domingo, 30 de outubro de 2011

História da Reforma: Martinho Lutero

 

 
"O justo viverá pela sua fé" O texto de Romanos 1:17
foi fundamental para que surgisse a Reforma Protestante no Século XVI.
 
Quando Martinho Lutero leu essa passagem das Escrituras foi convencido de que a nossa justificação não se dá através das boas obras, mas através da fé.

A Reforma Protestante foi um termo pejorativo empregado pelos católicos romanos à aqueles que protestaram contra o sistema religioso da época, mas esse termo foi assimilado e usado a partir do século XVI até nossos dias para designar
os grandes fatos vividos pelos que desejavam e desejam pautar sua vida religiosa segundo a Bíblia.
Que foi a Reforma Protestante?
Dependendo do ponto de vista, poderíamos ter vários conceitos. No entanto, consideramos a Reforma como um movimento de retorno aos padrões bíblicos do Novo Testamento. Isso expressa a realidade da "Reforma Protestante", pois tudo que se fez tinha a finalidade de levar as pessoas a se aproximarem de Deus através de um relacionamento profundo com Ele.
Por que aconteceu a Reforma Protestante?
Alguns fatores contribuíram para que acontecesse a Reforma. Entre eles podemos destacar os seguintes:
a) As mudanças geográficas. O século XVI foi a era das grandes navegações realizadas pelas superpotências Portugal e Espanha e, consequentemente, das grandes descobertas. Com isso o mundo não se limitava mais à Europa, mas o novo mundo trouxe novos horizontes de conquista e expansão.
b) Mudanças políticas. Surgem as nações-estados. A Europa começa a se fragmentar em países independentes politicamente uns dos outros. Surgem países como a Inglaterra, França, Espanha, Portugal, etc. Com isso é natural o desejo de cada governante de sentir-se livre de um poder central e dominador que era o papado.
c) Mudanças intelectuais. Há grandes transformações intelectuais com o surgimento dos humanistas cristãos, os quais tiveram um interesse profundo pelo estudo das Escrituras Sagradas e das línguas originais e começaram a fazer uma comparação entre o Novo Testamento e o que a Igreja Católica Romana estava vivendo. Entre esses humanistas podemos destacar Desidério Erasmo ou Erasmo de Rotherdan que influenciou os reformadores com o seu Novo Testamento Grego.
d) Mudanças religiosas. O autoritarismo da Igreja católica romana era insustentável. O catolicismo não satisfazia os anseios espirituais do povo que buscava uma religião satisfatória e prática, que respondesse às suas indagações e expectativas.

Onde aconteceu a Reforma Protestante?
A Reforma aconteceu na Alemanha, mas logo, se espalhou para outros países como Inglaterra, Suíça, França, Escócia, etc. Em cada país podemos destacar um líder que levou avante este movimento.

Quando ocorreu a Reforma?
A partir do final do Século XII, começam a surgir alguns movimentos na Europa que pediam mudanças dentro da Igreja Católica Romana. Entre eles podemos destacar dois grupos:
·         Os valdenses com Pedro Valdo na Itália.
·         Os cataritas na França.
Também surgiram alguns homens que podemos considerá-los pré-reformadores como:
·         John Wycliff na Inglaterra, no século XIV, 1384
·         John Huss na Boêmia, no começo do século XV, 1415
·         Jerônimo Savanarola na Itália, no final do século XV, 1498
A Reforma Protestante, no entanto, só aconteceu no Século XVI na Alemanha, quando o frade agostiniano Martinho Lutero afixou as 95 teses nas portas da igreja do castelo de Wittenberg.
Era o dia 31 de outubro de 1517, véspera do dia de "todos os santos", quando milhares de peregrinos afluíam para Wittenberg para a comemoração do feriado do "dia todos os santos e finados", 01 e 02 de novembro.
Era costume pregar nos lugares públicos os avisos e comunicados. Lutero aproveitou a oportunidade e, através de suas teses, combatia as indulgências que eram vendidas por João Tetzel com a falsa promessa de muitos benefícios. Ele dizia que, se alguém comprasse uma indulgência para um parente falecido, "no momento em que a moeda tocasse no fundo do cofre a alma saltava do inferno e ia direto para o céu".

Quais foram os principais reformadores?
·         Na Alemanha, Martinho Lutero (1483/1546)
·         Na Suíça, Huldreich Zwínglio (1484/1531) e João Calvino (1509/1564)

Quais foram as principais obras de Lutero?
Lutero expressa suas ideias através de três obras. São elas:
a) A Liberdade Cristã.
b) Apelo à Nobreza. Aqui Lutero faz um apelo para o povo se unir contra a Igreja Católica Romana.
c) Cativeiro Babilônico da Igreja. Afirmava que a Igreja estava vivendo num cativeiro, assim como o povo de Israel esteve na Babilônia escravizado.

Quais eram as principais doutrinas defendidas por Lutero?
a) Justificação pela fé. Baseado nos ensinos de Paulo, ele ensinava que o homem não é justificado pelas suas obras, mas pela fé em Jesus Cristo.
b) A infalibilidade da Bíblia. Ele considerava a Bíblia infalível e acima de toda e qualquer tradição religiosa. Enquanto a Igreja Católica Romana defendia a ideia de que o papa era infalível e a Bíblia era sujeita à sua interpretação, Lutero afirmava que A Bíblia estava acima do papa, pois ela é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo.
c) Sacerdócio de todos os crentes. Lutero negava o conceito que afirmava ter o papa poderes sobrenaturais como intermediário entre o povo e Deus. Ele defendia a ideia de que todo crente é um sacerdote e tem livre acesso à presença de Deus. Não precisamos de um intermediário, o único intermediário entre o homem e Deus é o Senhor Jesus Cristo.

Quais eram os princípios fundamentais da Reforma?
a) Supremacia das Escrituras sobre a tradição.
b) A supremacia da fé sobre as obras.
c) A supremacia do povo sobre o sacerdócio exclusivo.

Lutero foi vitorioso?

Sim. Apesar das tentativas para condenarem Lutero, o papa e o Imperador Carlos V não conseguiram. Quando foi convocado a comparecer ao concílio diante do imperador, ele expressou-se destemidamente da seguinte forma: "É impossível retratar-me, a não ser que me provem que estou laborando em erro, pelo testemunho das Escrituras ou por uma razão evidente. Não posso confiar nas decisões de concílios e de Papas, pois é evidente que eles não somente têm errado, mas se têm contraditado uns aos outros. Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus. Assim Deus me ajude. Amém".
Uma das expressões mais profundas do sentimento de Lutero está no hino Castelo Forte que diz:
"Que a Palavra ficará, sabemos com certeza, e nada nos assustará, com Cristo por defesa; se temos de perder os filhos bens, mulher, embora a vida vá, por nós Jesus está, e dar-nos-á seu Reino".
Florêncio Moreira de Ataídes

sábado, 29 de outubro de 2011

Pregador à la carte

Há quase 20 anos, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.


É impressionante como o pregador, nos últimos anos, se transformou em um produto. Há alguns meses, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão sugeriu, eu não serviria para pregar em uma vigília!


Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.

Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.


Conheçamos alguns tipos de pregador e seus públicos-alvo:


Pregador humorista. - Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como o famoso humorista do gênero stand-up comedy Chris Rock (que aparece na imagem acima). De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.


Pregador “de vigília”. - Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.


Pregador “de congresso”. - Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” (note: entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo... Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica que é bom... quase nada!

Pregador “de congresso” agressivo. - É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.

Pregador popstar. - Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.


Pregador milagreiro. - Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.


Pregador contador de histórias. - Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.


Pregador cantante. - Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.


Pregador “massagista”. - É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.

Pregador sem graça. - É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). Sua pregação tem bastante conteúdo, mas é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.


Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7). - Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele...


Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada?


Texto de: Ciro Zibordi
Retirado de: Blog do Ciro

Tenho saudades de quando o culto era à Deus!!

Faz muito tempo que Deus não é louvado na igreja brasileira. A esmagadora maioria dos “hinos” cantados são focados única e exclusivamente no homem, em seus anseios mais infantis, em seus delírios consumistas.
 

No reinado da mesmice musical, as frases, os determinismos, sempre giram em torno dessa auto-ajuda empobrecida que se alastrou pelas igrejas.
 

Os novos mantras da musicalidade e(vã)gélica invasiva dos cultos, não tratam Deus como Deus, mas sim como um serviçal sagrado, cada vez mais vítima dos desmandos de uma gente mandona e egocêntrica!


Não suporto mais essa coreografia gospel do:

ð  VIRE PARA O SEU IRMÃO E PROFETIZE!

ð  DÁ GLÓRIA!

ð  DETERMINE SUA VITÕRIA!
 

Estive também observando a repetitividade das frases de efeito:

ð  Você é um campeão (a campeã das frases).

ð  Você nasceu pra vencer (agora, se dez pessoas estiverem orando por uma vaga de emprego, nove serão perdedores, né?).

ð  Você nasceu pra brilhar;

ð  Você é uma estrela;

ð  Seus inimigos não vão morrer enquanto você não for exaltado na terra! (essa é a teologia Bin Ladeniana, onde o que importa não é vencer, mas sim humilhar os perderam).
 

Não suporto mais o culto invasivo. Quero ter o direito de ficar sentado. Quero poder estar triste no culto!


Quero ter o direito de não cantar. Não preciso ficar em pé, abraçar o indivíduo ao meu lado ou levantar a mão para que todos saibam que estou cultuando, ou que sou vitorioso.

Não preciso provar nada para ninguém!

E tem mais: se o culto é para Deus, somente Ele pode julgá-lo bom ou ruim, e não os tais “ministros de louvor”.

Isso sem falar no choro sem lágrima, a nova modalidade de “quebrantamento” utilizada pelos gurus musicais das igrejas.


Aquela ladainha melosa, misturada a uma fungadinha aqui outra lá. Gente passando o lenço no rosto para enxugar lágrimas tão falsas quanto seu ministério.

Enquanto isso Deus chora - e com muitas lágrimas - por ver ao que reduzimos o louvor ao Seu Nome. Ele sofre pela tragédia musical da atualidade.

O homem contemporâneo tornou-se o deus de seu próprio louvor.


Quando isso acontece, biblicamente só há um nome: IDOLATRIA!

“ … e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra …”- ( 2 Crônicas 7:14).

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por que a Crença no Inferno é Fundamental?

Hoje é o de dia de comunicações rápidas. Amanhã é o dia dos negócios. A eternidade é o dia da verdade. Se você vive somente para este mundo, se importará pouco com a verdade. “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”. Se isso é tudo que existe, podemos muito bem chamar de “verdade” as idéias que protegem nossos apetites. Mas, se você vive para a eternidade, rejeitará as modas populares e efêmeras, para se tornar eternamente relevante.
Temos de valorizar a verdade acima do sucesso temporário. Onde a verdade é minimizada e as pessoas não estão nela arraigadas e fundamentadas, o sucesso é superficial, e a árvore cresce oca, embora floresça no sol da prosperidade. Que Deus nos dê um amor humilde e submisso pela verdade da Palavra de Deus, na profundeza e plenitude dela.

Ouçam a advertência de Paulo a respeito de nossos dias: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). “[Eles] perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (2 Ts 2.10).

Considere uma verdade que não é popular e tem sido abandonada por muitos que têm sobre a sua tenda a bandeira de “evangélico” — a verdade a respeito do inferno. Oh! que grande diferença existe quando uma pessoa crê no inferno — com tremor e lágrimas! Existe uma seriedade permeando toda a vida, uma urgência em todos os esforços, um condimento de profunda seriedade que tempera tudo e faz com que o pecado sinta-se mais pecaminoso, e a santidade mais santa, a vida mais preciosa, os relacionamentos mais profundos e Deus muito mais importante.

Entretanto, como em toda geração, existem novos abandonos da verdade. Clark Pinnock, um teólogo canadense que insiste em se chamar evangélico, escreveu:

A princípio fui levado a questionar a crença tradicional no tormento eterno e consciente, porque me era moralmente repugnante e por considerações teológicas mais amplas, e não por consideração de textos bíblicos. Não é lógico dizermos que um Deus de amor afligirá pessoas para sempre, por causa de pecados cometidos no contexto de uma vida finita… É tempo de os evangélicos se levantarem e afirmarem que o ensino bíblico moralmente apropriado sobre o inferno é a aniquilação, e não o tormento eterno.

Dorothy Sayers, que faleceu em 1957, expressou um antídoto necessário para este tipo de abandono da verdade:

Parece existir um tipo de conspiração, especialmente entre os escritores de meia idade que possuem uma tendência vagamente liberal, para esquecer ou anular de onde procede a doutrina sobre o inferno. Encontramos freqüentes referências à “cruel e abominável doutrina medieval do inferno” ou “a grotesca e ingênua imagem medieval de vermes e fogo”.

O caso, porém, é exatamente o contrário. Encaremos os fatos. A doutrina do inferno não é “medieval”; é uma doutrina ensinada por Cristo. Não é um artifício do “clero medieval” para atemorizar o povo e fazê-lo dar dinheiro à igreja. O inferno é o julgamento deliberado de Cristo sobre o pecado. A imagem de vermes que não morrem e de fogo inextinguível deriva-se não da “superstição medieval”, e sim do profeta Isaías; e foi Cristo quem a usou enfaticamente… Ela nos confronta no mais antigo e menos “editado” dos evangelhos; está explícita em muitas das parábolas mais familiares e implícita em muitas outras. Esta figura tem, nos ensinos de Cristo, uma dimensão maior do que alguém possa perceber, até que comece a ler todos os evangelhos, em vez de selecionar e ler somente as passagens mais consoladoras. Ninguém pode se livrar desta doutrina, sem despedaçar o Novo Testamento. Não podemos repudiar o inferno, sem repudiarmos a Cristo.

Eu acrescentaria: existem muitas outras coisas que, abandonadas, também equivalerão ao eventual repúdio de Cristo. Não é por causa de uma lealdade ultrapassada que amamos as verdades da Escritura — nem mesmo as mais severas. É por causa do amor a Cristo — e por causa do amor para com o seu povo —povo esse que somente o Cristo da verdade pode salvar.

Por John Piper

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Insanidade do Coração - C. H. Spurgeon

 

O Salmista sentia sua necessidade de orientação divina. Ele acabara de descobrir a insanidade de seu próprio coração e, pra que não fosse constantemente arrastado sem rumo por ele, tomou a decisão de buscar o conselho de Deus para guiá-lo dali por diante:
 
 
“Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória”
(Sl 73.24).

Um senso de nossa própria tolice é um grande passo em direção à sabedoria, quando ela nos leva a apoiar-nos na sabedoria do Senhor. O cego ampara-se no braço do amigo e chega ao lar em segurança, e de igual modo entregar-nos-íamos implicitamente à orientação divina, nada duvidando; confiantes de que, embora não possamos ver, é sempre seguro confiar no Deus que tudo vê.

 
“TU ME GUIAS” – é uma bendita expressão de confiança. Ele estava certo de que o Senhor não deixaria de atendê-lo nesta tarefa – Há uma palavra para você, ó crente, descanse nela. Esteja certo de que seu Deus será seu conselheiro e amigo; Ele o guiará; Ele o levará a todos os seus caminhos.

 
Em sua Palavra escrita, você encontra esta certeza em parte realizada, pois a Escritura Sagrada é o conselho de Deus para você. Felizes somos nós que temos a Palavra para guiar-nos sempre! O que seria do marinheiro sem a bússola? E o que seria do cristão sem a Bíblia?

 
Este é um mapa infalível, um mapa que aponta cada escolha, todos os canais com bancos de areia destruidores e o porta de salvação mapeados e marcados por Quem conhece todo o caminho.

Bendito sejas Tu, ó Deus, porque podemos confiar em Ti para guiar-nos agora, e guiar-nos sempre, até o fim! Depois desta orientação ao longo da vida, por fim o salmista vislumbra uma recepção divina: “E depois me recebes na glória”.

Que pensamento para você, crente! O próprio Deus o receberá na glória! Vagueando, errando, extraviando-se, mas, apesar disso, Ele o conduzirá salvo por fim à glória! Esta é a sua porção; viva alicerçado nesta esperança hoje, e, se as perplexidades o cercarem, vá na força deste texto diretamente ao trono.
 
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

10 conselhos para os jovens resistirem ao sexo antes do casamento.

O pregador batista norte-americano Billy Graham que foi conselheiro espiritual de diversos presidentes americanos e é considerado um dos mais influentes escritores cristãos compartilha de dez conselhos para os jovens a cerca de cuidados para que não venham cometer o ato sexual antes do momento “certo”.

Confira abaixo os conselhos dado por Graham:

1) Evite más companhias. Se você andar com maus elementos ficará dominado por eles. A Bíblia diz: “Retirai-vos do meio deles, não toqueis em coisas impuras” (II Co. 6):

2) Evite o segundo olhar. Você não pode controlar o primeiro, mas pode evitar o segundo, que se torna cobiça.

3) Discipline suas conversas. Evite piadas e histórias com sentido duvidoso. “As más conversações corrompem os bons costumes” (I Co 15:33)

4) Tenha cuidado com a maneira de vestir-se. Deve ser um assunto entre você e Deus as roupas que usa. Uma jovem recém-convertida falou: De agora em diante vou vestir-me como se Jesus fosse o meu acompanhante.

5) Escolha cuidadosamente os filmes e programas de televisão que assiste.

6) Tome cuidado com o que você lê. Muito da literatura contemporânea apela ao instinto sexual.

7) Esteja em guarda com respeito a seu tempo de folga. Davi tinha o tempo em suas mãos, viu Betseba e caiu em complicações.

8) Faça uma regra de nunca se envolver em namoro pesado. Jovens cristãos deviam orar antes de cada encontro. A moça que tem Jesus Cristo em seu coração possui um poder sobrenatural para dizer “não” aos avanços de qualquer rapaz. E o rapaz que conhece Jesus Cristo tem poder para disciplinar sua vida.

9) Invista grande parte de seu tempo lendo as Escrituras - “Guardo no meu coração a tua palavra para não pecar contra ti”. (Sl 119:11) – Memorize versículos e quando a tentação chegar, cite-os. A palavra de Deus é a única coisa à qual satanás não pode se opor.

10) Cultive a Cristo em seu coração e vida. Deus o ama e uma forte fé Nele tem livrado a muitos homens e mulheres de cometer imoralidades (I Jo 2:14).

Por: Billy Graham

sábado, 22 de outubro de 2011

Hereges e heresias

Com quantos argumentos se estabelece uma questão? Os nazistas souberam demonizar os judeus, já os comunistas habilidosamente desmontaram a lógica de Hitler. Os americanos organizaram uma estrutura filosófica que justificou o bombardeio sobre o Iraque.

Richard Dawkins escreveu um livro em que ele criteriosamente procura desmascarar os evangélicos ocidentais. Mas já existem vários livros que denunciam a fragilidade dos argumentos deste ateu belicoso.

E assim se alongam as controvérsias.

Um debate de idéias, quando serve a propósitos escusos, tem vida longa e é, na verdade, interminável. Os polemistas assumem, muitas vezes, o perfil do torturador num interrogatório; ele não espanca porque busca extrair a verdade, mas para destruir a pessoa.

O que seria uma heresia? A negação de uma moldura teológica bem assumida por um grupo? Uma hegemonia dogmática? Uma outra interpretação que não se alinha à que pretende ser a melhor e mais autêntica ?

Ouso redefinir o conceito de heresia.

Heresia para mim é falta de reverência pela vida. Todo e qualquer sistema que não defenda os mais frágeis, os menos competentes, os mais indignos, é herética, por mais coerente que se mostre.

Heresia para mim é falta de consideração. As instituições, escolas teológicas e igrejas que descartam as pessoas com suas biografias e seu legado em nome de uma retidão conceitual são heréticas, mesmo que consigam repetir dogmas e catecismos.

Heresia para mim é falta de mansidão. Se a defesa de verdades complexas e excelentes, que extrapolam a capacidade humana, gerar pessoas soberbas, arrogantes e inclementes, isso é apostasia, mesmo que ninguém consiga discordar de seus pressupostos acadêmicos.

Heresia para mim é falta de integridade. Cada dia mais me convenço de que a linguagem religiosa camufla e dissimula a condição humana inadequada e pecaminosa. Não suporto ler tratados sobre santidade quando não percebo um mínimo de sinceridade em quem escreve de admitir suas próprias falhas.

Heresia para mim é falta de honestidade. Algumas pessoas falam de Sartre, Gustavo Gutierrez, Marx, Freud, sem nunca terem lido uma linha sequer do que escreveram. Tenho pena de quem não consegue comer peixe por ter medo de se engasgar com as espinhas.Esses, à priori, jogam pedra e preconceituosamente só se interessam em ler quem já criticou aquela idéia.

A tolerância nasce da admissão de que pode sim vir coisa boa de Nazaré, das mulheres, dos pentecostais e dos negros. Ouvir é uma arte e quem não se dispõe para o diálogo amoroso, para mim, é um herege, mesmo que esteja coberto de razão.

O que Deus requer das pessoas? Que sejam misericordiosos, que façam justiça e que andem humildemente com ele.

Esse tipo de vida não tem muito espaço para a heresia; é assim que desejo caminhar.

Por Ricardo Gondim

Soli Deo Gloria.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SERÁ QUE RELIGIÃO SE TORNOU COMÉRCIO?

Gostaria de deixar bem claro a todos os amados irmãos, pastores e igrejas, e leitores em geral, que esta é uma opinião minha, um direito meu, e que não são todas as denominações evangélicas que se comportam assim. Por esta razão é que não cito nome de igreja nenhuma. O que me leva a escrever sobre este assunto é o objetivo de fazer com que nós, que somos o corpo de Cristo, venhamos a refletir sobre fatos que presenciamos quase todos os dias, em quase todos os lugares deste nosso imenso país. Fatos estes que deveriam estar longe do cristianismo verdadeiro. O Brasil é um dos maiores complexos de denominações evangélicas do mundo. E se por um lado isso nos trás um certo orgulho, de termos praticamente "uma igreja em cada esquina", (pois esse crescimento vertiginoso nos dá uma dimensão do crescimento evangélico brasileiro), por outro lado certas atitudes de algumas igrejas nos envergonha terrivelmente! Isto porque, infelizmente, nem todos conservaram a chama do primeiro amor, e a apostasia passou a andar paralela a vida religiosa de alguns.
É difícil, pra mim que sou pastor, reconhecer este lado negro de algumas igrejas, porque além da minha preocupação ser a de não "escandalizar" o evangelho para os que não conhecem, por outro lado também posso facilmente ser ridicularizado, pois muitos dos que lêem o título deste artigo, logo indagam: "-Só agora você percebeu isso?" Uma coisa é falar numa conversa, que algumas igrejas se tornaram um "negócio", e termos uma opinião de certas situações. Outra coisa é quando sentimos na pele tudo o que nós cristãos tentamos refutar, em defesa de nossas igrejas. Eu mesmo desejaria, de todo o meu coração, dizer que tudo o que falam das igrejas não passam de mentiras, de perseguição religiosa, de discriminação! Mas se eu afirmar que "tudo o que falam da igreja é mentira", estaria sendo desonesto comigo mesmo. Nós cristão sabemos que não é "tudo mentira"! Assim como nem tudo o que dizem da igreja é verdade! Ora, eu estaria enganando a quem, diante da realidade nua e crua que presenciamos quase todos os dias no meio evangélico? Há mentiras e perseguição religiosa contra cristãos verdadeiros? Claro que há, e isso é bíblico! Mas muitos escândalos tem uma parcela de culpa de determinados grupos religiosos, que erram desenfreadamente. E estes erros, por vezes graves, mancham a imagem daqueles que procuram seguir os passos do Senhor Jesus.


Na realidade uma igreja não inicia com objetivos comerciais. Há um intuito sincero de homens que tiveram grandes experiências com Deus. Seja uma cura divina, um milagre, algo que levou esta pessoa a ter um ideal religioso. Sem estas experiências jamais mudariam. Seria ingenuidade demais imaginar que uma pessoa sai do meio das drogas, ou de uma vida cheia de opções, mesmo sendo rico, famoso, para se tornar um "crente" com uma bíblia embaixo do braço, sem motivos para uma mudança tão radical. Chega, às vezes, a se tornar um "enjoado", querendo que todo mundo venha aderir a sua crença, mesmo ele não sendo pastor. Ou seja, alguma coisa boa aconteceu. Mas com o passar dos anos este crente acaba por deixar a malícia sufocar a área espiritual. É denominado entre os próprios irmãos da igreja de "crente cascudo", ou seja, cai no comodismo de crente velho de igreja, achando que sabe tudo, e já não precisa orar tanto como antes. A oração, o jejum, a intercessão, que tantas vezes ele mesmo recomendou, é deixada de lado. Agora, a fofoca, a inveja, a disputa, e principalmente o dinheiro, falam mais alto no seu coração que a voz de Deus. É o início da apostasia!


E esta apostasia leva a atitudes mesquinhas, que se contradizem com o que ele mesmo prega. A mensagem da cruz fala de uma vida cristã de amor, de unidade e paz entre irmãos e igrejas. Ou seja, não é somente a paz vertical - com Deus - mas também paz horizontal - com irmãos em Cristo. Logo, o cristão não pode ser uma pessoa carregada de malícia, atitudes maldosas de caráter mundano. Por exemplo, se você visitar uma cidade ou um bairro, e ver que ali não tem nenhuma igreja, e resolver abrir uma congregação, e ela começar a crescer, se prepare, pois abrirão outra igreja bem perto da sua! Não é em outra rua, nem um pouco longe, nada disso! É ali, bem pertinho onde está a igreja que você iniciou. Não estou exagerando! Se puderem eles abrem bem na frente. E são homens que se intitulam "homens de Deus", espirituais, que tem dons, pulam, sapateiam, etc. Tenho visto e vivido esta realidade bem de perto. E este tipo de igreja inicia sua tragetória de forma bem estratégica. Se você pensa que estas igrejas iniciam apenas com humildes orações e evangelismo para um crescimento ganhando as almas perdidas deste mundo, está religiosamente enganado! No dia da inauguração, e por mais alguns cultos, seus líderes ordenam a vinda de ônibus, vans, cheias de crentes das outras congregações (filiais), ou da sede. Enchem a igreja recém inaugurada. Daí quem passa, olha, e comenta: "-Nossa, aquela igreja está lotada!" Claro, lotada com membros de outro lugar! Como a primeira impressão é a que fica, vários crentes do bairro, enjoados ou encrencados com suas igrejas, resolvem se transferir para esta nova igreja, e ficam na mente com a visão de templo cheio. Isso porque nenhum crente quer fazer parte de uma igreja com meia dúzia de pessoas. Na visão de alguns mais exigentes, rigorosos, igreja muito vazia tem alguma coisa errada. Outros crentes chegam até mesmo a atribuir as mazelas de sua vida ao fato de estarem numa igreja não muito boa, e que com a mudança de igreja as coisas irão melhorar. Em algumas pregações mais apelativas, chega-se a dizer aos visitantes, que o fato deles terem ido ali naquele local "não foi à toa". Ou seja, o lugar deles pode ser ali. Mas isso só funciona quando a pessoa já está mesmo querendo mudar de igreja. Religiões com este tipo de trabalho quase nunca crescem ganhando pessoas não cristãs. A maioria dos membros são oriundos de outras denominações evangélicas. (São raros os crentes que ficam muito tempo numa mesma igreja).
Nunca abri templo perto de nenhum outro, e se percebo que em um bairro já há dezenas de igrejas, eu vou abrir outra ali pra quê? E me pergunto: Do que adianta, meu Deus, eu ser um pastor, pregar a salvação, pregar o amor, se eu vou bem ao lado, ou na frente de uma igreja, e abro outra?! Que amor e respeito eu estarei demonstrando para aquele pastor e suas ovelhas? O que eu estarei representando para aqueles irmãos que estão lá, orando e chorando por sua igreja? O que eu serei na mente dos vizinhos daquela rua, dos moradores daquele bairro? No mínimo vão dizer em alto e bom som: "-As igrejas são comércio mesmo....veja...uma ao lado da outra...concorrência..." Ou o que mais eles pensariam, se não conhecem este poder transformador do evangelho que nós conhecemos?!
Minha admiração vai para os humildes pastores, de pequenas igrejas, que aos trancos e barrancos vão vencendo as lutas. Uma classe mais humilde da nossa tão difamada área pastoral. Mesmo estes tem que averiguar se não estão traçando um mesmo caminho, para depois não imitarem estes tipos de liderança.
Aos ateus, sem religião, ou quem não seja evangélico, deixo claro: não são todas as igrejas e pastores que agem assim. Dizer que "pastor é tudo safado" é conversa de porta de botequim. Esta generalização não é nem um pouco inteligente. Quem insiste em falar assim, o faz de deboche, piada, ou tem alguma questão pessoal. Há pessoas mal intencionadas em qualquer segmento da sociedade. Muitos pastores são éticos, honestos, são homens de Deus, preocupados com o aumento do Reino de Deus, que abrem igrejas para ganhar almas, alcançar vidas destruídas. Abrem portas para ver mais famílias sendo curadas, libertas, abençoadas! Todavia, como nos diz a Palavra de Deus, os escândalos acontecem. Mas ai daquele por meio de quem o escândalo vem! (Mateus 18.7)
"E, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de
largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita". (2º Pedro 2:3)
"A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a
tendes convertido em covil de ladrões". (Mateus 21:13)

Fonte: Denis de Oliveira

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pastores X Lobos

         
Que pastores serão estes que conduzem abertamente suas ovelhas ao abismo?
Pastores buscam o bem das ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio; lobos gostam de reuniões.
Pastores vivem a sombra da cruz; lobos vivem a sombra dos holofotes.
Pastores choram por suas ovelhas; lobos fazem suas ovelhas chorarem.
Pastores têm autoridade espiritual; lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas; lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas; lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos; lobos contam as cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas; lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor; lobos levam a sério.
Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos; lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério; lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam; lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários; lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida; lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar em secreto; lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas; lobos se abastecem de suas ovelhas.
Pastores vão para o púlpito; lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores; lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes; lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos pelo das ofertas.
Pastores apontam para Cristo; lobos apontam para si mesmos.
Pastores são usados por Deus; lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana; lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer; lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés na estrada; lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição; lobos se autopromovem.
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça; lobos vivem sem lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto; lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores têm compromisso como Reino; lobos têm compromissos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas; lobos perpetuam a infantilidade.
Pastores confessam os seus pecados; lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais.
Pastores têm dons e talentos; lobos têm cargos e títulos.
Pastores são transparentes; lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igreja comunidade; lobos dirigem igreja empresa.
Pastores pastoreiam ovelhas; lobos seduzem ovelhas.
Pastores trabalham em equipes; lobos são prima-donas.
Pastores constroem vínculos de interdependência; lobos aprisionam a co-dependência.
À luz do exposto, a pergunta que cada um de vocês deve se fazer é: “Meu pastor é um pastor mesmo ou um lobo?”

por Pr. Moisés Romero