar 90 anos, sendo a segunda mais antiga do ranking.
tabela igrejas eua Assembleia de Deus é a denominação que mais cresce nos EUA

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Autoajuda: Zé Bruno volta a criticar a música gospel brasileira

ze bruno

O vocalista da banda Resgate, pastor Zé Bruno, voltou a criticar a música gospel brasileira por causa dos temas abordados nas letras da maioria das canções.

Em tom de desabafo, Zé Bruno dividiu a atribuição de responsabilidades pela baixa qualidade artística do cenário musical cristão com a linha teológica adotada por muitas igrejas.

“A música evangélica acabou se tornando um recurso de autoajuda. Só fala de vitórias e conquistas. Vende a ideia de um ‘Deus’ que é um tipo de ‘gênio da lâmpada’. Mas na verdade, nós [em geral] cantamos a nossa teologia e, como a teologia foi se diluindo, os cantores cantam aquilo que eles ouvem, também. Eu não sei onde isso tudo começou, quem veio primeiro… ‘o ovo ou a galinha’. Mas a verdade é que entra ano e sai ano, é difícil você ver alguém tentando refletir um pouco”, disse Zé Bruno, em entrevista ao portal Guia-me.

Segundo o pastor, seu ponto de vista é pessoal e limitado, porque deixou de acompanhar o mercado gospel nacional: “Essa também é uma leitura que eu faço, olhando um pouco de fora. Porém eu não sou um cara que ouve muito música gospel. Então hoje eu confesso que quando alguém me pergunta: ‘Você viu o CD novo do fulano?’, geralmente respondo que não porque eu não sei muito sobre estes lançamentos. Então eu não sou exatamente o cara para falar sobre isso”, pontuou.

Comentando a polêmica entrevista concedida a Lincoln Lyra durante a Feira Internacional Cristã (FIC), em julho deste ano, quando criticaram abertamente não apenas a música gospel, mas as igrejas evangélicas como um todo e também a liturgia de igrejas pentecostais, Zé Bruno afirmou que o tom das críticas foi motivado por diversos fatores.

“Quando o Lyncoln parou a gente ali, naquela feira, foi um dia em que o carrinho já tinha passado por cima do dedinho, já tinha dado uma topada no pé da cama… Além disso, ir à Feira Cristã é meio que visitar um sanatório. Então você perde um pouco do rumo. Quando você vai ao sanatório, um diz que é Nero, outro diz que é César e você responde: ‘Ah sim! Sr. César, Sr. Nero, Sr. Napoleão Bonaparte’. Não dá pra contrariar. Cada um tem o seu stand, o seu DVD, a sua pregação, a sua unção, o seu poder e o seu milagre e todo mundo que toca quer fazer chover, quer fazer o povo chorar [...] Então naquele dia, a gente já estava bem cheio”, revelou.

A crítica, no entanto, não era dirigida à organização do evento, e sim, aos expositores: “Não digo isso quanto à organização. Eu acho importante a promoção da Feira, a indústria, seja ela fonográfica, os livros, as Bíblias… Nós temos um mercado que consome isso tudo. E você tem acesso a fóruns, debates, exposições, produtores… Isso é importante! A cada ano, você melhora. Não deixa de ser um campo importante. Mas aquilo acaba virando a fogueira das vaidades”, lamentou.


Fonte: Gospel Mais

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Casal seguidor do movimento “Eu escolhi esperar” diz que casar virgem é uma prova de amor

casal

A capital Boa Vista (RR) recebeu neste sábado (2) a equipe do movimento “Eu Escolhi Esperar” que prega a virgindade até o casamento. Liderada pelo pastor Nelson Júnior, a palestra reuniu jovens solteiros e casais que se identificam com estes preceitos.

A equipe do site G1 acompanhou o evento e conversou com o casal Daniel Lineke, de 21 anos e Ammila Ayã, de 19 anos, que estão juntos há três anos e decidiram ter relações sexuais somente depois de se casarem.

Para eles a virgindade “é um mérito” e “uma prova de amor”. “É uma prova de amor, principalmente a Deus, quando a gente admite e faz um voto desse a Ele”, disse Lineke que é publicitário.

Ammila acredita que um relacionamento sem sexo é a forma correta de seguir a Bíblia. “Há tempo para tudo, há tempo para ser solteiro e tempo para casar. Por isso escolhi esperar, e o momento certo será depois do casamento.”

Entre os participantes estava o casal Jorge e Lucélia Rodrigues, eles só tiveram relação sexual depois do casamento e entendem que esta decisão fez diferença para o relacionamento.

“Durante nosso casamento percebemos que isso fortaleceu mais nossa união, pois não gerou dúvidas ao nosso relacionamento”, diz Jorge.

Nos últimos três anos o movimento “Eu Escolhi Esperar” já atraiu mais de 250 mil jovens em palestras realizadas em todo o país e mais de um milhão nas redes sociais.

O pastor responsável pelos trabalhos do ministério fala da importância do sexo pós casamento lembrando que nos dias atuais muitos relacionamentos são baseados apenas no sexo, o que leva ao divórcio e à traição.

“Hoje, o alto índice de divórcio está relacionado à infidelidade conjugal. Isso acontece porque as pessoas buscam o sexo, pois as pessoas tiveram uma vida sexualmente ativa antes de casar. Assim, há um desejo contínuo. Com quem tem apenas um parceiro, isso ocorre, mas é mais fácil de controlar, tendo em vista que a pessoa conseguiu se controlar antes do matrimônio”, disse Júnior.


Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 5 de novembro de 2013

30% dos brasileiros confiam no trabalho da polícia, afirma pesquisa




Sete em cada dez pessoas no Brasil dizem não confiar na polícia. É o que mostra uma pesquisa feita pela Faculdade de Direito da FGV em São Paulo apresentado nesta terça-feira (5).

O estudo faz parte da sétima edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento ouviu 1.650 pessoas por trimestre durante um ano, entre 2012 e este ano.


O levantamento diz ainda que a confiança do brasileiro com a polícia é próxima da verificada com os partidos políticos, que apresentou a reprovação de 95% dos entrevistados.

"Não dá para tapar o sol com a peneira. Esses números mostram uma falência total do modelo de política de segurança pública", disse Renato Sérgio de Lima, coordenador do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

A pesquisa aponta que as Forças Armadas são a instituição de segurança que os brasileiros julgam mais confiável. No total, 34% dos entrevistados não confiam no Exército, na Aeronáutica e na Marinha.

A pesquisa tem uma margem de erro de 2,5% para mais ou para menos.

DELEGADOS

Conforme antecipou a Folha na edição de hoje, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou também que apesar de ter o maior número de delegados de polícia do país, com mais de 3.000 na ativa, São Paulo foi o Estado que pior remunerou o profissional em início de carreira em 2012.

Enquanto um delegado em Mato Grosso recebeu, em 2012, R$ 18.837,00, o mesmo profissional em São Paulo ganhou quase um terço disso, R$ 6.709,32 --entre salário bruto e gratificações.


Os números que compõem o documento foram recolhidos de bases de dados da Secretaria de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça.


Fonte: Folha de SP / CÉSAR ROSATI

Pastoras lésbicas Lanna Holder e Rosania Rocha irão se casar no religioso em um castelo, diz jornalista

Pastoras lésbicas Lanna Holder e Rosania Rocha irão se casar no religioso em um castelo, diz jornalista
A celebração de casamentos gay em igrejas já vem acontecendo ao redor do mundo, e agora, duas pastoras lésbicas irão se unir oficialmente: Lanna Holder e Rosania Rocha.

O casamento das líderes da igreja inclusiva Comunidade Cidade de Refúgio será realizado dia 19 de dezembro, mais de 10 anos depois de elas se envolverem sentimentalmente, quando ainda estavam casadas.

A informação foi divulgada pelo jornalista Chico Felitti, colunista do jornal Folha de S. Paulo. A cerimônia será realizada num castelo em Mauá, interior de São Paulo: “Minha mulher é uma rainha, então nada mais adequado”, afirma Lanna Holder.

O relacionamento de Lanna e Rosania foi detalhado por Felitti, que ouviu das parceiras histórias omitidas por elas durante muito tempo. “Passamos quatro meses em batalha contra nosso amor”, revela Rosania.

Lanna Holder sofreu um acidente automobilístico, e esse teria sido o ponto de convencimento para Rosania desistir de tentar
Local onde Lanna e Rosania irão se casar
Local onde Lanna e Rosania irão se casar

sustentar seu casamento e ir adiante no romance com a pastora: “Foi nessa hora que me dei conta: o que seria de mim se perdesse ela?”, diz, lembrando que ouviu muitos conselhos para esquecer Lanna: “Eles diziam que o acidente tinha sido providência divina, que cada vez que eu fosse vê-la ela ia piorar um pouco, até morrer. Diziam que o acidente era a providência de Deus, para mostrar que estávamos errando. Mas Ele falou comigo, para eu ir. E eu ia. E a cada vez que ela ia, eu melhorava”.
A cerimônia, para 500 convidados, será celebrada por uma pastora, amiga de Lanna e Rosania. Fiéis da denominação foram convidados para presenciarem o casamento gay que terá Paris como cenário da lua de mel.
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Por Tiago Chagas, para o Gospel+


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Adoradores ou consumidores? O outro lado da herança de Charles Finney


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Por Augustus Nicodemus Lopes


A palavra "evangélicos" tem se tornado tão inclusiva que corre o perigo de se tornar totalmente vazia de significado — R. C. Sproul


Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter 5 mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo (e mesmo assim, um deles o traiu). Em outras palavras, uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me ao evento da multiplicação dos pães narrado em João 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase que todos da multidão (6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que ele é o Salvador, o que tem as palavras de vida eterna (6.67-69).


O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.


Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar.


Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a "escolha" das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.


Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas.


Esta mentalidade consumista por parte de evangélicos se mostra por vários ângulos. Numa pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos constatou-se que 4 em cada 10 americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidentemente muitos estarão em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, 1 em cada 5 americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia, etc.) durante o curso de um ano. E disso se aproveitam os espertos. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita ano passado por Steve Rabey em Christianity Today. Cada vez mais cresce o marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vezes seu propósito inicial de difundir o Evangelho, e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos Estados Unidos pertence às corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram cachês altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo em Strategies for Today’s Leader, Gary McIntosh defende abertamente que "o negócio das igrejas é servir ao povo". Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o "cliente", e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente faze-los sentir-se bem.


Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de "a síndrome da porta de vai-e-vem". As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão facilmente quanto entraram. As pessoas buscam igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros.


Creio que há vários fatores que provocaram a presente situação. Ao meu ver, um dos mais decisivos é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney no evangelicalismo moderno. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos de Finney têm moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Jerry Falwell, Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do movimento de sinais e prodígios, do movimento neopentecostal, e do movimento de crescimento da igreja. Michael Horton afirma que grande parte das dificuldades que a igreja evangélica moderna passa é devida à influência de Finney, particularmente de alguns dos seus desvios teológicos: "Para demonstrar o débito do evangelicalismo moderno a Finney, devemos observar em primeiro lugar os desvios teológicos de Finney. Estes desvios fizeram de Finney o pai dos fatores antecedentes aos grandes desafios dentro da própria igreja evangélica hoje: o movimento de crescimento de igrejas, o neopentecostalismo, e o reavivalismo político".


Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja Cristã, e estimado e venerado por evangélicos no Brasil como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney. Desconheço qualquer obra em português que apresente o outro lado. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje.


Em sua obra sobre teologia sistemática (Systematic Theology [Bethany, 1976]), escrita pelo fim de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin, Finney revela ter abraçado ensinos estranhos ao Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (p. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e conseqüentemente, a salvação) toda vez que peca (p. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (p. 179); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a idéia da justificação com base da obra de Cristo em lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a ideia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, "regeneração consiste no pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferência; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência", e tudo isto movido pela influência moral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (p. 224).


Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, mudou a ênfase que havia à pregação doutrinária para uma ênfase à fazer com que as pessoas "tomassem uma decisão", ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology ele declara a base da sua metodologia: "Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos."


Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no século IV, e condenado como herético pela Igreja, ou seja, que nenhum de nós nasce pecador; o homem, por nascimento, é neutro, e capaz de fazer escolhas para o bem e para o mal com inteira liberdade. Finney tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagiano (ou mesmo, pelagiano) em sua doutrina, e um dos responsáveis maiores pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas.


Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento é produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e avivamento é o resultado de campanhas bem planejadas com os métodos corretos.


Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los à Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores, por meio psicológicos, com receio de produzir falsas conversões. Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isto, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o "banco dos ansiosos" (de onde veio a prática de se fazer apelos ao final da mensagem), o uso de qualquer medidas que provocassem um estado emocional propício ao pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis do pecado e do juízo.


O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado estes métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; e a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, acreditando que reavivamentos podem ser produzidos, e que pecadores podem decidir seguir a Cristo quando o desejarem, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, e que promovem a mentalidade consumista nas igrejas evangélicas.


A relação entre os métodos de Finney e o espírito consumista moderno foi corretamente notado por Rodney Clapp, em recente artigo na Christianity Today (Outubro de 1966): "Ao enfatizar a importância de se tomar uma decisão para Cristo, Charles Finney e outros reavivalistas ajudaram na sacramentalização da ‘escolha’, elemento chave do consumismo capitalista de hoje. O reavivalismo [de Finney] encorajava sentimentos de êxtase e a abertura do indivíduo para mudanças costumeiras de conversão e reconversão" (p. 22).



O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a ter uma multidão de consumidores. Creio que a igreja evangélica brasileira precisa seguir a Cristo também aqui. É preciso que reconheçamos que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas.

 

Fonte: Monergismo