domingo, 4 de dezembro de 2011

SEXO ENTRE JOVENS CRISTÃOS: UM DILEMA PARA A IGREJA ATUAL

sxprecoce É indiscutível que a Igreja atravessa um momento muito delicado de sua história, no que diz respeito à sexualidade de seus jovens e adolescentes.

Esse é um assunto por demais importante e, por essa razão, não se pode, como o avestruz, enfiar a cabeça na terra, fazendo de conta que ele não existe.

Imaginamos que esta é a hora em que pais e pastores devem discutir a questão em bases bíblicas, porém, procurando analisar todos os ângulos dela, sem precipitações e com uma profunda reflexão a respeito.

ALGUNS PONTOS A SEREM CONSIDERADOS

Em primeiro lugar, temos que voltar lá atrás (anos 60), quando iniciou-se a chamada "Revolução Sexual", com o advento da pílula anticoncepcional e a liberação feminina no campo da sexualidade que, na verdade, foi protagonizada na época em que as atuais mães de jovens e adolescentes eram, então, a juventude feminina.

Essa revolução, que expandiu-se e ganhou corpo na década de 1970 fez com que as mulheres "ganhassem o mesmo direitos que os homens", até então, tidos como os "privilegiados" para desfrutarem um sexualidade fácil e descompromissada.
 
Foi quando surgiu o termos "amizade colorida" e "ficar", ambos significando uma relação de "namoro" com total liberdade para a prática do sexo antes do casamento.
 
Foi também o período de proliferação dos motéis em todas as grandes cidades, como o lugar propício para a nova realidade do namoro liberal.
 
A INTERCORRÊNCIA DA AIDS
 
A situação de liberalidade sexual entre os jovens foi se incrementando cada vez mais e, de fato, descambou para a permissividade total.
 
Houve porém um advento, que freou essa escalada: o surgimento e a identificação do terrível vírus HIV, responsável pela disseminação da não menos terrível síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS), ainda nos primeiros anos da década de 1980.
 
O mundo testemunhou, então, uma imensa população de jovens (e adultos também) que foram dizimados precocemente, uma vez que, uma das principais vias de propagação da doença era (e ainda é) o contato sexual.
 
O COQUETEL
 
Hoje a AIDS continua a ser um fantasma, mas menos assustador, uma vez que, embora ainda não tenha sido descoberta a sua cura, o chamado "coquetel" retroviral, mesmo sendo de difícil administração, permite uma redução no número de vírus na circulação sanguínea tão drástica, que os exames chegam a dar "indetectáveis".
 
Como a pessoa soropositiva, por causa do efeito do coquetel, volta a ter uma vida aparentemente saudável (trabalhando, estudando, produzindo, etc), pode-se dizer que, praticamente, as pessoas quase que não morrem mais devido à AIDS.
 
CONSEQUÊNCIAS
 
Essa falsa impressão de que a AIDS não existe mais, ALIADA AO FATO de que a atual geração de jovens e adolescentes literalmente NÃO PRESENCIOU a época mais terrível dessa síndrome, com altíssimos níveis de mortalidade, eliminou o medo da cabeça desses jovens.
 
Ao lado disso, a educação sexual, hoje introduzida nas escolas públicas e particulares (positivamente, não podemos negar) ensina a prática do chamado sexo seguro e as formas de prevenção da doença.
 
RESULTADO
 
Positivamente, o resultado é o de que os jovens de hoje estão muito melhor informados sobre sexo seguro do que as gerações anteriores.
 
Pelo lado negativo, porém, temos que reconhecer "um renascimento da revolução sexual", com a livre prática do sexo entre jovens e adolescentes de hoje, muitas vezes, com a aprovação e consentimento dos pais.
 
Em um de seus artigos, a revista americana "Christianity Today", edição de agosto de 2009, reporta o fato de que mais de 90% dos adultos solteiros americanos experimentam relações sexuais antes do casamento.
 
E, nas igrejas evangélicas, a realidade não é muito diferente. Para mostrar isso, a revista comenta o resultado de um estudo representativo, em nível nacional, cujos números demonstraram que pouco menos do que 80% de adultos jovens evangélicos, conservadores e frequentadores dos cultos, que estão atualmente namorando, praticam alguma forma de sexo.

Com certeza, a situação dos jovens crentes brasileiros não é nem um pouco diferente.

O QUE FAZER, ENTÃO
 
Não temos a pretensão de dar uma resposta fechada à essa questão, porque ela não é nada simples.
 
Aumentar a pressão para a preservação da castidade até o casamento (o que seria ideal), é uma saída que não tem dado certo, uma vez que os jovens evangélicos praticam cada vez mais o sexo pré-marital. Uma das razões disso é, sem dúvida, o casamento cada vez mais retardado, por exigências sociais.
 
Muitos casais cristãos adotaram o modelo secular de contrair núpcias somente após os 30 anos de idade, quando tiverem terminado a sua graduação, pós graduação e obtido um sólido vínculo empregatício (o que, convenhamos, é muito difícil), em nossos dias.
 
Lembramos que, desde a menarca (para as meninas) e a primeira emissão de sêmen (para os meninos), biológicamente, eles já estão preparados para a sexualidade e para a reprodução. A maturidade psicológica virá bem mais tarde (por volta dos 18-22 anos), mas poucos esperam por ela.
 
Portanto, contando com o fato de que os jovens estão, quando homens, com os níveis de testosterona à toda e, quando mulheres, com os níveis de progesterona e estrogênio, em igual situação, é de se supor que suportar uma vida celibatária por cerca de 15-20 anos, antes de se se casar (aos 30 anos ou mais) é quase que impossível.
 
CONCLUSÃO
 
Embora o que diremos a seguir possa soar forte demais; se não quisermos ser hipócritas, temos de admitir que, na maioria das igrejas evangélicas, hoje, quando o assunto é SEXO ANTES DO CASAMENTO, os jovens solteiros o praticam livremente; os pais, de alguma forma, fingem que não vêem e os pastores (até por estarem inseguros) fingem que não sabem.

A SAÍDA
 
Sem queremos ser os donos da verdade e sem nenhuma pretensão, além de desejar o bem do Corpo de Cristo, que é a Sua Igreja; e reconhecendo que a situação é, realmente, muito delicada, acreditamos que a solução para esse problema terá que, obrigatoriamente, abarcar os seguintes pontos:
  • Uma profunda reflexão realística e bíblica sobre o tema, por parte de Ministérios, Presbitérios e Conselhos de Igrejas, levando em conta o momento histórico e a realidade em que vivemos, com decisões claras e até mudanças de estatutos, se for o caso.
 
  • Um repensar do real significado do casamento bíblico e teológico, sobrepondo-se a sua ênfase sobre a instituição civil e humana do mesmo.

  • A construção de uma orientação clara, realista, bíblica e não legalista, a ser ministrada aos jovens cristãos de nossos dias e a seus pais.
Por Tony Ayres

AS 10 VERDADES QUE PREGAMOS SOBRE 10 MENTIRAS QUE PRATICAMOS.

Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.

Atualmente temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Como diz Caio Fábio, muitos de nós somos “crentes teóricos, entretanto, ateus práticos”.

Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I. “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II. “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu...”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).


III. “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV. “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo...- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar...- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem...


V. “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI. “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII. A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS... Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege...... Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim... Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser... Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho......Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado...

VIII. DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!...mas eu paguei o preço....mas eu fiz por onde merece-la....mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha... Se você quiser, pague o preço como eu paguei.


IX. NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARENCIAS. AS APARENCIAS ENGANAM – mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito: frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X. A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA (é o que dizemos) – na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’


FONTE: Gosto de Ler através de Barbara Matias

Chrislam: Entenda o movimento que mistura cristianismo com islamismo

Chrislam é um movimento religioso que está ganhando força nos Estados Unidos. Ele tem como base a mistura de tradições e adoção de livros sagrados de duas religiões: o cristianismo e o islamismo.
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O movimento de sincretismo religioso que mistura elementos das duas religiões começou na Nigéria na década de 1980 com um homem chamado Tela Tella que afirma ter sido visitado por um anjo que lhe incumbiu dessa missão. E vem ganhando força e espaço na América do norte após os atentados terroristas de 11 de setembro.

“Chrislam, como o nome sugere, é um movimento crescente em que alguns cristãos estão tentando encontrar um terreno comum com os muçulmanos”, explica o teólogo Bill Muehlenberg.

No início desse ano comunidades cristãs, que aderiram a essa “Aliança interconfessional”, em estados como Dallas, Chicago e Washington DC estão colocando o Alcorão ao lado da Bíblia em seu templos, e houveram também pregações sobre o profeta Maomé.

De acordo com o Christian Post, os adeptos desse movimento sincretista defendem a existência de pontos em comum entre as tradições religiosas, um exemplo são as 25 menções feitas a Jesus no Alcorão e ensinamentos comuns sobre ética e moral. Eles acreditam que ao se unirem em torno desses pontos comuns estão formando uma espada espiritual contra o ateísmo e o politeísmo que, segundo eles, são os motivos do conflito moral do Ocidente.

Porém muitos cristãos tem rejeitado essa união religiosa e ressaltam as incompatibilidades ideológicas das duas crenças. O pastor sênior da Igreja Cornerstone em Highland (Michigan), Tim Forsthoff fala sobre essa incompatibilidade: “Nós não somos irmãos daqueles que rejeitam a Cristo. Nós não somos parte da família de Deus com aqueles que negam a morte e ressurreição de Jesus Cristo”.

“As pessoas têm sido levados a acreditar que todas as culturas são iguais, que todas as religiões são iguais. O primeiro erro é abraçar as diferentes culturas “, disse o professor e jornalista Paul Williams que aponta o multiculturalismo como estopim para a propagação do “Chrislam”. Willians fala também que em muitos lugares dos Estado Unidos falar contra a diversidade já é visto com maus olhos. Ele completa dizendo que o que realmente está acontecendo é que “[Muçulmanos] estão entrando e convertendo os cristãos”.

Em outros lugares do mundo o movimento também está ganhando força. Uma frase escrita no site do Comitê de Diálogo Nacional Islâmico-Cristão no Líbano sintetiza a filosofia: “Nós somos irmãos, somos uma família de Deus. Nenhum de nós é melhor do que o outro em seus olhos. Ele nos ama tanto. O futuro só pode ser ganho contra o mal por todos nós em pé, fortes e juntos”.

Na Austrália, o grupo islâmico “MyPeace” conduziu uma campanha publicitária defendendo a inter-relação entre cristãos e muçulmanos. Nessa campanha foram espalhados cartazes pela cidade de Sidney com os dizeres “Jesus: um profeta do Islã”.

A principal bandeira levantada pelos fiéis “híbridos” é “Por que não nos dar bem, ao ressaltar as diferenças, quando podemos simplesmente… nos tornar um?”.

Fonte: Gospel+


sábado, 3 de dezembro de 2011

Mulher pastora: Base bíblica ou cultural?


Carmem Aguero Garcia, da Igreja Pentecostal Raiz de Davi, de Campo Grande.

As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”.O trecho bíblico, que pertence a carta de Paulo à igreja de Coríntio, é interpretado de diversas formas por diferentes denominações, assim como o papel da mulher na igreja, especialmente em cargos de liderança.O Antigo e Novo Testamento trazem exemplo de mulheres que exerceram atividades para que o Evangelho fosse pregado. Algumas foram profetisas como Miriã, retratada no livro de Êxodo (15.20), e Ana, parte do texto de Lucas (2.36); juíza instituída por Deus em Israel, como Débora (Jz 4.4); outras obreiras, como Priscila, esposa de Áquila, mencionada no livro de Atos.

Todavia, não há propriamente a citação de títulos de liderança espiritual dados à mulher, como por exemplo, o pastorado, o que é suficiente para deixar o tema controverso.

Base bíblica

Presidente do CIMEB – Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil e líder da Assembleia de Deus Bom Retiro, denominação que ordena mulheres ao pastorado, o pastor Jabes de Alencar interpreta a passagem de Coríntios utilizando o contexto histórico: “As mulheres, sentadas em ‘alas’ diferentes das dos homens, faziam perguntas em tom muito alto a seus maridos, interrompendo a ordem do culto. Assim, era-lhes necessária uma solicitação de silêncio para não comprometer o andamento daquela reunião”.

Jabes, que também tem ao seu lado sua esposa como pastora, exemplifica sua interpretação para a atuação da mulher na Igreja com outras passagens do Novo Testamento. “Em Atos 18, dois ministros são apresentados: Priscila e Aquila, tendo o nome da mulher à frente do homem, indicando sua autoridade. Febe, outra personagem com ministério na igreja, é citada em Romanos 16. Além disso, devemos considerar que o apóstolo Paulo, em algumas ocasiões, como em 2 Tm 2.11-12, fala sobre a impossibilidade das mulheres ensinarem. No entanto, este texto encontra sua razão de ser no fato das mulheres não terem acesso à educação – somente os homens – o que as impediria de uma atuação ostensiva na igreja. Não é o caso hoje”, aponta.

Rita de Cássia Leon, pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular de Vila Industrial, bairro de São Paulo (SP), indica que muitas mulheres tiveram funções importantes nas narrativas bíblicas. Para fundamentar o exercício do pastorado por mulheres, Rita cita Gálatas 3:28: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”.

“Quem primeiro pregou o Evangelho foram mulheres, quando elas chegaram no túmulo de Jesus. O que é ser pastor, evangelista? É pregar o Evangelho. Por que Deus permitiu que as mulheres fossem as primeiras? Quando Deus nos chama para o ministério, ele nos dá o ‘Ide’ e o Ide pregar o Evangelho, expulsar demônios, falar em línguas, curar enfermos, não está direcionado para homem ou mulher, pastor ou pastora. Jesus manda ir”, expressa Rita.

Pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (ES), conferencista e escritor, Hernandes Dias Lopes cita a mesma passagem de Gálatas 3:28 para explicar a equivalência feminina: A mulher tem plena igualdade com o homem no que concerne ao valor intrínseco, ao valor pessoal. Deus criou homem e mulher a sua imagem e semelhança. A mulher tem a mesma posição do homem com respeito à questão da salvação [...] Em relação à família, a mulher também tem direitos legítimos [...] Agora o grande aspecto é com relação ao papel de liderança [...] A liderança não é uma posição que Deus confiou à mulher, Deus confiou ao homem. Uma questão de função dada por Deus”.

Hernandes entende o papel relevante da mulher. “A mulher tem direito a falar na igreja, tanto é que você encontra no Novo Testamento profetisas. A mulher pode, no meu entendimento, ser uma professora de Escola Dominical, pode pregar, ser uma missionária [...] Agora, para a questão do papel de liderança, do oficialato, eu não vejo base bíblica.

Uma questão cultural?

Jabes de Alencar define como “machismo” a posição de denominações que não possuem pastoras em suas igrejas, e argumentam que não há na Bíblia mulheres com títulos de liderança espiritual: “Na Bíblia, Débora, Miriã, Febe, entre outras, são citadas em posição de liderança, inclusive sobre homens. Imagine se no contexto absolutamente patriarcal já havia ensaios de liderança feminina, por que Deus impediria as mulheres de exercerem alguma função de liderança? Isso é de um peso preconceituoso sem tamanho. Respeito, sim, as posições contrárias, mas devo dizer que Jesus resgatou o valor da mulher na Cruz”.

“Eu entendo que foi cultural [...] Eu acredito que do jeito que nós vivemos hoje, se fosse esperar do homem, com toda vida corrida, nós seríamos poucas pessoas no ministério. Hoje as mulheres estão tomando sim, porque elas se dispõem”, expõe a pastora Rita.

Para o rev. Hernandes Dias Lopes, utilizar o argumento de que a cultura da época teria impedido mulheres de exercerem a liderança, é desvincular-se da Bíblia. “Se nós hoje adotarmos o princípio da mulher presbítera, pastora, por uma questão da evolução da sociedade, costumes, esses argumentos são antropológicos e sociológicos [...] Nós não encontramos em qualquer lugar do Novo Testamento o estabelecimento de presbíteras, pastoras, nem mesmo diaconisas, muito embora Febe, por exemplo, Romanos 16 versículo 1º, servisse à igreja, e a palavra servir vem de diácono, diáconos. Alguns entendem que ela fosse diaconisa, é um assunto controvertido, ainda não plenamente definido, há pontos de divergência”.

“Os argumentos hoje, em sua vasta maioria, que tentam apoiar são muito mais implementação da sociologia. Ah, porque hoje a mulher pode ser vereadora, ela pode ser prefeita, pode ser deputada, pode ser senadora, governadora, presidenta de uma nação, de grandes empresas multinacionais, então por que ela não pode ser presbítera, pastora? Na verdade, a mulher tem tanta capacidade quanto o homem, e não há nada de errado dela ocupar diversos cargos de liderança na sociedade, mas na Igreja nós temos a Bíblia como única regra de fé e prática”, evidencia Hernandes.

Dividindo tarefas ou relacionamento familiar?

Esposa do pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Itajubá (MG) – César Augusto Borges Ribeiro – a psicóloga Sônia Gonçalves sempre exerceu diversas atividades na igreja. Foi por quatro anos professora da Escola Dominical para adolescentes e casais, e por cinco, lecionou para os jovens; organizou também trabalhos paralelos à EBD como os grupos de convivência e festas comemorativas. Atualmente, Sônia coordena o ministério com crianças e entende que se atuasse como pastora poderia ter seu relacionamento familiar afetado. “A sobrecarga desta tarefa impediria o bom andamento da minha dinâmica familiar. Prefiro ser auxiliadora”, expõe.

Rita, que é pastora ao lado de seu esposo, Vagner Leon, explica que quando homem e mulher exercem função de liderança na igreja, os ministérios devem ser complementos um do outro. “Tem que trabalhar em conjunto, é muito difícil para uma mulher ser pastora sozinha, a não ser que ela seja solteira [...] O ministério de um pastor precisa também muito de uma esposa para lidar com as mulheres na igreja, aconselhar [...] Cada um tem um dom e trabalha dentro do seu dom. Eu sou pastora e mestre e o Vagner é o pastor administrador”.

Ela destaca que é importante que a mulher diferencie seu desempenho na igreja e em casa: “Uma coisa é o ministério. Outra coisa é dentro do seu lar, porque eu sou pastora e meu marido é pastor, e nós cumprimos a cadeia de autoridade que a Bíblia fala: que a mulher esteja submissa a seu marido [...] Dentro do lar eu sou esposa, mãe. A gente não está lá para competir com o ministério do outro ou com o dom”.

Em tom bem-humorado, Jabes de Alencar fala sobre a influência da esposa na família: “Qual o casamento em que a mulher não seja líder? Qual o marido que não espera a opinião da mulher para tomar as decisões? Qual o marido que exerce com maestria a liderança familiar? A não ser nos casos extremos de machismo, ou em contextos culturais em que as mulheres são tratadas como ‘animais’, todo o universo tem mulheres em posição de liderança na casa, e isso não vai mudar por causa de um título, ou a ausência dele”.

Com relação ao sacerdócio do lar, ele ressalta que esse papel de autoridade espiritual nem sempre é exercido pelo homem. “Há casos em que a mulher é crente e o marido não. Eu te pergunto: quem é o sacerdote neste lar? Isso compromete de alguma forma a liderança do homem em outras instâncias?”, questiona Jabes.

Para Hernandes Dias Lopes, o pastorado que é exercido por uma mulher enquanto o homem é sua “ovelha”, pode trazer dificuldades à convivência do casal. Assim como, quando há uma dupla liderança espiritual no lar.

“Existe, por exemplo, a diferença entre o anglicanismo e o calvinismo. O anglicanismo diz o seguinte: Tudo aquilo que a Bíblia não proíbe nós podemos fazer. O calvinismo diz: Nós podemos fazer tudo aquilo que a Bíblia ordena, prescreve. Um olhava para o aspecto negativo e o outro para o positivo. Na nossa visão, só podemos adotar uma prática que a Bíblia prescreve. Se você examinar o Novo Testamento você não vê a prescrição da mulher no oficialato da igreja”, aponta o reverendo da 1ª IPB de Vitória (ES).

O título

A psicóloga Sônia Gonçalves interpreta que a mulher que exerce funções na igreja não deve sentir-se inferiorizada por não receber títulos de liderança. “A autoestima saudável não deve estar ligada com o cargo que se ocupa”, analisa.

Jabes de Alencar explica que mulheres que não são ordenadas como pastoras não devem sentir-se menosprezadas. “Há muitas mulheres exercendo a função pastoral – à frente de círculos de oração, pregando em congressos e eventos, ministrando lições na EBD, fazendo estudos bíblicos etc – mas não têm o título de pastora. Portanto, o problema está em superestimar o termo”.

Usando a passagem de Efésios 5, Hernandes Dias Lopes explica o conceito de submissão: “Eu pergunto a você: A Igreja se sente inferior porque ela é submissa a Cristo? Em absoluto. Quanto mais submissa a Cristo a Igreja é, mais honrada ela é. Submissão não é uma questão de inferioridade. É uma ‘missão sob missão’ de outrem [...] Então, a submissão não é inferioridade. A mulher não precisa, nem deve, nem pode, sentir-se inferior. Pelo contrário, a posição que Deus deu à mulher é de cuidado, de proteção. Ela não tem que ter esse peso sobre as costas. Esse peso cabe ao homem, é assim que Deus estabeleceu”.

Para a pastora Rita de Cássia, sentir-se bem na prestação de serviços ao Reino, é uma questão de escolha: “Existem muitas igrejas, muitas formas de cultuar a Deus, porque as pessoas são diferentes. Se uma mulher está ali, servindo a Deus ali, é porque ela se adapta e se sente bem [...] Eu não acho que elas sintam-se inferiores. Elas estão ali porque gostam, estão servindo a Deus daquela forma [...] Então ele coloca cada um no seu lugar certinho”.

Fonte: Guia-me


Parte inferior do

TESTEMUNHO DE UM ASSALTANTE



Nos meus quase 42 anos de evangelho (diga-se de Assembleia de Deus), tive o privilegio de participar de incontáveis eventos, como cruzadas evangelísticas, congressos, conferencias com renomados evangelistas em diversas partes desta nação, tanto em igrejas, como estádios e em grandes locais públicos.

Já presenciei muitos milagres, ouvi testemunhos fascinantes do que Deus operou na vida de muitas pessoas. Acompanhei de muito perto a cura de câncer que Deus operou na vida de Elisete, minha esposa. Conheci e acompanhei pessoas que tiveram uma transformação de vida inexplicável humanamente falando. Enfim, falo isso para afirmar e reafirmar minha convicção plena no poder de Deus e no Deus de poder.

O que tenho presenciado nestes últimos meses em que estou servindo a Deus aqui em Fortaleza, mais especificamente na AD-Canaã, igreja presidida pelo ilustre servo de Deus Pr. Jecer Goes é na verdade, algo sem explicação humana, eu diria um verdadeiro avivamento espiritual.

Em 12 anos de ministério, a AD-Canaã já conta com mais de 130 congregações, uma emissora de radio FM 104,3, um canal de TV aberta TV Canaã, canal 25, inúmeras propriedades, além de duas fazendas.

O crescimento tem sido visível, a igreja conta com um departamento de discipulado bastante eficiente, um departamento de família excelente, entre outros. Somente no ultimo batismo, realizado no mês de novembro foram 954 vidas que desceram águas batismais. E o mais importante é que a grande maioria se constitui de pessoas verdadeiramente regeneradas de vida pregressa da pior espécie. São bandidos, prostitutas, homossexuais, etc.

Mas o que nos chama bastante atenção é a liturgia dos cultos, o respeito com o horário e o carinho que o Pastor tem pelo seu rebanho. Ele trata a todos com a mesma atenção, chamando-os de filhos. Um verdadeiro líder altamente carismático, sério, temente a Deus e zeloso de sua obra. Um amigo que se preocupa com cada uma de suas ovelhas. Um visionário, bom administrador e com uma mensagem genuinamente bíblica.

Cada reunião tem uma historia. Pode-se ver em praticamente todos os cultos, antes mesmo de se fazer o apelo, pessoas se levantarem de seus lugares e virem à frente chorando e se prostrando diante do altar se rendendo aos pés de Cristo.

Segue abaixo a narrativa de um acontecimento que tive o prazer de acompanhar e que muito impressionou. Leia:

TESTEMUNHO DE UM ASSALTANTE

Aconteceu algo muito especial no Culto da Vitória realizado no Santuário Canaã na ultima quarta-feira, dia 09 de novembro. No transcorrer do culto, que era dirigido pelo Pr. Jecer Góes, um dos pastores encaminhou-lhe um bilhete que continha o testemunho de um assaltante, cujas iniciais de seu nome era A.A.C.M. (omitimos aqui seu nome por questão de ética e segurança).

No referido bilhete estava escrito o ocorrido na vida deste cidadão desde o ultimo sábado dia 05, quando o mesmo ao sair de sua casa naquela manhã, para praticar mais alguns de seus crimes como era de costume, ligou seu aparelho de TV e no momento sintonizou o Canal 25, TV Canaã.

Naquele momento, estava passando o programa do Pr. Jecer Góes, o qual estava pregando o sermão que fora gravado no Santuário Canaã no domingo anterior. E naquele momento, o pregador estava dizendo o seguinte: "todos vocês que receberam Jesus como Salvador, que já foram transformados pelo seu poder, e quiserem, podem ir embora, as portas desta igreja estão abertas. E todos os bandidos, prostitutas, sequestradores, traficantes, assaltantes podem vir, pois esta igreja esta de portas abertas para receber todos vocês. A igreja e lugar de restauração de todos os tipos de pessoas".

Estas palavras ficaram gravadas na vida deste homem. Mesmo assim, ele saiu de casa e cometeu mais um assalto. Roubou uma senhora com seu carro, seu lap top e outros objetos. Num dado momento, a senhora falou para ele: "moço, pelo amor de Deus não faça isso comigo não". Quando esta senhora falou no nome de Deus, ele não aguentou. Lembrou-se das palavras que tinha ouvido através do sermão antes de sair de casa e largou tudo com a senhora e não conseguiu consumar seu crime. Largou tudo e voltou para casa. Desde então não conseguiu mais cometer delitos. Aquelas palavras não saíram mais de seus pensamentos. Foi quando, então, ele resolveu procurar o Santuário Canaã e seu pastor, a fim de confessar seus crimes e pecados e entregar sua vida ao Senhor Jesus, fato este, que aconteceu nesta quarta-feira diante de uma numerosa multidão que lotou o templo no culto.

 Pr. Jose Ivan Barbosa


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A MALDIÇÃO DE FAMÍLIA

O evangelho é simples, mas muitos pregadores estão ensinando outro evangelho que traz divisão no corpo de Cristo

Introdução

Nestes dias difíceis em que a Igreja enfrenta a invasão das seitas, do ocultismo e da Nova Era, sem contar a crise de integridade, uma nova crise de identidade, se abate sobre o povo evangélico brasileiro.

Um dilúvio de novas teologias, fenômenos e práticas espirituais invade a comunidade evangélica, atingindo proporções tais que exigem um posicionamento definido da liderança.

O evangelho é simples, mas muitos pregadores estão ensinando outro evangelho que tem trazido divisão no corpo de Cristo - são os ensinos da Confissão Positiva, da Saúde e da Prosperidade, Espíritos Territoriais, Maldição de Família, Cura Interior e uma ênfase excessiva na Batalha Espiritual.

A Nova Teologia da Maldição de Família

Este ensino diz que muitos problemas que o cristão enfrenta, sem obter soluções adequadas, são devidos a uma maldição que acompanha a família pôr causa das práticas abomináveis a Deus, como a idolatria, feitiçaria ou pacto satânico, etc. Realizadas pôr algum antepassado. Portanto, é necessário descobrir dentro da árvore genealógica o antepassado que tinha o problema. Muitos sãos os textos usados para defender esta doutrina, como em: Êx. 20:5; Lv 26:39; Nm 14:18; 23:8; Dt 30:19.

O Significado de Bênção

Seria ter um bom emprego, uma boa casa, uma saúde de ferro, um bom carro? O significado bíblico de bênção é estar em comunhão com Deus. Abençoar não é apenas dizer: "Te abençôo em nome de Jesus"- é socorrer os irmãos nas suas dificuldades. (I Jo 3:18; Tg 2:15,16).

O Significado de Maldição

Dentro do ensino das maldições hereditárias, seriam palavras negativas que pronunciamos contra alguém. Seria também - espíritos - que acompanham nossas famílias e objetos de nossos antepassados que temos em casa trazendo todo tipo de desgraça.

Biblicamente, poderíamos dizer que a origem de toda a maldição reside no pecado. Maldição é uma sentença que vem da desobediência a Deus (Gn 3:19; Rm 5:12). Maldição é estar longe de Deus, separado do Criador (Êx. 34:1; Dt 27 e 28; Is 28:7-13; 29:1-10; Jr 7:1-15; Ml 1:8-14).

Perguntas originadas pela Doutrina

Preciso desenhar uma árvore genealógica da família para resolver os problemas da minha vida?

Tenho que saber de que maneira determinados assuntos eram ventilados em minha família (violência, adultério, alcoolismo, prostituição, etc.)

Qual seria a relação entre meus problemas e os pecados dos meus antepassados?

Como posso quebrar uma maldição lançada sobre minha família?

E a oração de confissão pelos pecados dos antepassados?

É possível uma pessoa colocar uma maldição sobre outra?

Conclusão:

Este é um ensino que escraviza. Cristãos que antes estavam vivendo uma vida de alegria e dando frutos na obra do Senhor estão agora vivendo em escravidão, pois passaram a pensar que as dificuldades que enfrentam na área emocional, nas tentações ligadas ao sexo, alcoolismo, dinheiro, depressão, doenças ou qualquer outra situação adversa, são resultado dos pecados dos antepassados que hoje, estão afetando sua vida. Ora, estes problemas, enfrentados pelo cristão, têm a ver com o fruto do Espírito e santificação e não com os pecados dos antepassados.

O que se atribui a espíritos de alcoolismo, prostituição, homossexualismo, etc., na verdade, segundo a Bíblia, são apenas obras da carne (Gl 5:19-21). É possível vencê-los pôr meio da vida no Espírito (Gl 5:16; I Co 6:9-11).

Cristo se fez maldição pôr nós e os efeitos espirituais da rebelião e ódio contra Deus foram totalmente quebrados (Jo 8:32,36; Rm 8:33-39; I Jo 2:1,2; 3:8), e o sangue de Jesus é suficiente para libertação total. Não temos que quebrar mais nenhuma maldição. (Hb 7:25; I Jo 1:7,9; Ap 1:5).



Fonte: Estudos Gospel

Embriagados da fé: chapados para a glória de Gizuz!

Século XXI. Teleguiados de unções no ciberespaço. Profecias bombásticas em canais de televisão. Jesus está voltando! “Ops! Tenha Calma. Estou comprando um Apartamento na zona da benção, estou financiando meu Kia Cerato, além disso, meu investimento no ministério do Pastor Morris Cerullo ainda deve gerar um lucro de 500% – acha que Cristo virá antes de cumprir seu propó$ito em minha vida?”

De uns tempos pra cá uma chuva de “álcool herético” tem embriagado muita gente. Pessoas tem bebido de um tipo de absinto composto de uma mistifório de teologia da prosperidade, “pietismo moderno”, neopentecostalismo e extravagância anti-lucidez. A bebida é forte! Embriaga, derruba, leva a lama! Faz com que o cara perca as estribeiras.

Não há mais centralidade, direção, certezas, conceitos, doutrina. Mas há um estado de busca incessante por um reino construído por tijolos farisaicos. Um reino onde se busca “o aqui e o agora”, onde os milagres devem acontecer segundo a intensidade de adoração, onde as riquezas valem mais do que o livrança do inferno, onde o conceito de graça tem sido adulterado por uma tal de “confissão positiva”, onde a adoração retrocedeu ao lugar geográfico, onde a centralidade de Cristo anda dividida entre os supostos “Homens de Deus” (redutos de poder), onde os templos gigantes, recalcados por luxo significam a aprovação divina por tal ministério, onde a Verdade tem se diluído em numa bebida contaminada por mentiras de promessas e milagres.

Os embriagados odeiam a leitura bíblica. Preferem pular e cantar, decretar vitórias; ouvir testemunhos e contar as experiências pessoais que tiveram (com Deus??). Os de sintomas mais agudos ainda insistem em proclamar que “o Brasil será (é) do Senhor Jesus” e vivem num êxtase gospel causado pela felicidade de seus ídolos estarem diariamente na Globo cantando louvores ao a Jesus: – “Estamos crescendo numericamente! Estamos ganhando os meios de comunicação para o Senhor Jesus! Aleluia, Deus é Fiel!”

Seus repertórios estão sempre atualizados, de “Restitui a Ressucita-me”, cantam sem saber o que estão dizendo, relativizam a verdade, além de terem um ecletismo assombroso quando conseguem ouvir os Sermões divergentes (Hernandes Dias Lopez versus Valdemiro, por exemplo) e ver naturalidade em seus pensamentos na desculpa de que ambos falam de Deus. A bebida fecha as pálpebras para a Verdade. Isso é grave!

Os embriagados querem mais absinto. Querem materializar o próprio Deus. Eles querem ter experiências profundas, mas esquecem da simplicidade devocional, super-enfatizam os dons, as curas, mas titubeiam na compaixão, piedade, e amor ao próximo. Querem ver a Deus e esquecem de ser imagem Dele; querem abraçá-Lo, beijá-Lo…Querem ser carregados no colo, querem sentir as mãos de Deus, querem chamá-lo de paizinho e acaricia-Lhe o rosto dizendo: Jesus como tu és lindo! Querem extravasar em suas adorações! Querem se desesperar por Ele, querem perder o sono por Ele! (Obs: tais expressões de anseio foram retiradas de várias canções atuais)

Os embriagados detestam a defesa da fé. Acham uma perca de tempo conhecer os atributos e Deus e seus desígnios. Atropelam as recomendações no uso de dons (profecias e línguas), ignoram a reprovação do amor as riquezas, da idolatria, a admoestação da ordem no culto, da adoração como estilo de vida e insistem em continuar bebendo, bebendo…

Se você anda ingerindo tal absinto, ou algum dia o fez, tem a orpotunidade de sair desse estado de dependência. Conheça a Graça de Deus! Liberte-se de julgo da mentira! Liberte-se dos falsos pastores, da falsa doutrina. Seja um sóbrio na fé e na adoração!

Beba da Água da Vida! Jesus!
Por Antognoni Misael

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quantos Evangélicos tem no Brasil?

 

Para uns somos 20,2%, ou cerca de 40 milhões de pessoas. Outros falam em 51,1 milhões. Os mais otimistas falam que em 2020 seremos mais da metade da população, ou cerca de 105 milhões de almas. A velha máxima de que os números não mentem pode estar com os dias contados.-Confira o post e comente… Pelo menos, no que diz respeito a estatísticas sobre religião no Brasil. Contrariando as últimas pesquisas sobre a fé no país, que apontam os evangélicos como sendo 20,2% da população – ou menos de 40 milhões de pessoas –, diversas denominações apostam em um panorama mais otimista, no qual os crentes já seriam atualmente 51,1 milhões. Dizem mais: que, caso se mantenham as atuais taxas de crescimento do segmento cristão evangélico, os crentes em Jesus serão, já em 2020, mais da metade da população brasileira, o que equivaleria a 105 milhões de almas. Números evangelásticos (termo cunhado para se referir aos constantes exageros dos crentes) à parte,o certo é que organizações que se dedicam a estatísticas religiosas trabalham com números que apontam uma maioria religiosa protestante no Brasil em apenas dez anos.

O cálculo é feito por organizações como o Departamento de Pesquisas da Sepal (Servindo Pastores e Líderes) e o Ministério Apoio com Informação (MAI), levando em conta a taxa de crescimento que os evangélicos tiveram nas últimas décadas, sobretudo a de 1990. As projeções têm como ponto de partida os Censos periódicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento de 1991, por exemplo, sabe-se que os evangélicos eram 13 milhões naquele tempo, ou 8,9% da população brasileira. Nove anos depois, em 2000, já haviam dobrado de tamanho, passando a ser 26, 1 milhões, 15,45%. “Se o crescimento anual se mantiver nesses patamares, de cerca de 7,4% ao ano, poderemos ter, sim, mais de 50% da população brasileira composta por evangélicos”, aponta o pastor Luis André Bruneto, ligado ao Departamento de Pesquisas da Sepal. “Tudo bem que a tendência mais para frente é que esse aumento venha a se estabilizar. Mas, levando-se em conta a taxa de crescimento anual dos evangélicos, que é mais de três vezes o da população do país em geral, podemos dizer que hoje um em cada quatro brasileiros é protestante”, confirma a matemática Eunice Zillner, do MAI.
Em relação às disparidades de números com um dos últimos levantamentos feitos, o Mapa das Religiões da Fundação Getúlio Vargas (FGV), baseado nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE, Bruneto aponta que essa classificação pode ser imprecisa. O estudo destaca uma estabilidade do crescimento pentecostal, que fica em 12% do total da população, um pequeno crescimento das denominações históricas, que passam de 5,39% para 7,47%, e um forte aumento daqueles que se dizem evangélicos, mas não estão em nenhuma denominação específica. “Essas nuances já eram esperadas quando comparadas as mesmas curvas estatísticas entre os censos de 1980 e 2000. Por outro lado, o Mapa das Religiões coloca as quase 200 classificações batistas como ‘históricas’, quando a maioria desse grupo deveria ser classificada como ‘pentecostal’. Em contrapartida, a Universal do Reino de Deus, que sofre grande concorrência, é tida também como ‘pentecostal’ – mesmo grupo no qual foram incluídas as Testemunhas de Jeová no estudo”, critica.

Apesar deste e outros notáveis equívocos, o Mapa das Religiões também confirma o que diversos estudiosos do fenômeno religioso brasileiro já vinham falando: o crescimento econômico e as melhores condições sociais e educacionais no Brasil favoreceriam uma migração de fiéis para igrejas históricas, conhecidas pelo ensino bíblico mais profundo e pela organização eclesiástica que favorece maior participação dos membros, inclusive em termos administrativos. Já o aumento explosivo dos evangélicos, hora ou outra, acabaria levando a um processo de secularização, com o surgimento de crentes apenas “nominais”. Ou seja, é gente que se identifica como protestante por ter nascido ou feito parte de uma denominação, mas agora não frequenta mais a igreja.

PADRÕES HISTÓRICOS

Tais nuances fazem com que muita gente fique com a pulga atrás da orelha com previsões muito

otimistas neste aspecto. Mesmo trabalhando com os números, o próprio Bruneto é um que recomenda cautela. “Não se tratam de dados reais. São apenas projeções e perigosas”, observa. Como se está lidando com pessoas, e não com uma ciência exata, é bom deixar claro que a dinâmica populacional é muito intensa e que disparidades e mudanças dificultam a concretização de muitas previsões. Um bom exemplo é o surgimento do secularismo e a queda do crescimento de qualquer religião, comuns após a terceira ou quarta gerações dos convertidos. Exemplo disso acontece na Região Sul, justamente onde aportaram os luteranos, primeiros protestantes a chegarem ao Brasil como grupo organizado, a partir de 1824, com a imigração germânica. No Rio Grande do Sul, é possível encontrar a cidade mais evangélica do Brasil, Quinze de Novembro, com 80,4% de crentes, a apenas 20 quilômetros de uma das menos evangélicas, Alto Alegre, com 0,28% de protestantes. Outro caso é Timbó, em Santa Catarina. Lá, a Igreja Luterana tem mais de 15 mil membros, mas apenas 40 pessoas participam de seus cultos a cada domingo.

“Não existem estudos sérios e estatísticas confiáveis que nos permitam acreditar que o Brasil terá maioria evangélica em uma década”, sentencia o sociólogo Paul Freston, professor catedrático de religião e política na Wilfrid Laurier University, no Canadá, e colaborador na pós-graduação em sociologia na Universidade Federal de São Carlos (SP). Ele defende que, para fazer uma conta mais próxima da realidade, é necessário considerar os padrões históricos de crescimento dos evangélicos a partir dos anos 1950 e não somente na década de 90, quando houve um “pulo”. “Tempos atrás, também falaram que alguns países da América Central teriam a maior de parte de suas populações composta por evangélicos ainda antes da virada do milênio. Claro, isso não se confirmou. Se uma religião avança, outras respondem para frear a perda de fieis”, argumenta o estudioso.

Freston, que é evangélico, diz que já foi considerado um homem sem fé por causa de suas posições mais conservadoras, mas prefere optar por estimativas que considera mais realistas. “Se o crescimento não continuar tão acelerado, os evangélicos terão fracassado? De forma alguma”, ressalva. “A se confirmar o maior crescimento dos tradicionais, devemos levar em conta que, durante 25 anos, pentecostais e neopentecostais estiveram na linha de frente do avanço evangélico no Brasil. Mas essa perda de vigor também precisa ser melhor analisada. O processo pode mostrar uma perda de capacidade de diálogo dos evangélicos com a sociedade. E isso pode trazer consequências ruins a longo prazo”, alerta. Até a divulgação dos números definitivos do Censo 2010, que se promete para o ano que vem – e mesmo depois disso, já que eles parecem tão inconclusivos –, muita água vai correr sob essa ponte.

CAIO FÁBIO CRITICA EGO DE PASTORES

Pastor alfineta atitude de líderes quando estão longe de ovelhas

Por: Redação Creio



O pastor Caio Fabio publicou em seu blog neste domingo, dia 1º, um artigo em que critica os crentes do superego e crentes do evangelho. No texto ele alfineta o comportamento de líderes quando estão longe de suas ovelhas.



Leia aqui:

CRENTES DO SUPEREGO E CRENTES DO EVANGELHO

Você pergunta: O que é o superego?

De acordo com a Psicanálise o Superego faz parte do aparelho psíquico, de que ainda fazem parte o ego (eu) e o id (impulso).

O Superego representa a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indiretamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação, da religião, pela produção do "eu ideal"; isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa.

Ora, a maior parte dos crentes que vejo por aí, são discípulos do Superego. Daí precisarem tanto de pastores fortes e impositivos, de igrejas mandonas, de líderes férreos em suas decisões, e, sobretudo, daí também necessitarem de “grupo”, de “vigilância", de clareza nos deveres, e de um Deus Big Brother: com olhos vendo tudo... E mandando para o “Paredão”.

Por isto, longe da “igreja” ou dos “irmãos”, dizem “desviar-se” da fé; ou, ainda, dizem que “não seguram a onda sozinhos”, a menos que haja uma raiz de censura latejando em suas mentes, ainda que seja o latejamento da culpa como dever de comportamento conforme os padrões do grupo ao qual a pessoa pertença.

Você vê isto através de exemplos simples:

1. Pastores juntos e viajando... Ficam irreconhecíveis. Veja-se o que pagam no pay-per-view do hotel e se verá que o gasto é quase todo em filmes pornográficos, sem falar que soltam a franga muitas vezes, na prática;

2. Crentes que vão viver em outros países. Em geral, até que achem uma “igreja”...; uma “igreja” como fiscal da conduta...; muitos se entregam a tudo quanto antes diziam “não” em suas cidades ou países;

3. Os crentes que ficam zangados com a “igreja” ou com o “pastor”, na maioria das vezes se entregam a tudo quanto antes diziam ser ruim. E por que o fazem? A fim de se vingarem da “igreja” ou do “pastor” que lhe condicionaram “hipocritamente” o comportamento. Assim, incoerência de “pastor” praticada contra o crente do superego, em geral resulta em desvio da fé, posto que as pessoas não sejam crentes na consciência, por si mesmas, mas apenas em razão das vigilâncias do superego.

A carga moral e cultural que a “igreja” produz é, muitas vezes, confundida com CONSCIÊNCIA, embora nada tenha a ver com ela.

Os que sofrem em razão das transgressões cometidas contra o Superego, não têm ainda uma consciência, mas apenas um cabresto psicológico.

A CONSCIÊNCIA é tão diferente do superego quanto o espírito seja diferente e mais profundo do que o aparelho cerebral.

Um bom exemplo do que digo vem das figuras dos “filhos” nas parábolas de Jesus.

Sim! O Filho Mais Velho [na parábola do Pródigo] tinha superego, mas não consciência. O Pródigo, no início, rebelou-se contra o Superego e foi... Mas voltou com uma CONSCIÊNCIA!... O mesmo se pode dizer da parábola dos dois filhos, o filho “sim” e o filho “não”. O filho “sim”, que dizia “eu vou”, mas nunca ia, tinha apenas superego em crise de dever moral para com o Pai, mas não tinha consciência. Daí sempre dizer “sim” a fim de agradar as aparências do superego, mas nunca ser capaz de, pela consciência, se mover. Já o filho “não”, não respeitava o Superego, mas, ao fim, respeitava a própria CONSCIÊNCIA, por isto disse “não”, mas, depois, disse “sim” com os atos da vida. Veja no link: A PARÁBOLA DOS FILHOS “SIM” E “NÃO”

O superego funciona sob olhares e vigilâncias. Já a CONSCIÊNCIA não precisa de “testemunhas” para se conduzir como deve, posto que a ela, a consciência, baste para o individuo; o qual age não porque tema não agir, mas sim porque não tem como não agir ou deixar de agir em razão do que no coração seja certo ou errado.

O Sacerdote e o Levita da história do Bom Samaritano tinham apenas Superego; por isto passarem “de largo” ante ao caído. O Samaritano, no entanto, tinha consciência, não superego. Por isto, sem dar importância a quem poderia ter ajudado e não ajudou..., ou mesmo a qualquer outro tipo de consideração, apenas viu e fez o que podia.

Se você é do tipo que perderia a fé em Jesus se, por exemplo, seu pai, mãe, pastor, pessoa de referencia, ou, no caso de você que gosta de mim, se eu deixasse a fé dizendo que era tudo uma balela — tenho algo a dizer a você:

VOCÊ AINDA É DISCIPULO DO SUPEREGO!

Se o mundo inteiro descrer...; e se todos os meus amados deixarem a fé...; ou mesmo se eu descobri-se uma carta de meu pai dizendo que havia deixado de crer em tudo o que me ensinou, mas que não me teria dito apenas para não me escandalizar — creia: NADA MUDARIA NA MINHA FÉ; pois, faz décadas que meu pai deixou de ter qualquer coisa a ver com minha fé.

A CONSCIÊNCIA começa quando todos se vão..., mas o discípulo fica; e fica dizendo: “Para quem irei eu, visto que agora eu mesmo conheço as palavras da vida eterna?”

É fácil saber se você é discípulo da CONSCIÊNCIA ou apenas discípulo do SUPEREGO:

a) Veja se você pensa em desanimar na fé apenas porque gente que você gostava decepcionou você; b) veja se você, apesar de tudo e qualquer um, prossegue sempre, sabendo em Quem tem crido.

Se você é b..., então, Graças a Deus o caminho do discipulado está em você. Mas se você é ainda um ser no a..., então saiba: você é ainda um ente religioso e moral, sem raiz em você mesmo, e que pode deixar tudo tão logo os ventos soprem diferente...

Pense nisto e decida quem você quer ser!

Caio Fábio