sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pesquisador elabora lista com 11 razões do por que pastores são vistos como menos confiáveis hoje em dia; Confira

 Pesquisador elabora lista com 11 razões do por que pastores são vistos como menos confiáveis hoje em dia; Confira

Muitos escândalos de pastores são colocados sob a luz de holofotes hoje em dia, o que faz boa parte do rebanho nutrir uma certa desconfiança quanto à idoneidade dos líderes religiosos.
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A partir dessa constatação, o centro de pesquisa cristão Pew Research elaborou um levantamento para entender o motivo de o crédito dos pastores estar tão baixo junto aos fiéis, e constatou que o índice de confiabilidade dos mesmos caiu 37%.
 
No relatório do estudo, onze razões foram apontadas como motivo de descrédito para os homens que antes, eram admirados e respeitados tanto por quem professa a fé cristã, quanto por quem não é religioso.
 
Confira a lista de motivos apurados pelos pesquisadores:
 
1 – As falhas morais de uma minoria de pastores recebem ampla cobertura. A mídia adora as histórias sensacionais por trás de cada falha desses líderes
“Histórias de abuso sexual, por exemplo, devem ser trazidas aos olhos do público. Mas muitas pessoas agora acreditam que o mau comportamento de alguns é norma entre os pastores”, disse Thom S. Rainer, pesquisador e colunista do Charisma News.
 
2 – A sociedade tem marginalizado a fé cristã
Nesse cenário “não deve ser inesperado que os líderes do mundo cristão sejam vistos de forma mais negativa”, disse Thom.
 
3 – Menor tempo de mandato pastoral à frente das congregações. A média de tempo que os pastores ficam junto a uma comunidade caiu significativamente ao longo das últimas décadas
“A confiança é construída ao longo de vários anos, e não dois ou três anos. Cada vez menos pastores ficam numa igreja por vários anos”, analisou o pesquisador.
 
4 – Alguns membros da igreja adotam uma postura de propriedade sobre a igreja
“Eles veem a congregação local como um lugar para atender suas necessidades e desejos, ao invés de servir e dar. Se essas necessidades e desejos não forem atendidos, o pastor muitas vezes se torna o foco e passa a ser visto como culpado”, ponderou Thom.
 
5 – Redes sociais incentivam a crítica irresponsável
“Há muitas coisas louváveis sobre as mídias sociais. Na verdade, eu sou um usuário assíduo delas. Porém, elas também são um meio para os críticos sem voz expressarem sua opinião sobre pastores (e outros), sem reflexão ou consequências”, constatou o pesquisador.
 
6 – Alguns pastores possuem uma ética de trabalho abaixo da esperada
“A maioria dos pastores são exatamente o oposto: eles lutam duro em seu trabalho. Mas os poucos pastores que são preguiçosos e têm pouca responsabilidade machucam a percepção que as pessoas sobre os outros pastores”, exemplificou Thom.
 
7 – Pastores são muitas vezes os bodes expiatórios para o medo de mudança
“É clichê dizer que o mundo está mudando rapidamente. Muitos membros das Igrejas gostariam que suas igrejas permanecessem na mesma o tempo todo. Essa realidade não é possível, e o pastor é muitas vezes o bode expiatório para o desconforto que vem com a mudança”, disse Thom, fazendo uma análise comportamental dos fiéis.
 
8 – A sociedade se tornou mais cínica
“As razões por trás dessa realidade são muitas. Mas congregações e seus líderes não estão imunes a este cinismo generalizado e difundido na sociedade que parece estar crescendo”, lamentou.
 
9 – Há falhas de alguns pastores em duas áreas principais: liderança e inteligência emocional
“Alguns pastores estão bem preparados biblicamente e teologicamente. Mas alguns não foram ensinados sobre liderança e habilidades interpessoais saudáveis”, observa Thom.
 
10 – Há expectativas mais elevadas hoje para pastores que se consideram competentes e dinâmicos
“Isso se estende até mesmo aos líderes. Mas como observei no ponto anterior, alguns pastores não têm preparação para serem líderes de igrejas”, acrescenta o pesquisador.
 
11 – Cada vez mais igrejas estão fechando suas portas
“Estimo cerca de 100 mil igrejas na América estão morrendo. Muitos vão fechar suas portas nos próximos anos. Muitos dos pastores destas igrejas são responsabilizados por esta ‘doença’”, finalizou Thom S. Rainer.
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
 
 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Rev. Augustus Nicodemus Lopes escreve: Respostas a argumentos usados em favor da ordenação de mulheres

 
 
Oferecemos aqui respostas aos argumentos geralmente empregados em favor da ordenação de mulheres para o ministério pastoral.

1 - Deus não criou originalmente o homem e a mulher iguais? Qual a base, pois, para impedir que a mulher seja ordenada?

Resposta: De fato, lemos em Gênesis 1 que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Entretanto, lemos no relato mais detalhado de Gênesis 2 que Deus lhes atribuiu papéis diferentes, dando ao homem o papel de liderar e cuidar da mulher e à mulher o papel de ser sua ajudadora, em submissão. Esta diferenciação é percebida por Paulo na ordem em que foram criados (primeiro o homem e depois a mulher, 1Tm 2.13), na forma como foram criados (a mulher foi criada do homem, 1Co 11.8) e no propósito para o que foram criados (a mulher foi criada por causa do homem, 1Co 11.9). A igualdade da criação, portanto, não anula a diferenciação de funções estabelecida na própria criação.

2 - A subordinação feminina não é parte da maldição por causa da queda? E Cristo não aboliu a maldição do pecado? Por que, então, as mulheres cristãs não podem exercer o ministério em igualdade com os homens?

Resposta: Sem dúvida um dos castigos impostos por Deus à mulher foi o agravamento da sua condição de submissão. Entretanto, a subordinação feminina tem origem antes da queda, ainda na própria criação. O homem não foi feito da mulher, mas a mulher foi feita do homem. O homem não foi criado por causa da mulher, mas sim a mulher por causa do homem (1Co 11.8-9). Quanto à obra de Cristo, lembremos que seus efeitos não são total e exaustivamente aplicados por Deus aqui e agora. Por exemplo, mesmo que Cristo já tenha vencido o pecado e a morte, ainda pecamos e morremos. Outros efeitos da maldição impostos por Deus após a queda ainda continuam, como a morte, o sofrimento no trabalho e o parto penoso das mulheres. Além do mais, desde que os diferentes papéis do homem e da mulher já haviam sido determinados na criação, antes da queda, segue-se que continuam válidos. O que o Cristianismo faz é reformar esta relação de submissão para que a mesma seja exercida em amor mútuo e reflita assim mais exatamente a relação entre Cristo e a Igreja.

3 - Há abundantes provas na Bíblia de que as mulheres desempenharam papéis cruciais, ocupando funções de destaque e sendo instrumento de bênção para o povo de Deus. Isto não prova que elas, hoje, podem ser ordenadas e exercer liderança?

Resposta: Estas provas demonstram apenas a tremenda importância do ministério feminino, mas não a existência do ministério feminino ordenado. Nenhuma destas mulheres era apóstola, pastora, presbítera ou diaconisa. Jesus não chamou nenhuma mulher para ser apóstola. As qualificações dos pastores em 1Timóteo 3 e Tito 1 deixam claro que era função a ser exercida por homens cristãos. O fato de que as mulheres sempre foram extremamente ativas e exerceram muitas e diferentes atividades e serviços na Igreja Cristã não traz como corolário que elas tenham sido, ou tenham que ser, ordenadas para tal.

4 - Há evidência na Bíblia de que Hulda, Débora, Priscila e Febe eram líderes e exerciam autoridade. Isto não é prova bíblica suficiente para ordenação de mulheres?

Resposta: Há dois pontos a se ter em mente quanto ao ministério destas mulheres:

(1) O fato de que a Bíblia descreve como Deus usou determinadas pessoas em épocas específicas para propósitos especiais não faz disto uma norma. Lembremos da utilíssima distinção entre o descritivo e o normativo na Bíblia. Deus usou o falso profeta Balaão (Nm 22.35). O desobediente rei Saul também profetizou em várias ocasiões (1Sm 10.10; 19.23), bem como os mensageiros que enviou a Samuel (1Sm 19.20,21). A descrição destes casos não estabelece uma norma a ser seguida pelas igrejas na ordenação de oficiais. O fato de que Deus transmitiu sua mensagem através de uma mulher não faz dela um oficial da Igreja. Há outros requisitos no Novo Testamento para o oficialato conforme lemos nas especificações explícitas que temos em 1Timóteo 3 e Tito 1.

(2) Os profetas de Israel não recebiam um ofício mediante imposição de mãos para exercer uma autoridade eclesiástica oficial. Os reis e sacerdotes, ao contrário, eram “ordenados” para aquelas funções e as exerciam com autoridade. Não há sacerdotisas “ordenadas” em Israel, pelo menos nas épocas onde prevalecia o culto verdadeiro. Hulda foi uma profetiza em Israel, recebendo consultas em sua casa (2Re 22.13-15). A mesma coisa pode ser dita de Débora, que foi juíza em Israel numa época em que não havia reis e nem o sacerdócio funcionava, quando todos faziam o que parecia bem aos seus olhos. Seu ministério foi uma denúncia da fraqueza e falta de coragem dos homens daquela época (Jz 4.4-9; compare com Is 3.12). Sobre Priscila, sua liderança parece evidente, porém menos evidente é se ela era pastora ou presbítera. Quanto à Febe, ver a pergunta sobre ela mais adiante.

5 - Podemos afirmar que o patriarcado, conforme o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, é uma instituição nociva e perversa que denigre, inferioriza e humilha a mulher?

Resposta: O patriarcado, como o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, não é simplesmente uma afirmação da masculinidade, não é jamais sinônimo de domínio macho ou um sistema de valores no qual o homem trata a mulher com descaso, desvalorizando-a e super valorizando-se. Muito menos sinônimo de exploração e domínio, como afirma o feminismo. Patriarcado é o sistema no qual os pais cuidam de suas famílias. A imagem do pai no Velho Testamento não é primariamente daquele que exerce autoridade e poder, mas do amor adotivo, dos laços pactuais de bondade e compaixão. Somente nas Escrituras hebraicas podemos encontrar um Deus Pai Todo-Poderoso e Todo-Bondoso. Os patriarcas refletem a paternidade de Deus, ainda que muito pobremente. O Deus dos Hebreus não é como os deuses masculinos irresponsáveis das culturas pagãs das cercanias de Israel, porque ele jamais abandona os filhos que gera, antes, deles cuida. Os patriarcas seguem o exemplo de Deus. Naquela cultura ensinava-se ao homem judeu que ele não era simplesmente um animal, agressivo, assertivo e violento, mas pai, cuja agressividade deveria ser transformada pela responsabilidade, que haveria de manifestar a gentileza e o cuidado pelos filhos e a expressão da completa masculinidade, que haveria de se unir com o ser feminino e o mundo feminino da família, ainda que mantivesse a separação necessária para o exercício da autoridade. O machismo é uma versão deturpada de alguns aspectos do patriarcado, e oprime as mulheres. Devemos lutar contra o machismo, e não deixar de reconhecer a verdade sobre o patriarcado.

6 - Febe não era uma diaconisa, conforme Romanos 16.1-2? Isto não prova que as mulheres podem exercer autoridade eclesiástica na Igreja?

Resposta: Temos de considerar os seguintes aspectos.

(1) Não é claro se Febe era realmente uma diaconisa. Muito embora no original grego Paulo empregue o termo “diácono” para se referir a ela, lembremos que este termo no Novo Testamento nem sempre significa o ofício de diácono. Pode ser traduzido como servo, ministro, etc. Portanto, nossa tradução “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia” é perfeitamente possível e não é uma tradução preconceituosa.

(2) Mesmo que houvesse diaconisas na Igreja apostólica, é certo que elas não exerceriam qualquer autoridade sobre as igrejas e sobre os homens – a presidência era dos presbíteros, cf. 1Tm 5.17; o trabalho delas seria provavelmente com outras mulheres (Tt 2.3-4) e relacionado com assistência aos pobres. É interessante que a primeira referência que existe na história da Igreja sobre o trabalho de mulheres, diz assim: “A mulher deve servir às mulheres” (Didascalia Apostolorum). Isto queria dizer que elas instruíam as outras que iam se batizar, ajudavam no enterro de mulheres, cuidavam das pobres e doentes. Não há qualquer indício de que tais mulheres eram ordenadas para o exercício da autoridade eclesiástica.

7 - O que fazer quando mulheres possuem visão pastoral, liderança, habilidades para o ensino ou capacidade administrativa, dons de evangelismo ou profecia?

Resposta: Que exerçam estas habilidades e dons dentro das possibilidades existentes nas Igrejas. Elas não precisam ser ordenadas para desenvolver seus ministérios e manifestar seus dons.

8 - A resistência em ordenar mulheres hoje não decorre da reafirmação através dos séculos da inferioridade da mulher, feita por importantes teólogos e líderes da Igreja?

Resposta: A Igreja deve andar pelo ensino das Escrituras Sagradas. Se teólogos e líderes antigos defenderam idéias erradas sobre a inferioridade da mulher, cabe à Igreja corrigi-las à luz das Escrituras, que mostram que Deus criou o homem e a mulher iguais. Porém, corrigir os erros dos antigos neste ponto não significa ordenar mulheres, pois aí estaríamos cometendo um outro erro. Certamente as mulheres não são e nunca foram inferiores aos homens, mas daí a abolirmos os papéis distintos que lhes foram determinados por Deus na criação vai uma grande distância.

9 - Existe algum texto na Bíblia que diga claramente “é proibido que as mulheres sejam ordenadas ao ministério”?

Resposta: Nenhuma das passagens usadas contra a ordenação feminina diz explicitamente que mulheres não podem ser ordenadas ao ministério. Entretanto, todas elas impõem restrições ao ministério feminino, e exigem que as mulheres cristãs estejam submissas à liderança cristã masculina. Essas restrições têm a ver primariamente com o ensino por parte de mulheres nas igrejas. Já que o governo das igrejas e o ensino público oficial nas mesmas são funções de presbíteros e pastores (cf. 1Tm 3.2,4-5; 5.17; Tt 1.9), infere-se que tais funções não fazem parte do chamado cristão das mulheres. Ainda, se o argumento do silêncio for usado, ele se vira contra a ordenação feminina, pois não há texto algum que diga que as mulheres devem ser ordenadas ao ministério da Palavra e ao governo eclesiástico, enquanto que as Escrituras atribuem ao homem cristão o exercício da autoridade eclesiástica e na família.

10 - Se as mulheres recebem os mesmos dons espirituais que os homens, não é uma prova de que Deus deseja que elas sejam ordenadas ao ministério?

Resposta: Não. As condições para o oficialato na Igreja apostólica estão prescritas em 1Timóteo e Tito 1. Percebe-se que o dom do ensino é apenas um dos requisitos. Há outros, como por exemplo, governar a própria casa e ser marido de uma só mulher, que não podem ser preenchidos por mulheres cristãs, por mais dons que tenham.

11 - O ensino de Paulo sobre as mulheres na Igreja se aplica hoje? Não estava ele influenciado pela cultura daquela época, que era muito diferente da nossa?

Resposta: É necessário fazer a distinção entre o princípio teológico supra cultural e a expressão cultural deste princípio. Há coisas no ensino de Paulo que são claramente culturais, como a determinação para o uso do véu em 1Coríntios 11. Porém, enquanto que o uso do véu é claramente um costume cultural, ao mesmo tempo expressa um princípio que não está condicionado a nenhuma cultura em particular, que é o da diferença funcional entre o homem e a mulher. O que Paulo está defendendo naquela passagem é a vigência desta diferença no culto público — o véu é apenas a forma pela qual isto ocorreria normalmente em cidades gregas do século I. Notemos ainda que Paulo defende a participação diferenciada da mulher no culto usando argumentos permanentes, que transcendem cultura, tempo e sociedade, como a distribuição ou economia da Trindade (1Co 11.3) e o modo pelo qual Deus criou o homem (1Co 11.8-9).

12 - Paulo escreveu suas cartas para atender a problemas locais e específicos. Como podemos aplicar hoje o que Paulo escreveu, se a situação e o contexto são diferentes?

Resposta: Quase todos os livros do Novo Testamento foram escritos em resposta a uma situação específica de uma ou mais comunidades cristãs do século I, e nem por isto os que querem a ordenação feminina defendem que nada do Novo Testamento se aplica às igrejas cristãs de hoje. A carta aos Gálatas, por exemplo, onde Paulo expõe a doutrina da justificação pela fé somente, foi escrita para combater o legalismo dos judaizantes que procuravam minar as igrejas gentílicas da Galácia, em meados do século I. Ousaríamos dizer que o ensino de Paulo sobre a justificação pela fé não tem mais relevância para as igrejas do final do século XX, por ter sido exposto em reação a uma heresia que afligia igrejas locais no século I? O ponto é que existem princípios e verdades permanentes que foram expressos para atender a questões locais, culturais e passageiras. Passam as circunstâncias históricas, mas o princípio teológico permanece. Assim, o comportamento inadequado das mulheres das igrejas de Corinto e de Éfeso, às quais Paulo escreveu determinando que ficassem caladas na Igreja, foi um momento histórico definido, mas os princípios aplicados por Paulo para resolver os problemas causados por estas atitudes permanecem válidos. Ou seja, o ensino de que as mulheres devem estar submissas à liderança masculina nas igrejas e na família, sem ocupar posições de liderança e governo, é o princípio permanente e válido para todas as épocas e culturas.

13 - Onde está na Bíblia que somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos?

Resposta: Os textos mais explícitos da Bíblia são Atos 6.1-7; 1Timóteo 2.11-15; 1Coríntios 14.34-36 e 1Coríntios 11. 2-16. Algumas destas passagens foram analisadas com mais profundidade em outra parte deste caderno. Além disto, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é cabeça na família (Efésios 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja.

14 - Onde está na Bíblia que os homens devem ser o cabeça da família?

Resposta: Há diversas passagens no Novo Testamento onde se trata dos papéis do homem e da mulher na família: Efésios 5.21-33; Colossenses 3.18-19; 1 Pedro 3.1-7; Tito 2.5. Em todos eles, a liderança da família é atribuída ao homem.

15 - Os argumentos usados hoje para defender a submissão da mulher não são os mesmos usados no século passado por muitos cristãos para defender a escravidão?

Resposta: O fato de que no passado a Bíblia foi usada de forma errada para defender a escravidão não significa que a defesa da subordinação feminina seja igualmente feita de forma errada. Não devemos pensar que a relação entre o homem e a mulher na família e na igreja está no mesmo pé de igualdade que a escravidão. Primeiro, os papéis distintos do homem e da mulher estão enraizados na própria criação, enquanto que a escravidão não está. Segundo, o fato de que Paulo faz recomendações aos escravos cristãos para que sejam bons escravos não significa que ele aprovava a escravidão. Na verdade, as recomendações que ele dá aos cristãos que eram donos de escravos já traziam embutidas a idéia da dissolução do sistema de escravidão (Fm 16; Ef 6.9; Cl 4.1; 1Tm 6.1-2).

16 - Havia uma mulher chamada Júnias que Paulo considera como apóstola, em Romanos 16.7. Se havia apóstolas, por que não pastoras, presbíteras e diaconisas?

Resposta: A passagem diz o seguinte: “Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim” (Rm 16.7). Não é tão simples assim deduzir que Júnias era uma apóstola. Há várias questões relacionadas com a interpretação deste texto. Júnias é um nome masculino ou feminino? Existe muita disputa sobre isto, embora a evidência aponte para um nome masculino. Outra coisa, a expressão “notável entre os apóstolos” significa que Júnias era um dos apóstolos, já antes de Paulo, e um apóstolo notável, ou apenas que os apóstolos, antes de Paulo, tinham Júnias em alta conta? A última possibilidade é a mais provável. Em última análise, só podemos afirmar com certeza, a partir de Romanos 16.7, que, quem quer que tenha sido, Júnias era uma pessoa tida em alta conta por Paulo, e que ajudou o apóstolo em seu ministério. Não se pode afirmar com segurança que era uma mulher, nem que era uma “apóstola”, e muito menos uma como os Doze ou Paulo. A passagem não serve como evidência bíblica para a ordenação feminina no período apostólico. E essa conclusão está em harmonia com o fato de que Jesus não escolheu mulheres para serem apóstolos. Não há nenhuma referência indisputável a uma “apóstola” no Novo Testamento.

17 - O Novo Testamento diz que, em Cristo, não há homem nem mulher, todos são iguais diante de Deus (Gl 3.28). Proibir as mulheres de serem oficiais da Igreja não é fazer uma distinção baseada em sexo?

Resposta: Não se pode discordar de que o Evangelho é o poder de Deus para abolir as injustiças, o preconceito, a opressão, o racismo, a discriminação social, bem como a exploração machista. E nem se pode discordar de que Cristo veio nos resgatar da maldição imposta pela queda. A pergunta é se Paulo está falando da abolição da subordinação feminina e de igualdade de funções nesta passagem. Está o apóstolo dizendo que as mulheres podem exercer os mesmos cargos e funções que os homens na Igreja, já que são todos aceitos sem distinção por Deus através de Cristo, pela fé? Entendemos que a resposta é não. Gálatas 3.28 não está ensinando a igualdade para o exercício de funções, mas a unidade de todos os cristãos em Cristo. Veja a análise desta passagem acima.

18 - O conceito da submissão feminina ensinado na Bíblia não acarreta inevitavelmente o conceito de que o homem é melhor e superior à mulher?

Resposta: Infelizmente muitos têm chegado a esta conclusão, mas ela certamente é equivocada. O ensino bíblico é que Deus criou homem e mulher iguais porém com diferentes atribuições e funções. A Bíblia ensina que Deus tem autoridade sobre Cristo, Cristo tem autoridade sobre o homem, e o homem tem autoridade sobre a mulher. É uma cadeia hierárquica que começa na Trindade e continua na igreja e na família. Podemos inferir (guardadas as devidas proporções) que, da mesma forma como a subordinação de Cristo ao Pai não o torna inferior — como afirma a fé reformada em sua doutrina da Trindade — a subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisto haja qualquer desvalorização ou inferiorização da mulher. Em várias ocasiões o Novo Testamento determina que os crentes se sujeitem às autoridades civis (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Em nenhum momento, entretanto, este mandamento implica que os crentes são inferiores ou têm menos valor que os governantes. Igualmente, os filhos não são inferiores aos seus pais, simplesmente porque devem submeter-se à liderança deles (Ef 6.1). O conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja.

19 - Em 1Timóteo 3.11, ao descrever as qualificações do diácono, Paulo se refere às mulheres: “Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo”. Este versículo não prova que havia diaconisas nas igrejas apostólicas?

Resposta: Não necessariamente. Esta passagem tem sido entendida de diferentes modos: (1) Paulo pode estar se referindo às mulheres dos diáconos (Calvino). Porém, ele emprega para elas a expressão “é necessário” (1Tm 3.11), que foi a mesma que empregou para os presbíteros (3.2) e os diáconos (3.8), ao descrever suas qualificações. Logo, não nos parece que o apóstolo se refira às mulheres dos diáconos. (2) Paulo pode estar se referindo à todas as mulheres da igreja; entretanto, é bastante estranho que ele tenha colocado instruções para todas as mulheres bem no meio das instruções aos diáconos! (3) Paulo pode estar se referindo às assistentes dos diáconos, mulheres piedosas, que prestavam assistência em obras de misericórdia aos necessitados das igrejas (Hendriksen). (4) Paulo se referia à diaconisas. Porém, é no mínimo estranho que Paulo não empregou o termo apropriado para descrever a função delas (diaconisas), já que ele vinha falando de presbíteros e diáconos. A opção 3 nos parece a melhor e mais provável: havia mulheres piedosas nas igrejas apostólicas, não ordenadas como “diaconisas”, que ajudavam os diáconos nas obras de misericórdia, trabalhando diretamente com as mulheres carentes e necessitadas. É a estas que Paulo aqui se refere.
 
 
 
 
 

Fui a Jerusalém buscar poder!

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A febre hoje é judaizar... e quem procura judaizar a igreja comete tremenda judiação! Mas desde o toque no shofar dos cânticos de alguns anos atrás, crentes e mais crentes são atraídos pela proposta de adotar liturgias cada vez mais judaicas. O número de igrejas que se transformam em verdadeiras sinagogas não para de crescer. Lamentável... Mas o que é ainda mais lamentável é a busca de alguns por poderes e unções especiais viajando para Jerusalém. Outro dia vi um pastor dizer no Facebook que só agora a igreja começava a receber a bênção financeira que ele tinha ido buscar em sua viagem para a Terra Santa! Tem também aquela coisa de vender a água do rio Jordão em frascos especiais, colocar o nome de enfermos no livro que será levado para o monte das oliveiras, etc, etc, etc. São as indulgências do século XXI... Tem até graça essa turma continuar insistindo na Igreja Católica como a Babilônia apocalíptica. Acho que eles não têm espelhos!

Mas que história é essa de ir buscar poder e unção em Jerusalém? Não foi Jesus mesmo quem disse que já havia chegado o tempo que não se adoraria mais nem em Jerusalém nem no monte Gerizim, porque os verdadeiros adoradores adorariam o Pai em espírito e em verdade? Jesus não inaugurou um novo tempo de adoradores sem limitações geográficas? Se nem mesmo o judeu, na nova aliança, segundo o autor de Hebreus, precisa peregrinar até Jerusalém para sacrificar, por que o crente tupiniquim vai achar que sua oração em Jerusalém terá unção especial? Estaria Deus limitado pela geografia? Voltamos ao período dos patriarcas, do pré-exilio babilônico, quando se pensava que os deuses eram territoriais?

Quando os judeus foram levados para o cativeiro babilônico, a visão de Ezequiel era clara: Deus não está limitado, preso em Israel. Deus, montado sobre um querubim, está aqui também na Babilônia e vem ao nosso socorro!

A mensagem da cruz não é diferente. Cristo cumpriu sua missão de dar vida aos adoradores por meio de sua morte, agora, como nova criatura, por meio de um nascimento espiritual, os verdadeiros adoradores podem adorar verdadeiramente a Deus independente do lugar para adoração. Não é o monte Gerizim tão pouco Jerusalém, o que importa é ter nascido de novo para adorar em espírito e em verdade aqui mesmo no Brasil.

 
Autor: André R. Fonseca / webevangelista 
 
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Missionário David Miranda, líder da Igreja Deus é Amor, afirma que fiéis que deixaram a denominação “vão morrer”.

Missionário David Miranda, líder da Igreja Deus é Amor, afirma que fiéis que deixaram a denominação “vão morrer”; Ouça
O missionário David Miranda, fundador da Igreja Pentecostal Deus é Amor, afirmou que os fiéis da denominação que deixaram de frequentá-la morrerão.
 
A fala, com tom de ameaça, aconteceu durante uma pregação do missionário, que alegou ter recebido o alerta do Espírito Santo.
 
“Eu quero falar, para aqueles irmãos e irmãs que eram da Igreja Deus é Amor, e aceitaram Jesus, o divino Espírito Santo está me revelando: vocês que foram para outra igreja, estão doentes, enfermos… Vocês vão morrer. Prepara para encontrar com a morte. Quem está dizendo é o Espírito Santo, porque você prometeu que nunca deixaria a Igreja Deus é Amor. A Bíblia diz que é melhor não prometer, do que prometermos e não cumprirmos”, disse o líder pentecostal.
 
A Deus é Amor é uma denominação com décadas de tradição pentecostal ultraconservadora, e conhecida por algumas determinações controversas em relação à higiene feminina e à vida sexual de casais que são membros da igreja. David Miranda também é conhecido por pregar que evangélicos não devam ter televisores em casa, por estes serem a “imagem da besta” mencionada no Apocalipse.
 
Há quase dois anos, David Miranda chamou a atenção dos evangélicos em geral por dizer que as redes sociais “são instrumentos do diabo e muitos crentes caíram no laço”.
 
“Muitos crentes estão escrevendo o diário de sua vida ali. Isso é de satanás, isso não é de Deus. O inferno se levantou contra você para te ganhar nesses aparelhos diabólicos”, disse o líder religioso à época.

 

Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Curiosidades sobre o Brasil: 20 motivos que levaram norte-americano a odiar o Brasil causa polêmica na web; Confira

Muita gente anda compartilhando no Facebook as impressões de um norte-americano sobre o Brasil.
O nome do estrangeiro não foi divulgado. Mas, infelizmente temos que concordar.  
 
Confira a lista e faça e responda nos comentários “Concorda ou não com o que foi escrito?”
 
1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.
 
2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.
 
3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.
 
4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.
 
5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.
 
6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.
 
7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.
 
8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.
 
9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.
 
10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.
 
11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.
 
12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante.
 
13. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.
 
14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.
 
15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.
 
16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.
 
17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.
 
18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.
 
19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.
 
20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.


Fonte: blog: lerdetudo.com
 
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Discussão sobre ordenação de mulheres ao ministério pastoral pode causar divisão entre igrejas batistas, diz pastor

Discussão sobre ordenação de mulheres ao ministério pastoral pode causar divisão entre igrejas batistas, diz pastor
A ordenação de mulheres ao ministério pastoral é uma questão que, dentro das igrejas evangélicas históricas do Brasil, é tratada como polêmica e, em alguns casos, antibíblica.
 
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Em agosto deste ano, os pastores ligados à Convenção Batista Nacional, a entidade batista com maior representação no país, discutirão o assunto durante o 19º Congresso de Pastores em Florianópolis, SC.
 
O pastor Gilberto Nascimento, presidente da Ordem de Ministros Batistas do Rio Grande do Norte e um dos líderes da Juventude Batista Nacional, concedeu entrevista à jornalista e colunista do Gospel+, Raquel Elana, e manifestou preocupação sobre as consequências da discussão sobre o tema.
 
“Esse assunto não é e nunca será uma unanimidade entre as igreja evangélicas. Entre os Batistas Nacionais também não será diferente. Eu sou contra. Não vejo nenhum respaldo bíblico ou ortodoxo em relação à ordenação feminina. Em outras palavras, não há nenhuma citação na Bíblia endossando o chamado feminino”, afirmou o pastor, marcando posição de maneira contundente.
 
Segundo Nascimento, há falhas nos argumentos de quem defende a ordenação de mulheres ao ministério pastoral e deixou a entender que a prática é uma inversão da mensagem do Evangelho: “Alguém diz ‘mas o Espírito me revelou!’. Se revelou, porque não está nos Oráculos de Deus? Nas Sagradas Escrituras? Os gálatas por exemplo, eram culpados, ainda, de outro pecado que causava grande aflição ao apóstolo: distorciam o evangelho de Deus. Os judaizantes afirmavam pregar ‘o evangelho’, mas não é possível haver dois evangelhos, um com base nas obras e outro com base na graça. ‘Eles não estão pregando outro evangelho’, escreve Paulo, ‘mas uma mensagem diferente – tão diferente do verdadeiro evangelho que, afinal, não é evangelho’. Os judaizantes diziam: ‘Cremos em Jesus Cristo, mas temos algo maravilhoso a acrescentar ao que vocês já creem’. Como se alguém pudesse ‘acrescentar’ algo melhor à graça de Deus! O termo traduzido como perverter em Gálatas 1:7 é usado apenas três vezes no Novo Testamento (At 2:20; GI 1:7; Tg 4:9). Significa ‘fazer uma reviravolta, passar a seguir em direção contrária’ e também poderia ser traduzido por ‘inverter’”, argumentou.
 
Para o pastor, a possibilidade de haver uma divisão entre as igrejas batistas filiadas à Convenção Batista Nacional é real: “Se é possível haver um racha? A Palavra nos ensina: ‘Amai-vos uns aos outros’ é o princípio fundamental da vida cristã. É o ‘novo mandamento’ que Cristo nos deu. Quando praticamos o amor, não precisamos de nenhuma outra lei, pois o amor abrange todas as coisas! Se amarmos os outros, não pecaremos contra eles. Paulo concentra-se no cerne do problema: o coração humano. Com certeza, haverá um racha se o homem pensar no seu lado egoísta e mesquinho”, opinou.
 
Ainda de acordo com as declarações do pastor Gilberto Nascimento à colunista Raquel Elana, os pastores batistas nordestinos já marcaram posição contra a “legalização” da ordenação feminina ao pastorado: “Participei de uma discussão com este tema com pastores de outros estados e tenho conversado com algumas lideranças do Brasil. Não sei em relação às outras regiões, mas em se tratando de Nordeste, posso afirmar que da Bahia ao Ceará, os pastores da Ordem não são favoráveis pelo simples fato de não haver respaldo Bíblico”.
 
Às mulheres, que almejam a conquista do espaço como pastoras, Nascimento aconselhou que continuem desempenhando seu papel, “pois o Evangelho é revelado pelo Espírito mediante a sua Palavra, se não for pela Palavra não é Evangelho”, e acrescentou: “Eu não tenho nenhuma dúvida que vocês são mulheres de Deus e tementes. Deixo para a meditação de vocês I Coríntios 2: 13”.
 
 
Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
 
 
 

Presidente americano Barack Obama afirma que sua administração está empenhada em promover a liberdade religiosa em todo o mundo

Presidente americano Barack Obama afirma que sua administração está empenhada em promover a liberdade religiosa em todo o mundo

Em meio às constantes discussões em ao redor do mundo sobre a perseguição religiosa em países como o Irã, presidente norte-americano Barack Obama afirmou recentemente que sua administração está empenhada em promover a liberdade religiosa em todo o mundo.
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Diante de tal afirmativa, a correspondente da CBN News, Jennifer Wishon, questionou o secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, sobre como os Estados Unidos pretendem promover tal liberdade, e pediu exemplos de como estão fazendo de tudo para ajudar os cristãos perseguidos no Irã.
 
Carney respondeu afirmando que estão apelando para o governo iraniano em favor dessas pessoas, e que ele mesmo já se levantou várias vezes através da tribuna da Casa Branca com esse propósito.
Apesar do novo acordo nuclear fechado entre os EUA e o Irã, Carney afirma que a posição do governo em relação a vínculos com o terrorismo e violação de direitos humanos no Irã permanece a mesma.
 
- De modo geral, apoiamos de forma agressiva a liberdade religiosa em todo o mundo e deixamos clara a nossa oposição em relação às políticas e países que restringem a liberdade religiosa, e isso é um amplo esforço abrangente – resume o secretário da Casa Branca.
 
 
Por Dan Martins, para o Gospel+
 
 
 

Se a sua igreja vende voto por tijolo, ela é corrupta, diz Rubens Teixeira

 

Noticia Gospel Se a sua igreja vende voto por tijolo, ela é corrupta, diz Rubens Teixeira

O teólogo e doutor em Direito Rubens Teixeira participou do programa “Antenados”, da Rede Super, e fez alguns alertas ao povo evangélico sobre o pedido de votos feito por alguns líderes evangélicos.

O primeiro alerta se refere aos motivos pelos quais esses líderes estão pedindo votos. “Se você não souber o porquê, me desculpe, mas é porque você está sendo alienado”, disse. Teixeira pede cuidado aos eleitores, pois ao votar só pela indicação do pastor o fiel está ajudando a construir um “país alienado”. “Você tem que saber por que você vota”.
 
A indicação só vale se o religioso souber explicar o que tal candidato fez de bom para o país. “Deus te dá o livre arbítrio de votar, o Estado brasileiro também dá pela democracia e aí você se deixa enganar por um show”.
 
Rubens Teixeira afirmou também que aceitar promover um político em troca de favores é se corromper. “Se a sua igreja vende voto por tijolo, a sua igreja é corrupta e você também. Se a sua igreja pede dinheiro para político de onde ele vai tirar dinheiro?”, questiona.
 
O teólogo se refere aos acordos entre líderes e candidatos. Muitas vezes as igrejas abrem espaços para pedir votos e em troca recebe benefícios que acabam saindo dos cofres públicos, caso o candidato ganhe a eleição.
 
“Vamos parar com esta patifaria”, diz ele dizendo que o direito ao voto não pode ser tirado por ninguém, independente do título eclesiástico.
 
 
Com Informações de Gospel Prime | Divulgação: Noticias Gospel
 
 
 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

De sexo a dieta: conheça 12 pastores que fizeram propostas inusitadas às suas igrejas

biblia
Um pastor norte-americano virou centro das atençõesrecentemente ao anunciar que viveria como ateu por um ano para compreender o modo de pensar dos descrentes e aprofundar sua experiência espiritual e busca por sentidos.
 
Entretanto, esse não é o único desafio inusitado proposto por pastores norte-americanos nos últimos anos. De acordo com o Huffington Post, já houve casos de pastores que sugeriram aos fiéis a prática sexual com seus respectivos cônjuges durante 30 dias seguidos, ou vestir-se de sem teto e viver nas ruas por um tempo, a fim de conhecer os verdadeiros moradores de rua.
 
Veja lista de 12 desafios “diferentes” propostos por pastores nos últimos anos.
 
1 – Bispo sem-teto
O bispo mórmon David Musselman, da cidade de Utah, disfarçou-se de mendigo e foi para as redondezas de sua igreja antes de um culto. Na experiência, várias pessoas o abordaram para que saísse da área. Alguns ofereceram dinheiro, e outros, se mostraram indiferentes.
 
Durante o culto, ele caminhou até o púlpito, pediu para entregar uma mensagem e revelou sua verdadeira identidade. “Muitos, na verdade, saíram do seu caminho para me ignorar propositadamente, e eles nem sequer fizeram contato visual”, afirmou o bispo, que disse acreditar que a mensagem de sua iniciativa tenha sido transmitida.
 
2 – Um mês de sexo – sem desculpas
Em 2008, o pastor Paul Wirth, da Igreja Relevante, na Flórida, desafiou os casais na congregação a manterem relações sexuais por 30 dias seguidos, assim como ele e sua esposa havia feito.
 
Para justificar o desafio, Wirth citou um estudo que mostra que 20 milhões de americanos casados ​​fazem sexo apenas 10 vezes por ano, e afirmou que as igrejas deveriam fazer algo sobre isso.
 
A reação foi muito positiva, segundo o pastor. “Tem sido ótimo”, disse Doug Webber, membro da igreja. “Estamos definitivamente dormindo melhor, e isso realmente nos uniu como um casal. Estou surpreso que tenha funcionado tão bem. “A Igreja renova periodicamente o desafio”, complementa o pastor.
 
3 – Uma semana de “cópula congregacional”
Também em 2008, o reverendo Ed Young da Fellowship Church, em Grapevine, Texas, exortou os casais em sua megaigreja de 20 mil membros a seguir ele e sua esposa em um um desafio chamado de “Sete Dias de Sexo”, numa espécie de semana de “cópula congregacional”, como ele chamou.
 
Depois do desafio, o pastor e sua esposa instalaram uma cama no telhado da igreja e se comprometeram a passar 24 horas lá juntos na frente de Deus e todo mundo. Mas ele sofreu uma lesão na luz do sol para os olhos e teve que abortar essa curta experiência sexual.
 
4 – Perder peso para o Senhor
O pastor Rick Warren, da Igreja Saddleback, no sul da Califórnia vem promovendo uma espécie de dieta bíblica. Em 2011, ele disse que precisava perder 40 Kg, e desafiou sua congregação para ajudá-lo, fazendo uma dieta que ele chamou de “O Plano de Daniel”, basicamente “um regime de 40 dias com base no Livro de Daniel”.
 
Cerca de 12 mil pessoas se inscreveram e no decorrer do ano lançaram um objetivo coletivo de perder 113 mil Kg. Em dezembro de 2013, o pastor Warren publicou a experiência de “O Plano de Daniel” como um livro.
 
5 – Comer com pouco $
O Desafio Food Stamp, que pede aos participantes a comerem alimentos comprados com apenas US$ 4,39 por dia, foi aceito pelo pastor metodista Sonnye Dixon. A ideia é que os participantes entendam como é a realidade de pessoas com baixa renda em diversos países do mundo.
 
Dixon passou 2007 gastando apenas US$ 21 por semana, e afirmou que no começo, foi difícil. “Perto do final da semana, por causa da dieta, eu fiquei irritado, meus padrões de sono se tornaram confusos, e por isso, tenho toda a noção do que acontece e do impacto que a dieta tem no indivíduo. Todos os efeitos foram muito reais para mim”, afirmou.
 
6 – Enviem dinheiro pra eu sobreviver
Um dos mais famosos e controversos esquemas de angariação de fundos de uma igreja foi lançado pelo falecido, Oral Roberts, conhecido como grande entusiasta da teologia da prosperidade.
 
Em janeiro de 1987, Roberts disse à sua audiência nacional de televisão que ele precisava receber US$ 8 milhões, ou mais, até março, para financiar um hospital que ele estava construindo.
 
“Eu estou pedindo para você ajudar a prolongar a minha vida”, disse ele. “Estamos no ponto em que Deus poderia chamar Oral Roberts para casa em março”.
 
Os fiéis atenderam o desafio e doaram US$ 9,1 milhões. Entretanto, o hospital acabou fechando dois anos depois, e Roberts morreu em 2009.
 
7 – Pastor encaixotado
Em 2009, o pastor Ben Dailey prometeu passar três dias vivendo em um cubo de acrílico de 1,9m² em cima de sua igreja em Irving, Texas, caso mais de 4 mil pessoas frequentassem os cultos de Páscoa e o domingo seguinte, quando o número de fiéis cai bruscamente.
 
A congregação superou o desafio – foram 4.006 pessoas nos cultos- e o pastor Dailey entrou na caixa, que tinha eletricidade, um ar-condicionado, livros, notebook, televisão, um iPhone, uma cadeira e uma abundância de alimentos.
 
8 – Reverendo no telhado
O reverendo Corey Brooks armou uma tenda no telhado de um hotel abandonado de Chicago e prometeu ficar lá até que fosse arrecadado dinheiro suficiente – 450 mil dólares – para comprar e derrubar o prédio, que segundo o pastor, era um paraíso para as drogas, prostituição e violência.
 
Em fevereiro de 2012, o ator Tyler Perry prometeu 98 mil dólares para colocar Brooks no alto do prédio, e ele desceu depois de 94 dias.
 
9 – Se você gosta, então deveria ter colocado um anel
O bispo Rudolph McKissick Jr. sabia que muitos casais da congregação de Jacksonville, na Flórida, estavam vivendo juntos sem estarem casados, assim como muitos casais não iam à igreja.
 
Mas em um culto de domingo em outubro de 2013 o bispo cansou da situação e desafiou os amasiados da platéia a tomarem uma posição de irem ao altar e se comprometerem a dar casar em um mês. Nove casais se levantaram, e um mês depois, se casaram.
 
10 – Andar a pé em Nova York com uma cruz
Robert Wood anda pelas rodovias (literalmente) e atalhos da região de Nova York barbudo e vestido com túnicas, carregando uma mochila e uma enorme cruz de madeira. Seu objetivo é levar as pessoas a se converterem ao cristianismo. “Tenho feito isso por 22 anos”, disse ele em uma entrevista de 2012. “Eu não vou parar a não ser que o arrebatamento venha ou eu morra na estrada”, disse ele.
 
11 – Viver a Bíblia, escrever o livro
Por que os pastores devem ter toda a diversão? O editor da revista Esquire, AJ Jacobs, escreveu em 72 páginas cada regra encontrada por ele na Bíblia e passou um ano tentando seguir todas eles.
 
Não raspou a barba, e apedrejou um adúltero (embora tenha usado pedras que não machucavam muito). O resultado: um livro chamado The Year of Living Biblically: One Man’s Humble Quest to Follow the Bible as Literally as Possible (“O Ano Vivido Biblicamente: A Busca de um Homem por seguir a Bíblia o mais literal possível”, em tradução livre).
 
12 – Não tente isso em casa
Com o desejo de “alcançar os perdidos para Jesus Cristo”, uma equipe de acrobacias de moto fundada em 2009 passou a viajar para feiras organizadas por igrejas nos Estados Unidos sob o argumento de ser um “ministério evangelístico esportes de ação”. Um dos primeiros integrantes e mais exuberante, porém, é o pastor e motociclista Aaron Ramsey, que dirige o ministério “Salto para o Rei” e salta ônibus em estacionamentos de igrejas, por vezes, através de uma parede de fogo.
 
 
Fonte: Gospel Mais
 
 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Lanna Holder chama criticos de seu casamento de "fariseus"

lanna-holderAs pastoras lésbicas Lanna Holder e Rosania Rocha, líderes da igreja inclusiva Comunidade Cidade de Refúgio, comemoraram 10 anos de relacionamento e realizaram a cerimônia religiosa de casamento num castelo de estilo medieval em Mauá, interior de São Paulo.A cerimônia foi realizada em dezembro, com a presença de amigos da dupla, familiares e frequentadores da igreja que Lanna e Rosania fundaram.

A pastora Eddy, responsável pela filial da Cidade de Refúgio em Londrina, no Paraná, celebrou a cerimônia. “Foi tudo lindo e perfeito. Receber a Rosania como minha esposa, sob a benção de Deus, foi uma emoção indescritível. Ela estava linda. Vê-la naquele vestido divino em um castelo, reforçaram o que eu já sabia: Ela é uma rainha!”, comentou Lanna Holder.
 
O pai da pastora Lanna Holder, presente na cerimônia, pediu a palavra para dar sua aprovação ao casamento de sua filha com Rosania Rocha, de acordo com informações do site Mix Brasil.
 
Lanna e Rosania prestaram homenagens uma à outra. Uma retrospectiva da história das duas juntas foi lida por Lanna, que cantou a música “Intensidade”, composta por ela exclusivamente para Rosania, que cantou a música “Linda Demais”, do grupo secular Roupa Nova.
 
“Mantivemos a tradição de não ver o vestido antes da cerimônia e quando eu vi, achei que não ia aguentar. Chorei muito”, afirmou Rosania Rocha. O local escolhido para a lua de mel foi Paris, e a viagem foi paga com uma “vaquinha” entre amigos, de acordo com a Veja SP.

No Twitter, Lanna e Rosania atacaram os críticos de sua união classificando-os de cães e fariseus: “Ual! O latido foi grande na terra por aqui hem fariseus? Ainda assim, sem hipocrisia consigo amá-los.que Deus lhes ajudem”, escreveu Rosania

 
 
 
 
Fonte: gazetagospel
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Governos estaduais investem R$ 1,5 milhão para criação de “macumbódromos”; Locais serão voltados aos rituais de religiões africanas

Governos estaduais investem R$ 1,5 milhão para criação de “macumbódromos”; Locais serão voltados aos rituais de religiões africanas
O Estado é laico, mas não ateu. Esse conceito, questionado quando usado por evangélicos, vem sendo colocado em prática pelos governos do Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, que anunciaram o investimento de R$ 1,5 milhão para a construção de espaços voltados aos praticantes de umbanda e candomblé.
 
Os locais já foram escolhidos e terão, além de “altares” para o depósito das oferendas e velas, banheiros e locais para depósito das frutas e alimentos usados para atrair as divindades celebradas pelos praticantes.
 
“O reconhecimento de um espaço para a gente por parte das autoridades acaba com aquela ideia distorcida de que estamos fazendo algo irregular”, comemora a Mãe Fátima Damas, presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (CEUB), em entrevista à IstoÉ.
 
Segundo a diretora cultural da Federação Brasileira de Umbanda (FBU), a iniciativa pode resultar numa proibição de que as oferendas sejam depositadas em outros locais públicos: “Apoiamos, desde que não encurralem a gente em um canto cercado e pequeno, sem policiamento”, pontua Dayse Freitas. A opinião é compartilhada pela antropóloga Sônia Giacomini. “Essa permissão só não pode significar a impossibilidade de uso de outros espaços públicos para rituais”, diz a integrante do departamento de ciências sociais da PUC-Rio.
 
O secretário estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou que o investimento no macumbódromo será de R$ 1 milhão e outros espaços semelhantes deverão ser construídos em breve: “Outras duas áreas do Rio deverão receber Espaços Sagrados também”, anunciou.
 
Já em Campo Grande, o governo do estado investirá R$ 500 mil para a construção do espaço voltado aos cultos das religiões de matriz africana. A justificativa para a iniciativa foi a disparidade entre a crença religiosa da maioria da população e as práticas dos adeptos da umbanda e candomblé.
 
“Os praticantes poderão ir a um lugar adequado para fazerem suas oferendas sem incomodar as pessoas de outras religiões. No candomblé, por exemplo, são feitas oferendas com comidas em lugar aberto o que causa constrangimento aos não praticantes e neste projeto buscamos o respeito, a harmonia com a população com a natureza”, disse Iraci Barbosa dos Santos, presidente da Federação de Cultos Afro-brasileiros e Ameríndios de Mato Grosso do Sul (Fecams).


Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 
 
 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

BENNY HINN: Extremista tenta impedir cruzada de Benny Hinn ateando fogo ao corpo

 Leis anticonversão da Índia dificultam a realização de cruzadas

Extremista tenta impedir cruzada de Benny Hinn ateando fogo ao corpo Extremista tenta impedir cruzada de Benny Hinn ateando fogo ao corpo

O conhecido televangelista Benny Hinn vem enfrentando uma série de dificuldades desde que anunciou uma série de cruzadas na Índia. Embora tenha uma das igrejas mais antigas do mundo, a nação indiana é um grande desafio para o cristianismo. Com uma população de 1,2 bilhão de pessoas, a grande maioria da população é hindu (80,5%). Os muçulmanos são 13,4% e cristãos apenas 2,3%.
 
Na última vez que Hinn visitou o país, em 2005, já ocorreram pressões de grupos extremistas por conta das reuniões conduzidas por ele. Quase dez anos depois ele vem anunciando na TV uma série de cultos abertos entre os dias 15 e 17 de janeiro, no aeródromo de Jakkur, onde promete “curas e milagres”.
 
Cerca de 2.000 hindus se reuniram com as autoridades de Bangalore, no Estado de Karnataka, para exigir que o evento fosse proibido. A Igreja Betel, que pertence a Assembleia de Deus indiana, é quem levou Hinn para fazer as cruzadas. Na última vez que fez uma cruzada na Índia, Hinn foi assistido por mais de 7 milhões de pessoas.
 
A Índia tem leis bastante complicada no tocante à religião. Existem as chamadas leis anticonversão, que proíbe as pessoas de mudarem de religião sem autorização do governo. Em nota, os líderes da Assembleia de Deus afirmam que os extremistas não podem acusar Hinn de querer converter hindus ao cristianismo. O que ele fará será apenas orar pelas pessoas presentes, afirmam. Não haverá convites para mudança de religião.
 
Mesmo assim, membros de uma organização radical hindu está fazendo uma série de protestos em frente ao local onde o evento será realizado. Um de seus líderes, Pranavananda Swami tentou se imolar no sábado, jogando querosene sobre seu corpo.
 
Na parte da manhã, Swami anunciara que faria uma greve de fome. Contudo, à noite foi flagrado pela polícia com um galão de querosene que usou para se encharcar do combustível. Agindo rápido, os policiais conseguiram evitar que ele acendesse o fósforo.
 
Ele estava acompanhado por cerca de 20 pessoas. Todos foram levados para a delegacia local para prestar depoimento. Swami foi levado para o hospital Instituto de Ciências Médicas Karnataka e não correr risco de morte.
 
Em declaração à imprensa, Swami afirmou que havia escrito uma carta para o governo na semana passada, dizendo que ele iria cometer suicídio se Benny Hinn recebesse permissão para sua cruzada na cidade. Para ele e seus companheiros, existe uma ordem natural das coisas. Quem nasce em uma religião deve morrer nela. Eles acreditam que Hinn é uma “fraude” e que usa falsas promessas para atrair pessoas. Também não aceitam que ele critique os ídolos (deuses) adorados pelos hindus.
 
Apesar da perseguição, o número de convertidos ao cristianismo tem aumentado nos últimos anos. O missionário T.V. Joy, que planta igrejas no norte da Índia, diz que as mudanças econômicas e sociais que estão acontecendo na Índia nos últimos anos contribuem para quebrar as tradições religiosas. “O hinduísmo é uma ferramenta para nos oprimir. E o Evangelho é uma mensagem de libertação, não apenas para o céu. Ele tem palavras de liberdade. A verdade é que Deus fez o homem à sua imagem”, explica.
 
 
Fonte: gospelprime / Com informações de India Every Day e Times of India.