quarta-feira, 22 de março de 2017

População mais pobre é a mais fiel no dízimo, aponta pesquisa

Pesquisa sobre o padrão de consumo das famílias mais humildes comprova que o dízimo é um dos compromissos mais importantes para os cristãos evangélicos

O dízimo é uma prática tradicional entre os cristãos evangélicos, visto como uma doutrina ou recomendação social bíblica para o sustento e expansão missionária da igreja. Uma pesquisa recente revelou algo interessante que aponta para a passagem da “viúva pobre”, em Marcos 12: 41 a 44, onde mesmo com poucos recursos, teve a preocupação de contribuir com uma oferta voluntária.

No estudo iniciado em 2013, feito pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil) com o objetivo de fornecer dados para o Ministério da Fazenda e ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, ficou constatado que a população cristã mais humilde tem a mesma preocupação da “viúva pobre”, em contribuir com o Reino de Deus a partir do que possui. 

O público da pesquisa foi mulheres e homens aposentados, com renda de até dois salários mínimos e beneficiários do programa “Bolsa Família”. Envolvendo 49 municípios em 16 Estados, os pesquisadores participaram do cotidiano dessa população, entrando em suas casas e observando seus costumes de gasto financeiro.

“Tivemos um trabalho prévio e vivência de meses em várias casas de famílias pesquisadas para entender hábitos de consumo e identificar a linguagem”, disse Claudia Forte, superintendente da AEF-Brasil, em publicação no site O Povo. 

O que os pesquisadores nunca haviam imaginado, foi que ao entrar nas casas dessas pessoas, pudessem observar que o dízimo estava na lista de gastos mensais do orçamento familiar. Eles constataram que para grande parte dessas famílias, o valor do dízimo é um dos compromissos mais importantes:

“A religião é a válvula de escape para muitos e o dízimo talvez seja o compromisso financeiro mais importante de algumas famílias”, disse Claudia, sem compreender a experiência de fé e vida prática implícita no ato de dizimar, motivo pelo qual pessoas humildes, mesmo com poucos recursos, são fiéis nesse compromisso como símbolo de reconhecimento da providência divina, a exemplo da “viúva pobre”.

A pesquisa constatou que os católicos também  fazem suas contribuições para a Igreja Católica, porém, de forma semanal e de valor variável. Os cristãos evangélicos, todavia, apesar de adotarem a oferta como uma prática voluntária também do dia-a-dia, encaram o dízimo como um compromisso mensal assim como qualquer outro, porém, atribuído de fé e incentivo à obra de Deus.

Por Will R. Filho / via gospelmais.com

Rússia abre guerra contra seitas e quer banir Testemunhas de Jeová

Conhecido mundialmente na atualidade por ser um país rígido contra medidas “politicamente corretas”, a Rússia não tem se manifestado apenas contra o chamado “casamento gay” e o feminismo radical, mas também contra pequenos grupos religiosos. Esta semana, o mundo começou a tomar mais conhecimento sobre os motivos de as Testemunhas de Jeová entrarem para a lista de proibição do Kremlin.

Com cerca de 175 mil fiéis no território do atual Presidente Putin, a religião das Testemunhas de Jeová passou a ser considerada “extremista” na Rússia, que pediu ao Supremo Tribunal de Justiça a proibição de qualquer prática religiosa do grupo no país, após uma investigação que considerou suas atividades religiosas “contrária às leis russas e aos próprios estatutos da organização”, segundo publicação de O Globo obtidas da agência EFE.

“Não entendemos que objetivo as autoridades perseguem. Nos parece sem sentido. Achamos que se trata de um equívoco […] e o Ministério da Justiça retirará sua ação”, disse Ivan Balenko, porta-voz das Testemunhas de Jeová na Rússia.

Com 2.200 mil grupos e 400 organizações religiosas no país, as Testemunhas de Jeová temem sofrer o mesmo que a “Igreja da Cientologia”, que teve suas práticas de culto proibidas em 2015. Até então, assim como os mórmons, as Testemunhas de Jeová são consideradas uma seita religiosa em uma país que tem a Igreja Católica Ortodoxa como espécie de “religião oficial”, muito embora a liberdade religiosa ainda exista.

“Todas as decisões judiciais contra nós se baseiam em uma única acusação: que alguns de nossos livros e discursos estão na lista de literatura extremista que existe neste país”, disse ainda Balenko, se referindo a interpretação que o governo russo fez de uma citação feita em uma literatura das Testemunhas de Jeová, mencionando o filósofo espanhol Miguel de Unamuno:

“Unamuno escreveu que para crer na imortalidade da alma é preciso desejá-la, e o desejo deve ser forte o bastante para silenciar a voz da razão. Incluímos a citação em um discurso e a procuradoria nos acusou de extremistas. Só na última hora alguém retirou a denúncia, seguramente por respeito ao filósofo”, explicou o porta-voz da religião.

Por fim, a preocupação da comunidade Testemunhas de Jeová na Rússia é que com a classificação de “extremistas”, eles não apenas sejam proibidos de realizar suas atividades religiosas, como possam sofrer discriminação e violência em seu próprio país.

Por Will R. Filho / gospelmais.com.br

segunda-feira, 20 de março de 2017

Assembleia de Deus articula criação de partido pró-‘família tradicional’

Assembleia de Deus articula criação de partido pró-‘família tradicional’


O termo “cristão” e variações aparecem no nome de seis dos 56 partidos na fila do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para virar a 36º legenda brasileira. Tem o PEC (Partido Ecológico Cristão), o PPC (Partido Progressista Cristão)…


O PRC (Partido Republicano Cristão) leva vantagem sobre os concorrentes: está sendo articulado com ajuda da Assembleia de Deus, a maior igreja evangélica do Brasil (30% dos 42 milhões de fiéis no Censo 2010, sendo que o total de evangélicos já saltou para três em dez brasileiros).

Essa gigantesca rede de fé deve facilitar a coleta de assinaturas mínimas, recolhidas em ao menos nove Estados, que o TSE exige para formar um novo partido –486 mil, ou 0,5% dos votos válidos na última eleição para a Câmara.

Já foram 300 mil registradas em cartórios país afora, calcula o presidente do PRC, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), coordenador da bancada de 24 deputados ligados à Assembleia de Deus.
O deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), presidente do futuro Partido Republicano Cristão

Fonseca assinou relatório pró-Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2016, quando o agora ex-parlamentar presidia a Câmara e tentava anular sua cassação na Casa. Os dois são assembleianos.

Fundada por missionários suecos em 1911, a Assembleia de Deus (AD) se multiplicou em várias ramificações, e elas não necessariamente dialogam entre si. Não raramente, estão em lados avessos da política (algumas ficaram com a petista Dilma Rousseff, outras com o tucano José Serra, e parte com a então verde Marina Silva em 2010, por exemplo).

A AD Ministério do Belém (que, apesar do nome, tem sede paulista) controla a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. É essa ala que fomenta a criação do PRC. O secretário-geral do partido será o deputado Paulo Freire (PR-SP), filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa, líder da AD Belém.

Suas irmãs também estão no Legislativo: Marta Costa é deputada estadual em São Paulo e Rute Costa, vereadora paulistana. “Como instituição, oficialmente, igreja não tem partido, a lei não permite. Mas ela pode ter representatividade. Isso está sendo trabalhado [por meio do PRC]”, diz à Folha o coordenador político da convenção das ADs, pastor Lélis Marinhos.
A principal bandeira da nova sigla será a família, diz. “Aquela chamada tradicional, com o princípio básico bíblico da família hétero.” Segundo Marinhos, há fóruns dedicados a preparar lideranças para o quadro partidário.

Pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Diogo Rais lembra do abuso de poder religioso nas eleições, como um candidato pedir voto em igrejas –em 2016, o prefeito reeleito de Penápolis (SP) foi alvo de ação, depois desconsiderada por um juiz. Motivo: um pastor o exaltou em culto e chegou a dizer que o acessava com facilidade (“quando preciso falar com ele, tenho o WhatsApp dele”).

Mas seria preconceito achar que pessoas de fé não têm vez na política, diz Rais. “Por que ter legendas que representem trabalhadores ou ambientalistas, mas não religiosos?”

O pastor Silas Malafaia lidera uma AD, a carioca Vitória em Cristo –e é contra igreja ter vida partidária.

“A hora em que ela quer se meter em fazer partido político, perde sua essência. Aí, minha filha, a gente vai se perder”, diz o pastor, que contudo apoia o apadrinhamento de candidatos. Seu próprio irmão, Samuel Malafaia, é deputado estadual no Rio. O religioso também manifesta simpatia pelo prefeito João Doria, do PSDB-SP.

O deputado Fonseca estima que o PRC já saia com uma bancada de pelo menos 20 deputados, que em março de 2018 poderão se aproveitar de uma janela da Justiça que autoriza o troca-troca partidário sem sanções eleitorais.

A ideia é protocolar o pedido de criação do partido no TSE até o fim do ano e investir em cargos legislativos em 2018. Fonseca quer que o número da sigla seja 80. “Ou oito ou 80, né?”

Fonte: pavablog.com.br

quarta-feira, 15 de março de 2017

Pastor Jabes Alencar se afasta da Assembleia de Deus Bom Retiro e Samuel Ferreira é o novo presidente

A Assembleia de Deus Bom Retiro está trocando de liderança, e tem desde a última segunda-feira, o pastor Samuel Ferreira como seu novo presidente. O fundador da denominação, pastor Jabes Alencar, se afastou da função por problemas de saúde.

Samuel Ferreira é investigado na Operação Lava-Jato por suspeita de integrar o esquema de lavagem de dinheiro que seria liderado pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e teria movimentado aproximadamente US$ 5 milhões. O caso será julgado pelo juiz Sérgio Moro.

A transição da liderança da Assembleia de Deus Bom Retiro foi feita em um culto no templo da denominação, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Ferreira manterá sua posição de presidente da Assembleia de Deus Brás, igreja filiada ao Ministério de Madureira.

De acordo com informações das assessorias de imprensa de ambas as igrejas, a escolha de Jabes Alencar por Samuel Ferreira se deve ao relacionamento de anos que ambos mantém.

“É uma grande responsabilidade suceder o pastor Jabes Alencar, que foi o fundador desta igreja, um grande pastor, o apóstolo da unidade da igreja; com absoluta humildade, chego para servir e não para ser servido, para ser cooperador, para ser o pastor, e o meu compromisso diante de Deus é cuidar destas almas com a minha própria vida”, disse Ferreira.


+ Jabes Alencar enfrenta problemas de saúde desde 2010


Alencar explicou que sua decisão foi direcionada por Deus, pois tinha o desejo de manter a igreja funcionando de forma integral: “Não poderia jamais sair e deixar a igreja órfã, por isso também busquei de Deus orientação sobre essa situação, e o nome do pastor Samuel Ferreira veio como liderança mais indicada para cuidar desse precioso rebanho, por sua experiência, com 35 anos de atuação ministerial, preparo e seriedade”.

Os problemas de saúde de Jabes Alencar se estendem há anos, e ele já havia tirado licenças anteriormente para descansar e se tratar. Em certa ocasião, foi substituído pelo filho, pastor Dayan Alencar, que contou com o aconselhamento do pastor Silas Malafaia à época.

Samuel Ferreira afirmou estar “muito tranquilo e confortável” com a nova responsabilidade “porque na verdade […] só sei ser pastor”.

“A igreja [Assembleia de Deus] do Brás é a maior igreja evangélica de São Paulo e temos uma equipe pronta para assumir esse novo compromisso. Estamos debaixo de oração, debaixo da graça e da dependência completa de Deus, e o Bom Retiro vai voltar a viver os seus melhores dias, em nome de Jesus”, concluiu, garantindo que não haverá mudanças significativas na liturgia dos cultos, programação e nome da denominação.

Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br

segunda-feira, 13 de março de 2017

Pastor diz que evangélicos estão em busca de “igrejas sérias” porque cansaram de apóstolos e bispos

Pastor diz que evangélicos estão em busca de “igrejas sérias”


Os cristãos evangélicos brasileiros são divididos em diversas denominações, que entre si, são identificadas por categorias como, por exemplo, pentecostais, reformadas, neopentecostais.
Mas há um movimento não organizado de cristãos à procura de igrejas sérias, que pregam o Evangelho como ele é, sem doutrinas criadas por homens e com foco na mensagem de Jesus.
Sobre essa tendência registrada nos quatro cantos do país, o pastor Renato Vargens – líder da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), usou seu blog para publicar um artigo que propõe uma reflexão sobre os motivos de existirem tantos evangélicos em busca de “igrejas sérias”.
“Em todo lugar no Brasil cresce o número de cristãos procurando igrejas sérias. Tornou-se comum, ouvir irmãos dizendo que cansaram do evangelho da autoajuda, do entretenimento, da prosperidade, do gospel e da libertinagem. De fato há uma enorme procura por igrejas bíblicas e centradas nas Escrituras, cujos pastores pregam as maravilhosas verdades do Evangelho”, comentou.
De acordo com Vargens, que é escritor e conferencista internacional, esse movimento é resultado de uma insatisfação que nasceu a partir do comportamento das próprias lideranças evangélicas, que – salvo exceções – distorcem a mensagem do Evangelho a seu próprio interesse pessoal.
Confira os motivos listados pelo pastor a seguir:
1 – Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque cansaram de ouvir pregadores fracos e despreparados tanto bíblica quanto teologicamente,
2 – Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque não suportam mais ouvir mensagens antropocêntricas cujo foco é a satisfação do freguês e não a glória de Deus.
3 – Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque não suportam mais uma igreja com louvores ensimesmados, cujo conteúdo encontra-se absorto em autoajuda.
4 – Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque não suportam mais ver o dinheiro e os recursos do Reino de Deus sendo mal administrados por pastores inescrupulosos.
5 – Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque não suportam mais ouvir heresias, distorções teológicas, e absurdos doutrinários dos mais variados possíveis.
6 – Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque estão cansados de mensagens legalistas, desprovidas de graça e sabedoria.
7 – Os cristãos estão procurando igrejas sérias porque estão cansados de apóstolos, bispos e pastores messianistas, cuja o Evangelho pregado é espúrio, “coronelesco”, despótico e ditatorial. 
Por Tiago Chagas / via gospelmais.com.br

quinta-feira, 2 de março de 2017

Eleições CGADB: Justiça cancela inscrições de 5 mil pastores e estipula multa diária

Terceira ação judicial em apenas alguns dias, dessa vez Juiz do Amazonas cancela mais de 5 mil inscrições de pastores para eleições da CGADB, acirrando a disputa eleitoral que deve acontecer dentro de 43 dias.


As eleições da CGADB ainda está dando muito o que falar, restando apenas 43 dias para a eleição da nova Mesa Diretora da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Dessa vez, o Juiz Jânio Tutomu Takeda, do município de Juruá, no Amazonas, deferiu uma liminar ajuizada pelo pastor Cloves Rocha de Freitas, onde cancela inscrições de 5 mil pastores e estipula multa diária de 10 mil reais, caso a ordem não seja cumprida.

A decisão do magistrado foi tomada com base na resolução nº 01/2016 da CGADB e publicada na última quinta feira (23). Segundo Takeda, a CGADB tem 48 horas para cumprir a ordem; “Fica a ré proibida de corrigir os dados incorretamente no site eleitoral para com essa medida não abrir precedentes futuros”, disse o magistrado em nota publicada no site JM Notícias, na ação nº 0000005-67.2017.8.04.5101, acrescentando ainda:

“Quanto a probabilidade do direito, este verifica-se das alegações do autor e os documentos acostados aos autos, que são suficientes, ao menos, preliminarmente para a análise da medida”.


Motivo da ação judicial contra a CGADB

O Pastor  Cloves Rocha de Freitas entrou com a ação afirmando que o ex-presidente da Comissão Eleitoral da CGADB, Antônio Carlos Lorenzetti de Mello, teria ignorado a Resolução Eleitoral nº 01/2016, da própria CGADB, validando inscrições que já haviam sido impugnadas. O resultado foi o cancelamento de 5.207 inscrições consideradas ilegais.

O mesmo pastor também validou a candidatura do pastor José Wellington Júnior à presidência da CGADB, descumprindo a mesma resolução, motivando o seu afastamento do cargo no dia 08 passado através de liminar proferida pelo Estado de Goiás.

Noticiamos recentemente que a eleição da CGADB está prevista para acontecer na 43ª Assembleia Geral Ordinária, em abril desse ano, e deve enterrar o clima desagradável que envolveu o Pastor Samuel Câmara e o atual Presidente da CGADB, Pastor José Wellington Bezerra da Costa, devido a divergências no número de inscritos no último pleito, quando Pr. Wellington foi reeleito.

Sendo a terceira liminar proferida pela Justiça em decorrência das eleições da CGADB em apenas alguns dias, a corrida eleitoral pela Presidência da CGADB deve permanecer acirrada, gerando muita expectativa para os mais de 13 milhões de assembleianos no Brasil.

Por Will R. Filho / via gospelmais.com.br