segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

OS VENDILHÕES DOS TEMPLOS ELETRÔNICOS EM TEMPOS DE ESPERTALHÕES DA FÉ

Nossa responsabilidade, como líderes cristãos se torna cada dia mais séria. Os homens, a mídia de um modo geral estão de olho nos acontecimentos evangélicos em todas as partes. É preocupante as atitudes de determinados líderes que dizem representar o meio cristão, pois suas ações muitas vezes, não condizem com a realidade evangélica e até denigrem nosso meio.

Até onde vai a ganancia de nossos teleevangelistas, a fim da alcançar a fama, a projeção nacional e até  internacional? Será que vale a pena, o alto preço que está sendo pago? Onde está o pudor, o caráter, a integridade e o compromisso com o genuino evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo? Analise o artigo abaixo escrito pelo jornalista Luiz Cláudio Cunha e tire suas conclusões.

Os vendilhões dos templos eletrônicos em tempos de espertalhões da fé


A estrela do Show da Fé, R. R. Soares | Marcos AC/R.R. Soares/Flickr
 

Incapaz de vender a alma ao diabo, a Rede Bandeirantes acaba de revender seu santo horário da noite para o pastor R.R. Soares, o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus. O seu ‘Show da Fé’ de 20 minutos, que começava religiosamente às 21h, agora vai durar uma hora inteira, a partir das 20h30. Não se sabe ainda quanto custou esse novo e triplicado milagre, mas pelo contrato antigo o bom pastor já pagava R$ 5 milhões mensais à Band. O vil metal falou mais alto para a TV de Johnny Saad, que anunciava a devolução do horário nobre da noite a seriados consagrados, como o 24 Horas, para concorrer com as novelas da Globo e as séries do SBT, todas com melhor audiência.

De 20 minutos para uma hora diária na Band | Marcos AC/R.R. Soares/Flickr

A novidade escangalhou os planos do argentino Diego Guebel, que assumiu a direção artística da Band em outubro passado com a promessa de recuperar o espaço nobre e caro da noite para atrações mais mundanas do que a prosopopeia de Soares. A bíblica derrota de Guebel na Band é apenas outro indício da onda avassaladora do dinheiro que afoga a TV brasileira deste Brasil cínico que finge ser laico e imune à força econômica da religião e seus falsos profetas. Os canais de rádio e TV são concessões públicas, supostamente alheias aos credos e seitas religiosas que transformaram estúdios, igrejas, templos e estádios em púlpitos eletrônicos cada vez mais invasivos e escancarados.

Não existe ninguém no Governo ou no Congresso brasileiros com coragem para frear essa flagrante ilegalidade, sancionada por verbas, dízimos, patrocínios e uma farta hipocrisia. A irrestrita capitulação aos padres e pastores que lideram milhões de fiéis (e eleitores) ficou escancarada na última eleição presidencial, em 2010, quando os dois principais candidatos com raízes na esquerda — Dilma Rousseff e José Serra — sucumbiram vergonhosamente à chantagem das correntes mais atrasadas das igrejas, frequentando missas e cultos com o gestual mal ensaiado de pios devotos que não sabiam nem metade da missa, nem qualquer salmo dos evangelhos. Encenaram um constrangedor teatro de conversão medida para não ofender o eleitor mais ortodoxo. Para não perder votos, Dilma e Serra caíram na armadilha do falso debate religioso sobre o aborto — um tema que um e outro, por mera consciência política ou formação acadêmica, sabem que nos países mais evoluídos não passa de um grave e secular problema de saúde pública.

Os evangélicos detêm 80 rádios e quase 280 emissoras de TV | Edir Macedo/Facebook

A submissão das instâncias do Estado secular ao poder cada vez maior das igrejas pode ser medida pela intrusão cada vez mais descarada da fé nos meios eletrônicos do Brasil, que deturpam a concessão pública pelo proselitismo religioso vetado pela Constituição. A igreja católica brasileira agrupa hoje mais de 200 rádios e quase 50 emissoras de TV, contra 80 rádios e quase 280 emissoras de TV de oito braços do crescente ramo evangélico. É um domínio que se fortalece cada vez mais, embora adaptando seu perfil para fórmulas mais agressivas e despudoradas de avanço sobre o bolso das populações mais pobres, mais desesperadas, menos instruídas.

Comer ou dormir
Em agosto de 2011, a Fundação Getúlio Vargas divulgou o Novo Mapa das Religiões, um denso estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da FGV, com base em 200 mil entrevistas formuladas pelo IBGE em 2009 a partir de sua Pesquisa de Orçamento Familiar (POF). O trabalho mostrou que o Brasil deixará de ser a maior nação católica do mundo nos próximos 20 anos, mantida a queda progressiva que sofre a Igreja no país. Ela representava 83,24% da população em 1991 e caiu para 68,43% em 2009. “As mudanças que antes ocorriam em 100 anos agora acontecem em 10. Se esta perda de 1% de católicos por ano continuar, a Igreja católica terá em 20 anos menos da metade da população brasileira”, destacou o coordenador da pesquisa, Marcelo Côrtes Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV.

A economia é um forte indutor desta transformação, diz Neri. Ele lembra que as chamadas ‘décadas perdidas’ de 1980 e 1990 foram demarcadas pela queda do catolicismo em contraste com a ascensão dos grupos evangélicos, especialmente seus ramos mais belicosos e vorazes — os neopentecostais. O período de 2003 a 2009, compreendido entre duas graves crises econômicas, observa uma segunda explosão evangélica, passando de 17,9% para 20,2%. A primeira explosão, ainda maior, ocorreu nas últimas seis décadas do Século 20, quando os evangélicos aumentaram seu rebanho em sete vezes: passaram de 2,6% em 1940 para 15,4% em 2000. A FGV foi buscar no alemão Max Weber (1864-1920), o pai da moderna sociologia, o fundamento teórico que explica o avanço arrebatador dos evangélicos, a partir de sua obra mais conhecida — A ética protestante e o ‘espírito’ do capitalismo, publicada em 1904-05. Ali, Weber explica o maior desenvolvimento capitalista nos países protestantes no Século 19 e a maior proporção desses fiéis entre empresários e trabalhadores mais qualificados. “A tese de Weber era que o estilo de vida católico jogava para outra vida a conquista da felicidade. A culpa católica inibiria a acumulação de capital e a lógica da dívida de trabalho, motores fundamentais do desenvolvimento capitalista”, escreve Neri.
Weber: Melhor comer que dormir em paz

Weber repetia um ditado da época: “Entre bem comer ou bem dormir, há que escolher. O protestante quer comer bem, enquanto o católico quer dormir sossegado”. O pensador alemão constrói seu texto em cima de máximas do inventor e calvinista americano Benjamin Franklin (1706-1790), um dos líderes da Independência dos Estados Unidos, que dizia que “tempo é dinheiro” e “dinheiro gera mais dinheiro”. Era uma notável conversão justamente aos argumentos opostos que levaram ao grande cisma do cristianismo, no início do Século 16, quando um atrevido padre agostiniano alemão, Martinho Lutero, pregou nos portões da igreja de Wittenberg as suas 95 teses que desafiavam a autoridade do Papa e quebravam a hegemonia de Roma sobre o mundo cristão. Na época, Lutero denunciava justamente o que seria o âmago da Reforma Protestante: o desvio do caminho de fé da igreja primitiva para o atalho da corrupção, da indulgência, da simonia e da luxúria de papas e cardeais rodeados de amantes e concubinas, antecessores lascivos dos bispos e padres que comem criancinhas.

Teologia do bolso

Lutero e sua radical volta às origens, estimulando o protesto aos desvios éticos de Roma e o retorno à palavra original dos evangelhos, geraram os dois termos que identificam os segmentos mais prósperos da dissidência cristã: os protestantes e os evangélicos, onde brilha sua facção mais agressiva e endinheirada — o pentecostalismo, que hoje abriga no mundo cerca de 600 milhões de seguidores, pulverizados em 11 mil seitas e subgrupos. Ali viceja sua parcela mais faustosa: a corrente neopentecostal, a que pertencem o abonado bispo R.R. Soares e seus parceiros mais ricos, os também bispos Edir Macedo, Silas Malafaia e Valdemiro Santiago, cada um chefiando sua própria seita, sempre na condição suprema de ‘apóstolos’. Todos mostram uma devoção especial pela alma e pelo bolso de seus seguidores, a quem não se acanham de pedir contribuições financeiras a que, recatadamente, chamam de ‘oferta’.
Apóstolo sertanejo Valdemiro Santiago | Eduardo Pinto/impd.org.br

Para não atormentar ainda mais a vida de sua aflita freguesia, os quatro chefes religiosos tratam de facilitar ao máximo as ofertas financeiras. Na tela da TV de seus animados cultos, sempre se oferece o número das contas bancárias, a bandeira dos cartões de crédito ou o telefone para informações extras que permitam a oferta, rápida e facilitada. Nenhum deles fica ruborizado pela insistência do pedido de ajuda, porque todos são pios devotos da ‘Teologia da Prosperidade’, uma doutrina pecuniária que faria o velho Lutero engolir cada uma das 95 teses que vomitou contra a cupidez da velha Roma.

A ideia nasceu, evidentemente, no coração do capitalismo, os Estados Unidos, no início do Século 20. O pai dessa fé sonante é o americano Essek William Kenyon (1867-1948), um evangelista de origem metodista nascido em Saratoga, Estado de Nova York. Descobriu o milagre do rádio e plantou ali a sua “Igreja no Ar”, a ancestral eletrônica dos R.R.Soares e Malafaias da vida. Espalhou então aos quatro ventos o lema que explica as benesses divinas da fartura: “O que eu confesso, eu possuo”.

Kenyon passou o bastão da prosperidade para um conterrâneo, Kenneth Erwin Hagin (1917-2003), um jovem texano com deficiência cardíaca, que caiu de cama quando adolescente. Garantiu ter ido e voltado ao inferno e ao céu não uma, nem duas, mas três (três!) vezes. Com este desempenho singular, até para campeões de esportes radicais, o jovem naturalmente converteu-se. Dizendo-se ungido para ser mestre e profeta, Hagin garantia ter tido oito (oito!) visões de Cristo na década de 1950, além de acumular alguns passeios extracorpóreos. Tudo isso acrescido pela divina revelação de que os verdadeiros fiéis deviam gozar de uma excelente saúde financeira e que o caminho da fortuna passava, inevitavelmente, pela prosperidade de seus profetas aqui na Terra. Foi sopa no mel, e a teologia da prosperidade conquistou corações e mentes — e bolsos.

Na conta do santo

O dono da Record, bispo Edir Macedo, segunda maior audiência do país / Facebook

A primeira semente deste ostensivo neopentecostalismo brotou no Brasil com a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo. Três anos depois, o pastor R.R. Soares, casado com Magdalena, irmã de Macedo, saiu do ninho da Universal para fundar sua própria igreja, a Internacional da Graça de Deus, que acaba de alugar a tela do horário nobre da Band graças ao verbo divino e a verba milionária do pastor. Uma década depois, o bispo Macedo, ainda mais próspero do que o cunhado, comprou a sua própria rede de TV, a Record, hoje a segunda maior audiência do país (4,7 pontos) no horário nobre das noites de dezembro passado, embora ainda distante da Globo (13,8).

Os televangelistas brasileiros aparentemente compõem um paraíso na terra e no ar rico em mirra, incenso e ouro, muito ouro. Há tempos, quatro grupos evangélicos rondam o empresário Sílvio Santos, que topa tudo por dinheiro, na esperança de amealhar o espaço das madrugadas do SBT por módicos R$ 20 milhões mensais. Em 2009, o próprio Edir Macedo alvejou sua maior concorrente: ofertou R$ 545 milhões para alugar o espaço das madrugadas da Rede Globo para a sua Igreja. A Globo piscou, não respondeu, e o bispo voltou à carga em agosto passado, disposto a mover céus e terras. Nada feito.

A contabilidade desses pastores, pelo jeito, oscila entre o inferno e o paraíso. O bispo que oferecia milhões para comprar um naco do maior concorrente era o mesmo dono da Igreja que fazia um descarado apelo em seu blog, em abril passado, para que os fieis juntassem alguns trocados para ajudá-lo a pagar a conta salgada de seu site. Coisa miúda, apenas R$ 107.622 mensais, que o pobre bispo diz gastar com despesas mundanas como hospedagem do servidor, salário dos funcionários, água, luz e gastos administrativos da manutenção do site. “Se o Espírito Santo lhe tocar, nos ajude a carregar essa responsabilidade”, escreveu o bispo, implorando por uma doação mínima de R$ 20.
Um novo dia de um novo tempo começou para a Globo e os evangélicos | Foto: Divulgação

O espírito santo, aparentemente, tocou a Rede Globo. A emissora dos Marinho odeia o bispo Macedo, mas adora os evangélicos. Na véspera do Natal de 2011, 18 de dezembro, a maior rede desta vasta nação católica rasgou o hábito e transmitiu o seu primeiro evento evangélico, gravado uma semana antes no Aterro do Flamengo, no Rio. O público presente, apenas 20 mil pessoas, foi uma heresia para as ambições bíblicas da Globo, mas a fiel audiência na telinha na tarde do domingo seguinte foi uma bênção divina. Ao longo dos 75 minutos do programa, condensado de quase oito horas de gravação ao vivo (entre 14h e 21h30), apresentaram-se nove artistas no ‘Festival Promessas 2011′, sob o comando do astro global Serginho Groisman. Um dos mais festejados foi o cantor Regis Danese, 39 anos, que vendeu um milhão de cópias com um único disco gospel, “Compromisso”, o único a conquistar o primeiro lugar em rádios e TVs seculares do país e que lhe garantiu a indicação para o prêmio Grammy Latino em 2009.

A conversão da Globo

Antes desse sucesso, Danese já era consagrado como artista do “Só Pra Contrariar”, um grupo de pagode que ainda ostenta o 27º lugar do ranking brasileiro, com 8 milhões de discos vendidos. Apesar disso, com problemas no casamento, converteu-se ao protestantismo no início do século. Salvou o matrimônio com Kelly, sua parceira musical, e engordou ainda mais o bolso. O álbum “Compromisso”, que conquistou o ‘Disco de Diamante’ pela venda de 500 mil cópias em apenas quatro meses de 2008, traz o seu maior sucesso, Faz um Milagre em Mim. O jornalista Tom Phillips, do diário britânico The Guardian, anotou que, logo após sua triunfal apresentação no festival da Globo, Danese foi indagado na entrevista coletiva sobre os fundamentos deste milagre musical: “O senhor escutou a voz de Deus? O que ele disse?”, perguntavam-lhe. O ex-pagodeiro explicava e, embevecido, o isento repórter da revista Nova Jerusalém ressoava a cada resposta: “Amém. Louvado seja o Senhor!”
O CD "Compromisso". Sucesso absoluto. | Foto: Divulgação

A genuflexão da Globo não representa uma súbita conversão da emissora ao credo evangélico da música: “A Globo não é um canal católico, e sim secular e republicano. Apenas documentamos um festival gospel por sua crescente importância na vida cultural do Brasil”, esquivou-se Luiz Gleizer, diretor da TV, ao jornalista britânico que ecoou o festival sob uma manchete embalada pela típica ironia inglesa: “O Gospel começa a dar o tom no Brasil, a casa da bossa nova”.

Os profetas da Globo não sabem entoar um único salmo, mas como os apóstolos eletrônicos da concorrência também têm um ouvido afinado pelo doce tilintar das moedas do templo. Isso não é contado nem no confessionário, mas os querubins globais sussurram nos corredores da ‘Vênus Platinada’ que os direitos de comercialização e os espaços publicitários do festival renderam à Globo algo entre R$ 35 milhões a R$ 55 milhões, o suficiente para remir muitos pecados, dúvidas e dívidas, aqui na terra e lá no céu. O grupo é dono da gravadora Som Livre e de um catálogo religioso onde brilham ídolos como o padre católico Fábio de Melo, que já vendeu quase 2 milhões de CDs pelo selo global.

O olho cúpido e republicano da Globo está mirando um mercado de música gospel que o The Guardian estima em R$ 1,5 bilhão, um paraíso econômico onde se irmanam crentes, artistas, emissoras laicas, pastores, espertalhões, vigaristas e políticos de todas as crenças, devotos todos do santo dinheiro que cai do céu diretamente em seus bolsos. O fluminense Arolde de Oliveira, deputado federal pelo PSD — aquele diabólico partido nascido da costela do prefeito Gilberto Kassab e que garante não pertencer nem ao paraíso, nem ao inferno, nem ao purgatório —, é dono da rádio 93 FM e do Grupo MK Music, que ele jura ser o maior selo de música gospel do continente. “Mais de 60 milhões de brasileiros estão direta ou indiretamente ligados à Igreja Evangélica”, lembra o deputado Oliveira. A Globo, como se vê, tem a inspiração divina e o ouvido apurado.
Pastor Silas Malafaia: "A Globo abre espaço para o louvor e adoração a Deus" | vitoriaemcristo.org

O festival Promessas abriu as portas de uma terra prometida para os profetas globais. No domingo gospel, a audiência da Globo subiu aos céus, dando-lhe a indulgência de miraculosos 13 pontos no Ibope (cada ponto representa 58 mil aparelhos ligados), bem mais do que os 7 humildes pontos habituais do horário. O pastor Silas Malafaia, inimigo da Universal do bispo Macedo, aproveitou e tripudiou no seu site: “A Record não acreditou nos evangélicos, a Globo acreditou e arrebentou na audiência! Enquanto a Record fala mal dos cantores e da igreja, a Globo abre espaço para o louvor e adoração a Deus”. E arrematou com um desajeitado elogio que deve ter sobressaltado as almas globais: “Quando os que deveriam abrir as portas fecham, Deus usa os ímpios para glorificá-lo”. Iluminada pela santa promessa do Ibope, a ímpia Rede Globo prepara mais três edições do sucesso gospel para 2012 — duas versões regionais e uma nacional, evitando cuidadosamente o Rio de Janeiro, que já padece a praga de um congestionamento evangélico todo santo ano.

O golpe do martelinho

O lider da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago | Eduardo Pinto/impd.org.br

Valdemiro Santiago é outro desgarrado da Universal. Depois de ser considerado um virtual sucessor de Edir Macedo, brigou com ele e saiu para fundar em 1998 a sua seita, a Igreja Mundial do Poder de Deus. Começou com 16 membros e hoje o apóstolo Valdemiro chefia mais de dois mil templos, alguns na África e em Portugal, e um jornal mensal, Fé Mundial, com tiragem de 500 mil exemplares — além de um maçante trololó diário de 22 horas na Rede 21, uma subsidiária da Rede Bandeirantes, que administra as duas horas restantes.

Sua marca registrada é um chapéu de boiadeiro, o que reforça sua imagem de astro sertanejo, que costuma ganhar espaço até no Jornal Nacional da Globo, uma devota do divisionismo que Valdemiro poderia provocar nas legiões de seu arqui-inimigo Edir Macedo. Quando enfrenta problemas de caixa, Valdemiro confia no santo gogó. Em 2010, chorou diante das câmeras de TV ao convocar 150 mil fiéis para ofertarem R$ 153, o número de peixes de um alegado milagre de Cristo. Faturou cerca de R$ 23 milhões.

Empolgado, o bispo sertanejo imaginou outra forma esperta de arrecadar dinheiro fácil, mas desta vez sem choro. Criou a campanha do “Martelinho da Justiça”, um pequeno, baratinho malho de madeira capaz de quebrar mandingas, maus-olhados e “as pedras que atravessam os seus caminhos”. A clava fajuta de Valdemiro, que despertaria a inveja do grande Thor, devia ser canonizada como a mais cara do mundo: cada oferta pelo martelinho tinha o mínimo de R$ 1 mil e Valdemiro esperava que 10 mil de seus seguidores o abençoassem com a compra do mimo, o que rechearia seu chapelão com R$ 10 milhões.

No reclame da Igreja Mundial na TV, o pastor de português trôpego, voz rouca, terno e gravata mostrava a certeza das favas divinas e muito bem calculadas: “Ainda hoje ou amanhã, na primeira hora, você vai até a agência bancária e faz esta ‘ofertinha’ de R$ 1 mil. Depois, mandaremos o martelinho pelo correio”. Para esse milagre acontecer, bastava ao crente fazer o depósito nas contas indicadas na tela e disponíveis no Banco do Brasil, Bradesco ou Caixa Econômica Federal. “De preferência no BB, como o nosso apóstolo tem nos orientado”, aconselhava o pastor, com ar compungido.

A atrevida igreja de Valdemiro já vendeu garrafinhas Pet de 400 ml com ‘água ungida’, entregues por ‘ofertas’ de R$ 100, R$ 200 ou até R$ 1.000, prometendo resultados espantosos: “Uma única gota dessa água será o suficiente para mudar a história de sua vida, para lhe abençoar de uma forma poderosa”, jurava o santo homem, escoltado por outros oito pastores calados e sisudos, todos de gravata e terno escuro. Se usassem óculos pretos iria parecer uma paródia do CQC, sem a divina graça do programa humorístico da Band que sucede o show religioso do pastor R.R. Soares nas noites da segunda-feira.

O trovão homofóbico

O bizarro merchandising da Mundial tem produzido bons resultados, pelo menos para as finanças da igreja de Valdemiro. No primeiro dia de 2012 ele inaugurou em Guarulhos, SP, a ‘Cidade Mundial’, um megatemplo de 240 mil metros quadrados e capacidade para acolher 150 mil fieis da Igreja Mundial do Poder de Deus — mais de duas vezes a lotação prevista do Itaquerão (68 mil lugares), o estádio que o Corinthians está construindo para a Copa do Mundo de 2014. Para erigir o templo, Valdemiro viu a igreja aumentar seus gastos mensais em R$ 30 milhões, prova de que o martelinho e a garrafinha são realmente miraculosos.
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Malafaia: Na santa cruzada contra a proposta de lei que combate a homofobia | Foto: Valter Campanato/ABr

O pastor Silas Malafaia, chefe supremo da AVEC, sigla da associação que mantém a Igreja Vitória em Cristo, é a voz mais trovejante desse abusado mercado da fé ancorado nos fundamentos pétreos da Teologia da Prosperidade. Embora tenha os mesmos instrumentos de redenção econômica de Edir Macedo, Malafaia é um inimigo mortal do dono da Universal. Divergiram até na eleição presidencial de 2010: ele primeiro apoiou Marina Silva, depois fulminou sua opção pelo plebiscito no debate sobre o aborto (“cristão não tergiversa nesse tema”), e acabou fazendo campanha por Serra, adversário de Dilma, apoiada justamente pelo rival bispo Macedo. Malafaia é figura fácil no Congresso Nacional, em Brasília, onde veste a armadura de sua santa cruzada contra a proposta de lei que combate a homofobia: “O projeto [que garante a livre orientação sexual] é a primeira porta para a pedofilia”, reza, com a fúria dos justos. Numa entrevista a uma revista religiosa, crucificou como “idiotas” todos os pastores que, ao contrário dele, não apostam suas fichas, martelinhos e garrafinhas na Teologia da Prosperidade.

Ele não poupa a garganta e fala muito: quase todo santo dia, Malafaia se esparrama por cinco horas de programas variados em redes nacionais como CNT, Rede TV, Boas Novas e Bandeirantes e ocupa os sábados de emissoras regionais em outros 15 Estados. Seu programa se espalha pelos Estados Unidos e Canadá e, desde meados de 2010, Malafaia atinge 142 milhões de lares em 127 países da África, Ásia, Oriente e Médio e Europa, com o apoio da americana Inspiration Network, que faz a dublagem para o inglês.

Para tornar mais veraz sua pregação, às vezes importa dos Estados Unidos especialistas nesta riqueza material. No ano passado, junto com o pastor americano Mike Murdock, Malafaia lançou o projeto do “Clube de 1 Milhão de Almas”. Alma, sabem os televangelistas, custa caro. Ele pretendia arrebanhar um milhão de crentes para sua grei e seus programas de TV, mediante a ‘oferta’ (voluntária, claro) de R$ 1 mil — ou seja, um martelinho de madeira, pelo generoso chapéu do bispo Valdemiro. Na conta do lápis, uma bolada plena de R$ 1 bilhão, capaz de pagar mais do que cinco Mega-Senas da Virada, que bateu em R$ 177 milhões no réveillon de 2011. Os ofertantes ganhariam o livro 1001 Chaves da Sabedoria, do pastor Murdock, e um certificado do clube milionário, em todos os sentidos.

Para inspirar o seu rebanho, Malafaia teve a feliz ideia de colocar um contador de acessos na página da igreja para que todos acompanhassem a adesão em catadupa do milhão de almas. Algo deu errado, ou o martelinho não funcionou. Lançado em abril do ano passado, o contador da igreja Vitória em Cristo virou uma estátua de sal, como a mulher de Lot em Gênesis (19,26) e estagnou num número pífio: miseráveis 58.875 almas era a contagem de quinta-feira passada, 5 de janeiro. Um inferno de faturamento que não chegou a R$ 60 milhões, muito distante do paraíso do R$ 1 bilhão arquitetado pelo diabólico Malafaia. Faltam portanto ainda 941.125 almas para Malafaia inaugurar, sob as trombetas de Jericó, o seu clube milionário. Haja martelinho!

O supermercado da fé

O bravo Malafaia não desiste facilmente. Em 2009 ele lançou a campanha de uma Bíblia por módicos R$ 900, pouco menos que um martelinho. Era a tarifa da Bíblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira, sacada genial de outro gênio da prosperidade, o pastor americano Morris Cerullo. Desta vez, a garrafinha deve ter funcionado, pois antes do final do ano ele viajou à Flórida, nos Estados Unidos, e lá viu se materializar, em nome da Vitória em Cristo, um jato executivo Cessna quase novo, modelo Citation Excel, pela bagatela de 12 milhões — de dólares !
Pastor Silas Malafaia: adepto dos "Programas de Fidelidade" | vitoriaemcristo.org

Se alguém tiver alguma restrição a Bíblia, martelinho ou garrafinha, nem assim terá qualquer constrangimento para auxiliar o empreendimento celestial de Malafaia. Na sua página na Internet (www.vitoriaemcristo.org), o bom pastor dá a boa notícia de que todos podem participar de sua jornada, tornando-se seu ‘Parceiro Ministerial’, um programa de fidelidade da Igreja que arrecada fundos para manter seus programas de TV. A porta está aberta a “qualquer pessoa que receba de Deus a visão de abençoar vidas, proclamando o Evangelho por meio das mensagens do pastor Malafaia”, explica o dono do site e da igreja. Dependendo do tamanho da carteira, seu título de parceiro também cresce: o ‘Especial’ paga R$ 15 mensais, o ‘Fiel’ doa R$ 30 e o ‘Gideão’ entra na cota de sacrifício do martelinho: R$ 1 mil mensais, com direito a um exemplar por mês da revista Fiel, livros, Bíblias e um cartão para 10% de descontos nos produtos da Editora Central Gospel comprados pelo telemarketing, “desde que não esteja em promoção”.

Virar parceiro do pastor é fácil, pagar é muito mais. A organização abençoada de Malafaia trabalha com o ganhoso instrumental financeiro de uma grande loja de departamentos, como convém a este éden da prosperidade. A igreja Vitória em Cristo opera, sem preconceitos, com cartões Visa, Master, Diners, Amex ou Hipercard e tem contas abertas, sem discriminação, com o Banco do Brasil, HSBC, Bradesco ou Itaú, além de trabalhar com boletos bancários ou cheques nominais. Malafaia aceita boletos antecipados para o ano todo, mas nenhuma contribuição abaixo de R$ 15. Acima, pode.

Abobrinhas e beterraba

Agora, esse mundo dourado de riquezas, promessas, ofertas, obras e fartura vai ganhar outro e inesperado púlpito: um espaço de brilho, luzes e discussões mundanas, terrenas, insinuantes, quase lascivas. Começa na terça-feira (10/1) a 12º edição do ‘Big Brother Brasil’, o reality show da Globo que arrebata o país por 12 semanas no seu jogo canalha de perfídias, traições, intrigas e sensualidade explícitas, onde garotas curvilíneas e garotos musculosos, todos transbordantes de hormônios e carentes de neurônios, desfilam suas abobrinhas em diálogos patetas e reflexões idiotas. O jornalista Eugênio Bucci, professor de Ética Jornalística da ECA-USP e da ESPM, de São Paulo, tatuou o BBB como “o mais deseducativo programa da TV brasileira, onde a fama justifica qualquer humilhação”.

Na TV, onde nada se cria e tudo se copia, a Record também tem sua versão BBB, “A Fazenda”, com mais roupa e a mesma dose intragável de papo imbecil. A personal trainer Joana, a vencedora da versão 4 da Fazenda, que acabou em outubro passado, arrebatou R$ 2 milhões após encontrar uma beterraba premiada, entre outros sofisticados desafios intelectuais.

Apesar dessa crônica indigência, mais de 130 mil jovens brasileiros se inscreveram para o BBB12, ao longo de sete meses, filtrados em seletivas regionais em 10 capitais. É uma febre televisiva que pode parar até a maior cidade brasileira, São Paulo, onde chega a bater em 40% do Ibope, o que significa quase dez milhões de telespectadores, metade da população da Grande SP.
"Ela não é recatada", informa o pai de Jakeline | Divulgação

A vencedora do BBB de 2011, a modelo paulista Maria Helena, 27 anos, de São Bernardo do Campo, faturou um cheque de R$ 1,5 milhão ganhando o voto por telefone de 51 milhões de pessoas. Se fosse candidata a presidente em 2010, Maria Helena, capa da edição de junho de 2011 da revista Playboy, teria derrotado José Serra por mais de sete milhões de votos e perderia para Dilma Rousseff por menos de cinco milhões.

Boninho, o diretor do BBB, apimentou a receita em 2012, para horror do pastor Malafaia, infiltrando quatro homossexuais entre os doze sarados concorrentes. “Três dos quatro gays são mulheres”, adiantou o lúbrico Boninho no seu tuíter. Ele não disse, mas o programa de 2012 terá também a atração extra de duas evangélicas, a assistente comercial mineira Kelly, 28 anos, e a zootécnica baiana Jakeline, 22. O empresário Danilo Leal, 45 anos, pai de Jakeline, acha que a filha vai resistir bem ao paredão impiedoso do BBB, apesar de evangélica: “Ela não é recatada. Espero que Jakeline aproveite bem seus 15 minutos de fama e faça o pé de meia”, reza o empresário, dando sua sanção paternal para o que der e vier.
A assistente comercial evangélica Kelly Medeiros | Divulgação

Não se sabe ainda o tamanho do fio-dental que as duas evangélicas vão exibir na casa mais vigiada do Brasil, nem o salmo que irão recitar debaixo do edredom, cercadas por tantas câmeras indiscretas. Não deixa de ser simbólico que, cinco séculos após ser cravado nos portões da igreja de Wittenberg, o credo rigorosamente puritano e austero fundado pelo cisma de Luterano infiltre duas crentes assanhadas e iconoclastas no cenário conspícuo do programa mais ímpio da maior rede brasileira de TV aberta. A explicação, certamente, não está nas páginas lambidas da Bíblia dos templos e igrejas desta terra supostamente laica, mas nas cédulas louvadas do dinheiro ungido pela graça divina e pela licença dos homens neste país tropical, que Jorge Ben resumiu como “abençoado por Deus e bonito por natureza”.

A louvação ecumênica ao dinheiro pintado pela hipocrisia de todos os credos esclarece, em parte, a progressiva invasão destes templos cada vez mais eletrônicos, escancarados por vendilhões cada vez mais acessíveis a espertalhões cada vez mais abusados no assalto à boa fé de sempre dos desesperados.

O velho evangelista Kenyon, profeta dessa cínica doutrina da prosperidade, poderia traduzir este Armagedom moral com o mantra invertido da religião de resultado que inventou: o que eu possuo, não confesso.

* Luiz Cláudio Cunha é jornalista.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

ESTUDO BÍBLICO: A GLÓRIA DA CRUZ DE CRISTO


A GLÓRIA DA CRUZ DE CRISTO

“Mas longe esteja de mim, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo esta crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6.14).

Introdução.


O tema da cruz é um assunto apreciado pelo apóstolo Paulo. Ele conhecia muito bem sua importância. (Rm 5.2,3, 11; 1Co 1.31; 2Co 10.17; 11.17,18 30; 12.5,6 11; Fp 3.3; 2Ts 1.4).


Milhares de religiosos dispensam vital importância a figura da cruz, e demonstram sua crença carregando-a no pescoço e, ou fixando-a nas paredes, de sua casa ou escritórios, porem, não em seu coração.


O homem de um modo geral gloria-se na fama alcançada, no sucesso, em suas realizações etc. Aqui aprendemos com Paulo que viveu a mensagem da cruz. Aqui ele trata do assunto e nos ensina acerca da gloria da cruz. Vejamos:


I. MOTIVOS DE PAULO PARA GLORIAR-SE

   A. Na sua origem:

ð  “Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais. Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto a lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto a justiça que ha na lei, irrepreensível”. (Fp 3.4-7).


ð  “São hebreus? Tambem eu. São israelitas? Tambem.eu. São da descendência de Abraão? Tambem eu. São ministros de Cristo? Eu ainda mais“. (2Co 11.22,23a).


     B. Na sua erudição e educação religiosa, (At 22.3; cf.5.34).


     C Na sua conduta exemplar, (At 26.4,5; 1Co 4.16; 2Tm 3.10,11).


     D. Nas suas experiências:

1)      Espirituais, (2Co 12.1-12; 1Co 4.6-13).

2)      Físicas: (2Co 11.17-33).

3)      Porque não me envergonho do evangelho...
    

     E. Paulo gloriou se somente na cruz de Cristo, (Rm 1.16; 1Co 1.18; Gl 2.20).


II. POR QUE PAULO GLORIOU-SE E ENALTECEU A CRUZ


A.    Porque da cruz exala e flui o amor de Deus, (Jo 3.16; Rm 5.8).

B.     Porque na cruz esta a maior demonstração do amor de Cristo, (1Jo 3.16).

  1. Porque na cruz nossos pecados foram expiados, (2Co 5.18,19; Hb 9.26).

  1. Porque na cruz foi tirada toda a maldição que pesava sobre nos, (Gl 3.13).

  1. Porque na cruz nossas bênçãos são asseguradas, (Rm 8.32).

  1. Porque na cruz somos vencedores, (Ap 12.11).

  1. Porque na cruz fomos feitos filhos e herdeiros de Deus, (Jo 1.12; Rm 8.17; 1Pd 2.9).

III. POR QUE DEVEMOS NOS GLORIAR SOMENTE NA CRUZ DE CRISTO

A.    Porque ela e o meio de nossa conversão, (Jo 3.14,15).

  1. Porque ela e o meio de nossa santificação, (Rm 6.6).

  1. Porque ela e o meio mais eficaz de nosso testemunho diante dos homens, (At 2.36,37).

  1. Porque nela Jesus, sendo totalmente inocente, carregou sobre si mesmo, todos os nossos pecados, (1Pd 2.24).

  1. Testemunhos da inocência de Jesus:

1.      De Judas: “Pequei, traindo sangue inocente”, (Mt 27.4).

2.      Da mulher de Pilatos: “Não te envolvas com este justo”, (Mt 27.19).

3.      De Pilatos: “Eu não acho nele crime algum” (Lc 23.4; Jo 18.38).

4.      De Herodes: “Não encontrou nele nada digno de morte”, (Lc 23.15).

5.      Do malfeitor: “Mas este nenhum mal fez”, (Lc 23.41).

6.      Do centurião: “Verdadeiramente este era Filho de Deus” (Mt 27.54).

7.      De João: “Nele não existe pecado” (1Jo 3.5).

8.      De Paulo: “Ele não conheceu pecado” (2Co 5.21).

9.      De Pedro: “O qual não cometeu pecado” (1Pd 2.22).

10.  O Testemunho em Hebreus 4.15: “Sem pecado”


Conclusão. A principal mensagem do evangelho é a mensagem da cruz de Cristo, pois foi nela que o Senhor Jesus, o Filho de Deus foi morto crucificado em meu lugar e no lugar de todos os pecadores.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ESTUDO BÍBLICO: A IMPORTÂNCIA DE BUSCAR AO SENHOR


A IMPORTÂNCIA DE BUSCAR AO SENHOR
(Is 55.6)

I. PORQUE BUSCAR AO SENHOR

1) Porque há promessas aos que O buscam, (Pv 8.17; 2Cr 7.14).
2) Porque é tempo de buscar ao Senhor, (Os 10.12).
3) Porque o não buscar pode ser desastroso, (Js 9.3-16).

II. COMO NÃO SE DEVE BUSCAR AO SENHOR

1) Tardiamente como Esaú, (Hb 12.16,17).
2) Sem critérios como Saul, (1Sm 13.8-13).
3) Em associação com os impuros, (Ed 4.1-3).

III. COMO BUSCAR AO SENHOR

1) Com todo o coração, (Dt 4.29; Jr 29.13).
2) Com prioridade, (Mt 6.33).
3) Com disciplina, (Dn 6.10).

IV. CONSEQÜÊNCIAS DO BUSCAR AO SENHOR

1) A destruição do inimigo, (2Cr 20.1-13,22-26).
2) A humilhação do inimigo, (2Rs 19.14-19,32-37).
3) O avivamento para nossas vidas, (2Cr 34.1-3,29,33).


Pastor Billy Graham figura na lista dos homens mais admirados dos Estados Unidos


Segundo pesquisa da Gallup, publicada anualmente no jornal USA Today, o televangelista Billy Graham é o quarto homem mais admirado nos Estados Unidos. Na quarta posição da lista, o pastor está na frente até do Papa Bento XVI que aparece na 8º posição.

Na lista de 2011, Billy Graham aparece atrás de Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton. E na frente de personalidades como Bill Gates e Donald Trump.
O televangelista é também o homem que mais vezes foi citado na lista da Gallup, aparecendo entre os dez primeiros a 55 anos. A lista é elaborada desde 1946, e nenhuma outra personalidade foi tantas vezes citada quanto Billy Graham.

Além de Graham e do Papa Bento XVI a lista traz mais um religioso: o pregador Mórmon Thomas Monson que aparece na 10º posição.
A Gallup faz também a lista das mulheres mais admiradas do país, e este ano trás a secretaria de Estado Hillary Clinton em primeiro lugar, seguida da apresentadora Oprah Winfrey e de Michele Obama, atual primeira dama dos Estados Unidos. Sarah Palin, Condoleezza Rice e Laura Bush também aparecem na lista.

Veja as listas completas:

Homens:
 1) Barack Obama
 2) George W. Bush
 3) Bill Clinton
 4) Rev. Billy Graham
 5) Warren Buffett
 6) Newt Gingrich
 6) Donald Trump
 8) Papa Bento XVI
 9) Bill Gates
 10) Thomas Monson


Mulheres:
 1) Hillary Clinton
 2) Oprah Winfrey
 3) Michelle Obama
 4) Sarah Palin
 5) Condoleezza Rice
 6) Laura Bush
 7) Margaret Thatcher
 7) Ellen DeGeneres
 9) Queen Elizabeth
 9) Michele Bachmann

Fonte: Gospel+

O EVANGELHO HOJE ESTÁ COM FALTA DE VERDADEIRAS TESTEMUNHAS

Príncipe do Kuwait deixa o islamismo e se torna cristão
“Em primeiro lugar, estou totalmente de acordo com a distribuição deste arquivo de áudio e declaro que se me matarem, devido a este arquivo de áudio, então vou entrar na presença de Jesus Cristo e estarei com ele por toda a eternidade.”, assim confessou sua fé em Jesus Cristo, o príncipe do Kuwait, Abdollah Al-Sabah.

De acordo com a agencia de noticias Mohabat, Al-haqiqa, um cristão árabe que transmite programas de TV via satélite, ouviu o arquivo de áudio que atribui ao príncipe do Kuwait Abdollah Al-Sabah.

O canal de televisão disse que o príncipe Abdollah Al-sabah vem de uma família real do Kuwait, que atualmente governa o país.

O canal também afirmou que recentemente o príncipe renunciou à sua fé muçulmana e se converteu ao cristianismo.

A voz do arquivo de áudio se apresentava como Abdollah Al-Sabah e declarou: “Em primeiro lugar, eu concordo totalmente com a distribuição deste arquivo de áudio e declaro que se me matarem, devido a este arquivo de áudio, então eu vou entrar na presença de Jesus Cristo e estarei com ele toda a eternidade. Estou satisfeito, porque a verdade na Bíblia que me tem guiado para o caminho certo.”

Em quanto os grupos islâmicos que recentemente conquistaram o poder no Egito, o príncipe do Kuwait, também declarou que “As comunidades islâmicas sempre quiseram atacar em diferentes partes do mundo, mas Deus tem preservado o mundo e, todavia o protege. É por isso que temos visto recentemente discrepâncias que aparecem entre os grupos islâmicos que a toda hora estou pelejando entre si. Estando preste a dividir ainda mais os diferentes grupos.”

Esta noticia chegou aos titulares rapidamente em fios de noticias árabes e também pela agencia de noticias do governo iraniano. Alguns sites independentes xiitas contradisse esta e outras declarações sobre o príncipe do Kuwait, Azbi Al-Sabah dizendo que “ninguém na família real do Kuwait tem esse nome”.

O Kuwait é um país do Oriente Médio vizinho Iraque, Arábia Saudita e Irã no Golfo Pérsico. Sua capital é também chamada de Kuwait.

O Islã é a religião oficial e dominante no Kuwait e a maioria da população é muçulmana. Apenas 4% da população são cristãs e um pequeno grupo de outras religiões. Artigo 2 º da Constituição do Kuwait, disse: “O Islã é a religião oficial no país e a Sharia é a principal fonte da legislação”.

Fonte: Portal Padom | Divulgação: Midia Gospel

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mais de 100 líderes judeus e profissionais de saúde mental se posicionaram contra a “opção gay”


 Nos Estados Unidos, existe uma campanha do presidente Barack Obama para promover e normalizar a homossexualidade.

Mas um grupo de 100 rabinos ortodoxos e profissionais respeitados da área da saúde mental diz que “ser gay” é um comportamento que pode ser alterado e curado com a terapia. Isso, claro, se a pessoa desejar que seja assim.

“O conceito de que Deus criou um ser humano que é incapaz de encontrar a felicidade em um relacionamento amoroso com o outro sexo não é nem plausível nem aceitável”, diz o documento, intitulado “Declaração sobre a abordagem da Torá à homossexualidade”.

Os rabinos afirmam que a atração pelo mesmo sexo é algo que pode ser modificado e “curado”. Eles condenam a “campanha agressiva” que existe “para convencer o público sobre a legitimidade da homossexualidade”.

A declaração diz: “A mídia está repleta de rótulos negativos classificando de ‘ódio’ ou de ‘homofóbico’ quando alguém não aceita o estilo de vida homossexual como algo legítimo. Esta coerção política silenciou muitos. Infelizmente, esta atitude se infiltrou na comunidade que segue a Torá e muitos ficaram confusos ou passaram a aceitar o que a mídia diz sobre esta questão”.

O presidente Obama, pouco depois que assumiu o cargo em 2009, assinou na lei classificando como “crimes de ódio” qualquer atitude contrária aos gays, aumentando a pena para esses crimes e oferecendo proteção especial para os homossexuais.

“A Torá faz uma declaração clara de que a homossexualidade não é um estilo de vida aceitável ou uma identidade legítima, e proíbe claramente essa conduta. Além disso, a Torá, sempre alerta para as influências negativas deste mundo, adverte-nos Vayicrá (Levítico) 20:23 “não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós” “Particularmente, a Torá declara isso ao que diz respeito à homossexualidade e outras relações sexuais proibidas”, afirma a declaração dos rabinos.

O documento foi assinado por uma coalizão de mais de 100 rabinos, líderes comunitários e profissionais de saúde mental. Entre os signatários que decidiram assumir publicamente sua posição estão a psicóloga e autora Dr. Miriam Adaham, de Jerusalém, o rabino Simcha Feuerman, presidente da Rede Internacional de Profissionais Ortodoxos de Saúde Mental; a psiquiatra e autora Dr. Miriam Grossman ; o Dr. Joseph Gelbfish; o psicoterapeuta e autor Rabino Yaakov Salomon; rabino Steven Pruzansky, atual vice-presidente do Conselho Rabínico da América e dezenas de outros.

Essa coalizão de rabinos e profissionais da saúde diz que “embora não seja politicamente correto, a Torá aprova que a única atitude correta em relação à homossexualidade é terapia psicológica associada à teshuvá, ou arrependimento.” Os signatários concordam que atração pelo mesmo sexo é uma escolha e pode ser modificado e curado”.

Janet Boynes , uma ex-lésbica que hoje lidera um ministério especializado, disse que o presidente Obama está usando a sua influência “e o poder financeiro do governo” para promover a homossexualidade em todo o mundo. Ela afirma ainda que o governo Obama também “propaga a ataque de crenças judaico-cristãs em um nível global”.

Ele colocou mais homossexuais em cargos políticos do que qualquer outro presidente, abriu o exército dos EUA para a entrada de homossexualidade e sancionou um plano que prevê proteção especial para homossexuais, insiste Boynes.

“A Bíblia diz que o inimigo veio para roubar, matar e destruir (João 10:10)”, lembrou ela. ”O objetivo principal do Diabo é trazer confusão e causar divisão dentro da igreja. Ele faz isso alterando a verdade de Deus de tal maneira que muitos cristãos estão enganados sobre essa questão.”
 

Fonte: Gospelprime / Traduzido e adaptado de WND

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O EVANGELHO DO SANGUE DE CRISTO E O EVANGELHO DO ARCO-IRIS



Cheguei ontem da bela cidade de Fortaleza, Ceará, onde ministrei a Palavra de Deus na convenção da Assembleia de Deus Canaã. Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o pastor Jecer Goes, líder daquela igreja. Impressionei-me com a multidão reunida naquele grandioso templo (que comporta doze mil pessoas sentadas) e com a estrutura daquele ministério. Mas não foi isso que me deixou mais maravilhado...

Conheci um líder na direção de Deus, um evangelista chamado pelo Senhor, um ousado ganhador de almas, um homem desapegado, que desgasta-se pela obra do Senhor. O Evangelho pregado pelo pastor Jecer Goes é muito diferente do festejado evangelho do arco-íris. Conversei, ali, com pessoas verdadeiramente salvas, libertas das drogas, especialmente do alcoolismo, da prostituição e do homossexualismo.

Numa tarde, durante o evento, pedi para ficar no hotel com a minha família e resolvi escrever um artigo sobre a aliança “glospel”, firmada entre a Rede Globo e os adeptos do evangelho do arco-íris. Ao dizer, no artigo, que essa aliança ecumênica e sincrética está cada vez mais colorida, citei o CD de um famoso cantor gospel, que traz na capa as seis cores do arco-íris da “diversidade”. Recebi muitos elogios, mas também fui bombardeado por alguns fãs do cantor, que me mandaram “tomar... café”, me xingaram de “via... jado”, etc. Só faltou alguém me dizer: “Vá pra... Portugal de navio, seu filho da... mãe”.

Essa é a diferença entre o Evangelho da cruz e o colorido evangelho-show. O primeiro dá ênfase ao poder do sangue do Cordeiro de Deus (1 Pe 1.18,19), derramado para comprar para Deus homens de todo o povo, e tribo, e língua e nação (Ap 5.8-10). O outro agrada a todas as religiões e grupos.

O Evangelho do sangue do Cordeiro gera discípulos de Cristo, que defendem a verdade das Escrituras. O evangelho-show produz fãs de celebridades, que defendem as invencionices dos seus ídolos. O Evangelho da cruz diz para o mundo: “Jesus é a único caminho. Em nenhum outro há salvação”. O evangelho do arco-íris afirma em programas de auditório: “Há espaço para todas as religiões”.

“Mas, irmão Ciro, o senhor não conhece a Bíblia, não? Nunca leu Gênesis 9? O arco-íris é símbolo da aliança com Deus e existia antes da bandeira LGBT e da Rede Globo”. Quanta ingenuidade dos adeptos do evangelho colorido! Pesquisem e descobrirão que o arco-íris natural tem sete cores, que podem ser captadas pelo olho humano, e relembra as promessas de Deus. Já o arco-íris da Nova Era, o mesmo que aparece na bandeira LGBT e dentro do logotipo da Rede Globo, tem apenas seis cores e aponta para o predomínio do humanismo, do antropocentrismo. Segundo os aquarianos, esse arco representa a ponte entre a alma humana e a “grande mente Universal”, isto é, Lúcifer.

O que aprendi com o pastor Jecer Goes, na Assembleia de Deus Canaã, em Fortaleza, Ceará, é que o Evangelho de Cristo é para todos os pecadores — viciados em drogas, sodomitas, efeminados, homicidas, ladrões, beberrões, corruptos, etc. Mas estes, ao se aproximarem do Senhor Jesus Cristo, têm a sua vida radicalmente transformada, pois, “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).


Ciro Sanches Zibordi


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O QUE NOS ESPERA 2012? - ESPECULAÇÕES PROFÉTICAS DOS MAIAS

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Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.
A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.
 
 
O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.
Até então, as mensagens gravadas em "estelas" – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.

Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´.
"(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012", disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).

"Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias." Novas interpretações Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero.
www.MidiaGospel.Com.br.br / www.estudosgospel.com.br / www.centraldepreg
 
Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos."A medição do tempo dos maias era muito completa", explica Gronemeyer. "Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro", afirma.

Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro 2012, Las Profecias del Fin del Mundo, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma "onda milenarista" que, segundo ela, "antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos".

Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma "crise ideológica, religiosa e social".

Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma "vertente catastrófica", mas também uma linha que "prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa".
Crença no final
A asséptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com seu próprio cultivo de alimentos em caso de uma catástrofe mundial.
 
 
Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkeres subterrâneos, com todas as comodidades.
 
 
Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias.
 
 
Muitos governos dos Estados onde existem ruínas da antiga civilização maia já estão registrando aumento na chegada de turistas.
 
 

Fonte: BBC Brasil